terça-feira, 15 de setembro de 2026

O ORGULHO E A HUMILDADE.

 


O ORGULHO E A HUMILDADE

 

Dentro das instruções dos Espíritos, o irmão Lacordaire em Constantina, no ano de 1.863, deseja que a paz esteja com todos, onde Ele da Seara do Senhor encorajará a todos a seguir o lado do bem e do amor.

Informa que Deus dá à oportunidade de se esclarecerem, e agradece ao Pai Celestial por poder ajudar o adiantamento destes irmãos.  Solicita ao Santo Espírito que ilumine a todos para que compreendam as suas palavras. E aqueles que sentirem a dificuldade e que procuram a luz, que devem pedir a Deus para lhes ajudar para fazerem brilhar a verdade!

Alerta que a humildade se faça dentro de todos; que os grandes exemplos deixados por Jesus possam ser colocados em prática, e que sem a humildade não poderão praticar a caridade.

Para que a humildade seja colocada em pratica, porque vem a ser um bem.

Que devem recordar os feitos de Jesus, vendo que a humildade se colocou acima de todos, e que o orgulho vem a ser o adversário da humildade, e a catarata nos olhos de muitos. Que se o Cristo prometeu o Reino dos Céus para os mais pobres, é porque ostentam a humildade. Já o rico acha que os títulos foram tributos dados a ele como recompensa. Acham que tudo aquilo que foi lhes dado, é porque lhe eram devido, mais quando a natureza lhes tira algo, acabam acusando Deus. Mais o bom Espírito alerta que perante a Deus, Ele não distingue o pobre do rico pela sua vida material.

Deus não criou duas criaturas diferentes, mas deu a oportunidade a cada um de se redimir, para que cada um vença o obstáculo. O pobre já foi rico e o rico já foi pobre, sendo isto testes para que possam evoluir Espiritualmente.

Alerta também para os ricos, que existem muitos pobres precisando de ajuda sua. Que os que passam fome são seus iguais. Diz que a química terrestre não encontrou diferença entre os sangues do pobre e o do rico, e que perante a Deus sem roupas são iguais. E pergunta que quem pode dizer que o rico um dia não poderá pedir esmolas, e que as riquezas daqui não são eternas, e que se acabam como o corpo físico.

O Bom irmão pergunta aos orgulhosos, o que eles eram antes de serem ricos?  Que acordem para a realidade, porque poderão ser rebaixados pela Providência Divina. Que os Espíritos são de mesma essência e o corpo da mesma massa.

O Espírito Bom perante uma mãe que reencarnou para encarar o flagelo, para seu filho passar fome e frio, informa que isto foi à prova escolhida por ela para passar por isso. Ele a encoraja e pede para ajoelhar-se perante Deus e pedir forças para suportar tudo com resignação. Diz que perante os olhos dos materiais ela é santa, e a orienta para sofrer resignada por que poderá habitar o Reino dos Céus.

Pergunta aos jovens devotados ao trabalho, o porquê de tristes pensamentos e por que choram? Que o olhar destes posa contemplar Deus, porque Ele nunca abandona ninguém.

Indaga também a estes que se largam aos prazeres, lembrando que existem muitas pessoas que estão escondidas nos vestidos bordados, e que soluçam e derramam lágrimas sob o ruído de uma orquestra, que elas preferiam um humilde retiro e a pobreza. O Bom Espírito encoraja a todos, para que permaneçam firmes e puros perante os olhos de Deus, se não o seu Protetor Espiritual poderá deixá-los.

Para aqueles que sofrem das injustiças dos homens, ele pede para serem fortes e indulgentes. Para os que sofrem de calúnia, alerta para que se curvem perante as provas, que isto nada importa se a sua conduta é pura. Informa que suportar com coragem as humilhações dos outros, vem a ser prova de humildade.

Ele faz uma pergunta: que será que o nosso Cristo vai ter que encarnar em um novo corpo para dar um jeito nos vendilhões do templo, e que mancham a sua casa que é um lugar de respeito? Ele diz que talvez o nosso Mestre se viesse seria relegado.

Quando Moises recebeu os dez mandamentos muitos homens e mulheres de Israel abandonaram o Deus verdadeiro, dando suas joias de ouro para um ídolo que adoravam. O Bom Espírito alerta para que não façam isto, e que sejam generosos e caridosos sem ostentação, que quer dizer façam o bem com humildade. Que sejam verdadeiros e terão o Reino dos Céus, e que não duvidem de Deus quando Ele permite uma prova para eles.

Que os Espíritos Bons, vieram para preparar o caminho para o cumprimento das profecias, para que o coração de todos sejam brandos e humildes, para poderem ouvir a palavra Divina, mas se forem contra as orientações Deles, este mundo poderá se tornar um ranger de dentes. Ele acredita que se todos se unirem retornando ao Pai Maior, servindo a Ele e colocando as suas leis em prática, podem sim ter um mundo melhor, e agradece a Deus por sua inesgotável bondade.

Já o Irmão Adolfo, Bispo de Argel, em Marmande no ano de 1.862, pergunta por que os homens lamentam as calamidades, se foram eles mesmo que lançaram isto, onde menosprezaram a Santa Divina moral do Cristo, abrindo as portas para a iniquidade.

Que a inquietação se dá de uma forma geral, porque cada um procura esmagar uns aos outros, e que ninguém pode ser feliz sem a benevolência mutua, porque o orgulho predomina.

Que o orgulho deve abrir os seus olhos, combatendo os seus males, pois aqueles que sabem que são e nada fazem para sair deste pecam duas vezes, ou mais. Para que estas pessoas abram seus olhos para evitar consequências, que a saída vem a ser colocar em prática a lei do Cristo que repeliram ou falsearam na sua interpretação.

Alerta que geralmente os orgulhosos se encantam mais com as coisas materiais, e pergunta qual vale mais, um peso de ouro ou a correção dos seus defeitos?

Diz que o orgulhoso é indulgente com tudo o que lisonjeia, porque deixam as necessidades materiais usurparem sobre o bom-senso e a razão, porque cada irmão quer se elevar acima do outro, onde a sociedade hoje sofre as consequências disso.

Atenta para que não esqueçam que tal estado de coisas, vem a ser sinal de decadência moral, porque quando o orgulho atinge os últimos limites, vem a ser indicio de uma queda próxima, porque Deus deixa que haja uma punição para os soberbos para esperta-los. Mas se estes irmãos se revoltarem contra isto, a sua queda poderá se terrível.

Lembra que aqueles cujo egoísmo tomou conta, que retome ao caminho da humildade, e que Deus lhe enviará um remédio para suas aflições. Que abram seus olhos para a luz, se espelhando naqueles que partiram daqui, e que podem dar conselhos.

Que aquele que amou mais seus irmãos, será amado nos Céus, e os que abusam, por certo serão reduzidos a obedecer a servidores, e que a caridade e a humildade são as chaves dos Céus.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

 Curitiba. PR

PRECE PARA QUEM DESENCARNOU HOJE.

 


 

 

PRECE PARA QUEM DESENCARNOU HOJE.

"Senhor Todo-Poderoso”, que vossa misericórdia se derrame sob nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que brilhe a vossa luz aos seus olhos! Tirai-os das trevas,abri os seus olhos e os seus ouvidos! Que os bons espíritos os envolvam e lhes façam ouvir suas palavras de paz e de esperança!

QUE ASSIM SEJA SENHOR.

MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

ORAÇÃO BASEADA NO SALMO 23:

 


ORAÇÃO BASEADA NO SALMO 23:

O SENHOR É O NOSSO PASTOR.

O SENHOR É O NOSSO PASTOR, E NADA NOS FALTARÁ;

DEITAR-NOS FAZ EM VERDES PASTOS, GUIANDO-NOS MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS;

REFRIGERA-NOS A NOSSA ALMA; GUIANDO-NOS PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA, POR AMOR DO SEU NONE;

AINDA QUE NÓS ANDÁSSEMOS PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMERIÁMOS MAL ALGUM, PORQUE TU SENHOR ESTÁS CONOSCO; A SUA VARA E O SEU CAJADO NOS CONSOLAM;

PREPARAS UMA MESA PERANTE A NÓS NA PRESENÇA DOS NOSSOS INIMIGOS, UNGES A NOSSA CABEÇA COM ÓLEO, O NOSSO CÁLICE TRANSBORDARÁ;

CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA NOS SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA; E HABITAREMOS NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS.

ASSIM SEJA.

SALMO 23:1-6 ACF

 

 

"OLHOS"

 


Katia Santamaria

Livro: "Palavras de Vida Eterna" - Emmanuel / F.C.Xavier

Estudo n. 71 - "OLHOS"

" ... Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz..." - Jesus. ( Mateus, 6:22) Todos possuem olhos, mas, nem por isso são sempre iguais, pois, os encontramos diferentes em todos os lugares, não, apenas, na aparência física, cor, formato, mas, no modo como olham, enxergam, como exprimem sentimentos.

Como diz a lição, são olhos de malícia, de crueldade, de ciúme, de desespero, de desconfiança, de frieza, etc.

Se os olhos são a luz do corpo, é por meio deles que a criatura se orienta, não só em relação aos seus passos, mas, no julgamento que faz das coisas.

Se os olhos são bons, seu caminhar é equilibrado e seus conceitos são justos; se são maus ocorre o contrário, seus passos e julgamentos serão igualmente maus.

As atitudes, a maneira de ver e julgar as coisas estão sempre relacionados com o desenvolvimento moral da criatura. Possuímos olhos físicos, mas, é com os olhos da alma que julgamos, emitimos conceitos, é por isso que um mesmo fato pode ser julgado de forma diferente pelas pessoas. O mesmo acontecimento apresenta peculiaridades diferentes de acordo com os olhos espirituais que o observam. Existem olhos que só enxergam o lado mau das coisas.

Os olhos bons são aqueles que conseguem ver o bem, onde a maioria só vê podridão. Que conseguem reter somente o que é bom das situações deprimentes. Não veem só as imperfeições morais das pessoas, mas, também, as virtudes que elas já conquistaram, sem falar, que agir assim é um ato de caridade moral.

Ter olhos bons, não é ignorar ou mesmo achar que o mal não existe, porque isso seria um engano. É não contribuir para que o mal seja realçado em prejuízo do bem, que existe em todos e em tudo. As pessoas que possuem olhos bons são indulgentes com os defeitos alheios, evitando comentá-los e divulgá-los, porque sabem que elas, também, são imperfeitas e precisam combater suas más tendências, que necessitam, portanto, da compreensão dos outros.

No livro "Nas pegadas do Mestre", de autoria de Vinicius, traz a seguinte narração que ilustra bem o tema do estudo: "Jazia um cão morto, já em estado de decomposição, estendido sobre as pedras de uma rua. Sobre aquele corpo, onde se banqueteavam os vermes, esvoaçavam e zumbiam moscas. "Todos que por ali passavam, levavam o lenço ao nariz, deixando escapar um tanto indignados, exclamações como estas: "Que imundície! Que asquerosidade! Que podridão! "Eis que Jesus, transitando a seu turno por aquele local, volve seu doce olhar para as ruínas daquela forma animal que se decompunha, e diz: Pobre cão; que belos dentes tinha ele." Para que nossos olhos sejam bons, reflitamos nas palavras de Jesus: " ... Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz..." Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel) - "Palavras de Vida Eterna" Estudo 71 - Olhos

Camargo, P. (Vinícius) - "Nas Pegadas do Mestre" - lição: "Olhos bons e olhos maus"

QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM SEMPRE PARA O LADO DO BEM E DO AMOR.

MENSAGEM LIDA E TRANSMITIDA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADTRADO

OFENSA E PERDÃO.


 Ofensa e perdão

 

Qual a primeira reação que temos quando nos sentimos ofendidos?

Quando alguém nos injuria, calunia ou age com má fé em relação a nós, qual o primeiro sentimento que nos toma a alma?

Boa parte de nós diria ser a revolta esse sentimento.

Outros, mencionaríamos o desejo de vingança, a vontade de retribuir com a mesma moeda o mal que nos atingiu.

E não poucos nos sentiríamos indignados, não hesitando em tomar satisfação com o outro, usando de palavras grosseiras, quando não mesmo da agressão física.

Porém, poucas vezes reflexionamos sobre se essa seria a melhor atitude a ser tomada.

Quando a ofensa nos chega, enchemo-nos de cólera, e reagimos, de imediato. Nem um momento de reflexão.

Todo aquele que ofende, entretanto, traz em si desarmonia e dificuldades de grande monta.

Calúnia e injúria são apenas frutos daqueles que se perderam nos desatinos da inveja e do ciúme.

São criaturas que não perceberam que todos trazemos valores e capacidades que podem ser desenvolvidos. Desequilibram-se no triste caminho de invejar no próximo aquilo que não acreditam possível desenvolver em si mesmos.

Aqueles que agem, usando de má fé, com o intuito deliberado de prejudicar ao outro, são portadores de graves enfermidades em seu íntimo.

Buscam atalhos inexistentes para alcançar seus intentos, não se importando e não mensurando o reflexo de suas ações.

Agem assim por ignorar que a vida devolve em frutos todas as sementes lançadas ao vento.

Assim, se a ofensa nos chega ao coração, antes de qualquer reação, reflitamos.

Vejamos alguém enfermo naquele que nos ofende. Alguém com profundas dificuldades íntimas.

Ele se esforça em aparentar uma felicidade e superioridade inexistentes, pois verdadeiramente feliz é o que goza de paz de consciência.

Ninguém que esteja efetivamente de bem consigo mesmo sente a necessidade de magoar a terceiros, de forma nenhuma.

Por isso, Francisco de Assis, conhecendo em profundidade os dramas humanos, roga ao Pai Celeste permita que ele possa levar o perdão onde houvesse ofensa.

O doce cantor de Deus, reconhecendo as dificuldades íntimas de quem ofende, deseja retribuir àquele coração apenas com o perdão.

Ser ferramenta da ofensa é muito mais grave do que ser ofendido.

Infelicidade efetiva nasce das mãos que atiram pedras, e não daqueles que lhe constituem o alvo.

O perdão aos que nos atacam nascerá sempre do olhar de compreensão; da capacidade de transcendermos a situação, registrando compaixão diante do agressor.

*   *   *

Assim, se a ofensa nos chegar, vejamos nela o imenso convite ao exercício do perdão.

Isso nos evitará o fardo de carregar n’alma o peso da vingança e o ácido do mal querer.

E, ante as tormentas que o ultraje possa nos causar, lembremo-nos de que Jesus, incomparável na Sua pureza, manteve-se sereno e calado, diante dos mais vis insultos que os homens puderam engendrar, a seu tempo.

Redação do Momento Espírita.
Em 25.7.2015.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHE

O ÓDIO PRECISA ACABAR.

 


O ódio precisa acabar

 

Perdoar é sublime. Disso nos deu exemplo Jesus, nosso Mestre, no Seu processo arbitrário de julgamento, flagelação e morte.

Quem assinalara que se devia amar os inimigos, não poderia ter outra atitude.

No entanto, quando o perdão nos remete a questões individuais, de um modo geral, reconhecemos como se torna de difícil execução o exemplo do Nazareno.

Parece-nos impossível que determinadas coisas possam ser perdoadas. Mas, algumas criaturas o fazem, com subida dignidade. Como Eric Lomax.

Ele era um oficial britânico, quando se tornou prisioneiro em um local que ficou conhecido como ferrovia da morte.

Essa estrada de ferro ligava Bangcoc à Birmânia, atual Mianmar. O projeto era japonês, mas foi concretizado por milhares de prisioneiros de guerra.

Estima-se que oitenta e três mil tenham morrido enquanto eram explorados, durante a construção da ferrovia.

Foi lá que Lomax conheceu Nagase Takashi, um de seus torturadores, que também servia de intérprete.

Durante um ano inteiro, oficiais japoneses tentaram fazer com que ele confessasse ser colaboracionista da resistência, o que nunca foi verdade.

Lomax teve quebrados seus braços e ossos do quadril, além de ter sido submetido a táticas de afogamento.

Quando retornou ao seu país, em 1945, após três anos como prisioneiro, ninguém o esperava no cais. Uma carta o informou de que sua mãe morrera e seu pai tornara a se casar.

Ele precisou de intenso trabalho terapêutico e do auxílio de sua esposa, para enfrentar o horror indizível de seu trauma.

Quarenta anos depois, ainda sofrendo da síndrome do estresse pós-traumático, ele encontrou aquele que identificava como o principal responsável por sua tortura.

Ainda ecoavam em sua mente as palavras insistentes: Confessa, Lomax. Confessa e não haverá mais dor.

De acordo com a esposa do britânico, a intenção dele, ao marcar um encontro com o japonês era matá-lo.

Os dois se reencontraram justamente na ferrovia que Lomax fora forçado a ajudar a construir.

A imagem da guerra, que mais atormentava Nagase era a de um tenente inglês, cuja tortura ele havia facilitado e acreditava estar morto.

Assim que enxergou Eric, Takashi começou a chorar e a pedir perdão, compulsivamente. Foi então que Lomax descobriu que, depois da guerra, seu inimigo mortal fora condenado e passara a trabalhar na rodovia, à procura de corpos.

Contudo, não pôde de imediato desistir de sua vingança e reconciliar-se com quem considerava seu inimigo mortal.

Algumas semanas depois, em Hiroshima, de todos, o local mais improvável, Lomax concedeu o perdão de que necessitava Nagase para viver e morrer em paz.

Acabaram por se tornar amigos e, em uma carta, mais tarde, escreveu-lhe Lomax: Algum dia, o ódio precisa acabar.

*   *   *

O perdão traz a paz. Por vezes, é um processo que necessita de tempo.

Tempo para quem se considera a vítima administrar o sentido das dores, dentro de si.

Tempo para olhar o inimigo e se dar conta de que ele é um infeliz, que igualmente precisa de paz.

E, como o ódio precisa acabar, se oferece o perdão.

Redação do Momento Espírita, com base
em dados biográficos de Eric Lomax.
Em 23.3.2016.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO

 

 

OCIOSIDADE -MAL DOS DIAS MODERNOS.

 


Ociosidade – mal dos dias modernos

 

Os dias de hoje têm muitas facilidades.

Os meios de comunicação nos permitem saber de tudo o que acontece no mundo, no momento em que está ocorrendo.

Com as conexões via computador, qualquer pessoa pode navegar pelo mundo apenas acionando algumas teclas.

Jornais e revistas chegam em nossas casas, sem que precisemos sair para comprá-los.

Através das tv's a cabo e satélite, vários canais de televisão do mundo inteiro estão ao nosso alcance, basta que acionemos alguns botões.

O serviço de entregas por telefone é bem aceito pela população.

Aumentam as ofertas e os produtos. Flores, remédios, alimentos e outras tantas mercadorias chegam às nossas portas depois de ligeiro telefonema.

São as facilidades que, sem dúvida alguma, o progresso trouxe para o conforto geral.

Todavia, muito cuidado para que tais comodidades não se convertam em ociosidade, em preguiça.

A acomodação ociosa violenta o caráter moral do homem e desarticula as fibras e músculos orgânicos destinados ao movimento, à ação.

O homem tem como destino o progresso constante.

É ótimo que aproveitemos as facilidades que nos são oferecidas no campo material, mas é urgente que busquemos alcançar novos degraus no campo espiritual, ético e moral.

É importante que saibamos empregar bem o tempo que a tecnologia nos poupa.

Mais será exigido de quem mais tem. É afirmativa de Jesus.

Todos os benefícios ofertados à Humanidade são permitidos pela Divindade, e devem servir como meio para se alcançar o verdadeiro progresso, que consiste na melhoria intelectual e moral.

Lutemos, pois, para que não sejamos dominados pela acomodação. Busquemos desenvolver os valores duradouros do bem, da honradez, da honestidade, da bondade, da dignidade, da cultura útil, do conhecimento.

Essas observações servem também para os nossos filhos. Cuidemos para que não caiam nas malhas da preguiça, do marasmo.

Incentivemos a leitura edificante, ensinando-os que ler um livro pela primeira vez é conhecer um novo amigo. Ler um livro pela segunda vez é encontrar um velho amigo.

Com todo nosso afeto, mostremos-lhes que todos fazemos parte de uma sociedade, e que somos interdependentes.

Para a construção de uma sociedade melhor, é necessário que todos contribuamos ativamente com nosso tijolo de amor, ainda que pequeno, mas de suma importância.

Utilizar bem o tesouro das horas, em nosso e em benefício dos que nos rodeiam, eis a grande decisão que nos cabe.

Exercitar a alma disciplinando as emoções, treinando a paciência, o perdão, a humildade, para que nosso perfil seja condizente com nossos anseios superiores.

Enfim, fazer luz em nossa intimidade e afastar as trevas da acomodação atrevida, que teima em se fazer presente em nossas vidas.

Diz um provérbio chinês que há três coisas que nunca voltam: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

Por tudo isso, diga não à ociosidade.

*  *  *

Mesmo que nosso corpo esteja inerte, o pensamento não para nunca.

É por esse motivo que muitas pessoas, que não se entregam à acomodação e ao marasmo, ficam lúcidas apesar do envelhecimento do corpo físico.

Ao contrário, as que acham que nada mais podem fazer e dão por cumprida sua etapa, têm o cérebro atrofiado e a esclerose se manifesta mais cedo.

Assim, importa que mantenhamos o cérebro e as mãos sempre ocupados, com coisas positivas, para que a lucidez não nos abandone jamais.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 15.8.2012.

DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.