terça-feira, 28 de julho de 2026

DOENÇA DE ALZHEIMER SOBRE O PONTO DE VIS ESPÍRITA.

 


DOENÇA DE ALZHEIMER SOBRE O PONTO DE VISTA ESPÍRITA.

 

Esta Doença acaba provocando alterações na memória e na personalidade da pessoa, onde acaba dificultando a comunicação ou execução de simples tarefas e outros, que são sintomas que ajudam a identificar o problema, que se da principalmente nos idosos. Por exemplo: na velhice quase que constantemente o indivíduo se queixa de falta de memória, mas tem um detalhe que devemos levar em conta, que nem sempre a queixa de falta de memória significa doença de Alzheimer, onde as pessoas devem checar num médico da Terra.

Esta doença estima-se que cerca de milhões de pessoas no mundo são portadores dela, e no Brasil bilhões, onde boa parte acontece com a pessoa com idade acima de 65 anos.

A doença com o tempo acaba atingindo o sistema nervoso central e as regiões responsáveis pela memória, e por outras funções.

A doença geralmente não tem cura, mas existem alguns remédios que ajudam o paciente a minimizar o sofrimento.

O principal fator de risco vem a ser a idade, pois quanto mais a pessoas viver aqui, maior será o risco de desenvolver a doença.

Geralmente tudo começa por afetar a memória, onde a pessoa lembra-se de coisas do passado, mas não se recorda do que ocorreu de manhã, a noite não se lembra do que almoçou.

Mais tarde começa a ter problemas para se alimentar e executar tarefas simples. Perde a noção de se vestir, e não consegue enfiar uma manga da camisa no braço e manter a higiene. Pode também trocar a noite pelo dia, e perambular pela casa.

Na fase mais avançada, o esquecimento acaba tomando conta da pessoa, ela precisa de ajuda de terceiros porque não consegue mais comer sozinha.

 Mais na frente começa a usar fraudas por não conseguir dominar as suas necessidades fisiológicas. Não fala mais, e tem pessoa que não dorme nem de dia e nem à noite.

Na fase terminal, o paciente está na cama e só geme e fica somente numa postura.

Existem remédios que acabam retardando a evolução deste, são inibidores que ajudam por algum tempo a retardar a progressão desta doença que se torna mais lenta.

No nosso Brasil já existe um medicamento de ação prolongada para o tratamento desta doença, em estágios leves e moderados.

No meu ponto de vista toda doença acaba gerando algum mal Espiritual, porque a pessoa acaba baixando de sintonia, e baixando abre as portas para Espíritos que partiram deste mundo com esta doença, que acabam encostando-se às pessoas que possuem esta enfermidade, e com isso fomentam a situação.

Por isso sempre que eu posso, recomendo o tratamento tanto com o Médico da Terra, como o do Espiritual. O Espiritismo quando não pode ajudar na cura, ele pelo menos nos da um certo preparo psicológico para convivermos com ela. Pois ele é ciência, filosofia e religião. Eu por exemplo nesta minha vivência com o Espiritismo, já vi pessoas se curarem de câncer na pele, embaixo do braço e outros, com o trabalho dos passes e a água fluida.

 

 

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado. Meu blogger: getuliomomentoespirita. blogspot.com

 Curitiba. PR. Brasil.

 

ALTRUÍSMO.

 


Altruísmo

 

 

Luiz Moreau Gottschalk, um célebre pianista e compositor, visitando certa vez a cidade de Kingston, na Jamaica, entrou em um templo exatamente no momento em que se realizava um culto.

O pastor falava a respeito da caridade. Pintava com imagens fortes o estado a que tinham ficado reduzidas algumas famílias de uns pobres náufragos perdidos, naqueles dias, durante uma grande tempestade no mar.

O ministro usava toda a sua eloquência para comover o auditório, pedindo contribuições para remediar tanta desgraça.

Eram crianças órfãs, sem alimento. Eram viúvas, sem abrigo. Eram mães idosas, sem ninguém mais que olhasse por elas.

Comovido, o compositor acercou-se de um órgão, num dos ângulos do templo, sentou-se e deixou correr as mãos sobre o teclado.

Uma melodia de sabor religioso, tênue, triste, apaixonada, que parecia um coro sublime, começou a envolver a assembleia.

A suavidade da composição era tal que não impedia que todos continuassem a ouvir a voz do pregador que, dominado pela inspiração da música, ardorosamente foi tecendo imagens, evocando Jesus e a necessidade de amar o próximo.

Finalmente, ele concluiu a sua fala, fascinado, como todos os circunstantes, pelas deliciosas harmonias que saíam do órgão.

A música foi se perdendo em notas divinas e terminou. Então, o próprio pianista tomou seu chapéu, nele depositou algumas moedas, percorreu todos os bancos, recebendo dos presentes valiosos donativos.

Quando chegou ao último banco, no fundo do templo, viu uma senhora muito idosa alquebrada pelos anos, que trazia o rosto sulcado por lágrimas.

Seria mãe de um dos náufragos? Uma viúva?

Sem pestanejar, ele esvaziou o chapéu no colo da senhora e desapareceu, porta afora.

*   *   *

Onde anda a miséria? Por vezes, empreendemos campanhas a favor de necessitados a respeito dos quais ouvimos falar e que se encontram distantes de nós.

Muito justo e meritório. No entanto é importante dar uma olhada ao nosso redor.

Existem pessoas muito necessitadas, mas que sofrem caladas, constrangidas de expor as suas dificuldades. Por isso mesmo, ensina o evangelho que o verdadeiro homem de bem é aquele que vai ao encontro da necessidade, sem esperar que a miséria lhe bata à porta.

Para isso, é preciso ter sensibilidade e voltar os olhos para os palcos do sofrimento.

Mesmo porque existem criaturas que, por sua própria condição, sequer podem estender mãos para pedir, pois os braços estão paralisados.

Há os que não podem erguer a voz para suplicar, porque a tem afogada na garganta, pelas lágrimas da dor que nunca cessa.

Há os que desejariam alcançar alguém que os auxiliasse, entretanto, as pernas lhes impedem andar.

*   *   *

A obra do bem em favor de todos precisa de muitos braços e não exige títulos universitários ou recursos financeiros.

Aguarda, simplesmente, a vontade em ação, um coração que sente, uma mente que idealiza, braços fortes que ajam, desde agora, antes que a fome se transforme em enfermidade e a carência em miséria extrema.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Altruísmo 
de um grande músico, publicado no boletim semanal
Luz do evangelho, de 10.03.2001. 
Em 20.11.2009.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUDRADO.

 

AS ALMAS QUE SE AMAM SE ENCONTRAM EM OUTRA VIDA?

 


As almas que se Amam se Encontram em Outra Vida?

Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito. Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós. Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação. O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.

 

O fato de duas almas terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir. É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).

Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.

E porque Deus faria isso?

Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.
Imaginemos…

 

Duas almas aprendem a se amar. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências. Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias. Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem… não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o egoísmo e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.

Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.
Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

ALMAS ENAMORADAS.

 


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Almas enamoradas

Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.

Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados.

Então, tudo começa. O namoro é o doce encantamento.

Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.

Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.

Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.

A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria. São os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.

Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.

Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.

Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.

Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais. Mas ele já está muito distante...

O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem.

E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se.

E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.

Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.

Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para, logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção.

Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram.

* * *

Se a pessoa com quem nos casamos não é bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.

Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.

E, se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.

* * *

Os casamentos são programados antes do berço.

Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as Leis Divinas estabeleceram para nós.

Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.

Redação do Momento Espírita.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 5. ed. Fep.

26.4.2013.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

A ALMA DA TERRA.


 

Revista Espírita 1868 » Setembro » A alma da terra

 



A questão precedente nos conduz, naturalmente, à da alma da Terra, várias vezes debatida e diversamente interpretada.

A alma da Terra representa o papel principal na teoria da formação do nosso globo pela incrustação de quatro planetas, teoria cuja impossibilidade material demonstramos, conforme as observações geológicas e os dados da ciência experimental (Vide A Gênese, capítulo VII, nº 4 e seguintes). Pelo que concerne à alma, apoiar-nos-emos igualmente nos fatos.

Esta questão leva a outra: A Terra é um ser vivo? Sabemos que certos filósofos, mais sistemáticos do que práticos, consideram a Terra e todos os planetas como seres animados, fundando-se no princípio de que tudo vive na Natureza, desde o mineral até o homem. Para começar, cremos que haja uma diferença capital entre o movimento molecular de atração e de repulsão, de agregação e de desagregação do mineral e o princípio vital da planta; há aí efeitos diferentes que acusam causas dife­rentes, ou, pelo menos, uma profunda modificação na causa primeira, se ela é única. (A Gênese, Cap. X, nº 16 a 19).

Mas admitamos, por um instante, que o princípio da vida tenha a sua fonte no movimento molecular. Não poderemos contestar que seja ainda mais rudimentar no mineral do que na planta. Ora, daí a uma alma cujo atributo essencial é a inteligência, a distância é grande. Ninguém, cremos nós, pensou em dotar um seixo ou um pedaço de ferro com a faculdade de pensar, de querer e de compreender. Fazendo mesmo todas as concessões possíveis a este sistema, isto e, colocando-nos no ponto de vista dos que confundem o princípio vital com a alma propriamente dita, a alma do mineral nele estaria no estado de germe latente, porquanto nele não se revela por qualquer manifestação.

Um fato não menos patente que o de que acabamos de falar é que o desenvolvimento orgânico está sempre em relação com o desenvolvimento do princípio inteligente. O organismo se completa à medida que se multiplicam as faculdades da alma. A escala orgânica segue sempre, em todos os seres, a progressão da inteligência, desde o pólipo até o homem. Não poderia ser de outro modo, pois à alma é necessário um instrumento apropriado à importância das funções que ela deve desempenhar. De que serviria à ostra ter a inteligência do macaco, sem os órgãos necessários à sua manifestação? Se, pois, a Terra fosse um ser animado, servindo de corpo a uma alma especial, essa alma deveria ser ainda mais rudimentar que a do pólipo, pois a Terra não tem a mesma vitalidade da planta, ao passo que, pelo papel que se atribui a essa alma, sobretudo na teoria da incrustação, dela fazem um ser dotado de raciocínio e do mais completo livre-arbítrio, um Espírito superior, numa palavra, o que não é nem racional, nem conforme à lei geral, porque jamais um Espírito teria sido mais aprisionado e pior dotado. A ideia da alma da Terra, entendida neste sentido, tanto quanto a que faz da Terra um animal, deve, pois, ser colocada entre as concepções sistemáticas e quiméricas.

Aliás, o mais ínfimo animal tem liberdade de movimentos; ele vai aonde quer e anda quando lhe apraz, ao passo que os astros, esses seres que dizem vivos e animados por inteligências superiores, seriam adstritos a movimentos perpetuamente automáticos, sem jamais poderem afastar-se de sua rota; seriam, na verdade, bem menos favorecidos que o último pulgão. Se, conforme a teoria da incrustação, as almas dos quatro planetas que formaram a Terra tiveram a liberdade de reunir os seus envoltórios, teriam a de ir aonde quisessem, de mudar à vontade as leis da mecânica celeste. Por que não mais a têm?

Há ideias que se refutam por si mesmas e sistemas que caem desde que se perscrutam seriamente as suas consequências. O Espiritismo seria, com razão, ridicularizado por seus adversários, se se fizesse o editor responsável por utopias que não resistem a um exame. Se o ridículo não o matou, é porque só mata o que é ridículo.

Por alma da Terra pode-se entender, mais racionalmente, a coletividade dos Espíritos encarregados da elaboração e da direção de seus elementos constitutivos, o que já supõe um certo grau de adiantamento e de desenvolvimento intelectual; ou, melhor ainda, o Espírito ao qual é confiada a alta direção dos destinos morais e do progresso de seus habitantes, missão que não pode ser entregue senão a um ser eminentemente superior em saber e em sabedoria. Neste caso, não é, a bem dizer, a alma da Terra, porque esse Espírito nela não está encarnado, nem subordinado ao seu estado material; é um chefe, preposto à sua direção, como um general é preposto à condução de um exército. Um Espírito encarregado de tão importante missão qual a governança de um mundo, não poderia ter caprichos, ou Deus seria muito imprevidente para confiar a execução de seus desígnios soberanos a seres capazes de levá-los ao fracasso, por sua má vontade. Ora, segundo a doutrina da incrustação, seria a má vontade da alma da Lua a causa da Terra ter ficado incompleta.

Numerosas comunicações, dadas em vários lugares, vieram confirmar esta maneira de encarar a questão da alma da Terra. Citaremos apenas uma, que resume todas em poucas palavras.

Sociedade Espírita de Bordeaux, abril de 1862

 

A Terra não tem alma que lhe pertença propriamente, porque não é um ser organizado como os que são dotados de vida; ela os tem aos milhões, que são os Espíritos encarregados de seu equilíbrio, de sua harmonia, de sua vegetação, de seu calor, de sua luz, das estações, da encarnação dos animais pelos quais eles velam, assim como pela dos homens. Isto não quer dizer que tais Espíritos sejam a causa desses fenômenos: eles os presidem como os funcionários de um governo presidem a cada uma das engrenagens da admi­nistração.

A Terra progrediu à medida que se formou; ela progride sempre, sem jamais se deter, até o momento em que tiver atingido o máximo de sua perfeição. Tudo o que nela é vida e matéria progride ao mesmo tempo, porque, à medida que se realiza o progresso, os Espíritos encarregados de velar por ela e seus produtos, progridem, por sua vez, pelo trabalho que lhes incumbe, ou cedem o lugar a Espíritos mais adiantados. Neste momento, ela chega a uma transição do mal ao bem, do medíocre ao belo.

Deus, criador, é a alma do Universo, de todos os mundos que gravitam no infinito, e os Espíritos encarregados, em cada mundo, da execução de suas leis, são agentes de sua vontade sob a direção de um delegado superior. Esse delegado pertence, necessariamente, à ordem dos Espíritos mais elevados, porque seria injúria à sabedoria divina crer que ela abandonasse à fantasia de uma criatura imperfeita o cuidado de velar pela realização do destino de milhões de suas próprias criaturas.

Pergunta: ─ Os Espíritos encarregados da direção e da elaboração dos elementos constitutivos do nosso globo podem encarnar-se aqui?

Resposta: ─ Certamente, porque na condição de encarnados, tendo uma ação mais direta sobre a matéria, eles podem fazer o que lhes seria impossível como Espíritos, assim como certas funções, por sua natureza, incumbem mais especialmente ao estado espiritual. A cada estado são conferidas missões particulares.

“Os habitantes da Terra não trabalham sua melhora material? Considerai, então, todos os Espíritos encarnados como parte da equipe de Espíritos encarregados de fazê-la progredir, ao mesmo tempo que eles próprios progridem. É a coletividade de todas essas inteligências, encarnadas e desencarnadas, inclusive o delegado superior, que constitui, a bem dizer, a alma da Terra, da qual cada um de vós faz parte. Encarnados e desencarnados são as abelhas que trabalham na edificação da colmeia, sob a direção do Espírito-chefe. Este é a cabeça, os outros, os braços.

Pergunta:Esse Espírito chefe também pode encarnar?

Resposta:Sem dúvida nenhuma, quando ele recebe a missão, o que ocorre quando sua presença entre os homens é necessária ao progresso.

Um dos vossos guias espirituais.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULI

NASCIMENTO DA ALMA.

 


NASCIMENTO DA ALMA

O Soberano Senhor do Universo criou os Espíritos todos iguais. Na função de Pai de todas as coisas, gerou as almas no Seu profundo amor, de sorte que Sua perfeição se transmutasse para as estruturas espirituais dos Seus Filhos do coração.

Porém cada um rumou para um lado, a do amor e do desamor dentro do livre arbítrio.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

FOTOGRAFIA DA ALMA.

 


Fotografias da alma

 

Uma passada rápida pelas redes sociais, tão comuns atualmente, basta para que nos deparemos com milhares de fotografias que, diariamente, são postadas na rede mundial de computadores.

São retratos de momentos em família, de amigos reunidos, de festas diversas, de reencontros, além dos autorretratos.

E nas fotografias, milhões de rostos.

Em alguns deles, há estampada indescritível alegria. Em outros, um olhar fugaz de surpresa. Em outros, ainda, um semblante nostálgico, saudoso, contemplador.

Mas nem sempre a expressão da face, eternizada através da fotografia, representa aquilo que nos vai no coração.

E se houvesse um aparelho capaz de nos fotografar a alma?

Quantos sorrisos seriam de verdadeira felicidade e não, como muito acontece, apenas máscaras para esconder a dor da solidão, da frustração, do arrependimento, da falta de esperança?

Quantos semblantes seriam verdadeiramente serenos, quando, em verdade, o foro íntimo se agita pelas águas densas e turbulentas das emoções e paixões humanas?

Tão singular aparelho nos representaria os mais profundos, porém verdadeiros sentimentos que nos moldam o estado de espírito e que, por diversas vezes somos obrigados a disfarçar por conta das convenções sociais.

Vivemos numa sociedade na qual somos ensinados que demonstrar nossos medos, incertezas e angústias é sinal de fraqueza.

Uma sociedade que diz que homem não chora, que busca sempre rostos felizes, que nos aponta ideais inatingíveis de beleza, felicidade e ilusões materiais.

Uma sociedade que não nos prepara para a dor, para recebermos os tantos nãos que a vida nos oferece, para a difícil compreensão de que nem sempre somos vencedores e que a queda se faz necessária no caminho de quem busca caminhar melhor.

Busca-se rostos alegres, festivos, ainda que em maquiagem às lágrimas da alma, pois rostos alegres não necessitam, acredita-se, de cuidados.

Contudo, para as tarefas de reconfortar corações e secar lágrimas são exigidos desprendimento de si mesmo, empatia e ânimo no bem.

Exigem que se retire o foco de si mesmo e que se tome a dor do outro como sua dor, entendendo que só seremos verdadeiramente felizes quando formos capazes de fazer feliz o nosso próximo.

*   *   *

É certo que cada ser é responsável pelos passos que dá no caminho que nos leva ao pai.

Nem mesmo Jesus caminhou por nós. Ele nos indicou a direção. A caminhada é dever de cada Espírito em marcha.

Sendo assim, todo indivíduo precisa percorrer a distância que lhe cabe, que guarda relação com as necessidades e os méritos pessoais.

Entretanto, não podemos nos esquivar da responsabilidade que temos uns para com os outros.

Podemos e devemos dar-nos as mãos, pois, embora tomemos caminhos distintos, a estrada é uma só, a da caridade.

Se não a percorrermos, jamais chegaremos a um encontro com Deus, pois são os pequenos gestos de doação que, somando-se, mostram-nos a grandeza do Pai Celestial.

Observando as recomendações de Santo Agostinho: Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita.
Em 17.7.2013.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.