quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O QUE O ESPIRITISMO FALA SOBRE A ENCARNAÇÃO?

 


O que o Espiritismo fala sobre encarnação?

Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel: “Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM INTUITIVO E INSPIRADO GETULIO PACHECO QUADRADO.

O QUE É UM MENTOR ESPIRITUAL E FÍSICO?

 


O que é um mentor espiritual e físico?

Monica Buonfiglio.

O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo; os profetas poderiam ser considerados médiuns; Sócrates era dirigido por um espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia, pois ouvia sua voz interior; Joana D'arc foi guiada pela voz de Deus, seu grande mentor. O dom mediúnico está relacionado ao seu mentor. Deus quer que este seja o seu instrutor dos interesses da alma e que seu aperfeiçoamento moral se torne o que deve ser, ou seja, o começo, o meio e o fim da vida como seu objetivo, assim explicava Allan Kardec.

O espírito humano segue uma marcha necessária, a imagem da escala de todos os que povoam o universo visível e invisível e todo progresso chega à sua hora; uns antes do que os outros, auxiliados por mentores, sejam eles encarnados ou não, visíveis ou invisíveis. O mentor tem como principal função, a orientação usando o veículo intuição; por isso, o mais importante é confiar nela, respeitá-la e ter fé, assim você conseguirá antever o futuro e se preparar contra qualquer armadilha e outros imprevistos.

Mas quem são nossos mentores? Acima de tudo, Deus, Jesus Cristo e os anjos guardiões na maioria das religiões; para o espíritas, homens e mulheres de bem que já desencarnaram e se comunicam através de veículos como a psicografia, sempre com a intenção de orientar seus protegidos; para os umbandistas, os caboclos, preto-velhos e assim por diante, isso vai depender da religião que professa. E seu nome? Quando for permitido, ele dirá, não se preocupe, porém devemos desconfiar de certos nomes bizarros ou ridículos usados por seres inferiores; os espíritos de luz são escrupulosos no tocante as providências que podem nos aconselhar; dão conselhos perfeitamente racionais e toda recomendação que se afaste da linha reta e do bom senso ou das leis imutáveis na natureza, não é digno de confiança; o fim sempre será sério e útil. Já os espíritos maus sopram a discórdia e pérfidas insinuações.

Já o mentor físico, é aquele que orienta com conselhos, confere um novo ânimo para que todos sigam em frente quando tudo parece difícil. Ele não julga, porém, esclarece; essa é a sua função. Acompanha, ensina e fortalece o grupo no crescimento em todos os aspectos, tanto na vida pessoal como profissional. Sabe de tudo um pouco, mas não invade a privacidade; apenas mostra caminhos, oferecendo alternativas, pois já vivenciou na prática experiências que outros ainda não. Ele incentiva a comunidade a buscar a informação e consequentemente a obtenção de mais conhecimento e sabedoria, independente do grau de instrução que as pessoas possuem. Também conta com o apoio espiritual de seus mentores; porém, assim como nas escolas gnósticas ou de Sofia, para ocorrer esta aproximação, deve existir a afinidade, confiança e respeito entre o grupo e o mentor.

Nem todos podem ser mentores; se ele tem uma vida agitada ou não tem paciência para ouvir os problemas ou se a sua visão quanto as religiões for limitada, é improvável que o seja, pois isso requer dedicação integral ao próximo. Ter uma boa reputação e com isso um valor moral justo (saber a diferenciação entre o bem e o mal) e ético (ver o bem e o mal em relação ao outrem) também contribui para ser um mentor de qualidade. Além disso, deve ter prazer em orientar e não ter isso como obrigação. Aliás, para ele, sua máxima deve ser sempre: Deus é amor, amor é Deus.

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O mentor físico é aquele que orienta com conselhos, confere um novo ânimo para que todos sigam em frente quando tudo parece difícil.

O QUE É O LIVRO DOS ESPÍRITOS?

 


O que é o 'Livro dos Espíritos'?

Atualizado: 11 de mai. de 2020


É o marco inicial da codificação da Doutrina Espírita, tendo sido a primeira obra a ser publicada por Allan Kardec, em 18 de abril de 1857, tratando dos aspectos científico, filosófico e religioso da doutrina, lançando as bases que seriam, no futuro, aprofundadas pelo Codificador nas demais obras: O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, o Céu e o Inferno e A Gênese.

Contém hoje 1019 perguntas e respostas, devidamente catalogadas e reunidas por temas pelo Codificador, com base nos ensinos transmitidos pelos Espíritos e nas suas observações acerca dos fenômenos do mundo espiritual. O livro, portanto, é o resultado de um trabalho coletivo, de real parceria entre o Céu e a Terra, apresentando os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as Leis Morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade. Como se pode observar, foi a primeira vez que a realidade espiritual, embora sempre tenha existido, “aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo”.

Nesta obra, Rivail já utilizou o psedônimo de Allan Kardec, nome que usara em encarnação entre os druidas, quando se preparava para a missão espírita, e não seu nome ilustre de batismo, Hippolyte Léon Denizard Rivail. A primeira edição de 18 de abril de 1857 foi publicada com 501 perguntas e, segundo a revista Reformador de Abril de 2004, seu lançamento deu-se no Palais Royal, Livraria Dentu, na Galeria Orléans.



As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente as jovens Caroline e Julie Boudin, de 16 e 14 anos, respectivamente, às quais se juntou Celine Japhet, com 18 anos e a senhorita Ermmance Defaux, de 14 anos, tendo o Espírito São Luiz guiado o processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi comparado com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, mais de dez segundo Kardec, cujos textos psicografados auxiliaram para a estruturação da obra.



A segunda edição francesa foi lançada em 18 de março de 1860, tendo o Livro dos Espíritos sido considerado quase como trabalho novo, conquanto não hajam sofrido os princípios qualquer alteração, salvo pequeníssimo número de exceções, considerados antes complementos e esclarecimentos que verdadeiras modificações. No intuito de proceder a esta revisão, Kardec manteve contato com grupos espíritas de aproximadamente 15 países da Europa e das Américas, já constando na segunda edição 1018 perguntas e respostas, sendo que algumas edições atuais trazem 1019 perguntas, acréscimo que segundo a Federação Espírita Brasileira decorre do fato de o Codificador não ter numerado a pergunta imediatamente após a 1010, aquela que seria a 1011. Deste modo, o livro teria, de fato, 1019 perguntas.

As respostas psicografadas pelas médiuns eram revistas, analisadas e muitas vezes comparadas a outras mensagens, sendo a revisão necessária por causa da dificuldade em se entender o que os espíritos diziam e, ainda, porque os espíritos não eram donos de toda a sabedoria do Universo.

A edição definitiva é composta de quatro partes. A primeira aborda sobre as noções de divindade, criação e elementos fundamentais do Universo. A segunda versa sobre o mundo dos Espíritos, tratando sobre a noção de Espírito, a finalidade de sua existência, seu potencial de auto aperfeiçoamento, sua pré e pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria. A terceira trata das leis morais, fazendo abordagem das Leis de Ordem Moral de Deus: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor e caridade. Por fim, a quarta parte discorre sobre as esperanças e consolações, onde constam considerações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e os obstáculos que encontra no além-túmulo.





 



[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de José Herculano Pires. 8 ed. São Paulo: FEESP, 1995. P. 08. [2] Wikipedia. O Livro dos Espíritos. Disponível em: <https://bit.ly/2MUvKqQ>. Acesso em: 14 jun. 2018.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O QUE É O ESPÍRITO SANTO?

 


O Que é O Espírito Santo?

Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2015

 

Quem se defronta com os textos bíblicos sem os subsídios proporcionados pela Doutrina Espírita, fica confuso, em muitas situações, como, por exemplo, no entendimento da identidade do chamado “Espírito Santo”. Em verdade, o Mestre Jesus, sabendo que suas instruções seriam falseadas, esquecidas e mal compreendidas, prometeu enviar, e assim o fez, o Consolador, a excelsa Doutrina Espírita que faz lembrar os seus sublimes ensinamentos. Ao mesmo tempo, revelou que todos os esclarecimentos seriam ofertados (“vos ensinará todas as coisas”), deixando evidente à posteridade que não pode dizer tudo devido ao intenso atraso evolutivo das criaturas daquela época (João XIV: 15-26).

Infelizmente, as traduções das letras do Evangelho não foram fiéis aos textos antigos, em grego, desde que é importante mencionar que o professor de Grego e Latim Carlos Torres Pastorino, na obra Sabedoria do Evangelho, ensina que, no idioma grego, a expressão “tò pneuma tò hágion” quer dizer “o Espírito, o Santo”, enquanto que “pneuma hágion”, sem o artigo definido “tò”, se refere a “um espírito santo”. O artigo indefinido não existe na língua grega.

Quando não há artigo definido, deve-se ler, em português, com artigo indefinido. Consequentemente, nesse caso, o certo é dizer “um Espírito Santo” e não “o Espírito Santo”. Em verdade, “um santo Espírito” está se referindo a um espírito superior, um bom espírito, tanto encarnado como desencarnado. Quando as letras bíblicas trazem, no grego, a expressão “tò pneuma tò hágion”, está havendo referência à presença de Deus em cada um de nós e em tudo, a centelha, o “Reino de Deus” ou emanação divina que nos possibilita a vida imortal.

Quase na sua totalidade, os escritos em grego do Evangelho que não apresentavam o artigo definido foram traduzidos erroneamente, sendo colocados os mesmos indevidamente. Em alguns casos, nem mesmo a expressão “pneuma hágion” estava presente e foi inserida equivocadamente, até mesmo acrescentando, além disso, o artigo definido, como no seguinte texto grifado: “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. – Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João, XIV: 15 a 17 e 26). Trata-se, portanto, de uma glosa marginal, também verificada nos versículos 7 e 8 do capítulo 5 da 1ª Epístola de João, com o propósito de tornar escriturística a asserção dogmática da chamada Santíssima Trindade.

Quanto a ser o “Espírito Santo” o próprio “Espírito da Verdade” ou o “Consolador”, deve-se ressaltar que o erudito professor Pastorino nega terminantemente essa possibilidade, alicerçada no Evangelho de João 14:26, relatando que a expressão grega “tò pneuma tò hágion” (“o Espírito Santo”) aparece apenas uma vez no Evangelho de João e, segundo ele, “assim mesmo, em apenas alguns códices tardios, havendo forte suspeição de haver sido acrescentada posteriormente” (Sabedoria do Evangelho, 5º vol., Pregar sem Medo). A identidade entre o Espírito Santo e o Espírito da Verdade ou o Consolador é, portanto, segundo Pastorino, uma farsa, relatando que no texto de João não há a expressão “Espírito Santo” nem, menos ainda, as palavras “um espírito santo”.

 

O que se verificou, em Pentecostes, foi um fenômeno mediúnico de grande porte

 

Já no episódio a respeito do dia de Pentecostes, a presença do “Consolador”, igualmente, não se verificou, porquanto a expressão grega “tò pneuma tò hágion” (“o Espírito Santo”) não é achada nos textos gregos de “Atos dos Apóstolos”, enquanto que “pneuma hágion”, sem artigo definido, correspondendo a “um santo Espírito”, é encontrado. Logo, os apóstolos não ficaram, conforme está escrito: “cheios do Espírito Santo”, porquanto o certo é “cheios de um santo espírito”, caracterizando, deste modo, um fenômeno mediúnico de grande porte, assinalando a presença marcante de Jesus em espírito e a pujante faculdade paranormal verificada em seus discípulos, proporcionando o marcante intercâmbio com o além, inclusive se verificando a xenoglossia ou mediunidade poliglota, expressando os discípulos por meio de idiomas que não conheciam e pelo fato de os estrangeiros presentes em Jerusalém entenderem em seu próprio idioma o que estes diziam: "porque cada um os ouvia falar na sua própria língua" (Atos dos Apóstolos II: 6).

O Consolador Prometido veio, portanto, para que o entendimento das coisas espirituais não ficasse estagnado no tempo e no espaço, aprisionado nas teias retocadas das letras bíblicas (“a letra que mata”). Portanto, um dos princípios básicos do Espiritismo, a mediunidade, surge cristalina, ressurgindo das cinzas do dogmatismo. Em Éfeso, Paulo desenvolveu o intercâmbio mediúnico dos discípulos que já tinham sido batizados por João Batista: “Impondo-lhes as mãos, veio sobre eles um santo Espírito” (espíritos superiores). O texto é assaz esclarecedor: “e tanto falavam em línguas (fenômeno conhecido como xenoglossia) como profetizavam” (Atos 19:1-7). Houve a incorporação de entidades espirituais que, em transe mediúnico, discorriam em determinado idioma estrangeiro, em língua estranha ao conhecimento daqueles homens. Assim, igualmente, aconteceu no dia de Pentecostes, com todos os discípulos do Cristo.

 

O que é “o Espírito Santo”?

 

Segundo o saudoso escritor Herculano Pires, “O Espírito a que a Bíblia se refere em numerosos tópicos e que nos Evangelhos toma o nome de Espírito Santo é o Espírito de Deus em sua manifestação universal” (Livro Agonia das Religiões, cap. VII). A entidade espiritual Emmanuel relata que o Espírito Santo é “a centelha do espírito divino, que se encontra no âmago de todas as criaturas” (O Consolador, questão 303). Portanto, cada criatura alberga a Luz de Deus, “O Reino de Deus”, dentro de si mesmo (Divindade Imanente). Em verdade, o Espírito Santo é a presença de Deus em cada um de nós e em tudo. O espírito, no momento de sua formação cósmica, é contemplado com potencialidades cedidas pelo Criador, as quais deverão ser exteriorizadas durante o seu percurso evolutivo.

Jesus, Interrogado pelos fariseus, quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes e disse: "Não vem o reino de Deus de modo ostensível, nem dirão: ei-lo aqui ou ali; eis porque: o reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:20-21).

 

Manifestação do Espírito Santo pela intuição

 

Um exemplo bem significativo da presença do Pai dentro de nós é observado quando no indivíduo, apresentando avanço na evolução, aflora uma faculdade intuitiva bem relevante. No Evangelho de Mateus está descrito um diálogo assaz esclarecedor, travado entre o Mestre e os apóstolos. Jesus pergunta: “Quem diz o povo ser o filho do homem? Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus (Cap. XVI: 13-17).

Naquele momento, em Pedro, manifestava-se a intuição. O “Eu Interior” ou “Eu Superior” ou “Reino de Deus” ou “Centelha Divina em Nós” exteriorizava-se, testemunhando a realidade da presença do “Ungido”, o Messias prometido no seio terreno.

O livro de Lucas cita um episódio ocorrido no interior do Templo de Jerusalém, no qual um homem portador de mediunidade – “Um santo espírito estava com ele” –, foi levado por seu guia espiritual – “movido pelo espírito” –, ao encontro com o menino Jesus e seus pais.

Importante destacar a tradução de Pastorino do grego, assim transcrito: “Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem esse justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, e estava sobre ele um espírito santo, pelo qual espírito santo lhe fora revelado que não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. E com o espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus, para fazer por este o que a lei ordenava”. Portanto, nos textos antigos em grego, não há o artigo definido “tò” e as traduções, relatando a presença de “O Espírito Santo”, estão equivocadas. O certo é “um espírito santo”, isto é, um ser espiritual superior, acompanhando Simeão.

Ao tomar o menino nos seus braços, Simeão atinge os píncaros da intuição, deixando exteriorizar, naquele momento o “Cristo Interno” ou o “Eu Divino” ou o “Espírito Santo dentro de si”, louvando a Deus, em um cântico, dizendo que já poderia morrer em paz, porquanto seus olhos “contemplaram a salvação de todos os povos, luz para revelação dos gentios e glória de Israel!”

Voltando-se para Maria, diz “este menino está destinado para queda e levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição”. Acrescenta, a seguir, que “uma espada de dor transpassará o coração da mãe de Jesus”. Simeão, em profundo êxtase, expande sua consciência, rompendo as fronteiras do tempo e do espaço, deixando exteriorizar o Espírito de Deus dentro de si (Lucas II: 25-35).

Paulo de Tarso, o grande Apóstolo dos Gentios, na Primeira Epístola aos Coríntios, arremata: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus e que não sois de vós mesmos?” (1-Co. VI: 19).

O Consolador veio para os homens não ficarem mais órfãos, abrindo o horizonte da libertação humana, através do conhecimento da verdade que liberta, retirando as apertadas algemas da ignorância espiritual. “A Doutrina do Cristo não é mais prisioneira das Escrituras, mas ressonância das vozes do céu” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, introdução, item I). O próprio Mestre disse que voltaria na glória de seu Pai, acompanhado de seus anjos (espíritos superiores) para restabelecer todas as coisas. Ora, diz Kardec que “só se restabelece o que foi desfeito”. Certamente, já começamos a vislumbrar o tempo no qual “Deus porá sua lei no interior dos homens, a escreverá em seus corações e todos o conhecerão, desde o menor até o maior” (Jeremias 31:33).

DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O QU É DEUS NA VISÃO ESPÍRITA.

 


O que é Deus na visão espírita

Por: Gerson Monteiro em 16/08/10 16:54

 



Quando um amigo me perguntou por que eu era Espírita, seguidor da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, respondi-lhe dizendo que era porque aceitava os seus princípios fundamentais, a saber: 1 ) a existência de Deus; 2 ) a imortalidade da alma, pois ela vive após a morte do corpo; 3 ) a evolução do espírito até atingir a perfeição através das reencarnações; e 4 ) a comunicação dos espíritos desencarnados com os encarnados.

É claro que, ao me tornar Espírita, entendi a necessidade de me modificar moralmente e me tornar um Homem de Bem. Isto porque Allan Kardec afirmou, em O Evangelho segundo o Espiritismo, que o verdadeiro Espírita é reconhecido pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas más tendências.

Ainda a respeito de Deus, encontramos na Questão n 1, de O Livro dos Espíritos, a seguinte definição: "Deus é a inteligência Suprema do Universo e causa primária de todas as coisas". Aliás, é uma síntese magistral do Criador, ou seja, que acima de todas as inteligências que existem no Universo, está, portanto, a inteligência Divina, e que Ele criou tudo o que existe: o mundo material, tanto quanto os espíritos encarnados e desencarnados.

Com relação ser Ele a causa de tudo o que há no Universo, o melhor argumento é o da própria ciência, ou seja, a de que "não há efeito sem causa". Ora procurando a causa de tudo o que existe no Universo, e que não é obra do homem, concluiremos logicamente de que se trata de uma obra de Deus. Vale aqui lembrar que Voltaire, um vulto notável do pensamento francês, afirmou com seu raciocínio prático sobre a existência do Criador: "O Universo me espanta e não posso imaginar que este relógio exista e não tenha um relojoeiro".

De fato, podemos afirmar que esse "grande relógio", incomensurável mecanismo que é o Universo, foi projetado por uma inteligência que denominamos - Deus, o Grande Arquiteto. Isso confirma o que o salmista asseverou: "Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos". Enfim, Deus é o Pai Nosso no dizer de Jesus na Oração Dominical.

Gerson Simões Monteiro é vice-presidente da Funtarso.

E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

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O QUE ACONTECE APÓS DA MORTE?


 

O que acontece depois da morte?

Segundo os Vedas, um indivíduo não termina com o término do seu corpo físico. Como diz a Bhagavad-Gita: “Assim como uma pessoa abandona roupas velhas e coloca outras novas, da mesma maneira o habitante do corpo abandona corpos velhos e assume outros novos” (2-22). É interessante notar que narah, a palavra em sânscrito usada no verso citado para dizer pessoa, significa, etimologicamente, “aquele que não pode ser destruído”, e a palavra usada para dizer corpo, sharira, significa “aquele que está sujeito à desintegração”.

Portanto, ao mesmo tempo que o corpo é aquilo cuja destruição é inevitável, o habitante do corpo é aquele que não pode ser destruído. Além das afirmações das escrituras sagradas, que são a autoridade principal quando o assunto é o pós-morte, temos outras indicações de que a morte do corpo não significa a morte do indivíduo.

Há uma prova lógica usada pela tradição védica para dar suporte à distinção entre o corpo e o habitante do corpo. O argumento diz que tudo aquilo cujas partes são inteligentemente montadas serve para um ser consciente necessariamente distinto das partes. Isto é: se pensarmos em um relógio, vemos que suas várias partes – a pulseira de couro, o visor de vidro, os ponteiros de ouro, etc. – são todas inteligentemente dispostas de modo a realizar uma função para alguém necessariamente distinto dessas partes. A pulseira não serve para o visor, nem o visor para os ponteiros, mas todos eles em conjunto servem o propósito de mostrar as horas para um ser consciente que é necessariamente distinto do relógio e não faz parte dele.

Com relação ao nosso corpo físico, a lógica é rigorosamente a mesma. O braço direito não serve para o esquerdo, nem o olho para o ouvido ou o cérebro para o fígado. Deve existir um ser consciente distinto dessas partes e para o qual todas elas trabalham, com o propósito de fornecer-lhe a experiência do mundo. Portanto, eu não sou nem a soma das partes do meu corpo, que apenas em si mesmas não teriam sentido algum (assim como a soma das partes do relógio em si mesmas, sem pensarmos em uma pessoa que o use, não tem sentido nenhum), e tampouco sou alguma parte específica do corpo, que claramente trabalha junto com as outras partes para fornecer a experiência para mim, o ser consciente inteiro, independente e distinto das partes.

Há também, para corroborar a lógica de que somos distintos do corpo, a nossa experiência direta. Pois, quando tínhamos cinco anos, nosso corpo era outro, completamente distinto deste que temos agora. Podemos dizer que aquele corpo morreu para dar lugar ao corpo de hoje. No entanto, nós mesmos não morremos, pois reconhecemos que somos a mesma pessoa que tinha cinco anos e que agora tem trinta, e que seremos os mesmos quando completarmos noventa e cinco. Ademais, se alguém corta a unha, corta o cabelo, ou mesmo corta fora um membro do corpo como um dedo ou um braço, essa pessoa não se torna menos ela mesma. Ela continua o mesmo ser consciente inteiro, com sua auto-identidade básica preservada, o que inclusive pode deixa-la triste, já que reconhece que é a mesmíssima pessoa que antes tinha um braço e agora deixou de tê-lo. Assim, ainda que o materialismo científico ache uma blasfêmia a suposição de que uma pessoa é distinta do corpo e sobrevive a ele, há provas suficientes de que isso é de fato assim.

Há, inclusive, provas irrefutáveis mesmo do ponto de vista do método científico. São centenas os casos documentados de pessoas dadas como clinicamente mortas em ambiente hospitalar, que retornaram à vida e relataram, para espanto dos médicos e das pessoas ali presentes, o que cada uma das pessoas naquele ambiente estava fazendo ou falando no momento em que o indivíduo foi oficialmente dado como morto: o médico anunciando o momento da morte com a hora exata, a mulher chorando, o filho saindo do quarto, e assim por diante.

Assim, que o indivíduo é distinto do corpo e não morre com a morte deste é um fato corroborado pela lógica, pela experiência e por todas as escrituras sagradas da humanidade. Existe alguma razão, fora simples e puro medo irracional, para ficarmos incertos quanto a esse fato? Parece-me que não. A única dúvida que fica é: o que acontece com essa pessoa que sobrevive à morte do corpo?

Os Vedas dizem que o indivíduo está nascendo e morrendo continuamente desde sempre, e a cada nascimento humano ele acumula carma – mérito e demérito – por meio das suas ações. Esse carma acumulado é a sua conta kármica, de onde saem os nascimentos futuros com misturas diferentes de mérito e demérito, de acordo com o tipo de nascimento.

Um nascimento em uma forma animal, por exemplo, possui mais demérito do que mérito, porque, ainda que a vida do animal possa ser boa, ele não possui livre arbítrio para gerar mérito e alcançar nascimentos melhores, ou mesmo para alcançar a liberação por meio do autoconhecimento.

Um nascimento humano, por sua vez, é causado por uma predominância de mérito, porque um ser humano, além de poder gerar mais mérito por meio de boas ações deliberadas, pode também alcançar o autoconhecimento e a liberação.

Também são possíveis nascimentos em planos superiores, divinos, com grande predominância de mérito, onde a experiência de sofrimento é ínfima, ou em planos inferiores, onde a experiência de sofrimento é predominante. De qualquer maneira, nenhuma dessas experiências em qualquer nascimento é eterna, sendo terminada assim que os méritos e deméritos que a causaram forem exauridos.

Não existe uma ordem na sequência de nascimentos e, ao contrário do que diz a doutrina Espírita, os Vedas dizem que um ser humano pode renascer como um animal e vice-versa. No entanto, para aqueles que estão em busca do autoconhecimento, Krishna garante, na Bhagavad-Gita, que eles continuarão sua busca logo no próximo nascimento, nascendo como seres humanos em uma condição conducente ao ganho do conhecimento espiritual. Diz o Senhor Krishna: “Tendo atingido os mundos produzidos por mérito e tendo vivido lá por muitos e muitos anos, alguém que não alcançou a meta do yoga nasce em uma casa com valores espirituais, cultura e riqueza. Ou ele nasce na família de sábios yogis; um nascimento como esse é de fato muito difícil de alcançar neste mundo”.O fim do ciclo de nascimentos e mortes se dá unicamente pela aquisição do autoconhecimento, pelo qual o indivíduo entende sua natureza absoluta e livre de tudo, anulando sua conexão com qualquer carma, positivo ou negativo, e acabando assim com a causa para qualquer nascimento.

 

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.



quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O PARTO.

 


O PARTO

 

O nascimento de um bebê encerra uma etapa importante no processo da reencarnação, pois durante meses foram inúmeras as preocupações e os questionamentos que envolveram a mente dos pais, amigos e familiares. Apesar dos exames feitos que permitiram a visualização do nenê no ambiente intra-uterino, todos esperam por segurar a criança em seus braços.

O trabalho do parto vem a ser um sinal que o bebê está pronto para nascer.

O parto normal vem a ser o mais indicado tanto para a mãe como para o bebê, mas o número de cesariana está crescendo.

A cesariana traz sérios riscos associados pela anestesia, infecção e complicações intra e pós-cirúrgicas. Vem a ser um importante instrumento do arsenal obstétrico, quando o parto normal é indicado ou venha a implicar em risco para a vida da mãe ou do feto. Mas tem sido utilizado indevidamente para maior conforto de muitos obstetras, porque sabemos que não existe horário comercial quando o assunto é o nascimento de um bebê. Realizando a cesariana evitam surpresas indesejáveis durante a madrugada. Um grande fator que vem causando medo nas gestantes vem a ser a dor do parto, porque as pessoas enfatizam os sofrimentos. Tudo isto porque poucas são as mulheres que valorizam a dor que sentiram nesse momento. Se a dor fosse tão insuportável, a maioria das mulheres não gostariam de ter mais filhos.

O que às vezes ocasiona este problema do medo vem a serem o estresse e a ansiedade, que aumentam o número de receptores para os hormônios relacionados à dor.

Assim quanto mais puderem ficar tranquilas, menor será o sofrimento, onde o parceiro e família e o obstetra, podem ajudar provocando a segurança e a confiança que elas precisam.

Para que tudo possa transcorrer bem é preciso à participação de cada um dos seguintes envolvidos:

Obstetra, devendo sempre estar ao lado acompanhando o parto. Sua atuação não pode se restringir apenas no controle das funções vitais e exames da mãe e do feto.

Para as futuras mamães que gostariam de ter filhos pelo parto normal, seria ideal ver com o seu médico se ele compartilha com a sua vontade.

Quanto à mãe, após meses de alterações em seu corpo, quando chega o mento do parto, é fundamental que a gestante participe ativamente de todo o processo. Ela não deve pensar que o médico poderá fazer tudo sozinho. A mãe deve manter em mente que logo terá seu filho nos braços. Atualmente existem muitos remédios que podem aliviar as dores.

Com relação ao bebê, como sabemos ele possui um Espírito que orientou a formação do seu corpo físico, e está sujeito a influencias mentais de sua mãe. Assim se ela não estiver tranquila durante o parto, dificilmente ele estará. Mesmo desprovido da consciência do que está ocorrendo, seu subconsciente já constata e registra o que está acontecendo ao seu redor. Caberá a sua mãe tranquiliza-lo durante esse momento tão importante, inclusive explicando-lhe o que está acontecendo.

Todos os envolvidos não estão desamparados nesta hora, pois existe uma equipe do plano Espiritual especializada no auxílio ao nascimento. Daí a tranquilidade e a harmonia devem estar presentes para que possam facilitar o trabalho. Com isso os benefícios serão inúmeros, e o Espírito reencarnante se sentirá mais confiante para iniciar uma nona etapa evolutiva.

 

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

Meu blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com

 Curitiba. PR. Brasil.