quinta-feira, 18 de junho de 2026

MEUS 83 ANOS DE IDADE.

 


 

 

MEUS OITENTA E 83 ANOS.

Aos meus 83 anos, posso dizer que todo este tempo percorrido está sendo de grande valia para a evolução do meu Espírito. Tenho aprendido muito, pois este planeta considero uma grande escola.

Hoje com esta idade, sou confundido como tivesse 60 anos, pois até querem me tirar da fila dos idosos. Não tenho nem ainda cabelos brancos totais e nem rugas acentuadas. Mas o segredo é não beber, não fumar e malhar, pois o corpo físico é a morada do Espírito. E se ele não estiver bem, o Espírito vai chiar. Um dia estava num mercado na fila dos idosos, e o caixa exclamou: Senhor está na fila errada. E daí falei: Por quê? Realmente não tenho 60 anos, e sim 83. Ele ficou admirado e pediu desculpa. Tem também certas ocasiões, que quando tomo a frente da fila para tomar o ônibus, ficam me olhando como dissessem, o cara novo quer dar uma de migue.

Mas lembrando da data que nasci 25 de junho de 1.943, me contaram que naquela época, as coisas não estavam bem no nosso País, pois havia revolução e outros.

Meus pais me contaram que quando os aviões dos inimigos passavam por cima da nossa cidade à noite, tocava uma sirene pedindo para tudo parar se não podíamos sermos bombardeados.

Pela medicina quase não nasço, pois minha mãe estava com uma doença chamada malária, e estava grávida junto com outras duas amigas que também esperavam bebês, e estavam com a mesma doença. Com a malária minha mãe teve febre diariamente e meu pai teve que recorrer ao Espiritismo para ter forças e fé para conseguir êxito. Das 3 somente minha mãe chegou a me ter. As outras não tiveram êxito.

Mais quando foi para mim nascer, a vida dela e a minha, a medicina mandou meu pai escolher entre nós dois, pois um de nós teria que partir desse mundo. E isto ficou na escolha do meu pai que queria nós os dois, embora já tivesse 3. E graças ao Espiritismo eu estou aqui, e minha mãe esteve por muito tempo, onde além de mim que era o quarto filho, nasceram mais seis irmãos.

No ponto de vista médico eu sobrevivi, mas seria uma pessoa raquítica e cheia de doenças, mais graças a Deus ele errou, e o Espiritismo acertou.

Outro detalhe que consegui sobre mim, é que na véspera da data do meu nascimento, minha mãe teria ido numa festa de São João.

Por outro lado, soube também, que por eu ter sobrevivido, meu pai ficou tão feliz, que no aniversário meu de 1 ano ele deu um festão de comemoração!!

A minha infância e a minha juventude foram muito boas, conheci vários amigos que partiram desse mundo, onde tivemos a oportunidade de montarmos uma equipe de futebol e boas amizades.

Como criança o meu pior problema naquela época era a tabuada, onde tive que repetir o primeiro ano por várias vezes. Mas o que não me deixava querer ir para a escola, era as reguadas nas mãos proferidas pelas professoras, que davam quando errávamos a famosa tabuada. Com isso precisava uns cinco para me levar para a escola. E eu me sentia um burro, e a minha mãe dizia que nem o burro é burro, porque quando ele não quer caminhar, ele empaca e não sai do lugar.

Outro problema foi o tal exame de admissão ao ginásio feito lá no Colégio Estadual do Paraná. Foi outro tormento para mim, não sei quantas vezes tive que fazer, porque era ruim na matemática.

Bem, porque eu era ruim nos estudos, meu pai me pôs a ser trabalhador, e como primeiro emprego fui trabalhar num armazém em que ele era sócio, entregando as compras com uma bicicleta que o caixão da frente pesava 14 quilos. Mais tarde num laboratório embalando remédios e despachando para os clientes, lá fiquei até me apresentar ao exército Brasileiro.

Mas venci todas estas barreiras, mais tarde com dezoito anos, tive que me apresentar o ao Exército e peguei um excesso de contingente, e fiquei um ano parado e dependo dos irmãos e meus pais.

Quando fui servir o exército fiquei lá apenas oito meses, dei baixa com destaque em tudo. Sai de lá com uma menção honrosa e uma carta de apresentação. Com isso me apresentei ao Banco Comercial do Paraná, trabalhando no balcão, emprego este arrumado pelo meu irmão Neri, e porque eu jogava bem futebol e eles precisavam de mim no campeonato bancário.

De simples balconista voltei a estudar, e cheguei a uma auditoria, onde tive mesmo morando aqui fiscalizar as agências de São Paulo. Isto foram cinco anos sem ter vida religiosa e social, pois viajava para lá aos Domingos, e vinha dar um cheiro nas Sextas Feiras na família.

Hoje aposentado há 33 anos pelo Banco Bamerindus, curto a vida, e digo não sou rico, mais tenho uma vida que pedi a Deus o suficiente para viver. Sou formado em três cursos profissionalizantes além de bancário aposentado: Técnico em Segurança do Trabalho, em Contabilidade e em Micros. Em segurança do Trabalho tive a oportunidade de estudar a psicologia do trabalho, onde hoje me dá um certo preparo para a vida, e ajudar o meu próximo na minha religião Espírita aliada a filosofia desta Doutrina. Aliando e como médium, dedico a humanidade no apoio fraterno, repartindo meus conhecimentos, e doando minhas mediunidades, intuitiva e inspirada. Hoje fechei este trabalho fraterno com 5.500.000 dentro do Brasil e fora. Trabalho este em oito anos. E em casa na internet.

Olha se eu escrevi isto, foi com o intuito de dizer que não existe grande homem. Que a necessidade obriga a pessoa a mexer, e se faz pela necessidade.  Na vida nada se perde e tudo se transforma, e Deus sempre nos reserva algo lá na frente. Pergunto? Se eu era seme analfabeto pela tabuada que não entrava na minha cabeça. Pergunto mais uma vez? Como fui trabalhar em Banco por 30 anos. Só pode ser por Deus e por esta Doutrina Espírita que me ajuda até hoje.

Lá na frente casado para melhorar as coisas, tive que voltar aos estudos somente tirando dez, e fui destaque, aliás, quase em tudo o que passei. Futebol, exército, Banco, e outros mais.

Hoje com oitenta e três anos e com a experiência que tenho, digo que tenho 83 anos de experiência. A idade não me afeta, porque todas as idades são boas, desde que estejamos preparados para conviver com ela.

Eu tive este preparo, graças a Deus e a Jesus, sem fanatismo, na minha religião através dos meus Mentores Espirituais que muito me ajudaram e me ajudam, em especial ao meu Irmão Cacique o qual muito agradeço por ele ter transformado a minha vida.

Com o Espiritismo e a psicologia do trabalho que estudei para ser técnico em segurança, digo o seguinte:

De zero ano aos sete, a pessoa passa por um recreio, onde na brincadeira não sabe e não quer saber o preço do feijão e outros, isto é, começa a se adaptar neste mundo;

Aos sete anos, aprende a lidar com esse mundo material, e entra na escola para a alfabetização, e é a época dos por quês?

Dos sete ao quatorze, cresce na identificação com o mundo material, e somos envolvidos por uma série de exigências;

Dos quatorzes aos vinte e um anos, alcançamos a maioridade, onde ocorrem as primeiras paixões, o primeiro emprego, e talvez o primeiro desemprego, e casamento e filhos;

Dos vinte e um aos vinte e oito anos, surge um poderoso impulso profissional, e a pessoa se sente estabelecida na vida, e acaba atraindo compromissos que podem durar pelo resto da vida;

Dos vinte e oito aos trinta e cinco, surge a fase madura da vida;

Dos trinta e cinco aos 42, o indivíduo percebe os limites do seu corpo, e sente os primeiros efeitos do envelhecimento físico;

Dos 42 aos 49 anos, acaba se completando a transição para a meia idade, onde se acentua a necessidade de usar seu talento para compensar a perda da vitalidade física;

Dos quarenta e nove aos 56 anos, a alma da pessoa já tem uma grande experiência da vida, e ainda está no auge da capacidade de trabalho;

Entre 56 a 63, a pessoa ingressa na vida madura;

Dos 63 assim por diante, já não são mais épocas para inovações desnecessárias. No entanto, a atividade profissional e intelectual vivida com a serenidade, é perfeitamente possível até além dos 80.

Mais uma coisa eu digo, todas as idades desde que nos cuidemos são bonitas e gostosas de se viver, mesmo que as vezes possamos encontrar espinhos na nossa caminhada, mas devemos prestar mais atenção as flores que enfeitam as nossas vidas. A família, o lar, a escola da vida, a oportunidade de aprendizagem, ter uma vida alicerçada pela religião, porém sem fanatismo, e sim por devoção.

Hoje vou completar agora em junho 83 anos, curto a vida do meu modo, posso até dizer que venci. Pode até alguém dizer que tenho um vidão, mas não sabe o que tive que ralar para chegar até aqui. Não sou rico mais tenho sim o suficiente para terminar minha vida por aqui. O suficiente para viver.

Outra coisa que difere, é ser idoso e velho. Idoso ainda é um elemento ativo, e o velho está no período de ser ajudado e cuidado. Tem a fase que nós fizemos pelos filhos, e a fase que deverão fazer por nós.

 

Mensagem escrita pelo Médium GETULIO PACHECO QUADRADO por ocasião dos seus oitenta e três anos de idade. Meu blogger: getulio mensagens espiritas.

Getuliomomentoespírita.blogspot.com

 

ALÉM DA MORTE.

 


Além da morte

 

Cumprida mais uma jornada na Terra, seguem os Espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.

Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios.

São homens, almas em aprendizagem, despojadas da carne.

São os mesmos homens que eram antes da morte.

A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes.

Não lhes outorga títulos, nem conquistas.

Não lhes retira méritos, nem realizações.

Cada um se apresenta, após a morte, como sempre viveu.

Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.

Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.

A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.

Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.

Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.

Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.

Os escravos do prazer prosseguem inquietos.

Os servos do ódio demoram-se em aflição.

Os companheiros da ilusão permanecem enganados.

Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.

Os amigos da ignorância continuam perturbados.

Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos Espíritos superiores.

Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.

Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal Providência Divina.

Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.

A morte a todos aguarda.

Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.

Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.

A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução.

A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.

Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço.

Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.

Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.

Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à Humanidade, é degrau de ascensão.

*  *  *

Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas.

Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.

A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela.

Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 1 e 16, do livro
Além da morte, pelo Espírito Otília Gonçalves, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

 

ÁLCOOL

 


Álcool

 

Muito antes de Noé, supostamente, ter plantado seu vinhedo; muito antes do primeiro brinde ter sido bebido pelo deus Dionísio, nas narrativas de Homero, o vinho era um dos prazeres da vida para egípcios e sumérios.

Isso há, pelo menos, quatro milênios antes de Cristo. Arqueólogos encontraram, no atual Irã e no Egito, jarras apropriadas para guardar vinho, com a tradicional boca estreita e restos de ácido tartárico, um resíduo comum da bebida. A região suméria estava localizada no hoje território iraniano.

Restos de vinhedos, com mais de nove mil anos, já tinham sido encontrados perto do mar Cáspio. Mas não há indícios da domesticação da planta.

Acredita-se que os povos antigos possam ter descoberto o vinho por acaso. Comendo uvas caídas no chão, pois elas fermentam naturalmente. A cultura sistemática pode ter aparecido mais tarde, com o desenvolvimento social.

A produção em larga escala, com uso de jarras apropriadas para o armazenamento, começa com a idade do bronze, ano três mil antes de Cristo.

As mais antigas evidências comprovadas do uso do vinho aparecem em textos egípcios, do terceiro milênio antes de Cristo.

O livro épico dos sumérios, da mesma época, celebra a bebida como uma fonte de imortalidade.

O costume se espalhou pela Babilônia. O famoso Código de Hamurábi se refere, com detalhes, sobre como e quando as pessoas deveriam beber.

Na atualidade, é curioso observar como a opinião pública e a sociedade aceitam o álcool em geral. Não só aceitam como o recebem em festas.

Esse veneno físico e moral vem participando das festividades domésticas como de algumas religiosas. Conta com o aplauso das famílias, de muitos homens e mulheres ligados aos movimentos de fé cristã.

E por que as pessoas bebem? Para ter ou fazer companhias sociais. Para ter estímulos artificiais para a coragem.

O álcool, como costume social, doméstico, particular ou isolado é plenamente dispensável para a vida da pessoa.

E, toda vez que os indivíduos não consigam passar sem os vinhos, as cervejas, cidras ou aguardentes, tem-se o alcoolismo crônico. Mesmo que utilizem em doses moderadas.

O vício, seja praticado de que maneira for, onde for e por quem for, será sempre um vício. E como vício necessita de ser expurgado.

*   *   *

Todo e qualquer vício alimentado traz para o seu usuário influências obsessivas. Em razão das fortes relações humanas com o homem velho, de um modo geral, as pessoas assumem o hábito e pronto.

Contudo, mais cedo ou mais tarde terão de enfrentar os prejuízos que provocaram na economia psíquica e física.

Amargar os desajustes psíquicos, as descoordenações motoras, as perturbações neurológicas.

Valerá a pena destruir-se?

*   *   *

Noé era tido como um homem justo e piedoso. Estima-se que tenha vivido dois mil trezentos e cinquenta anos antes da nossa era.

Nos relatos do Antigo Testamento, é o primeiro homem a provar do suco fermentado da vinha e se embriagar. A embriaguez o fez se desnudar, em sua tenda.

Hamurábi foi rei da Babilônia. As leis que instituiu ficaram conhecidas como o Código de Hamurábi. Foram gravadas em um enorme bloco de pedra negra, de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. O texto contém três mil e seiscentas linhas.

Hamurábi reinou até 1750 a.C.

Redação do Momento Espírita. DIVULGAÇÃO GETULIO P. QUADRADO.
Em 7.11.201

NAS AFLIÇÕES DA VIDA.

 


 Nas Aflições Da Vida

Prefácio – Podemos solicitar a Deus benefícios terrenos, e Ele pode nos atender, quando tenham uma finalidade útil e séria. Mas, como julgamos a utilidade das coisas segundo a nossa visão imediatista limitada ao presente, geralmente não vê o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor que nós, e só deseja o nosso bem pode então nos recusar o que pedimos como um pai recusa ao filho aquilo que pode prejudicá-lo. Se aquilo que pedimos não nos é concedido, não devemos nos abater por isso. É necessário pensar, pelo contrário, que a privação nesse caso nos é imposta como prova ou expiação, e que a nossa recompensa será proporcional à resignação com que a suportamos. (Caps. XXVII nº 6 e II, nº 4, 6 e 7).

Prece – Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-vos ouvir favoravelmente o pedido que vos faço neste momento. Se for inconveniente o meu pedido, perdoai-me; e se for justo é útil aos vossos olhos, que os Bons Espíritos, executores de vossos desígnios, venham ajudar-me na sua realização. Como quer que seja, meu Deus, seja feita a vossa vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que desejais experimentar-me, e submeto-me sem murmurar. Fazei que eu não me desanime de maneira alguma, e que nem a minha fé, nem a minha resignação sejam abaladas. (Formular o pedido)

QUE ASSIM SEJA SENHOR.

 

 

 

LAÇOS DE AFETO.

 


Laços de afeto

 

 

Do poeta e escritor gaúcho Mário Quintana, encontramos uma preciosidade que fala sobre algo muito simples: um laço.

Escreveu ele: Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah, então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

*   *   *

Tem toda razão o poeta em sua analogia. Amor e amizade são sentimentos altruístas.

Quem ama somente deseja o bem do ser amado. Por isso, não interfere em suas escolhas, em seus desejos.

Sugere, opina, mas deixa livre o outro para a tomada das próprias decisões.

Quem ama auxilia o amado a atingir seus objetivos. Nunca cobra o ofertado, nem exige nada em troca.

Quem ama não aprisiona o amado, não o algema ao seu lado. Ama e deixa o amado livre para estender suas asas.

Assim crescem os dois, pois há espaços para ambos conquistarem.

Na amizade, não se faz diferente o panorama. O verdadeiro amigo não deseja que o outro pense como ele próprio pois reconhece que os pensamentos são criações originais de cada um.

Entende que o amigo é uma bênção que lhe cabe cultivar e o auxilia a realizar a sua felicidade sem cogitar da sua própria.

Sente-se feliz com o bem daquele a quem devota amizade. Entende que cada criatura humana é um ser inteligente em transformação e que, por vezes, poderão ocorrer mudanças na forma de pensar, de agir do outro.

Mudanças que nem sempre estarão na mesma direção das suas próprias escolhas.

O amigo enxerga defeitos no coração do outro, mas sabe amá-lo e entendê-lo mesmo assim.

E, se ventos diversos se apresentam, criando distâncias entre ambos, jamais buscará desacreditar ou desmoralizar aquele amigo.

Tudo isso, porque a ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Um laço que ata... Um laço que se desata..

Aqueles a quem oferecemos o coração, poderão se distanciar, buscar outros caminhos, atravessar outras fronteiras.

Eles têm o direito de assim proceder, se o desejarem. De nossa parte, lembremos da leveza do laço e cuidemos para que não se transforme em nó, que prende e retém.

 

Redação do Momento Espírita, com base em versos do poeta Mário Quintana e no cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier,

MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO. Cec.
Em 02.02.2011.

 

ADVERSIDADES E INSUCESSOS.

 


ADVERSIDADES E INSUCESSOS

Todos nos encontramos sujeitos ao que se convencionou chamar adversidade.
Uma tragédia, uma ocorrência marcante pela dor que produz um acontecimento nefasto, a perda de uma pessoa querida, constituem infortúnios que maceram.
Prejuízos financeiros, danos morais, enfermidades catalogadas como irreversíveis, são adversidades desastrosas em muitas existências.
No entanto, se fosse encarada a vida sob o ponto de vista espiritual, o ser humano compreenderia a razão de tais insucessos e não se entregaria a desastres mais graves, quais a loucura e o suicídio, a fuga pelo álcool ou pelos tóxicos…


A existência física não transcorre qual nau sem rumo em mar encapelado.
Os atos anteriores e a conduta atual são­ lhe mapa e rota para chegar ao destino pelo qual o indivíduo opta.
Realmente desastrosos são os males que se praticam em relação ao próximo, pois que eles irão fomentar as adversidades de amanhã, que são os inadiáveis resgates do infrator.
Trabalha para te impedires infortúnios, especialmente os atuais, que defluem da insensatez, da malversação de valores, da malquerença. Entretanto, se fores colhido por insucesso de qualquer natureza ou algum sinistro, assume um comportamento de equilíbrio e enfrenta­ os com serenidade.
Tudo passa, às vezes, mais rápido do que se espera.
Contorna os danos causados e, se estiveres ferido no sentimento, confia no tempo, que te pensará a chaga, ajudando­ te a sair do embate mais forte e com visão mais clara a respeito da vida.
Em qualquer circunstância, projeta ­te mentalmente na direção do amanhã, vendo­ te feliz como gostarás de estar.
Com essa imagem positiva avança, superando o primeiro momento inditoso e o próximo, passo a passo, e te surpreenderás vitorioso, no alvo almejado.

Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: 
Divaldo Pereira Franco
Livro: Episódios Diários
Postado pelo site EU, ESPIRITA!
Espiritismo, um novo Amanhecer!

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

ADOLECÊNCIA.

 


Adolescência

 

 

A adolescência é a fase da vida entre a infância e a juventude.

A época se caracteriza por muitas mudanças físicas e psicológicas. Transformações internas e externas.

A menina se vê transformada em mulher, o menino percebe a barba a despontar, aparecem os pelos pelo corpo, a voz engrossa.

Em ambos os sexos, uma intensa atividade glandular, hormonal. Acentua-se a imitação e o grupo de amigos tende a crescer em importância.

A parte intelectiva se apresenta notável. A parte afetiva muito contraditória.

O adolescente apresenta insegurança. Às vezes se mostra com ar de superioridade para os adultos, de outras, com total dependência.

São anos difíceis para os jovens e também para os pais, em especial àqueles que na infância não disciplinaram o filho para receber alguns não.

É comum adolescentes de dezesseis anos, mesmo sem carteira de habilitação, serem vistos a dirigir seu próprio automóvel. Exigem que o pai lhes dê tudo o que desejam.

É a roupa da moda, os CDs em evidência, carro, moto, combustível. Vivem a irrealidade. O que pedem, conseguem.

Não importa que para isso os pais necessitem redobrar as horas de trabalho profissional ou se privem de alguns desejos e vontades.

E, ocorre que, se o adolescente for habituado a ter tudo que solicita, terá dificuldades na escola. Dificilmente aceitará uma nota mais baixa, uma reprimenda.

Se uma menina não lhe corresponder ao anseio afetivo, registrará ele muita dificuldade para tal aceitar.

Os pais normalmente alegam que o desrespeito, a irreverência, os abusos são da idade, que logo passa que é a fase crítica, esquecidos de que a educação e a disciplina são de suma importância.

Adolescentes que saem para os programas com amigos, sem horário específico de volta. Talvez pela madrugada. Quiçá embriagados. Alguns, para evitarem dissabores de faltar dinheiro na hora de pagar a conta, já dispõem do seu cartão de crédito. Naturalmente, debitado à conta do pai.

Desrespeito que vai ao ponto de dizerem aos pais que estão por fora, são caretas, não se cansam de pagar o mico.

Será esse o relacionamento com liberdade que se idealiza? Que seres estamos formando para a sociedade?

De um modo geral, essas situações ocorrem porque, desde a infância, a criança não teve limites, não foi educada.

*   *   *

É importante que no lar cada qual tenha sua tarefa a executar, a atender. Que desde cedo se ensine à criança que nem tudo lhe é permitido.

Que só quem se esforça e realiza a sua parte tem direitos adquiridos. Não é exatamente essa a relação entre trabalho, produtividade e salário?

Se estamos vivendo a fase dos filhos adolescentes e reconhecemos a falta de controle, não esperemos o amanhã.

Comecemos hoje a estabelecer as novas normas. Com certeza, se na infância não nos preocupamos em passar os valores do respeito, da responsabilidade, tudo será mais difícil.

Impossível não. O jovem é também suscetível, sensível e justo.

O melhor é começar com uma longa conversa com os filhos. Uma reunião em que possamos expor as modificações que serão introduzidas na vida familiar.

Não esperemos uma aceitação passiva e total. Eles verão as medidas como retaliações, autoritarismo.

Por isso mesmo devemos estar muito seguros, firmes quanto ao que desejamos para nossos filhos.

Pode também acontecer que as mudanças ocorram melhor do que se imagina. Os jovens têm capacidade de analisar novas propostas, desde que apresentadas de forma coerente.

É bom pensar que muitas vezes brigamos, discutimos por bobagens, coisas sem importância. Simplesmente porque nos incomodam. São os cabelos longos, o brinco na orelha, tênis sujos. Em contrapartida, nos descuidamos de aspectos reais da educação. Aqueles em que deveríamos intervir, para o bem dos nossos filhos e da sociedade em que vivemos.

*   *   *

A primeira visão acerca do que chamamos adolescência só teve lugar no século XVIII. A consciência da adolescência tornou-se um fenômeno generalizado só depois do final da Primeira Guerra Mundial.

Até o final do século XIX, a vida, mesmo nos países mais adiantados do mundo, era bem diferente da atual.

Meninas com onze anos eram enviadas para empregos como domésticas. Os meninos para as fazendas, fábricas ou minas. Ia-se da infância à fase adulta de um salto. Considere-se que a expectativa de vida era de menos de trinta anos, então.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Os

laços que unem, do livro Uma vida para seu filho - Pais bons o

bastante, de Bruno Bettelheim, ed. Campus.

Em 28.12.2011

MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.