segunda-feira, 18 de maio de 2026

A VISÃO ESPÍRITA DA CREMAÇÃO.

 


A visão Espírita da cremação

 



Maria Aparecida Romano

O espírito desencarnado sofre quando seu corpo é queimado? Quais são os motivos que estão levando um número cada vez maior de pessoas a optar pela cremação? O que o Espiritismo aconselha?

Quando se estuda o comportamento da Humanidade ao longo dos milênios, observa-se a nítida preocupação do homem com seu futuro após a morte. Um indivíduo é declarado oficialmente morto no momento que cessam suas funções vitais. Como cada grupo recebe a herança social e religiosa das tradições cultivadas pelas gerações anteriores, cabe aos membros do grupo que o indivíduo pertence cumprir os ritos tradicionais até a instalação definitiva do corpo em sua morada.

 

INUMAÇÃO E CREMAÇÃO
A Inumação é o ritual mais praticado. Consiste no sepultamento do cadáver em campas, geralmente no cemitério da comunidade. Cremação, ato de queimar o cadáver reduzindo-o à cinzas colocadas em urnas e em seguidas sepultadas ou esparzidas em local previamente determinada. Embora conhecida e praticada desde a mais remota antiguidade pelos povos primitivos da Terra não é muito utilizada.

O fogo passou a ser utilizado pelo homem na Idade da Pedra Lascada e, pela sua pureza e atividade, era considerado pelos Antigos como o mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava da Divindade. Com a eclosão da religiosidade, o ser humano foi descobrindo que havia algo entre o Céu e a Terra e o fogo passou a ser utilizado em rituais religiosos.

Predominava a crença que ao queimar o cadáver, com ele seriam queimados todos os seus defeitos e ao mesmo tempo a alma se libertaria definitivamente do corpo, chegando ao céu purificada e não retornaria à Terra em forma de "aparições" assustando os vivos.

A cremação teve como base a força purificadora do fogo. Nos últimos tempos, em todo o continente europeu tem sido encontradas vasilhas do Período Neolítico (Idade da Pedra Polida) cheias de cinzas do indivíduos. Esses indícios revelam que a cremação já era praticada nos primórdios da Civilização Terrena.

Com o decorrer dos séculos a cremação foi se tornando prática consagrada no oriente (Índia, Japão, etc), regiões da Grécia e Antiga Rosa onde viviam civilizações adiantadas que utilizavam o processo graças ao "status". Entre os povos ibéricos tornou-se um rito generalizado, precedido de músicas, bailes e até banquetes. Com estas cerimônias esperava-se obter atitudes benévolas dos deuses, visando conduzir as almas ao Reino dos Mortos e lá chegando seria recebida e cuidada com carinho.

A INFLUÊNCIA DO CRISTIANISMO
A evolução natural da Humanidade e o ciclo iniciado com Jesus há 2000 anos modelando uma nova mentalidade, influenciavam sensivelmente nos costumes culturais e religiosos dos povos. Com a expansão do cristianismo, na tentativa de se solidificar a fé, foram se estabelecendo dogmas, entre eles, o da Ressurreição. Jesus, como descendente de uma das doze tribos de Judá, foi sepultado conforme as tradições da Lei Mosaica. A Igreja proclamou como Dogma de fé que o Messias ressuscitou de corpo e alma.

Com exceção dos países orientais onde a prática é normal, o rito da cremação ficou esquecido até o ano de 1876, quando em Washington, nos Estados Unidos, na tentativa de revificar o processo, foi estabelecido o primeiro forno crematório dos dias atuais, provocando polêmicas e controvérsias, sobretudo da Igreja que se posicionou contra a destruição voluntária do cadáver.

Só a partir de 1963, mediante a propagação do processo em diversos países do planeta, o Vaticano através do Papa Paulo VI apresentou uma abertura, mas não se posicionando claramente quando se expressou que não proibia a cremação, mas recomendava aos cristãos o piedoso e tradicional costume do sepultamento. A Igreja teve suas razões para defender a Inumação. Aprovar plenamente a cremação seria negar o dogma por ela estabelecido.

Nessa seqüência histórica observa-se que na cultura religiosa de todos os povos sempre pairou uma nebulosa noção de espiritualidade e nela a preocupação do homem com seu destino após a morte. Até que nos meados do século XIX, o francês Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, lançou uma nova luz nos horizontes mentais do homem quando entreviu um mundo de inteligências incorpóreas.

Os espíritos são os seres inteligentes da Criação que habitam esse mundo. Simples e ignorantes no seu ponto de partida, caminham para o progresso indefinido reencarnando sucessivamente. Na encarnação, a ligação entre o perispírito e o corpo é feita através de um cordão fluídico. Sendo a existência terrena uma fase temporária, após o cumprimento da missão moral, com a morte do corpo físico o espírito retorna ao seu lado de origem conservando a individualidade.

O DESLIGAMENTO NÃO É SÚBITO
Os laços que unem o espírito ao corpo se desfazem lentamente. De uma forma geral todos sentem essa transição que se converte num período de perturbações variando de acordo com o estágio evolutivo de cada um. Para alguns se apresenta como um bálsamo de libertação, enquanto que para outros são momentos de terríveis convulsões. O desligamento só ocorre quando o laço fluídico se rompe definitivamente.

Diante da Nova Revelação apresentada pela doutrina dos espíritos e levando-se em consideração a perturbação que envolve o período de transição, questionou-se: cremando o corpo como fica a situação do espírito? Consultado, o mundo espiritual assim se expressou: "É um processo legítimo. Como espírito e corpo físico estiveram ligados muito tempo, permanecem elos de sensibilidade que precisam ser respeitados". Essas palavras revelam que embora o corpo morto não transmita nenhuma sensação física ao espírito, porém, a impressão do acontecido é percebida por este, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Recomenda-se aos adeptos da doutrina espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo de 72 horas após o desenlace.

Embora a Inumação continue sendo o processo mais utilizado, a milenar cremação, por muito tempo esquecida, voltou a ser praticada nos tempos modernos. Este procedimento vem se difundindo amplamente até em função da falta de espaço nas grandes cidades. Com o crescimento da população as áreas que outrora seriam destinadas a cemitérios tornaram escassas.

CREMAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ECONOMIA
Adeptos de todas as seitas estão optando pela operação crematória. Seus partidários fundam-se em diversas considerações. Para alguns está ligada a fatores sanitários, sendo que alguns cemitérios podem estar causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, enquanto que para muitos usuários do crematório o processo diminui os encargos básicos econômicos, entre eles, a manutenção da tumba.

Atualmente, o Brasil conta com quatro áreas crematórias e está em fase de expansão. A área da Vila Alpina, na cidade de São Paulo, foi fundada em 1974. É a primeira área crematória do país e conta com quatro fornos importados da Inglaterra. Pertence à Prefeitura Municipal e leva o nome do seu idealizador, Dr. Jayme Augusto Lopes. As outras três áreas são particulares e estão localizadas na cidade de Santos, no Estado do Rio de Janeiro e no Estado do Rio Grande do Sul.

Segundo a Lei, a cremação só será efetuada após o decurso de 24 horas, contadas a partir do falecimento e, desde que sejam atendidas as exigências prescritas. A prova relativa à manifestação do falecido em ser cremado deve estar consistente de Declaração de documento público ou particular.

As cinzas resultantes da cremação do corpo serão recolhidas em urna individual e a família dará o destino que o falecido determinou. Muitos países já contam com Jardins Memoriais e edifícios chamados "Columbários", com gavetas para serem depositadas as urnas com as cinzas dos falecidos podendo ser visitadas por parentes.

Kardec, o codificador disse: "O homem não tem medo da morte mas da transição".

À medida que houver amadurecimento e compreensão para a extensão da vida, o ser humano saberá valorizar cada momento da vida terrena e devotará ao corpo o devido valor que ele merece. Através do corpo, o espírito se ilumina. Resgata-se o passado, vive-se o presente e prepara-se o futuro. No desencarne é restituída a liberdade relativa ao espírito enquanto o corpo permanece na Terra com outros bens materiais.

O espírito preexiste e sobrevive ao corpo. Tanto inumação como cremação são formas de acomodar o cadáver. Expressam o livre arbítrio de cada um. Os dois processos destroem o corpo. Para se optar pela cremação é necessário haver um certo desapego aos laços materiais e mesmo com a inumação, caso o espírito não estiver devidamente preparado, poderá sofrer os horrores da decomposição. Quanto mais o espírito estiver preparado moralmente, menos dolorosa será a separação.

(Revista Cristã de Espiritismo - Nº 06 - Ano 01)

Fonte: www.espirito.org.br

 

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

A VINGANÇA.

 


A vingança.

Você considera a vingança como um ato de coragem ou de covardia?

Algumas pessoas acreditam que a vingança é uma demonstração de grande coragem. Afinal de contas não se pode tolerar uma afronta sem se rebaixar.

Pensam que a tolerância e a indulgência seriam prova de fraqueza ou de covardia.

Todavia, temos de convir que o ato de vingar-se jamais constitui prova de coragem.

Geralmente, quando buscamos revidar uma ofensa o fazemos movidos pelo medo do agressor ou da opinião pública.

Não importa que a nossa consciência nos acuse de covardia ou indignidade, o que nos interessa é que a sociedade não nos julgue assim.

O mesmo não ocorre com relação ao ato de perdoar. O perdão, sim, exige do ofendido muita coragem e dignidade.

Enquanto a vingança é uma ladeira fácil de descer, o perdão é uma ladeira difícil de subir.

Algumas pessoas costumam enfrentar corajosamente os mais graves perigos, mas sentem-se impotentes para tolerar uma pequena ofensa.

Escalam, com ousadia, altas montanhas, saltam de paraquedas desafiando as alturas, enfrentam animais ferozes, aceitam os desafios do trânsito, navegam em mar revolto com bravura, mas não conseguem suportar um mínimo golpe da injustiça.

Dão grande prova de coragem em alguns pontos, mas não relevam a investida da ingratidão, da calúnia, do cinismo, da falsidade, da infidelidade.

Realmente fortes são aqueles que conseguem conter-se diante de uma agressão.

A verdadeira fortaleza está nas almas que não se descontrolam quando são ofendidas.

Que não se impacientam quando são incomodadas.

Que não se perturbam, quando são incompreendidas.

Que não se queixam, quando são prejudicadas.

Verdadeira coragem é aquela de que o Cristo nos deu o exemplo.

Ele sofreu a ingratidão daqueles a quem havia ajudado, enfrentou o cinismo dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-lhe no rosto e O crucificaram, e Ele tomou uma única atitude: a do perdão.

Por várias vezes, em Sua passagem pela Terra, o homem de Nazaré teve motivos de sobra para revidar ofensas, mas sempre optou pela dignidade de calar-se.

Diante das agressões recebidas, o meigo Rabi da Galileia passava lições grandiosas, como aconteceu com o soldado que O esbofeteou quando estava de mãos amarradas.

Sem perder a serenidade habitual, o Cristo olhou-o nos olhos e lhe perguntou: Se eu errei, aponta meu erro, mas se não errei, por que me bates?

Essa é a atitude de uma alma verdadeiramente grande.

*   *   *

Pense nisso!

Se Jesus tivesse parado em meio à caminhada do Gólgota, largado a cruz injusta do suplício, para se voltar contra Seus agressores e exercer sobre eles o direito de vingança, certamente não teria passado à posteridade como modelo de perfeição e de amor.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 15 do
livro
O primado do Espírito, de Rubens Romanelli,
ed. Lachâtre.
Em 4.12.2017.

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A VIDA FUTURA.

 


A VIDA FUTURA.

Jesus, implicitamente, demonstrou pelos seus ensinos, que a vida futura é um "princípio, uma lei da natureza, a qual ninguém pode escapar." Por isso, todos os cristãos a aceitam, embora não tenham uma ideia clara sobre ela. Os judeus também a aceitavam, sem maiores indagações, acreditando nos anjos como seres especiais, criados à parte por Deus. Acreditavam que observando os mandamentos de Deus, seriam recompensados com bens materiais e com a supremacia de sua nação sobre as demais, pela vitória sobre os inimigos.

Mas Jesus também, explicitamente, demonstrou a realidade da vida após a morte, quando apareceu e conversou com Maria de Madalena, à beira do túmulo, onde fora sepultado seu corpo, e continuando a aparecer e conversar mais vezes.

 

Foi com esse fato que os discípulos se reergueram do abatimento, da derrubada dos seus ideais com a morte do Messias. Viram na chamada ressurreição a confirmação dos seus ensinos, e se jogaram na vivência e na divulgação dos mesmos. Tornaram-se gigantes, confiantes na vida futura, não se importando de morrer pela causa, visto que continuariam vivos no além.

 

Por não aceitarem a vida além da morte, muitos não conseguem entender os ensinos de Jesus, julgando-os impraticáveis pelo homem. Outros, mesmo aceitando a imortalidade do espírito, mas não tendo a compreensão dessa continuidade, julgam a vivência dos seus ensinos apenas para os santos, não para o homem comum.

 

Somente o espiritismo, vindo quando o homem, mais amadurecido em inteligência e sensibilidade, teria capacidade para compreender e perceber, pôde trazer a prova da existência da continuidade da vida, demonstrando a existência do mundo espiritual, com suas leis e seus habitantes (espíritos desencarnados).

 

A vida futura deixou de ser algo impreciso, para constituir-se numa realidade observada e apreendida por qualquer pessoa, que se disponha a estudar através das obras de Allan Kardec e dos relatos dos espíritos que já viveram na Terra, que continuam a manifestarem-se através dos médiuns.

 

A vida futura "é uma realidade material provada pelos fatos" e é em função dela que devemos entender a mensagem de Jesus, vivendo na Terra, usufruindo dos seus recursos, participando de tudo que ela possa no oferecer, mas sempre tendo por base a continuidade do viver eternamente.

 

Quando aceitamos a continuidade da vida, não podemos mais viver de maneira leviana e inconsequente: Jesus veio, justamente, mostrar a nossa responsabilidade no progresso que temos de fazer em nós e ao redor de nós.

 

Se aceitamos Jesus como o maior mensageiro de Deus na Terra, nosso guia, nosso modelo, temos de aceitar também seus ensinos, esforçando-nos em vivenciá-los em nosso viver.

BIBLIOGRAFIA. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.

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A VELHICE.

 


A velhice

Que os velhos sejam sóbrios, respeitáveis, sensatos, fortes na fé, na caridade e na perseverança. Paulo. Tito, 2:2 (Bíblia de Jerusalém)

Marta Antunes Moura

O número de pessoas idosas vem aumentado significativamente nas duas últimas décadas, no Brasil e fora do país. O relatório nacional sobre envelhecimento da população brasileira — documento elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e representantes oficiais dos estados e da sociedade civil — indica que os brasileiros com idade acima de 60 anos que representava, em 1940, 4% da população, passou para 9% no ano 2000.  Além disso, tem aumentado o número de pessoas com idade acima de 80 anos que totalizava 166 mil, em 1940, e quase 1,8 milhões em 2000 (representando 12,6% da população idosa e 1% da população total). O prestigioso U.S. Bureau of Census informa que cerca de três milhões de americanos têm atualmente 85 anos de idade ou mais. É o segmento da população dos Estados Unidos que revela maiores taxas de crescimento, abrangendo o surpreendente valor de 274% entre 1960 e 1994, período no qual a população idosa duplicou e a população total cresceu somente 45%.  E vejam: esses são dados do início do século! A situação, hoje, ampliou.

Divaldo Pereira Franco entende que a “questão da idade é mais psicológica do que real. Certamente [afirma], do ponto de vista fisiológico, o organismo, à medida que o tempo avança, tende a diminuir a sua flexibilidade, o seu equilíbrio, a harmonia das funções. Entretanto, preservadas suas atividades pelo trabalho e equilíbrio emocional, logra manter-se sem maiores danos. É possível conservar a memória ativa, adquirir novos conhecimentos e realizar abençoadas experiências.”1 Essas palavras do dedicado médium brasileiro guardam sintonia com os atuais estudos de gerontologia que apontam o trabalho ou atividade laboral como elemento de equilíbrio físico e psíquico dos idosos, desde que cause satisfação e que possa ser exercida de acordo com possibilidades de cada um.

Ante tais concepções, com a aprovação do Estatuto do Idoso em 1.º de janeiro de 2004, o poder público e privado vem desenvolvendo projetos, programas e ações com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos idosos, inclusive com o desenvolvimento de programas de profissionalização voltados para maiores de 60 anos. Foram criados estímulos para que as empresas privadas admitam trabalhadores idosos (artigo 28).

Importa destacar, porém, que os programas sociais não se restringem a designar, pura e simplesmente, uma atividade qualquer ao idoso, para que ele se “distraia”, “ocupe” ou “movimente-se”. Ao contrário, os projetos e programas sérios, inclusive os desenvolvidos nas instituições espíritas, visam favorecer o real envolvimento da pessoa nas atividades. Assim, é importante também destacar estas ideias de Emmanuel quanto ao assunto:

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela o mundo mental dorme estanque.
 […]
Não vale, contudo, agir por agir.
As regiões infernais vibram repletas de movimento.
Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.
Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido ao esforço incessante, para o sustento do corpo físico.
[…]
Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.
trabalho-ação transforma o ambiente.
trabalho-serviço transforma o homem.”2

Por preconceito ou desinformação, há quem confunda a fragilidade física dos idosos com desequilíbrio psíquico. Uma coisa não guarda relação com a outra. Em países atentos à essa realidade, inclusive no Brasil, já existem programas sérios, governamentais e não-governamentais, destinados à promoção, valorização e preservação da saúde física e mental dos mais velhos: “No Japão, a idade avançada é símbolo de status. […] Na comemoração do sexagésimo aniversário de um homem, ele veste colete vermelho que simboliza o renascimento para uma fase avançada da vida. […].”3

Felizmente, uma nova mentalidade está surgindo em nível mundial, com propostas inovadoras e humanitárias de combate ao preconceito ou à discriminação de pessoas idosas. 4 Vemos assim que, a despeito do aumento significativo do número dos lares e organizações destinados ao abrigo idosos, a mentalidade vigente distancia, cada vez mais, da antiga e triste constatação de serem locais para “depósito de idosos” . Neste sentido, o Espiritismo orienta-nos que o equilíbrio espiritual se obtém pelo conhecimento aliado à prática da caridade. Qualquer um de nós, independentemente da idade ou saúde, temos condições de fazer o bem, preservando, assim, o próprio equilíbrio. O modelo a seguir, ainda segundo Emmanuel, é simples:

E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada a escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito do Cristo prossegue agindo conosco e por nós. 4

Considerando que o Centro Espírita é escola de formação espiritual e moral, um núcleo de estudo e de fraternidade, de oração e trabalho, deve, nesse contexto, desenvolver ações de atendimento aos idosos, amparando-os na velhice. São, pois, atuais estas orientações transmitidas por Jesus a Simão Pedro, registradas por Humberto de Campos:

— Simão — disse o Mestre com desvelado carinho — poderíamos acaso perguntar a idade do nosso Pai? E se fôssemos contar o tempo, na ampulheta das inquietações humanas, quem seria o mais velho de todos nós? A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é a sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é fruto da experiência e da sabedoria. Há ramagens que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem ao primeiro sopro da primavera. O fruto, porém, é sempre uma bênção do Todo-Poderoso. A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa; o fruto é realização. Só Ele contém o doce mistério da vida, cuja fonte se perde no infinito da Divindade!5

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1.        FRANCO, Divaldo P. Laços de família. Por autores diversos. Org. Antônio César Perri de Carvalho. São Paulo: USE, 1994, p.53.

2.        XAVIER, Francisco C. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 19. ed. Brasília: FEB, 2013. Cap. 7, p. 31-32.

3.        PAPALIA, Diane E. e OLDS, Sally W. Desenvolvimento humano. Traduzido por Daniel Bueno. 7.ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Cap. 16, p. 492.

4.        XAVIER, Francisco C. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. Brasília: FEB, 2012. Cap. 16, p.73.

5.        _____. Boa nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 37. ed. Brasília: FEB, 2013. Cap. 9, p.60-61.

6.        MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

 

A PRATICA ESPÍRITA COMO FUNCIONA A DOUTRINA ESPÍRITA.

 


 

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A prática espírita: como funciona a Doutrina Espírita

Este é um post escrito para dar sequência ao que escrevi sobre a A História da Doutrina Espírita, em que falei sobre como surgiu o Espiritismo e como a Doutrina se tornou uma das religiões mais importantes do mundo. Vamos estudar o que é o espiritismo e como ele funciona, na prática.

Agora, a intenção é falar sobre a prática espírita e como é o funcionamento, na prática, da Doutrina criada por Allan Kardec. Quero ajudar a tirar as dúvidas que você tenha sobre o funcionamento prático da Doutrina.

Para isso, quero responder três perguntas:

1.      Como são as reuniões em um centro espírita?

2.      Como funciona o passe?

3.      Como é a evangelização de jovens, crianças e bebês no Espiritismo?

Mas antes preciso definir algumas coisas, que, para o espírita mais experiente, podem estar bem claras, mas que podem confundir o iniciante ou o interessado em conhecer o Espiritismo.

Os termos mais usados no Espiritismo

Ou os princípios básicos da Doutrina Espírita

 

Vamos passar cada princípio em revista para esclarecer cada ponto.

O que é Deus para o Espiritismo?

Deus é inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. Eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom e infinito em todas as suas perfeições.

O que é livre-arbítrio?

O livre-arbítrio é a liberdade moral do homem. Ele é a faculdade de guiar-se conforme a sua vontade, na realização de seus atos, conforme o nível de adiantamento moral que tenha conquistado.

O ser goza dessa liberdade no estado de Espírito e é em virtude dessa faculdade que livremente escolhe a existência e as provas que julga adequadas ao seu adiantamento.

Existe um motivo por trás da minha escolha em definir Deus e livre-arbítrio.

E ele é bem simples: a visão que o Espiritismo tem acerca de Deus é fundamental no pensamento espírita e ela diverge das outras religiões cristãs.

Para o espírita, Deus não é um ser, não é Jesus, não tem forma. Ele é A Inteligência Suprema, o causador de tudo o que existe no Universo. Isso define uma nova atitude perante a Divindade que nos conecta ao livre-arbítrio.

Nós, como espíritas, sabemos que Deus, sendo soberanamente justo e bom, definiu o livre-arbítrio como lei imutável que dá o direito de escolha a todos, mas cobra com justiça os resultados de nossas atitudes, sejam elas ou boas.

O centro espírita

 

“Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.” – ALLAN KARDEC – (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, item 334)

Os centros espíritas colaboram com a difusão da Doutrina Espírita. O estudo sério e estruturado contribuiu para sua divulgação e sua prática.

Os centros se agrupam nas entidades federativas estaduais, unidas no Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira (FEB) para fortalecer a unidade desse trabalho. E é preciso cada vez mais união para a execução dos seus nobres propósitos de colocar em prática os princípios doutrinários.

Os centros espíritas são as unidades fundamentais do movimento espírita.

Eles são núcleos de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, praticados dentro dos princípios espíritas. Em um centro, tanto o necessitado de ajuda quanto o trabalhador que auxilia encontram escolas de formação espiritual e moral que trabalham à luz da Doutrina Espírita.

Um centro espírita deve se caracterizar pela simplicidade própria das primeiras casas do Cristianismo nascente, pela prática da caridade.

Porque criar um centro espírita?

O objetivo é sempre ajudar o ser humano a melhor compreender a fase de transição que o nosso mundo atravessa. Quando alguém necessitado de orientação procura um centro, deve encontrar acolhimento.
A complexidade deste momento do mundo coloca desafios cada vez mais difíceis à nossa frente. E, para isso, o movimento espírita se organiza em centros.

Como são as reuniões em um centro espírita?

 

Um centro espírita pratica a caridade

As atividades de serviço de assistência e promoção social espírita, destinadas a pessoas carentes, estão entre as principais atividades de um centro espírita.

Atendendo a todos que buscam ajuda material, procura-se assisti-las em suas necessidades mais imediatas, promovendo-as por meio de cursos e trabalhos de formação profissional e pessoal e esclarecendo-as com os ensinos morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita.

Um centro espírita esclarece e educa sobre a vida espiritual

As atividades de atendimento espiritual no centro espírita estão disponíveis para as pessoas que procuram esclarecimento, orientação, ajuda e assistência espiritual e moral. Elas abrangem recepção, atendimento fraterno, explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, passe e magnetização de água, irradiação e Evangelho no lar.

Um centro realiza palestras públicas, destinadas ao público geral. Nessas reuniões, são desenvolvidos temas de interesse comum, sempre abordados à luz da Doutrina Espírita, geralmente por meio de palestras expositivas ou estudos direcionados.

Um centro espírita educa os espíritas acerca da Doutrina Espírita

Além dos estudos abertos ao público, realiza-se ainda o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, feito de forma programada, metódica e permanente. Ele é destinado a pessoas de todas as idades e de todos os níveis educacionais e sociais. Participar desses estudos possibilita que o iniciante na Doutrina alcance um conhecimento abrangente e aprofundado do Espiritismo em todos os seus aspectos.

As reuniões mediúnicas sérias

Segundo Allan Kardec, as reuniões mediúnicas são fundamentais para a aquisição de conhecimento a respeito do mundo espiritual e dos seus habitantes.

Elas incentivam o estudo e esclarecimento daquelas que delas participam, favorecendo a troca de ideias e as observações em comum.

Para se obterem bons resultados na prática mediúnica, as reuniões devem funcionar como um todo coletivo, sendo realizadas sob condições especiais de controle.

A natureza e as características dessas reuniões estão, necessariamente, relacionadas ao nível de conhecimento e ao caráter moral dos seus integrantes. Podem, então, ser classificadas em:

Frívolas

As reuniões frívolas são compostas de pessoas que estão em busca do caráter interessante das manifestações. Elas se divertem com os gracejos dos Espíritos levianos.
Uma reunião deste tipo não é uma reunião mediúnica espírita, propriamente dita, e os Espíritos superiores não comparecem a elas.

Experimentais

Essas reuniões serviam mais particularmente à produção de manifestações físicas, e foram realizadas por eminentes estudiosos e por autoridades do mundo científico, na época de Kardec. A curiosidade é um dos fatores que motivaram a participação nessas reuniões e, ainda que ocorram bons fenômenos mediúnicos, estes nem sempre são suficientes para convencer os presentes e torná-los espíritas.

Instrutivas

As reuniões instrutivas devem ser o padrão de reunião nos centros espíritas e elas oferecem esclarecimentos e são assistidas por Espíritos de ordem elevada.

Para tanto, aqueles que realmente desejam instruir-se precisam colocar-se em condições de atrair a presença e o amparo de Espíritos superiores, demonstrando sinceridade de propósitos, desejo de estudar os fenômenos e vontade de compreender as consequências morais do intercâmbio mediúnico.

Um centro espírita estuda e pratica a mediunidade com Jesus

Além das reuniões públicas, um centro espírita faz reuniões fechadas a grupos de estudantes e trabalhadores, dentre elas, as reuniões de estudo e educação da mediunidade, com base nos princípios e objetivos espíritas, esclarecendo, orientando e preparando trabalhadores para as atividades mediúnicas.

As reuniões mediúnicas, destinadas à assistência aos Espíritos desencarnados necessitados de orientação e esclarecimento, são feitas com vários objetivos, mas, principalmente, o de colocar em prática a caridade segundo o ensinamento de Jesus Cristo.

O espírita, ao frequentar um centro, procura participar das atividades que têm por objetivo a união dos espíritas e das instituições espíritas, o que culmina na unificação do movimento espírita. Para tal, conjuga esforços, soma experiências, permuta ajuda e apoio, aprimora as atividades espíritas e fortalece a ação dos espíritas.

Um centro espírita também trabalha com pessoas de todas as idades.

Como é a evangelização de jovens, crianças e bebês no Espiritismo?

 

A evangelização é definida pelas religiões cristãs como o entendimento e a aplicação dos ensinamentos contidos na Boa Nova de Jesus Cristo, no Novo Testamento, conhecido como Evangelho.

A evangelização espírita é feita com ênfase na vivência, na exemplificação dos ensinamentos de Jesus e de seus apóstolos, sejam elas no plano físico ou no espiritual.

O evangelizador espírita

O evangelizador espírita defende que a evangelização não deve ser apenas transmitida, mas vivida em toda a sua plenitude, uma visão de vanguarda trazida pela Doutrina Espírita para o campo educacional.

O centro espírita, então, realiza as atividades relacionadas à evangelização da infância e da juventude, de forma programada, metódica e sistematizada, atendendo os bebês, a criança e o jovem, esclarecendo-os e orientando-os dentro dos princípios da Doutrina Espírita.

Modernamente, muito baseado no trabalho pioneiro de Sheila Passos, já se faz a evangelização no ventre.

Existem várias atividades praticadas em um centro espírita, mas, de longe, uma das mais conhecidas e requisitadas é o passe.

Como funciona o passe?

 

O passe espírita é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal ou magnetização.

Emmanuel afirma que o passe é similar à transfusão de sangue e representa uma renovação das forças físicas; o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos vertem do reservatório ilimitado das forças espirituais.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.