segunda-feira, 23 de março de 2026

PAI A IMPORTÂNCIA DE SERVIR DE EXEMPLO.

 


Pai: a importância de servir de exemplo

Por Antônio Moris Cury

Ao contrário do que alguns pensam, ser pai implica enorme responsabilidade. E, sem qualquer exagero, constitui verdadeira missão.

O Livro dos Espíritos, a obra fundamental do Espiritismo, na questão 491, ao tratar do Espírito Protetor ou Anjo da Guarda define a sua missão como sendo a de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida (93ª ed. FEB, 2013, página 247).

Não é pouca coisa.

Primeiro, porque equipara a missão do pai [biológico ou não] à do Espírito Protetor ou Anjo da Guarda, quando se sabe que este pertence a uma ordem elevada (questão 490 da monumental obra antes citada, que completou 157 anos de circulação, em 18 de abril de 2014).

Segundo, por que guiar o filho pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições e levantar-lhe o ânimo nas provas da vida não é tarefa simples, embora seja perfeitamente factível.

Por que não é uma tarefa simples?

Por várias razões, entre elas a de que vivemos na Terra, um planeta de expiações e de provas, de categoria inferior no Universo, onde imperam o mal e a imperfeição. Logo, o bom encaminhamento dos filhos exige maior firmeza ainda, maior consciência, mais conhecimento, mais dedicação, maior empenho e, sobretudo, os melhores exemplos, naturalmente, tudo isto com muito amor na mente e no coração. A propósito do exemplo: sabemos, todos, de cor e salteado, que o exemplo vale mais do que mil palavras.

Por que esta tarefa é perfeitamente factível?

Por fazer parte do curso natural das existências. Ontem fomos filhos, hoje somos pais, amanhã seremos avós (pais com açúcar, pais duas vezes), e assim sucessivamente.

Os ensinamentos cristãos, à luz da veneranda Doutrina Espírita, tornam a tarefa da paternidade bastante facilitada, uma vez que, desde logo, se compreende que o filho que chega à nossa casa é um Ser Espiritual, com a sua individualidade inteiramente preservada e constituída da bagagem que construiu em outras existências [com o conhecimento que obteve e consolidou, com as virtudes que conquistou e, também, com os erros, males e equívocos que não conseguiu superar e reparar anteriormente] e, em geral, no pleno exercício de seu livre-arbítrio.

Chega frágil e dependente, exatamente para receber o de que necessita para se desenvolver em todos os sentidos. Extraordinária sabedoria de Deus, que, assim, promove a produção de ensinamento duplo, a um só tempo. Rico, riquíssimo, aprendizado para ambos, pai e filho.

Aprendizagem especialíssima, visto que a Vida tem seu curso natural, normal, no plano material, onde agora nos encontramos, e prossegue no plano espiritual, para onde voltaremos, uma vez que somos os seres pensantes da Criação, imortais e indestrutíveis. Viveremos para sempre, ora no corpo físico, ora fora dele. Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei, tal como se pode ler no túmulo do corpo físico de Allan Kardec no Cemitério Père Lachaise, em Paris, França.

Com magnífica inspiração, Carlos Torres Pastorino afirmou: Você, que é pai, é a criatura mais feliz sobre a face da Terra. Levante os braços aos céus e agradeça a Deus a misericórdia que lhe concedeu. Mas lembre-se de que não basta dar aos filhos o sustento e a instrução. Algo existe mais importante que tudo isso: é o exemplo. Dê a seus filhos o exemplo do trabalho, da honestidade, da dignidade em toda a sua vida (Minutos de Sabedoria, 23ª ed. Vozes, 1985, página 184).

Há muitos e muitos séculos, o jurista romano Ulpiano aconselhava aos juízes que, no exercício de seu ofício, não lesassem o próximo, dessem a cada um o que era seu e vivessem honestamente. Claro que tal aconselhamento servia, como hoje ainda serve, para todos, e não apenas para os magistrados de então.

Na mesma linha de pensamento, o Espírito Thereza de Brito, através do eminente e ilustrado médium Raul Teixeira, orienta: Você sabe que ser pai no mundo é honrosa oportunidade com que Deus brinda o homem, com que abençoa a masculinidade, homenageando a sua função co-criadora, ao lado da mulher que se fez mãe pelos vínculos carnais… Você pode e necessita, meu amigo, na condição de genitor, participar desse luminoso esforço, que é o de conduzir ao Criador as almas que lhe foram apresentadas na função de filhos… Mas não se olvide de que todas as suas orientações, palavras e ensinos se esboroarão, ruirão por terra, se você apenas quiser ensinar, sem que viva, nobremente, os ensinos que ministra. (Vereda Familiar, 3ª ed. Fráter, 1995, páginas 117 e 119).

Trabalho, honestidade, ética, dignidade, dedicação, opção pelo Bem, amor. Virtudes, qualidades, características que todos podemos e devemos conquistar, exercer e transmitir [não esqueçamos que sempre é tempo de começar ou de recomeçar], pelo exemplo, e, sobretudo, pelo próprio exemplo.

MENSAGEM DIVULGAA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

SER PAI.

 


Ser pai

 

Ser pai é ser especial. É, na masculinidade, guardar doçura.

É ser homem e ser afetuoso.

Ser pai é, sendo administrador, administrar tão bem o tempo, que nunca faltem minutos para atender o telefonema do filho, com atenção. Um telefonema que fale do entusiasmo dele por ter conseguido fazer um gol para o seu time, na escola.

Ser pai é não se afogar no mar dos negócios, mesmo que na sua qualidade de executivo, muitas sejam as horas que a profissão lhe exija.

É, sendo lavrador, preparar a terra do coração do filho para receber as sementes do bem, regando-as todos os dias com o seu carinho, demonstrando, na prática, que nenhuma tarefa é mais importante do que a que tenha a ver com os sentimentos das criaturas.

Ser pai é, sendo músico, ter sensibilidade suficiente para colocar, no pentagrama da vida do seu filho, as mais sublimes notas da compreensão, da tolerância e do amor.

Sendo poeta, escrever as mais belas rimas da ternura com os versos simples do companheirismo e da alegria.

Ser pai é, na qualidade de mecânico hábil, estar apto a consertar os estragos que alheias ideias possam estabelecer na estrutura delicada do caráter do seu filho. É saber utilizar com maestria as ferramentas de precisão, aferindo oportunidade e valores para as lições que o conduzirão na vida.

Ser pai é, como escultor habilidoso, esculpir formas mais primorosas no caráter do filho.

Como instrutor, ministrar-lhe as lições da sua experiência pessoal, e falar-lhe das lições imortais da vida maior.

Ser pai é,  sendo motorista, não esquecer de que deve dirigir a vida do seu filho para a rota segura do dever, a fim de o transformar em um cidadão honrado e um homem de bem.

Ser pai é, sendo magistrado, saber julgar com imparcialidade as traquinagens do seu rebento, analisando todos os fatos e dispondo-se a ouvir todas as partes envolvidas, a fim de sentenciar com justiça.

Ser pai é, sendo médico, ter a notabilidade de um cirurgião para, no tempo certo, realizar a cirurgia de profundidade, descobrindo nas entranhas do Espírito, as tendências do filho e as trabalhar, burilando-as.

Ser pai é, sendo enfermeiro, não esquecer de colocar curativos nos machucados do joelho, do cotovelo e providenciar medicamento apropriado para coração partido pela dor da primeira desilusão de amor.

Ser pai é, sendo ator, deixar de brilhar tanto nos palcos do mundo para se apresentar à restrita plateia de um garoto que o espera, todos os dias, para assistir a sua encenação da mais bela peça teatral, a da paternidade.

Ser pai é, sendo cantor, modular a voz e criar canções de ninar para embalar o filho cansado das brincadeiras do dia.

Ser pai é, sendo desportista, ter braços rijos para suspender o filho com firmeza, abraçá-lo com vigor e lhe segredar ao coração: Te amo muito.

*   *   *

Existem homens que almejam missões surpreendentes. Existem outros que sonham com conquistas extraordinárias.

Existem os que planejam ter sobre si os olhos do mundo.

No entanto, a missão mais surpreendente, a conquista mais extraordinária é a da paternidade responsável.

E o olhar mais importante é de um pequeno que espera, ao final do dia, na porta de casa e sorri, e corre e grita ao te descobrir o vulto alto e forte: Oi, Papi, que bom que você chegou.

 

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 19, ed. FEP.
Em 9.8.2014.

MENSAGEM LIDA E DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

PAI PEDIMOS PARA OS DEPENDENTES QUÍMICOS.

 


PAI PEDIMOS PARA OS DEPENDENTES QUÍMICOS.

PAI REAVIVAI A FÉ DESTE SER HUMANO QUE É DEPENDENTE QUÍMICO. E AFASTA DELE OS ESPÍRITOS QUE ACABAM INCENTIVANDO ELE A BEBER, FAZENDO COM QUE ESTES ESPÍRITOS SIGAM PARA UM APRENDIZADO E PARA UM HOSPITAL SENHOR ESPIRITUAL, LEVANDO COM ELES TODO O MIASMA QUE TENHA FICADO. E QUE A CHAMA VIOLETA, A ROSA E A DOURADA LIMPE TODO OS FLUIDOS NEGATIVOS QUE FICARAM JUNTO AOS SEUS, E NO SEU LAR.

QUE ASSIM SEJA

PATERNIDADE MISSÃO. PAI

 PATERNIDADE MISSÃO.PAI.

 

Ser pai vem a ser uma missão que Deus da a nós abençoando a nossa masculinidade, a nossa função criadora ao lado da mulher, que se faz mãe pelos vínculos carnais.

 Para tentarmos sermos bons pais é preciso ser protetor, guardião e amigo. Desde os tempos remotos, a nossa figura foi tida como importante na formação dos nossos filhos.

Dia dos pais em agosto, para nós os Espíritas são todos os dias de nossas vidas, mas termos um dia para recebermos homenagens é sempre grato ao nosso coração por parte daqueles que nos amam.

É um momento muito especial, para pensarmos e repensarmos a respeito dessa importante missão.

Nos dias em que vivemos ao lado de vícios, do tóxico, que podem destroçar a vida do nosso filho, temos que ser vigilantes, e estarmos atentos. Diante disso, é de questionarmos o que na qualidade de pais temos feito.

A verdade é que sempre existe uma preocupação conosco a da manutenção doméstica, e por vezes o cansaço não nos deixa pensarmos nisso, mas temos que arrumar tempo.

Mais no fundo a nossa presença paterna é imprescindível ao lado da materna, isto no sentido de educarmos a prole, e acompanhar os passos dos pequenos e dos mocinhos.

Fazermos presentes é preciso, olhando nos olhos dos nossos filhos para sentirmos as realidades íntimas, e por essas janelas da alma.

É preciso renunciar a um lazer para estarmos com eles, verificando os nossos compromissos e os deles principalmente o escolar.

Devemos sempre participar de uma atividade social, a fim de que eles se sintam apoiados com a nossa presença.

Procurarmos sempre dentro de um diálogo franco e amoroso, ouvir as opiniões deles sobre a vida em si, das pessoas, dos fatos, cooperando no esclarecimento dos equívocos, auxiliando-os a caminhar pelos seus próprios pés, procurando colocar o provérbio Chinês em prática: ensina-los a pescar e não ficar dando o peixe a toda hora. Com isso devemos deixa-los caminhar com os seus próprios pés, mas ajuda-los quanto precisarem, não sendo omisso.

Tem pais que acham que porque os filhos já estão criados, e às vezes até casados abandonam por completo.

Um dos maiores presentes que poderemos deixar para eles vem a ser o caminho da honestidade, do carinho e do amor ao próximo que começa dentro do nosso lar.

Agora uma coisa, nem tanto mar e nem tanta terra, vamos ser pais amorosos, mais vamos saber separar o joio do trigo. Eu no meu ponto de vista, quando dissermos não ou sim, procuremos dizer o porquê estamos cedendo ou não. O amor deve ser vigilante, para que em nosso nome não se instale a insensatez e a sombra se estabeleça.

Procuremos dar o melhor aos nossos filhos, pois são eles filhos de Deus confiados a nós.

Lembremo-nos, que um dia teremos que prestar conta daquilo que fizemos ou não.

 

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

Meu blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com

Meu email: getulicao@hotmail.com

PRECE PARA REFLEXÃO SE ESTAMOS FAZENDO O PAI NOSSO COMO JESUS ENSINOU,

 


ESTA MENSAGEM SERVIRÁ PARA NOSSA REFLEXÃO, SE REALMENTE ESTAMOS FAZENDO A ORAÇÃO PAI NOSSO COMO JESUS NOS ENSINOU.

Quando dizemos, Pai Nosso que estais nos Céus...

Ele nos responde. Sim, Eu Estou aqui, como posso ajudá-los? Quando dissermos Pai Nosso, devemos lembrar que todos somos irmãos?

Quando dizemos, Que estais nos Céus...

 Quer dizer que o Céu significa paz, que tem amor por todos nós. Que temos que meditar e vivenciar o que estamos falando. Que oração quer dizer falar, conversar com Deus.

Santificado seja o Vosso Santo e Divino Nome, assim na terra como nos Céus.

Quer dizer, santificado significa digno de respeito, Santo sagrado. Que tem que ser não somente com aqueles que rezam, mas sim com aqueles que aceitam a vontade de Deus, como o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.

O pão nosso de cada dia, o do corpo e do Espírito, nos daí hoje e sempre Senhor...

 Significa que não só do pão vive o homem, mas também da palavra de Deus. Mas quando pedirmos o pão devemos nos lembrar daqueles que nem conhecem este alimento. Podemos pedir o que quisermos desde que vejamos Deus como um Pai amoroso.

Perdoa-nos Pai as nossas dívidas, assim como devemos amar e perdoar a todos aqueles que possam nos ofender.

Significa que Deus pode perguntar? Se perdoamos realmente o nosso irmão que nos ofendeu? Diz para perdoarmos que Ele perdoará e nos aliviará.

E não nos deixeis cair em tentação dos maus, e livra-nos por caridade de todos os males.

 Deus responde ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponham em situações onde possam ser tentados. Deixem de andar na companhia de pessoas que os levam a participar de coisas sujas, intrigas e fofocas. Que abandonemos o ódio, pois tudo isso pode nos levar para o caminho errado. Claro que nos perdoará sempre se estivermos dispostos a perdoar também, mas quando o chamarmos devemos meditar cada palavra que falamos!

Quando dissermos amém...

Que queremos dizer que tudo o que Deus quer, concordamos com a vontade Dele, e que seguimos os seus mandamentos, porque amém quer dizer: Assim seja concordando com tudo que oramos. E Ele responde que ama todos aqueles que querem sair do erro, que querem ser livres do pecado. Que Ele abençoa e que fiquemos em paz!

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

Meu blogger:getuliomomentoespirita.blogspot.com

Curitiba. PR.Brasil.

 

 

 

PAI NOSSO EM ARAMAICO.

 



sexta-feira, 20 de março de 2026

PAI NOSSO DE EMMANUEL.

 PAI NOSSO DE EMMANUEL

 

Nosso Pai, que estais em toda parte.

Santificado seja o Teu nome no louvor de todas as criaturas.

Venha a nós o Teu reino de amor e sabedoria, e seja feita a Tua vontade acima de nossos desejos; tanto na Terra, quanto nos círculos Espirituais.

O pão nosso da mente e do corpo dá-nos hoje.

Perdoa as nossas dividas, e ensina-nos a perdoar nossos devedores com o esquecimento de todo mal.

Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação de nossa própria inferioridade. Livra-nos do mal que ainda possa residir em nós mesmos.

Porque somente em Ti brilha a luz eterna do reino e do poder, da glória e da paz, da justiça e do amor para sempre.

Que assim seja.

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado. Curitiba.


 

PAI NOSSO DAS FLORES,

 

PAI NOSSO DAS FLORES.


Pai Amado que estais nos Céus,

na terra e em todos os mundos Espirituais.

Santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome,

mesmo quando a dor e a desilusão ferirem os nossos corações.

O pão nosso de cada dia o do Espírito e do corpo, que revigoram as nossas forças físicas e Espirituais, dai-nos hoje e sempre Senhor.

Perdoai as nossas dívidas assim como o Senhor espera de cada um de nós façamos, mas antes nos ensinai a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que nos fazem sofrer, provocando-nos dores e que espezinham os nossos corações, e acabam destruindo as nossas ilusões.

Que possamos perdoá-los não com os lábios, mais sim com o coração.

Afasta do nosso caminho todo sentimento contrário a caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso para com todos aqueles que sofrem, sejam eles encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente e outros por erro da justiça.

Que vá até os hospícios, iluminando aqueles cérebros conturbados.

Que vá até os hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo de uma palavra amiga.

Que aqueles que neste momento retornam a vida Espiritual possam ter um guia e Vosso perdão.

Que este Pai Nosso vá até os lupanares, e ilumine aqueles cérebros perturbados que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e a fé.

Que vá até aqueles trabalhadores que se expõem a atividades de risco, protegendo-os, para que eles possam retornar aos seus lares ilesos.

Tende piedade dos órfãos e das viúvas, e daqueles que até esta hora não tiveram um pedaço de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos mares bravios, que lutam com os vendavais e outros.

Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser para a vida.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, principalmente os nossos, para que evitem a guerra e cultivem a paz, e que pensem mais no povo.

Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós, e estejam com todos.

Que assim seja.

PAI NOSSO DA VILA TINGUI.

 

PAI NOSSO DA VILA TINGUI.


Pai Amado que estais nos Céus,

na terra e em todos os mundos Espirituais.

Santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome,

mesmo quando a dor e a desilusão ferirem os nossos corações.

O pão nosso de cada dia o do Espírito e do corpo, que revigoram as nossas forças físicas e Espirituais, dai-nos hoje e sempre Senhor.

Perdoai as nossas dívidas assim como o Senhor espera de cada um de nós façamos, mas antes nos ensinai a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que nos fazem sofrer, provocando-nos dores e que espezinham os nossos corações, e acabam destruindo as nossas ilusões.

Que possamos perdoá-los não com os lábios, mais sim com o coração.

Afasta do nosso caminho todo sentimento contrário a caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso para com todos aqueles que sofrem, sejam eles encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente e outros por erro da justiça.

Que vá até os hospícios, iluminando aqueles cérebros conturbados.

Que vá até os hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo de uma palavra amiga.

Que aqueles que neste momento retornam a vida Espiritual possam ter um guia e Vosso perdão.

Que este Pai Nosso vá até os lupanares, e ilumine aqueles cérebros perturbados que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e a fé.

Que vá até aqueles trabalhadores que se expõem a atividades de risco, protegendo-os, para que eles possam retornar aos seus lares ilesos.

Tende piedade dos órfãos e das viúvas, e daqueles que até esta hora não tiveram um pedaço de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos mares bravios, que lutam com os vendavais e outros.

Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser para a vida.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, principalmente os nossos, para que evitem a guerra e cultivem a paz, e que pensem mais no povo.

Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós, e estejam com todos.

Que assim seja.

MEU PAI.

 Meu pai

Todos os que fomos acalentados pelo amor paterno, com certeza, recordamos nosso velho com saudade. Particularmente, quando nós mesmos nos tornamos pais, as lembranças acodem aos atropelos.

Na acústica da alma, ainda ouvimos os passos firmes nas noites de trovoadas, a conferir em sua ronda, janelas, trancas, cortinas, o sono da criançada.

Se fecharmos os olhos, podemos sentir o deslizar da sua mão levemente pelo nosso rosto e o puxar cuidadoso do cobertor.

Vemos sua silhueta se perdendo na penumbra e ouvimos o último abrir e fechar da geladeira.

Recordamos da criança que fomos e que ficava à espera da sua volta do trabalho. Aqueles que tivemos pais cujo trabalho exigia muitos dias fora do lar, podemos sentir outra vez o coração aos atropelos, lembrando o som do carro dele, chegando, na madrugada.

Será que lembrou de trazer um presente? Será que a sua barba está por fazer e vai espetar o nosso rosto?

Recordamos o passeio dos fins de semana, do presente de aniversário, da ceia de Natal. Até das broncas após as nossas malandragens.

Igualmente lembramos dos carinhos à chegada de nosso boletim, a alegria após passar de ano. A comemoração em família pelas nossas vitórias: fundamental, ensino médio, vestibular, faculdade, e outros mais.

E quando chegamos à adolescência? Quantos cuidados! Quem são os seus companheiros? Com quem você vai sair? Aonde vai?

Não fume. Não beba. Não exceda a velocidade. Respeite os sinais de trânsito.

É hora de chegar? Não falei para chegar antes da meia-noite?

Filho respeite os mais velhos. Faça um carinho nos seus avós. Quando, afinal, vai se decidir a trabalhar?

Garoto, vou lhe cortar a mesada.


Olhando as rugas estampadas no rosto de nosso pai, somos tomados de carinho e nos curvamos diante dele. Quantos anos vividos no calor do lar paterno. Quantas lições!

Lições que hoje repassamos para os nossos próprios filhos e, sem nos darmos conta, vamos repetindo os mesmos gestos dele. Daquele que há sessenta, setenta anos renasceu e um dia se tornou nosso pai.

Olhamos nossos filhos e, lembrando de como a generosidade de nosso pai, os seus cuidados nos fizeram bem ao caráter, nos esmeramos no atendimento aos nossos próprios rebentos.

Por tudo isso, outra vez, é que a nossa gratidão cresce no peito e explode em uma grande manifestação de afeto. E, como se nosso pai fosse uma criança pequena, abraçamos o velho e o embalamos em nossos braços, com a mesma canção de ninar que um dia ele embalou a nossa infância.

*   *   *

As mensagens repassadas às crianças calam profundamente em suas almas. Embora o tempo, a distância, as circunstâncias mais adversas, tudo o que as aninhou e animou nos anos infantis repercute pela vida afora.

Eis porque a infância tem um caráter de primordial importância ao ser humano. É nesse período de repouso para o Espírito, que se prepara para as lutas do mundo, que o ser se abastece de energias, vigor, valores reais que são, em verdade, as únicas heranças autênticas que os pais legam aos filhos.

 

Redação do Momento Espírita, a partir do texto Pai, de autoria desconhecida.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 19, ed. Fep.
Em 01.02.2012.

 

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADR

MEU PAI, MEU HERÓI.

 


Meu pai, meu herói

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.

Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.

Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.

Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.

Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.

No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.

Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.

Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para compartilhar.

Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem...

Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação...

Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade...

Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...

Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.

Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...

Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.

Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.

Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...

Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...

Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...

Você foi terno, quando era de ternura que eu necessitava... Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada...

Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.

Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...

E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como eu...

E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.

 

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8 e 9
e livro Momento Espírita, v. 4, ed. FEP.
Em 20.11.2013.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

UM PAI EXEMPLAR II.

 


Um pai exemplar

 

Divaldo Pereira Franco fundou e mantém uma Instituição Espírita intitulada Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, Bahia.

Ele já criou e educou centenas de filhos adotivos, crianças abandonadas nas ruas por seus pais biológicos ou que eram vítimas da orfandade.

Muitos casos lindos sua história já registrou. E dentre tantas há a de um garotinho singular.

Desde a mais tenra idade, ele mostrou uma característica bem marcante: o instinto assassino.

Ele queria matar alguém. Sempre que o contrariavam, ele fazia, com as próprias mãos, facas dos mais variados tipos e com os mais diferentes materiais.

Vez que outra uma das tias responsável pelas crianças entrava desesperada no escritório de Divaldo com o menino em seu encalço.

Vim lhe pedir socorro pois o garoto já fez outra arma e quer matar alguém.

Divaldo deixava o serviço por um instante e chamava carinhosamente o menino. Colocava-o em seu colo e lhe perguntava:

Filho, o que aconteceu desta vez?

E o menino falava com respiração alterada e lágrimas escorrendo pelas faces: É que estou com muita raiva e quero matar aquele moleque.

Divaldo, usando de muita psicologia, dizia calmamente ao filho: Então, vamos fazer um trato. Eu vou ajudar você, mas por enquanto deixe a arma comigo e depois que eu terminar o serviço, nós iremos.

O garoto aceitava a proposta, embora sempre contrariado. E muitas foram as vezes que ele entrou esbaforido no escritório pedindo uma de suas armas, urgente, para matar alguém.

Essas cenas se repetiram muitas e muitas vezes durante a infância e adolescência daquele filho rebelde. E Divaldo colecionou dezenas de facas, punhais e outras armas.

Um dia, Divaldo perguntou-lhe porque desejava tanto matar alguém e ele respondeu: É porque tenho muita vontade de sentir o sangue quente escorrendo pela minha mão.

Quando o rapaz completou dezoito anos, pediu ao pai para deixar a Instituição e partir em busca de outros caminhos.

Divaldo o chamou em particular e lhe fez uma pergunta: Meu filho, você ainda sente vontade de matar alguém?

O jovem abaixou a cabeça e respondeu, muito constrangido: Sim, eu ainda sinto.

Divaldo colocou delicadamente a mão sob seu queixo, levantando-lhe o rosto e, olhando-o nos olhos, disse-lhe com voz de tristeza:

Filho, eu quero que você me prometa uma coisa: Se um dia você decidir matar alguém, peço-lhe que volte aqui e mate-me primeiro, porque fui eu que falhei na sua educação.

Aquelas palavras caíram como uma bomba no coração do jovem. Dias depois eles se despediram, num longo e afetuoso abraço.

Os anos se passaram. Certo dia, o orador estava numa cidade no interior de São Paulo para receber o título de cidadão honorário, quando alguém o aborda e lhe diz que na sala anexa ao salão onde se realizaria a cerimônia, havia um artista plástico, famoso na localidade, que queira lhe oferecer um quadro.

Divaldo se dirigiu para o local e percebeu um homem jovem, de costas, que guardava um quadro coberto com um pano branco.

Aproximou-se e disse: Olá!

O moço se voltou e Divaldo quase desmaiou de emoção. Era seu filho adotivo. O menino das mil e uma facas.

Um abraço saudoso e demorado e depois a surpresa. O artista descobre o quadro e lá estava estampado o seu pai do coração.

Aquele pai que, com amor e dedicação, conseguira transformar um instinto assassino numa poderosa força a serviço da arte, do bom e do belo.

Não é à toa que Divaldo Pereira Franco é reconhecido conferencista espírita em mais de 60 países nos cinco continentes, com mais de 250 livros publicados e muitos títulos traduzidos para várias línguas.

E a Mansão do Caminho, em Salvador, atende mais de três mil crianças e suas famílias socialmente carentes, com escola, saúde, alimentação, orientação moral.

Redação do Momento Espírita com base em fatos.
Em 27.06.2011
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MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.