terça-feira, 7 de julho de 2026

A ALMA INFANTIL.

 


A alma infantil

 

A alma infantil nos diz Cecília Meirelles, como, aliás, a alma humana, não se revela jamais completa e subitamente, como uma janela que se abre deixando ver todo um cenário.

É necessário ter cuidado para entendê-la, e sensibilidade no coração para admirá-la.

A autora nos narra que, certa vez, ouviu o comentário de uma professora que contava sobre alguns presentes recebidos de alunos seus:

Os presentes mais engraçados que eu já recebi de alunos, foram, certa vez, na zona rural: um, levou-me uma pena de pavão incompleta: só com aquela parte colorida na ponta. Outro, uma pena de escrever, dourada, novinha. Outro, um pedaço de vidro vermelho...

Cecília afirma que seus olhos se alargaram de curiosidade, esperando a resposta da professora sobre sua compreensão a respeito de cada um dos presentes.

A amiga, então, seguiu dizendo: O caco de vidro foi o que mais me surpreendeu. Não sabia o que fazer com ele. Pus-me a revirá-lo nas mãos, dizendo à criança:

“Mas que bonito, hein? Muito bonitinho esse vidro...”.

E procurava, assim, provar-lhe o agrado que me causava a oferta.

Ela, porém, ficou meio decepcionada, e, por fim, disse: “Mas esse vidro não é para se pegar, não... Sabe para que é?

Olhe: a senhora põe ele assim, num olho, e fecha o outro, e vai ver só: fica tudo vermelho... Bonito, mesmo!”

A professora finalizou dizendo que esses presentes são, em geral, os mais sinceros. Têm uma significação muito maior que os presentes comprados.

Cecília Meirelles vai além, e busca ainda fazer uma análise de caráter psicológico:

O que me interessou, no caso relatado, foram os indícios da alma infantil que se encontraram nos três presentes. E os três parecem ter trazido à mesma revelação íntima: uma pena de pavão incompleta – reparem bem -, só com aquele pedacinho “colorido” na ponta, uma pena de escrever “dourada” novinha, e um caco de vidro “vermelho” são, para a criança, três representações de beleza.

Três representações de beleza concentradas no prestígio da cor e desdobradas até o infinito, pelo milagre da sua imaginação.

Essas três ofertas, portanto, da mais humilde aparência (para um adulto desprevenido), não devem ser julgadas como esforço entristecido da criança querendo dar um presente, sem ter recursos para comprar.

A significação de dinheiro, mesmo nas crianças de hoje, ainda é das mais vagas e confusas.

E sua relação de valor para com os objetos que a atraem é quase sempre absolutamente inesperada.

Eu tenho certeza - diz a autora ainda – de que uma criança que dá a alguém uma pena dourada, uma pena de pavão e um caco de vidro vermelho, os dá com certo triunfo.

Dá com certa convicção de que se está despojando de uma riqueza dos seus domínios, de que está sendo voluntariamente grande, poderosa, superior.

*   *   *

A infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas é, ainda, a consequência natural das leis que Deus estabeleceu, e que regem o Universo.

Com ela, aprendem os Espíritos que reencarnam – mais dóceis e influenciáveis quando no estado infantil.

Aprendem também as almas que as cercam, colhendo desse período de inocência e magia o exemplo da pureza e da simplicidade de vida, que devemos todos encontrar em nosso íntimo.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Os indícios da alma infantil, do livro Crônicas de educação, v. 1, de Cecília Meirelles, ed. Nova Fronteira.
Em 12.10.2017.

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO

 

VOCE SABE QUAL A DIFERENÇA ENTRE ALMA E ESPÍRITO?

 


Você sabe qual é a diferença entre alma e espírito?

Muita gente tem dúvida sobre o significado dos termos, e isso se deve ao fato de aplicações equivocadas que foram feitas ao longo do tempo.

Allan Kardec, na introdução de O Livro dos Espíritos, afirma que:

“A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada um dá a esse termo. Uma língua perfeita, em que cada ideia fosse expressa por um termo próprio, evitaria muitas discussões (…)”.

A partir disso, ele dá a definição adequada a fim de esclarecer os conceitos de uma vez por todas.

E, neste artigo, você confere o que são alma e espírito de acordo com o Espiritismo.

Boa leitura!

Diferença entre alma e espírito, segundo o Espiritismo

 

De acordo com o Espiritismo, os termos alma e espírito referem-se ao mesmo conceito, são iguais.

Você pode estar se perguntando, então, por que há dois termos para se referir à mesma coisa.

A Doutrina Espírita explica que, embora os dois vocábulos façam alusão ao mesmo postulado, as palavras podem ser empregadas em momentos e locais distintos.

Alma, por exemplo, é usada para representar o Espírito encarnado, ou seja, o Espírito que está ligado a um corpo físico no mundo terreno.

Já o Espírito seria a alma que não se acha mais presa ao invólucro carnal (desencarnada), isto é, o Espírito é a entidade que agora habita o plano espiritual.

Alma e espírito são a mesma coisa?

Conforme a visão do Espiritismo, a resposta é sim, a alma e o espírito são a mesma coisa.

No dicionário, também.

Uma pesquisa rápida pelo significado do termo “espírito” sugere a alma como sinônimo.

Mas aqui cabe uma consideração importante.

As definições, muitas vezes, tratam a alma como o princípio vital, e essa é uma interpretação equivocada do conceito.

Abordaremos isso mais adiante.

O que significa alma?

 

Vamos começar pela etimologia da palavra alma.

O termo vem do latim anìma (ou ânima), derivado do grego psykhés (ou psiquê), cujo sentido literal é ar, vento, sopro.

No sentido figurado, no entanto, o significado de alma seria o próprio Ser.

Pela definição do Espiritismo (O Livro dos Espíritos):

(Pergunta 134) Que é a alma?
Resposta: “Um Espírito encarnado.”

a) Que era a alma antes de se unir ao corpo?

Resposta: “Espírito.”

A alma, na bíblia, também é retratada como a vida individual de cada ser e, por isso, está ligada aos sentimentos humanos.

Ainda de acordo com o livro, a alma continua existindo após a morte do corpo, e é ela a grande responsável pela união com Deus.

Alma vital vs Alma intelectual vs Alma espírita

Ainda em O Livro dos Espíritos, a primeira obra da codificação espírita, Kardec reflete sobre as diferentes aplicações que são feitas da alma.

Segundo ele, há pessoas que consideram a alma um princípio da vida material, orgânica.

É a mesma visão refletida nos dicionários, como havíamos mencionado.

Acontece que, nessa perspectiva, a alma seria efeito, e não causa.

Outros, por sua vez, dizem que a alma é o princípio da inteligência.

Isso significa que a alma universal seria Deus, e cada Ser um fragmento da divindade.

E, por fim, há quem defenda a ideia da alma como um Ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade após a morte.

Nesse caso, a alma é a causa, e não o efeito.

Essa, sim, é a visão correta do que é a alma para o Espiritismo.

Diante dessas concepções distintas, Kardec diz que deveríamos ter também nomes específicos, ou seja, a alma vital, a alma intelectual e a alma espírita.

O que significa espírito?

 

Assim como vimos a etimologia de alma, veremos agora a da palavra espírito.

Espírito vem do latim “spiritus” e significa respiração, sopro.

Repare que o significado de espírito é o mesmo de alma.

Na literatura espírita, especificamente em O Livro dos Espíritos, a definição de espírito é a seguinte:

(Pergunta 23) Que é o Espírito?

Resposta: “O princípio inteligente do Universo.

a) Qual a natureza íntima do Espírito?

Resposta: “Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.”

E se você está se perguntando o que é o Espírito segundo a bíblia, saiba que o significado é o mesmo.

De acordo com as escrituras, o Espírito é que dá vida ao Ser e faz com que os indivíduos se unam a Deus.

As almas e os Espíritos são, portanto, uma e a mesma coisa?

A essa altura, você já sabe que as almas e os espíritos são a mesma coisa, certo?

Para corroborar essa ideia, vamos às respostas dos espíritos sobre o assunto em O Livro dos Espíritos:

(Pergunta 134)

b) As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa?

Resposta: “Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem.”

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

ALMA APÓS A MORTE.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. RETORNO DA VIDA CORPORAL À VIDA ESPIRITUAL

CAPÍTULO III

ALMA APÓS A MORTE

 

A alma no instante da morte do corpo físico, volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos que ela havia deixado temporariamente.

A alma conserva a sua individualidade após a morte do corpo, não a perdendo jamais. O que seria ela se não a conservasse.

A alma constata a sua individualidade, não tendo mais o corpo material, porque

tem um fluido que lhe é próprio, que tira da atmosfera do seu planeta e que representa a aparência da sua última encarnação: seu períspirito.

A alma leva deste mundo nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego que tenha dado à vida. Quanto mais pura para ela for, mais compreenderá a futilidade daquilo que deixou na Terra.

O conjunto dos Espíritos quando está numa assembleia, faz parte da mesma e, não obstante, conservas a sua individualidade.

Prova que podemos ter da individualidade da alma após a morte. Não temos esta prova pelas comunicações que obtendemos, se não estivermos cegos, veremos; e se não estivermos surdos, ouviremos; pois frequentemente uma voz nos fala e nos revela a existência de um ser que está ao nosso redor.

Comentário de KardecOs que pensam que a alma, com a morte, volta ao todo universal, estarão errados, se por isso entendem que ela perde a sua individualidade, como uma gota d’água que caísse do oceano. Estarão certos, entretanto, se entenderem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos de cada alma ou Espírito é um elemento.

Se as almas se confundissem no todo, não teriam senão as qualidades do conjunto, e nada as distinguiria entre si; não teriam inteligência nem qualidades próprias. Entretanto, em todas as comunicações elas revelam a consciência do eu e uma vontade distinta. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a consequência da sua individualização. Se não houvesse, após a morte, se não o que se chama o Grande Todo, absorvendo todas as individualidades, esse todo seria homogêneo e, então, as comunicações recebidas do mundo invisível seriam todas idênticas. Desde que encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados, e dede que os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e sérios etc., é evidente que se trata de seres distintos.

A individualização ainda se evidencia quando esses seres provam a sua identidade através de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena e que podem ser contestados; ela não pode ser posta em dúvida, quando eles se manifestam por meio de aparições. A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente, e de certa maneira material.

A vida do Espírito é eterna; a do corpo é transitória, passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.

Seria mais exato chamarmos a vida eterna a dos Espíritos puros, que, tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas a sofrer.

Essa é a felicidade eterna. Mas tudo isto é uma questão de palavras, e como quisermos desde que entendamos assim.

Bibliografia: O Livro dos Espíritos.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

3 DE OUTUBRO DATA DO ANIVERSÁRIO DO PROPAGADOR DA DOUTRINA ESPÍRITA.

 


Allan Kardec

3 DE OUTUBRO DATA DO NASCIMENTO DO PROPAGADOR DA DOUTRINA ESPÍRITA.

Propagador da doutrina espírita

Biografia de Allan Kardec:

Allan Kardec (1804-1869) foi propagador da doutrina espírita. Foi educador, escritor e tradutor francês.

Allan Kardec (1804-1869) nasceu em Lyon, França, no dia 3 de outubro de 1804. Foi criado numa família católica. Desde jovem mostrou inclinação para o estudo das ciências e da filosofia. Estudou na Escola Pestalozzi, em Yverdun, Suíça. Tornou-se discípulo de Pestalozzi. Dedicou-se ao ensino durante 30 anos.

Dominava vários idiomas, entre eles, alemão, inglês, holandês, italiano e espanhol. Traduziu para o alemão diversas obras didáticas de educação. Era membro de várias sociedades sábias, entre elas, a Academia Real de Arras. De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia Comparada, Astronomia, etc.

A partir de 1855 iniciou suas experiências com o mundo da espiritualidade. Passa a adotar o pseudônimo de Allan Kardek. Entre os anos de 1855 e 1869 dedica-se a estabelece as bases da Codificação Espírita, no aspecto filosófico, científico e religioso. Durante 12 anos dirigiu a Revista Espírita de estudos psicológicos, lançada em abril de 1855. Ainda nesse ano, Funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do espiritismo.

Hippolyte Léon Denizard Rivali morreu em Paris, França, no dia 31 de março de 1869.

Obras de Allan Kardec

Plano Proposto para Melhoramento da Instrução Pública, 1828
Curso Prático e Teórico de Aritmética, 1824
Gramática Francesa Clássica, 1831
Catecismo Gramatical da Língua Francesa, 1848
Ditados Especiais Sobre as Dificuldades Ortográficas (1849)
O Livro dos Espíritos, Parte Filosófica, 1857
A Revista Espírita, 1858
O Livro dos Médiuns, Parte Experimental e Científica, 1861
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Parte Moral, 1864
O Céu e o Inferno, A justiça de Deus Segundo o Espiritismo,1865
A Gênese, os Milagres e as Predições, 1868.

MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

ALGUNS PORMENORES DENTRO DO ESPIRITISMO O QUE VEM A SER A AURA.

 


ALGUNS PORMENORES DENTRO DO ESPIRITISMO O QUE VEM A SER A AURA.

É UM EMANAÇÃO ENERGÉTICA QUE ENVOLVE O SER, RFLETINDO O SEU ESTADO ESPIRITUAL, EMOCIONAL E DE SAÚDE. ESPÉCIE DE CAMPO MAGNÉTICO OU ASSINATURA ENERGÉTICA QUE VARIA EM COR E INTENSIDADE DE ACORDO COM OS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E A EVOLUÇÃO MORAL DO INDIVÍDUO.

A SUA COMPOSIÇÃO ELA É UMA PROJEÇÃO DE FORMA OVOIDE, COMPOSTA POR FLUIDOS ELETROMAGNÉTICOS QUE CIRCULA O CORPO FÍSICO E ESPIRITUAL(PERISPÍRITO).

PARA MUITAS TRADIÇÕES ESPIRITUAIS, ELA É COMPOSTA POR PARTÍCULAS VIBRACIONAIS QUE REFLETEM NO ESTADO FÍSICO, EMOCIONAL E ESPIRITUAL DE UMA PESSOA.

VEMOS EM ALGUMAS DESCRIÇÕES DE PESSOAS QUE TÊM A CAPACIDADE DE VER A AURA, NO ESTADO DE VIGÍLIA, DANDO-NOS CONTA DE QUE SÃO COLORIDAS, E TAMBÉM OS SENTIMENTOS.

ELA E O CAMPO ENERGÉTICO QUE FICA EM VOLTA DE CADA SER. ELA CONTÉM TODA INFORMAÇÃO DA NOSSA VIDA.

A AURA ESTA EMANAÇÃO SUTIL QUE MUITOS ASSOCIAM AO MITICISMO, É MUITO MAIS CIENTÍFICA E PRESENTE DO SE IMAGINA.ELA NÃO É PREVILÉGIO DOS ANJOS OU PESSOAS ALTAMENTE ESPIRITUAIS; NA VERDADE, TUDO O QUE É VIVO EMITE UMA AURA.

EXISTEM DIFERENTES FORMAS DE CLASSIFICAR A AURA ESPÍRITUAL, SENDO AS MAIS COMUNS OS TIPOS BASEADOS NA (VISUAL, SENSORIAL E AFÁSICA) E OS TIPOS BASEADOS NAS CORES, QUE REPRESENTAM ESTADOS EMOCIONAIS E ENERGÉTICOS. As CORES, COMO O VERMELHO, AZUL, AMARELO E PRETO, E VERDE, ESTÃO ASSOCIADOS A CARACTERÍSTICAS COMO PAIXÃO, SABEDORIA, CURA, OTIMISMO E NECESSIDADE DE CURA, RESPECTIVAMENTE.

TIPOS DE AURA POR PERCEPÇÃO.

VISUAL.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUDRADO.

ALGUÉM PARA AMAR.

 


Alguém para amar

O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.

O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.

Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:

Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.

Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.

Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.

Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.

Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.

Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

*   *   *

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lo. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.

Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.

Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.

Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20 do livro Vida e mensagem, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no poema de Madre Teresa de Calcutá, intitulado Dai-me alguém para amar.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

Em 20.01.2011.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO

ALGO SOBRE A DEPRESSÃO.

 


Algo sobre a depressão

 

Andrew Solomon define a depressão como sendo a imperfeição do amor. Ou como o sofrimento emocional que se impõe sobre nós contra a nossa vontade.

Reflete esse autor que o amor é o que tranquiliza a mente e a protege de si mesma.

Como Espíritos imortais que somos, trazemos nossa própria bagagem emocional, fruto de experiências passadas, marcadas em nosso inconsciente de maneira mais ou menos traumática.

Resultado disso são as distonias e limitações emocionais que carregamos, muitas sem causas aparentes nesta vida.

Por isso, determinadas situações que deveriam apenas nos trazer um leve desconforto, algum pesar, nos arrastam para a depressão, porque se conectam com as marcas deixadas por experiências frustrantes, vividas anteriormente e ainda vivas em nossa intimidade.

Por desconhecermos nosso passado, e não sabermos o que a vida nos oferecerá no futuro, nenhum de nós pode se dizer livre de uma depressão.

Porém, Andrew Solomon, que chegou a ser vítima de severa depressão, insiste: O amor é a melhor ferramenta para lidar com nossos problemas emocionais.

Assim, de forma preventiva ou mesmo durante o processo depressivo, exercitar o amor será sempre uma terapia efetiva.

Isso porque o amor nos leva a enxergar o outro. Para isso é preciso sair de nós mesmos, esquecer, pelo menos, momentaneamente, nossas próprias dificuldades para nos solidarizarmos com a dor e as necessidades alheias.

Funciona como autoterapia para nos entendermos, para nos aceitarmos, para nos curarmos e ainda nos fortalece para enfrentarmos com serenidade as problemáticas emocionais que a vida poderá nos oferecer.

Conta Solomon o caso de Phaly Nuon, vítima de severos abusos durante o regime comunista, no Camboja.

Após vagar fugitiva, por três anos, nas florestas do seu país, ver seu filho de poucos meses morrer à fome em seus braços, ela foi abrigada em um campo de refugiados.

Ali encontrou várias mulheres que, sobreviventes à guerra, não falavam, não se alimentavam, morrendo lentamente de depressão pelo estresse pós-traumático.

Por amor, no intuito de auxiliar a essas pobres mulheres, Phaly Nuon começou a desenvolver sua própria terapia.

Principiou por ensinar a esquecer, envolvendo meditação.

Em um segundo passo, instituiu o trabalho como terapia, dizendo que é necessário aprender a fazer coisas, e se orgulhar delas.

Numa terceira etapa, estabeleceu a necessidade de amar.

A proposta era que as mulheres começassem a cuidar de si mesmas, fazendo as unhas dos pés e das mãos, umas das outras.

Essas pequenas ações aproximam, levam à confiança, à amizade, à intimidade. Então, mesmo sem ser percebido, o amor floresce.

E quando isso acontece, tudo muda em nossas vidas.

Esquecer, trabalhar, amar. Eis a tríade da proposta.

*   *   *

Busquemos amar. Sirvamo-nos dessa ferramenta preventiva, remédio para nossas almas.

Olhemos em torno. Haverá sempre alguém que necessite da nossa palavra, de um conselho, de alguns minutos de companhia, do relato de uma história bela, construtiva, emocionante.

Algo que faça bem à alma.

Serão esses pequenos exercícios de amor, frequentemente alimentados por nossas ações, que ajudarão a curar as feridas que trazemos na alma, algumas desde muito tempo.

Ponhamo-nos em ação.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro
 
O demônio do meio-dia: uma anatomia da depressão,
 de Andrew Solomon, da ed. Companhia das Letras.
Em 21.4.20

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.