MINHA VIDA AQUI NESTE PLANETA TERRA.
Hoje é dia 25.06.2025, dentro da
psicologia que eu estudei, procurei escrever isto sem mágoas e rancor de
ninguém, mas sim poder deixar algo em torno da minha vida aqui neste planeta
terra.
Gostaria de dizer-lhes, que está
encarnação está sendo de grande valia para mim, pois encontrei bons amigos,
bons familiares, e bons irmãos de fé, e aqueles que não simpatizaram comigo.
Mas isto é compreensível. Que seria do vermelho e preto, se todos gostassem do
verde e branco. Digo encontrei porque na vida não temos somente pessoas e
familiares afins junto de nós, e sim também os antagônicos, pois é a
oportunidade de convivermos com todos na busca da perfeição do nosso Espírito.
Agora os antagônicos, pode ser nós ou eles, pois sempre que encarnamos
esquecemos do passado. Mas quero dizer do fundo da minha alma, que agradeço a
todos aqueles que simpatizaram comigo, e os que não simpatizaram o meu muito
obrigado pela convivência, pois aprendi em muito a não fazer o que eles fazem.
Quero também lhes dizer, que não tive e tenho da minha parte inimigos, pois
sempre deitei e dormi com a minha consciência limpa, pois sempre aceitei-os do
jeito que são, e sempre rezo por eles para que Deus ilumine a mente deles e a
minha, porque não me considero pior e nem melhor que eles. Quero dizer também
para aqueles que não gostam de mim, que eu sempre os aceitei como são e oro por
eles, como Jesus nos ensinou: Orai por aqueles que vos perseguem e caluniam. E
aqueles que não consegui me simpatizar, também oro por mim, pois não me
considero melhor e nem pior que eles como já disse. E tem mais, existe na vida
a lei da ação e reação, que é a do retorno, que tudo aquilo que jogamos para lá
pode voltar para nós.
Quero mais uma vez dizer, que no fundo não tenho inimigos, pois sempre
respeitei o livre arbítrio de cada um, sabendo que cada um de nós estamos num
grau de evolução, e estamos aqui vivendo numa grande escola, junto com a traça,
a poeira e a ferrugem, porque assim merecemos e pedimos antes de reencarnarmos.
Posso não me simpatizar com alguém, mas não tenho nada contra ninguém. Procurei
sempre ajudar o meu próximo, seja parente ou não. É por isso que vemos aqui, uns
pobres outros ricos, uns sãos outros aleijados, pois todos seguem aquilo que
Jesus deixou dito: a cada um será dado segundo as suas obras.
Mas recordando a minha infância, quero
lhes dizer, que me dá saudades dos meus pais magníficos que transformaram a
minha vida para melhor, dos meus nove irmãos, agradeço a dois que mais se
aproximaram de mim: Um para eu cuidar, e outro para me ajudar. Noeli Pacheco
Quadrado, e Neri Alves Quadrado. O primeiro me ensinou a não fazer certas
coisas, e o segundo devo muito a ele, foi como se fosse o meu Mentor Espiritual
aqui na Terra, e sua esposa também Gení. Olha não tenho palavras para vos
agradecer. Os outros se os magoei, perdoem-me se não sou aquilo que gostariam
que eu fosse, mas na vida nem tudo é igual, nem os gêmeos o são, e ela sempre
tem o seu por que. Imagina nós os dez convivendo juntos, aonde cada um vem do
seu jeito, com sua personalidade, até que fomos não? Mas valeu, e vale em
muito.
Meu agradecimento aos meus amigos do
peito, Gilberto Cortezze, Faissal Serlhi, Elevir Dionizio Junior, Vicente e
outros do futebol, e aqueles que eu tenha esquecido neste momento. Os do banco:
Carlos Raul Eisfeld, Wilson Shening, Severo, o famoso Severão que eu o batizei,
e o meu irmão do peito Neri, que me salvou de muitas.
Quanto à família propriamente dita,
quero lhes dizer que me desculpem se não sou ou fui aquilo que gostariam que eu
fosse. Mas como meu pai terreno escreveu em Espírito para mim. Eu me esforcei,
e procurei ser o melhor do mundo para vocês. Como os cem por cento não existem,
e a felicidade não é deste mundo, me perdoem por algum deslize. Procurei sempre
deixá-los viver com as suas próprias pernas para que pudessem ser o que são
hoje, sem me meter em suas vidas familiares: Filhos bons, noras legais, netos
bons. Eu sempre estive e estou do lado de vocês, sempre os amei, nunca troquei
dinheiro por família, mas sim querendo deixar bons exemplos, os ensinando a
pescar, e mostrar que nada cai do céu. Jesus falou: ajuda-te que Deus te
ajudará. Às vezes pareci ser pai omisso,
mas sempre presei pela privacidade de vocês, e sempre estive disposto ao
diálogo e nunca na imposição. Quando crianças num os bati, sempre dentro da
psicologia sempre os orientei dentro do diálogo, para que hoje possam ser o que
são: filhos bons, bons maridos, bom pais, trabalhadores, dentro daquilo que nem
todos viemos para aqui para sermos doutores. Veja eu sou técnico e bancário, e
hoje tenho a vida que pedi: sempre pedi e tive o suficiente para viver: Barriga
cheia, contas em dia, nome honrado e boa saúde. Rico nunca intencionei, mas
sempre disse: se puder morar em cima do tapete, quem não quer. Meu lema:
“pobre” mais limpo como minha mãe me ensinou.
Sem cobrar nada mais, e sim lembrar
que não fui aquele bastardo como alguém deve ter me interpretado:
Para meus filhos e para família
propriamente dita: dei amor, carros, moradia, dinheiro, paz e tranquilidade,
sempre reparti aquilo que Deus me emprestou para viver melhor aqui: pois tudo o
que tive e reparti era de Deus e Jesus. Sempre fui fiel depositário, e nada
levo a não ser paz e tranquilidade, e o dever cumprido.
Para meus irmãos, ajudei emprestando
dinheiro sem cobrar nada, e apoio moral. Dinheiro porque me aposentei e peguei
aquele bolo de dinheiro:
Noeli, nós nos ajudamos mutuamente, e
eu o assumi, em diversas situações, coisa que hoje seus filhos me amam. Neri, a
minha gratidão, também tentei ajuda-lo no pouco que precisou. Noemi ajudei-a a
comprar um apto para uma das minhas sobrinhas.
Durval, todo mês ia me pedir
emprestado dinheiro, e comprava coisas que eu não tinha, como som, e secretária
eletrônica, e tive que pegar para mim. Fajardo ajudei a ser formar em termos de
dinheiro, e nas broncas, e me pagou com uma coleção de discos. Graci ajudei a
Elaine a ir aos Estados Unidos se aperfeiçoar, e no seu casamento frustrado, e
no seu novo casamento.
Hildebrando foi o que mais ajudei.
Quando nossa mãe desencarnou, ele foi morar comigo. Depois foi trabalhar no
Banco, mas infelizmente não deu no coro, pois dormia encima da ticagem do
diário de contas correntes. Quando ele
desempregado e passando por necessidades, e eu já aposentado, procurei montar
uma distribuidora no seu lar, coisa que ele parecia ter aptidão. E assim ele
ficou como meu sócio apenas na sua figura física, pois em matéria de dinheiro
era eu que punha tudo. Com isso procurei dar sustentação a sua família
propriamente dita, pagando consumo da luz, da água, telefone, comissão pelas
vendas e outros mais. E assim foi feito.
Dei a ele parte da Kombi e dinheiro de tudo.
Somente a Bety e a Áurea não
precisaram de mim, e nem eu delas.
Agora quero deixar dito também: o
intuito não é de humilhar ninguém, e sim de mostrar o meu valor devido, pois
tem gente que ainda guarda problemas da infância como dona Noemi, que quando
estive em Brasília, me recepcionou dizendo. Você veio me ver mesmo com aquilo
que aconteceu na sua infância. Quando partir daqui, partirei com o coração
tranquilo, do dever cumprido e sejam felizes. Também deixo exemplo para os mais
jovens. Continuem lutando, vale a pena, é através do sofrimento que somos
lapidados. Eu me fiz praticamente sozinho, claro com a ajuda de Deus, Jesus, Meus Mentores, e a religião Espírita, às vezes
tão deturpada por alguns, que deveriam estuda-la para julgá-la. A minha eis
esposa MARIA DE LOURDES DA SILVA QUADRADO, que sempre me ajudou a ter a vida
que tenho. Quero deixar dito, que sempre a amei e convivi 50 anos juntos, e se
estivesse na Terra, eu estaria ainda junto.
GETULIO PACHECO QUADRADO
MEU NASCIMENTO.
Chegando agora nos meus oitenta e um anos, e
posso dizer que todo este tempo percorrido foi de grande valia para a evolução
do meu Espírito. Tenho aprendido muito.
Lembrando desta data 25.06, mas no ano
de 1.943 que eu nasci, sei que naquela ano as coisas não estavam bem no nosso
País, pois havia revolução e outros.
Meus pais me contaram que quando os
aviões dos inimigos passavam por cima da nossa cidade a noite, tocava uma
sirene pedindo para tudo parar se não podia levar bomba nas costas.
Mas quando eu nasci já vim dando
trabalho para os meus pais, pois minha mãe estava com uma doença chamada
malária, e estava grávida junto com outras duas amigas que também esperavam
bebês, e estavam com o mesma doença. Com a malária minha mãe teve febre diariamente
e meu pai teve que recorrer ao espiritismo para ter forças e fé para conseguir
êxito. Das 3 somente minha mãe chegou a me ter. A outras não tiveram êxito.
Mais quando foi para mim nascer, a vida dela e
a minha ficaram na escolha do meu pai que queria nós os dois. Pela medicina um
de nós tinha que partir deste mundo, e pelo querido Espiritismo eu estou aqui,
e minha mãe esteve por mais tempo, onde além de mim que era o quarto filho,
nasceram mais seis irmãos.
No ponto de vista médico eu sobrevivi, mas
seria uma pessoa raquítica e cheia de doenças, mais graças a Deus ele errou, e
o Espiritismo acertou.
Outro detalhe que consegui sobre mim, é que na
véspera da data do meu nascimento, minha mãe teria ido numa festa de São João.
Por outro lado, por eu ter
sobrevivido, meu pai ficou tão feliz, que no aniversário meu de 1 ano ele deu
uma festão de comemoração!!
A minha infância e a minha juventude
foi muito boa, conheci vários amigos que hoje inclusive por serem bons já
partiram desse mundo, onde tivemos a oportunidade de montarmos uma equipe de
futebol e boas amizades. Mas nesta época eu me considerava esquisito, porque a
minha alma não coadunava com o meu Espírito. Eu me achava o último dos homens,
não tinha profissão e nem qualificação.
Mas como criança o meu pior problema
naquela época era a tabuada, onde tive que repetir o primeiro ano uns cinco
anos. Mas o que não me deixava querer ir para a escola, era as reguadas nas
mãos proferidas pelas professoras, que davam quando errávamos a famosa tabuada.
Precisava uns cinco para me levar para a escola. E eu me sentia um burro, e a
minha mãe dizia que nem o burro é burro, porque quando ele não quer caminhar,
ele empaca e não sai do lugar.
Mas graças a Deus com o tempo venci
esta barreira, mais lá na frente tinha o tal exame de admissão ao ginásio feito
lá no Colégio Estadual do Paraná. Foi outro tormento para mim, não sei quantas
vezes tive que fazer, porque era ruim na matemática.
Bem, porque eu era ruim nos estudos,
meu pai me pôs a ser trabalhador, e como primeiro emprego fui trabalhar num
armazém em que ele era sócio, entregando as compras com uma bicicleta que o
caixão da frente pesava 14 quilos. Mais tarde num laboratório embalando
remédios e despachando para os clientes, lá fiquei até me apresentar ao
exército Brasileiro.
Mais tarde com dezoito anos, tive que
me apresentar o ao Exército e peguei um excesso de contingente, e fiquei um ano
parado e dependo dos irmãos e meus pais.
Quando fui servir fui destaque em
tudo, pois sai de lá com uma menção honrosa e uma carta de apresentação. Com
isso me apresentei ao Banco Comercial do Paraná, trabalhando no balcão, emprego
este arrumado pelo meu irmão Neri, e porque eu jogava bem futebol e eles
precisavam de mim no campeonato bancário.
De simples balconista cheguei a uma
auditoria, onde tive mesmo morando aqui fiscalizar as agências de São Paulo.
Isto foram cinco anos ser ter vida religiosa e social, pois viajava para lá aos
Domingos, e vinha dar um cheiro nas Sextas Feiras na família.
Hoje aposentado há 30 anos pelo Banco
HSBC, curto a vida, e digo não sou rico, mais tenho uma vida que pedi a Deus o
suficiente para viver. Sou formado em três cursos profissionalizantes além de
bancário aposentado: Técnico em Segurança do Trabalho, em Contabilidade e em
Micros. Em segurança do Trabalho tive a oportunidade de estudar a psicologia do
trabalho, onde hoje me dá um certo preparo para a vida, e ajudar o meu próximo
na minha religião Espírita.
Olha se eu escrevi isto, foi com o
intuito de ajudar aqueles jovens que não se acham capaz de fazerem algo na
vida, ou ser alguém. Na vida nada se perde e tudo se transforma.
Eu sempre digo que não existe grande
homem, porque ele se faz pela necessidade. Exemplo, foi que lá na frente casado
para melhorar as coisas, tive que voltar aos estudos somente tirando dez, e fui
destaque, aliás, quase em tudo o que passei.
Hoje com oitenta e um anos e com a experiência que tenho, gostaria
de tê-la quando tive vinte anos. Não que a idade me afete, porque todas as
idades são boas, desde que estejamos preparados para conviver com ela.
Eu tive este preparo, graças a Deus e
a Jesus, sem fanatismo, na minha religião através dos meus Mentores Espirituais
que muito me ajudaram e me ajudam, em especial ao meu Irmão Cacique o qual
muito agradeço por ele ter transformado a minha vida.
Uma coisa boa que encontrei na
internet e gostaria de deixar como exemplo:
Aos quinze anos dediquei o meu coração
à aprendizagem;
Aos trinta, assumi o meu lugar;
Aos quarenta fiquei livre de dúvidas;
Aos cinquenta compreendi o Decreto de
Deus;
Aos sessenta o meu ouvido estava
afinado;
Aos setenta e dois eu segui o desejo
do meu coração sem ultrapassar a linha;
Aliás como psicólogo Técnico diz o
seguinte:
De zero ano aos sete, a pessoa passa
por um recreio, onde na brincadeira não sabe e não quer saber o preço do feijão
e outros, Isto é, começa a se adaptar neste mundo;
Aos sete anos, aprende a lidar com
esse mundo material, e entra na escola para a alfabetização, e é a época dos
por quês?
Dos sete ao quatorze, cresce na
identificação com o mundo material, e somos envolvidos por uma série de
exigências;
Dos quatorzes aos vinte e um anos,
alcançamos a maioridade, onde ocorrem as primeiras paixões, o primeiro emprego,
e talvez o primeiro desemprego, e casamento e filhos;
Dos vinte e um aos vinte e oito anos,
surge um poderoso impulso profissional, e a pessoa se sente estabelecida na
vida, e acaba atraindo compromissos que podem durar pelo resto da vida;
Dos vinte e oito aos trinta e cinco,
surge a fase madura da vida;
Dos trinta e cinco aos 42, o indivíduo
percebe os limites do seu corpo, e sente os primeiros efeitos do envelhecimento
físico;
Dos 42 aos 49 anos, acaba se
completando a transição para a meia idade, onde se acentua a necessidade de
usar seu talento para compensar a perda da vitalidade física;
Dos quarenta e nove aos 56 anos, a
alma da pessoa já tem uma grande experiência da vida, e ainda está no auge da
capacidade de trabalho;
Entre 56 a 63, a pessoa ingressa na
vida madura;
Dos 63 assim por diante, já não são
mais épocas para inovações desnecessárias. No entanto, a atividade profissional
e intelectual vivida com a serenidade, é perfeitamente possível até além dos
80.
Mais uma coisa eu digo, todas as
idades desde que nos cuidemos são bonitas e gostosas de se viver, mesmo que as
vezes possamos encontrar espinhos na nossa caminhada, mas devemos prestar mais
atenção as flores que enfeitam as nossas vidas. A família, o lar, a escola da
vida, a oportunidade de aprendizagem, ter uma vida alicerçada pela religião,
porém sem fanatismo.
Outra coisa que difere, é ser idoso e
velho. Idoso ainda é um elemento ativo, e o velho está no período de ser
ajudado e cuidado. Tem a fase que nós fizemos por eles, e a fase que deverão
fazer por nós.
Mensagem escrita pelo Médium Getulio
Pacheco Quadrado. Meu blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com
