quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A VELHICE.

 


A velhice

Que os velhos sejam sóbrios, respeitáveis, sensatos, fortes na fé, na caridade e na perseverança. Paulo. Tito, 2:2 (Bíblia de Jerusalém)

Marta Antunes Moura

O número de pessoas idosas vem aumentado significativamente nas duas últimas décadas, no Brasil e fora do país. O relatório nacional sobre envelhecimento da população brasileira — documento elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e representantes oficiais dos estados e da sociedade civil — indica que os brasileiros com idade acima de 60 anos que representava, em 1940, 4% da população, passou para 9% no ano 2000.  Além disso, tem aumentado o número de pessoas com idade acima de 80 anos que totalizava 166 mil, em 1940, e quase 1,8 milhões em 2000 (representando 12,6% da população idosa e 1% da população total). O prestigioso U.S. Bureau of Census informa que cerca de três milhões de americanos têm atualmente 85 anos de idade ou mais. É o segmento da população dos Estados Unidos que revela maiores taxas de crescimento, abrangendo o surpreendente valor de 274% entre 1960 e 1994, período no qual a população idosa duplicou e a população total cresceu somente 45%.  E vejam: esses são dados do início do século! A situação, hoje, ampliou.

Divaldo Pereira Franco entende que a “questão da idade é mais psicológica do que real. Certamente [afirma], do ponto de vista fisiológico, o organismo, à medida que o tempo avança, tende a diminuir a sua flexibilidade, o seu equilíbrio, a harmonia das funções. Entretanto, preservadas suas atividades pelo trabalho e equilíbrio emocional, logra manter-se sem maiores danos. É possível conservar a memória ativa, adquirir novos conhecimentos e realizar abençoadas experiências.”1 Essas palavras do dedicado médium brasileiro guardam sintonia com os atuais estudos de gerontologia que apontam o trabalho ou atividade laboral como elemento de equilíbrio físico e psíquico dos idosos, desde que cause satisfação e que possa ser exercida de acordo com possibilidades de cada um.

Ante tais concepções, com a aprovação do Estatuto do Idoso em 1.º de janeiro de 2004, o poder público e privado vem desenvolvendo projetos, programas e ações com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos idosos, inclusive com o desenvolvimento de programas de profissionalização voltados para maiores de 60 anos. Foram criados estímulos para que as empresas privadas admitam trabalhadores idosos (artigo 28).

Importa destacar, porém, que os programas sociais não se restringem a designar, pura e simplesmente, uma atividade qualquer ao idoso, para que ele se “distraia”, “ocupe” ou “movimente-se”. Ao contrário, os projetos e programas sérios, inclusive os desenvolvidos nas instituições espíritas, visam favorecer o real envolvimento da pessoa nas atividades. Assim, é importante também destacar estas ideias de Emmanuel quanto ao assunto:

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela o mundo mental dorme estanque.
 […]
Não vale, contudo, agir por agir.
As regiões infernais vibram repletas de movimento.
Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.
Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido ao esforço incessante, para o sustento do corpo físico.
[…]
Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.
trabalho-ação transforma o ambiente.
trabalho-serviço transforma o homem.”2

Por preconceito ou desinformação, há quem confunda a fragilidade física dos idosos com desequilíbrio psíquico. Uma coisa não guarda relação com a outra. Em países atentos à essa realidade, inclusive no Brasil, já existem programas sérios, governamentais e não-governamentais, destinados à promoção, valorização e preservação da saúde física e mental dos mais velhos: “No Japão, a idade avançada é símbolo de status. […] Na comemoração do sexagésimo aniversário de um homem, ele veste colete vermelho que simboliza o renascimento para uma fase avançada da vida. […].”3

Felizmente, uma nova mentalidade está surgindo em nível mundial, com propostas inovadoras e humanitárias de combate ao preconceito ou à discriminação de pessoas idosas. 4 Vemos assim que, a despeito do aumento significativo do número dos lares e organizações destinados ao abrigo idosos, a mentalidade vigente distancia, cada vez mais, da antiga e triste constatação de serem locais para “depósito de idosos” . Neste sentido, o Espiritismo orienta-nos que o equilíbrio espiritual se obtém pelo conhecimento aliado à prática da caridade. Qualquer um de nós, independentemente da idade ou saúde, temos condições de fazer o bem, preservando, assim, o próprio equilíbrio. O modelo a seguir, ainda segundo Emmanuel, é simples:

E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada a escravos; criam institutos de socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência de um Rockfeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública, salientando, valorosa e sublime, que o Espírito do Cristo prossegue agindo conosco e por nós. 4

Considerando que o Centro Espírita é escola de formação espiritual e moral, um núcleo de estudo e de fraternidade, de oração e trabalho, deve, nesse contexto, desenvolver ações de atendimento aos idosos, amparando-os na velhice. São, pois, atuais estas orientações transmitidas por Jesus a Simão Pedro, registradas por Humberto de Campos:

— Simão — disse o Mestre com desvelado carinho — poderíamos acaso perguntar a idade do nosso Pai? E se fôssemos contar o tempo, na ampulheta das inquietações humanas, quem seria o mais velho de todos nós? A vida, na sua expressão terrestre, é como uma árvore grandiosa. A infância é a sua ramagem verdejante. A mocidade se constitui de suas flores perfumadas e formosas. A velhice é fruto da experiência e da sabedoria. Há ramagens que morrem depois do primeiro beijo do sol, e flores que caem ao primeiro sopro da primavera. O fruto, porém, é sempre uma bênção do Todo-Poderoso. A ramagem é uma esperança; a flor uma promessa; o fruto é realização. Só Ele contém o doce mistério da vida, cuja fonte se perde no infinito da Divindade!5

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

1.        FRANCO, Divaldo P. Laços de família. Por autores diversos. Org. Antônio César Perri de Carvalho. São Paulo: USE, 1994, p.53.

2.        XAVIER, Francisco C. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 19. ed. Brasília: FEB, 2013. Cap. 7, p. 31-32.

3.        PAPALIA, Diane E. e OLDS, Sally W. Desenvolvimento humano. Traduzido por Daniel Bueno. 7.ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. Cap. 16, p. 492.

4.        XAVIER, Francisco C. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. Brasília: FEB, 2012. Cap. 16, p.73.

5.        _____. Boa nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 37. ed. Brasília: FEB, 2013. Cap. 9, p.60-61.

6.        MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

 

A PRÁTICA ESPÍRITA COMO FUNCIONA A DOUTRINA ESPÍRITA.

 


 

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A prática espírita: como funciona a Doutrina Espírita

Este é um post escrito para dar sequência ao que escrevi sobre a A História da Doutrina Espírita, em que falei sobre como surgiu o Espiritismo e como a Doutrina se tornou uma das religiões mais importantes do mundo. Vamos estudar o que é o espiritismo e como ele funciona, na prática.

Agora, a intenção é falar sobre a prática espírita e como é o funcionamento, na prática, da Doutrina criada por Allan Kardec. Quero ajudar a tirar as dúvidas que você tenha sobre o funcionamento prático da Doutrina.

Para isso, quero responder três perguntas:

1.      Como são as reuniões em um centro espírita?

2.      Como funciona o passe?

3.      Como é a evangelização de jovens, crianças e bebês no Espiritismo?

Mas antes preciso definir algumas coisas, que, para o espírita mais experiente, podem estar bem claras, mas que podem confundir o iniciante ou o interessado em conhecer o Espiritismo.

Os termos mais usados no Espiritismo

Ou os princípios básicos da Doutrina Espírita

 

Vamos passar cada princípio em revista para esclarecer cada ponto.

O que é Deus para o Espiritismo?

Deus é inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. Eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom e infinito em todas as suas perfeições.

O que é livre-arbítrio?

O livre-arbítrio é a liberdade moral do homem. Ele é a faculdade de guiar-se conforme a sua vontade, na realização de seus atos, conforme o nível de adiantamento moral que tenha conquistado.

O ser goza dessa liberdade no estado de Espírito e é em virtude dessa faculdade que livremente escolhe a existência e as provas que julga adequadas ao seu adiantamento.

Existe um motivo por trás da minha escolha em definir Deus e livre-arbítrio.

E ele é bem simples: a visão que o Espiritismo tem acerca de Deus é fundamental no pensamento espírita e ela diverge das outras religiões cristãs.

Para o espírita, Deus não é um ser, não é Jesus, não tem forma. Ele é A Inteligência Suprema, o causador de tudo o que existe no Universo. Isso define uma nova atitude perante a Divindade que nos conecta ao livre-arbítrio.

Nós, como espíritas, sabemos que Deus, sendo soberanamente justo e bom, definiu o livre-arbítrio como lei imutável que dá o direito de escolha a todos, mas cobra com justiça os resultados de nossas atitudes, sejam elas ou boas.

O centro espírita

 

“Esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já, formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã.” – ALLAN KARDEC – (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, item 334)

Os centros espíritas colaboram com a difusão da Doutrina Espírita. O estudo sério e estruturado contribuiu para sua divulgação e sua prática.

Os centros se agrupam nas entidades federativas estaduais, unidas no Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira (FEB) para fortalecer a unidade desse trabalho. E é preciso cada vez mais união para a execução dos seus nobres propósitos de colocar em prática os princípios doutrinários.

Os centros espíritas são as unidades fundamentais do movimento espírita.

Eles são núcleos de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, praticados dentro dos princípios espíritas. Em um centro, tanto o necessitado de ajuda quanto o trabalhador que auxilia encontram escolas de formação espiritual e moral que trabalham à luz da Doutrina Espírita.

Um centro espírita deve se caracterizar pela simplicidade própria das primeiras casas do Cristianismo nascente, pela prática da caridade.

Porque criar um centro espírita?

O objetivo é sempre ajudar o ser humano a melhor compreender a fase de transição que o nosso mundo atravessa. Quando alguém necessitado de orientação procura um centro, deve encontrar acolhimento.
A complexidade deste momento do mundo coloca desafios cada vez mais difíceis à nossa frente. E, para isso, o movimento espírita se organiza em centros.

Como são as reuniões em um centro espírita?

 

Um centro espírita pratica a caridade

As atividades de serviço de assistência e promoção social espírita, destinadas a pessoas carentes, estão entre as principais atividades de um centro espírita.

Atendendo a todos que buscam ajuda material, procura-se assisti-las em suas necessidades mais imediatas, promovendo-as por meio de cursos e trabalhos de formação profissional e pessoal e esclarecendo-as com os ensinos morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita.

Um centro espírita esclarece e educa sobre a vida espiritual

As atividades de atendimento espiritual no centro espírita estão disponíveis para as pessoas que procuram esclarecimento, orientação, ajuda e assistência espiritual e moral. Elas abrangem recepção, atendimento fraterno, explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, passe e magnetização de água, irradiação e Evangelho no lar.

Um centro realiza palestras públicas, destinadas ao público geral. Nessas reuniões, são desenvolvidos temas de interesse comum, sempre abordados à luz da Doutrina Espírita, geralmente por meio de palestras expositivas ou estudos direcionados.

Um centro espírita educa os espíritas acerca da Doutrina Espírita

Além dos estudos abertos ao público, realiza-se ainda o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, feito de forma programada, metódica e permanente. Ele é destinado a pessoas de todas as idades e de todos os níveis educacionais e sociais. Participar desses estudos possibilita que o iniciante na Doutrina alcance um conhecimento abrangente e aprofundado do Espiritismo em todos os seus aspectos.

As reuniões mediúnicas sérias

Segundo Allan Kardec, as reuniões mediúnicas são fundamentais para a aquisição de conhecimento a respeito do mundo espiritual e dos seus habitantes.

Elas incentivam o estudo e esclarecimento daquelas que delas participam, favorecendo a troca de ideias e as observações em comum.

Para se obterem bons resultados na prática mediúnica, as reuniões devem funcionar como um todo coletivo, sendo realizadas sob condições especiais de controle.

A natureza e as características dessas reuniões estão, necessariamente, relacionadas ao nível de conhecimento e ao caráter moral dos seus integrantes. Podem, então, ser classificadas em:

Frívolas

As reuniões frívolas são compostas de pessoas que estão em busca do caráter interessante das manifestações. Elas se divertem com os gracejos dos Espíritos levianos.
Uma reunião deste tipo não é uma reunião mediúnica espírita, propriamente dita, e os Espíritos superiores não comparecem a elas.

Experimentais

Essas reuniões serviam mais particularmente à produção de manifestações físicas, e foram realizadas por eminentes estudiosos e por autoridades do mundo científico, na época de Kardec. A curiosidade é um dos fatores que motivaram a participação nessas reuniões e, ainda que ocorram bons fenômenos mediúnicos, estes nem sempre são suficientes para convencer os presentes e torná-los espíritas.

Instrutivas

As reuniões instrutivas devem ser o padrão de reunião nos centros espíritas e elas oferecem esclarecimentos e são assistidas por Espíritos de ordem elevada.

Para tanto, aqueles que realmente desejam instruir-se precisam colocar-se em condições de atrair a presença e o amparo de Espíritos superiores, demonstrando sinceridade de propósitos, desejo de estudar os fenômenos e vontade de compreender as consequências morais do intercâmbio mediúnico.

Um centro espírita estuda e pratica a mediunidade com Jesus

Além das reuniões públicas, um centro espírita faz reuniões fechadas a grupos de estudantes e trabalhadores, dentre elas, as reuniões de estudo e educação da mediunidade, com base nos princípios e objetivos espíritas, esclarecendo, orientando e preparando trabalhadores para as atividades mediúnicas.

As reuniões mediúnicas, destinadas à assistência aos Espíritos desencarnados necessitados de orientação e esclarecimento, são feitas com vários objetivos, mas, principalmente, o de colocar em prática a caridade segundo o ensinamento de Jesus Cristo.

O espírita, ao frequentar um centro, procura participar das atividades que têm por objetivo a união dos espíritas e das instituições espíritas, o que culmina na unificação do movimento espírita. Para tal, conjuga esforços, soma experiências, permuta ajuda e apoio, aprimora as atividades espíritas e fortalece a ação dos espíritas.

Um centro espírita também trabalha com pessoas de todas as idades.

Como é a evangelização de jovens, crianças e bebês no Espiritismo?

 

A evangelização é definida pelas religiões cristãs como o entendimento e a aplicação dos ensinamentos contidos na Boa Nova de Jesus Cristo, no Novo Testamento, conhecido como Evangelho.

A evangelização espírita é feita com ênfase na vivência, na exemplificação dos ensinamentos de Jesus e de seus apóstolos, sejam elas no plano físico ou no espiritual.

O evangelizador espírita

O evangelizador espírita defende que a evangelização não deve ser apenas transmitida, mas vivida em toda a sua plenitude, uma visão de vanguarda trazida pela Doutrina Espírita para o campo educacional.

O centro espírita, então, realiza as atividades relacionadas à evangelização da infância e da juventude, de forma programada, metódica e sistematizada, atendendo os bebês, a criança e o jovem, esclarecendo-os e orientando-os dentro dos princípios da Doutrina Espírita.

Modernamente, muito baseado no trabalho pioneiro de Sheila Passos, já se faz a evangelização no ventre.

Existem várias atividades praticadas em um centro espírita, mas, de longe, uma das mais conhecidas e requisitadas é o passe.

Como funciona o passe?

 

O passe espírita é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal ou magnetização.

Emmanuel afirma que o passe é similar à transfusão de sangue e representa uma renovação das forças físicas; o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos vertem do reservatório ilimitado das forças espirituais.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

A MORTE É UMA ILUSÃO.

 




A morte é uma ilusão.

Aqueles que pensamos que estão mortos seguem vivendo intensamente, na vida espiritual, a realidade imortal do espírito. Não se transformam em santos nem em anjos só porque a morte do corpo lhes alterou a morada. Seguem humanos cheios de emoções, sentimentos, dramas e conquistas na sequencia natural da vida que tiveram na matéria e das escolhas que fizeram, com seus efeitos naturais. Com a sensibilidade do corpo e realidade espiritual podem ouvir nossos pensamentos, sentir nossas vibrações, escutar o que vai na intimidade do coração. Neste dia em que muitos olham para a morte, para o vazio, a dor e a saudade, celebre a vida, a alegria do que foi possível e o que de bom foi vivido. Eleve seu pensamento em uma oração de gratidão a Deus pelos bons tempos partilhados juntos e envie àquele (a) que vc ama o melhor de seu coração. Ele (a) escutará sua alma e responderá com seu amor, de coração para coração, na linguagem inarticulada do sentimento. Celebre seu amor em atos de bem em homenagem a quem vc ama. Assim estará honrando, da melhor maneira, sua memória e legado.

Texto de Andrei Moreira

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO P. QUADRADO.

A MISSÃO DE SER MÃE SEGUNDO O ESPIRITISMO.

 


A Missão de Ser Mãe Segundo o Espiritismo

por Blog Mundo Maior

Allan Kardecdata comemorativaDestaqueEspiritismoLivrosRelacionamento | 21 comentários

Marcado: amor de mãeas mães de chico Xaviermãematernidademissão da mãe na visão espiritasentimento

 

Embora as mães devam ser lembradas todos os dias, é no segundo domingo de maio que elas são homenageadas no Brasil.

Se tornar mãe é o sonho de muitas mulheres, para outras a gravidez pode acontecer de uma maneira inesperada. O fato é que ser mãe muda a vida de uma mulher, desde a gestação, passando pelo nascimento, desenvolvimento e criação de um filho.

Mas do ponto de vista espiritual o que significa ser mãe? A Doutrina Espírita esclarece que se trata de um compromisso importante, porque ao gerar um filho assume-se um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo oportunidade para que um espírito por meio da reencarnação possa evoluir, cabendo aos pais o amparo necessário para sua caminhada de novos aprendizados.

A pergunta 890 de O Livro dos Espíritos esclarece que o amor maternal é uma virtude ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais: “— É uma coisa e outra. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis. No homem, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal”.

Compreende-se que existe além dos laços físicos, um elo poderoso de ligação entre mães e filhos, por esse motivo o amor materno é realmente capaz de ultrapassar barreiras.

Ser mãe representa a possibilidade do exercício do amor incondicional, doando o melhor de si para a evolução de um espírito que nasce no papel de filho, seja ele um amigo do passado ou alguém que necessite de reconciliação, como oportunidade de reconstruírem uma nova história.

Para se aprofundar mais no tema, vale à pena ler a transcrição de uma palestra sobre o tema no site Espirito. org

Para refletir melhor sobre a missão de ser mãe, sugerimos

As Mães de Chico Xavier

Só existe algo mais marcante do que perder um filho: descobrir que ele continua vivo! Saiba neste belíssimo livro como Chico Xavier e a vida tornaram essa surpreendente afirmação uma verdade incontestável.

JESUS MODELO E GUIA DA FAMÍLIA
Este trabalho apresenta método para tornar Jesus o modelo para as ações familiares, de forma que tenhamos uma família mais harmoniosa e que vive os valores cristãos nas relações conjugal, maternal, paternal, fraternal e filial.

Uma Missão de Mãe e Professora- José Tadeu: Relatos de garra e ousadia dos primeiros cristãos para a divulgação do Cristianismo Redivivo. Espíritos abnegados, que vieram na vanguarda do Evangelho, abrindo caminho para outros inúmeros missionários.

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A INSÔNIA E SUAS CAUSAS ESPIRITUAIS.

 


A Insônia e suas Causas Espirituais

É cada vez mais comum ouvirmos no consultório a seguinte frase: – Doutor me receita um remédio pra dormir! Alguns ainda exigem a prescrição de determinados remédios, pois já experimentaram todos e sabem que no caso deles, alguns funcionam melhor.

Vivemos a época das pílulas milagrosas. Compramos milagres em cápsulas, diariamente e nosso limite é o Céu. Lutero teria de encarnar novamente para lançar uma contra reforma!

Deixemos que a ciência oficial trate da insônia, mas seria interessante abordar alguns aspectos do sono do ponto de vista espiritualista.

Allan Kardec nos diz no Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a emancipação da alma, que o espírito nunca está inativo, e aproveita as horas de sono para manter relação direta com o plano espiritual, entrando em contato com espíritos encarnados e desencarnados, e visitando lugares bons ou ruins de acordo com sua evolução, de acordo com o que permite a sua própria energia. Isso explica o motivo pelo qual podemos acordar completamente descansados e inspirados e outros dias acordamos mais cansados do que nos deitamos.

Não é incomum, durante os tratamentos no centro espírita, observarmos que algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir porque trazem a casa repleta de espíritos desencarnados que por algum motivo querem prejudicar aquela família, pois é da lei que colhamos hoje o que semeamos ontem. Vemos também que uma das causas frequentes de insônia é o despertar da mediunidade. Durante o entorpecimento natural do sono, quando o espírito começa a se despreender do corpo físico como faz toda noite, esses médiuns novatos começam a ver o ambiente espiritual da casa. Então com medo e receio do desconhecido, recusam-se a dormir, causando problemas enormes para a economia física, e, no entanto, seria muito mais fácil estudar e entender o processo mediúnico, se libertando de receios infundados, baseados em crendices.

Se imaginarmos nossa noite de sono como uma viagem a ser empreendida, facilmente compreenderemos que alguns simplemente sabotam seu próprio sono. Qualquer viagem, por menor que seja, exige um preparo mínimo. Verificamos o melhor caminho, a roupa que levamos o dinheiro, o local onde ficaremos etc.…, mas a maioria de nós não consegue nem fazer uma prece antes de dormir. Para alguns não há antídoto melhor para insônia do que iniciar uma prece ou uma leitura edificante. É fatal! É começar e cair no sono.

Deitamos na cama, nos preparando pra dormir, repletos de problemas, trazendo uma enormidade de situações mal resolvidas, e queremos que nossa noite seja tranquila. Jesus nos diz que onde estiver nosso tesouro, aí se encontrará nosso coração. Como esperar noites tranquilas, acompanhadas pelo nosso anjo da guarda, nosso mentor espiritual, se passamos o dia de forma agitada, ansiosa, intranquila? Com certeza nosso espírito estará junto daqueles e das coisas as quais voltamos nosso sentimento.

Deixemos de ser cristãos de templos, nos preocupando com Jesus somente quando estamos na nossa casa religiosa, e com certeza teremos noites tranquilas, de sono reparador. Refletindo nisso, chegamos a conclusão que dormimos com nosso maior inimigo, nós mesmos.

Os livros de Divaldo Pereira Franco nos relatam inúmeros casos de trabalhadores do bem, encarnados, que aproveitam suas noites de sono na continuação dos trabalhos de ajuda espiritual iniciados durante o dia. Quantos benefícios não colhem esses trabalhadores, aproveitando cada minuto para sua evolução. Cada um encontra o que busca. O que passa o dia acumulando raiva, desentendimentos e stress, com certeza terá uma noite bem diferente daquele que tenta viver em paz consigo mesmo, exercendo sua religiosidade de forma segura.

Pensemos nisso. Paz e luz a todos!

Fonte: Site Medicina e Espiritualidade

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