sexta-feira, 9 de março de 2018

AMANDO OS INIMIGOS.


Amando os inimigos

Você já percebeu que há pessoas que nos exigem um pouco mais de esforço para serem amadas?
Enquanto alguns têm acesso fácil ao nosso coração, conferindo-nos alegria e prazer em compartilhar o convívio, outros nos solicitam empenho pessoal para poucos momentos de relacionamento.
Nós os encontramos no ambiente de trabalho, no seio familiar, na vizinhança ou nas relações sociais mais diversas.
Trazem valores que não são compatíveis com os nossos, têm atitudes que nos desagradam, usam de linguajar que nos parece inadequado.
Seus conceitos nos parecem absurdos, seu modo de vida um tanto esdrúxulo, e seus parâmetros morais nos chocam.
São esses que nos exigem esforço para que os possamos amar.
Porque ainda caminham distantes das estradas que elegemos para nós mesmos, a convivência com muitos deles nos parece um grande sacrifício.
Porém, quando Jesus nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, é a esses também que o Mestre se refere.
Muitas vezes, imaginamos que inimigo seja somente aquele pelo qual nutrimos ódio, desejo de vingança, rancor profundo.
É verdade que esses o são. Porém, esses outros, os que ainda não conseguimos amar e querer bem representam o mesmo convite que a vida nos faz para aprendermos a amar.
É verdade que, de rompante, não conseguiremos tê-los como amigos, recebendo-os na intimidade de nosso lar.
Não será em alguns dias que os teremos abrigados em nosso coração.
E nem ocorrerá da noite para o dia a transformação de nosso sentimento, de um antagonismo intenso para a simpatia irrestrita.
Porém, à medida que entendemos o ensinamento de Jesus, temos condição de dedicar algo mais do que nossa antipatia, a esses que nos parecem pedras de tropeço na jornada.
Assim, à medida que procuramos compreender sua limitação, a tolerância começa a compartilhar espaço onde antes só havia implicância.
Quando conseguimos perceber seus dramas íntimos, a impaciência perde lugar para a indulgência.
Quando conhecemos um pouco de suas histórias de vida, seus dramas e dificuldades, as palavras ríspidas vão sendo substituídas pelo silêncio, quando não, por palavras de apoio.
É assim, no exercício da aproximação sadia, da compreensão do próximo, que o amor inicia seu trajeto.
Inicialmente se faz na forma de algumas virtudes, que lhe são filhas diletas, como a benevolência, a indulgência, o perdão.
Aos poucos vai ganhando forma, permitindo uma convivência mais salutar e enriquecedora.
Por fim, na medida em que permitirmos, o sentimento se transformará em empatia e compreensão.
Portanto, nessas relações difíceis que se apresentam em nossos caminhos, percebamos o grandioso convite que a vida nos faz para exercitarmos o amor ao próximo.
Mesmo sabendo que ainda uma longa caminhada nos espera até que aprendamos, efetivamente, a amá-los, será nos pequenos passos de hoje que conquistaremos esse amor para com esses difíceis de amar.
Exercitemos o amor.
Redação do Momento Espírita.
Em 17.8.2013.
MENSAGEM COMPARTILHADA E DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.


ACREDITE NA VIDA


Acreditar que a nossa vida não é melhor ou pior do que a de ninguém. Nunca sentir-se maior ou menor, mas igual. Fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade.

Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela. Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma maneira de buscar a felicidade.

Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade. Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade.

Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue. Tenha fé, acredite em Deus!!! Viva cada momento de sua vida como se fosse o último. Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade. Mesmo sofrendo, sofra amando. Pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade...
MENSAGEM COMPARTILHADA E DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIOPACHECO QUADRADO.


quinta-feira, 8 de março de 2018

AMBIENTE MENTAL


 Ambiente mental
Mãe e filha caminhavam pelas encostas floridas de um vale, e pelo caminho iam guardando as impressões tão belas da natureza exuberante daquelas paisagens alpinas que tanto lhes enterneciam a alma.
A vida tinha sido dura para com elas até então, pois, após a guerra, tudo havia se tornado difícil: tanto a alimentação, quanto reorganizar a vida, sozinhas, sem o apoio fraternal daqueles que tanto amavam na comunidade.
Será que um simples sobrenome poderia tê-las feito sofrer tanto assim? Essa era a pergunta que se faziam, diversas vezes, enquanto caminhavam em busca de sua antiga residência.
Nada poderia ser assim tão inexplicável para aquelas descendentes de judeus que habitavam os arredores de Zugspitze, Alemanha, por volta de 1948.
Entretanto, eram dotadas de uma força extraordinária que, mesmo sem saber para onde iam, tinham a certeza de que facilmente a vida voltaria a ser normal de novo.
Desejavam poder trabalhar, mesmo que fosse intensamente, na reconstrução da própria felicidade.
O tempo passou. Já se aproximava o pôr do sol quando as duas se assustaram com o quadro que aparecia à sua frente.
Entre tão bela paisagem, dois homens, aos gritos um para com o outro, transformavam aquele paraíso num lugar desarmônico, pela vibração de rancor que deles emanava.
Subitamente, ao sentirem a presença de tão doces criaturas, os ânimos foram se acalmando, foram se refazendo das atitudes de agressividade, serenando os batimentos cardíacos e os dois perceberam que o silêncio delas os atingia de modo incômodo.
Boa tarde, senhores! Será que poderíamos lhes ser úteis?
Boa tarde, responderam com desdém. Como podem vocês afirmar ser boa uma tarde em que só podemos sentir raiva e desejo de vingança?
Estão, por acaso, fora de seus juízos normais ou são portadoras de alguma virtude que para nós ainda é desconhecida?
Entre uma frase e outra, elas explicaram que, apesar de tanto sofrimento, agradeciam ao Criador pelas próprias vidas que, ao serem poupadas graças a Ele, tiveram oportunidade de reconstrução e recomeço.
Chance desejada por muitos que haviam sofrido os martírios da guerra, ficado sem condições físicas para recomeçar sozinhos.
Então, o mais velho dos homens, envergonhado, chamou o outro ao seu lado, desculpando-se pelo mau uso das palavras, da violência, enfim, de toda aquela situação de indescritível mal estar que ele, como pai, houvera criado para seu filho tão amado.
Explicou que a dor imensa que lhe deturpava os sentidos, pela perda da esposa e outros filhos, o impedia de raciocinar claramente. Com humildade, pediu ao filho que lhe desse a mão e o ajudasse a superar tão difícil etapa da vida.
Por sua vez, o filho, muito emocionado, concordou em perdoar e recomeçaram a tentativa de acerto, juntos outra vez.
Agradeceram e partiram, assim como elas também tomaram seu rumo, estrada afora.
*   *   *
Muitas vezes somos capazes de efetuar grandes mudanças em nosso ambiente, mesmo que possa nos parecer difícil tal atitude.
Se nos mantivermos firmes em nossas ações nobres, desejosos de mudança interna e, principalmente, contarmos com o auxílio da oração que nos fortalece, podemos modificar para melhor o ambiente que nos rodeia.
Agindo assim, a nossa vida servirá de exemplo a todos aqueles que, por falta de um modelo, permanecem impossibilitados de tomar atitudes salutares.
E a fonte para todo esse aprendizado se encontra na mensagem do Cristo, portadora de ensinamento que nos fará pessoas melhores, capazes de auxiliar a todos indistintamente.

Redação do Momento Espírita.
Em 25.5.2013.

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

BREVE REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MULHER NO MUNDO.



BREVE REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MULHER NO MUNDO

A imprensa internacional noticiou com destaque que as mulheres reivindicam a possibilidade de dirigir veículos automotivos na Arábia Saudita. Avulta-se que ativistas iniciaram uma campanha para que elas consigam a permissão de dirigirem nas avenidas e ruas sauditas. Esse tipo de comportamento nos remete aos obscuros cenários medievais. Que contrassenso! Em pleno Século XXI, ainda temos que conviver com essa situação discriminatória contra a mulher.

Há, atualmente, uma ingente luta da mulher (cada qual na sua atividade, no seu dia a dia) no sentido de obter um espaço digno na sociedade, visando o seu crescimento como pessoa. A busca de novos caminhos profissionais para a mulher, hoje, toma conta de quase todas as famílias, em função, também, das novas necessidades que, a cada dia, surgem na nossa civilização. Porém, nem sempre foi assim. Segundo as Escrituras, "a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão". Uma passagem do Eclesiastes a declara "uma coisa mais amarga que a morte". O casamento mesmo parece um mal: "(...) os que têm esposas sejam como se não as tivessem" - exclama Paulo aos Colossenses, aos Efésios.

Realmente, houve um período mais obscuro em que o cristianismo "oficial" não compreendeu a mulher. Seus representantes , vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam, antes, um perigo. Em contrapartida a esse cruel tratamento da igreja, a mulher era considerada "sacerdotisa nos tempos védicos; ao altar doméstico, era intimamente associada; no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto; por toda parte, era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida". (1)

A situação da mulher, na civilização contemporânea, ainda é difícil e bastante sofrida. Como acompanhamos nos noticiários, nem sempre a mulher tem, para si, os direitos e as leis; muitos perigos a cercam. Se ela titubeia, sucumbe; normalmente não se lhe estende mão amiga, e o que é pior, a corrupção dos valores morais faz, da mulher, a vítima do momento. Porém, a Doutrina Espírita restitui à mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade.

A Terceira Revelação  a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem para além do seu círculo de vida física. Daí a necessidade de desenvolver na mulher, além dos poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, ou seja, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão sublime. "A mulher tem que se fazer borboleta; ela tem que sair do seu casulo; e reconquistar seus direitos, que são divinos; como a falena, lançar-se na atmosfera e reencontrar o clima de seu justo valor. Até porque, se o agente educador por excelência for reduzido ao estado de nulidade, a sociedade vacilará. É o que deveis compreender no século dezenove". (2)

O Espiritismo preceitua que "são iguais perante Deus, o homem e a mulher, e têm os mesmos direitos, pois ambos possuem a faculdade de progredir" (3) e se, em alguns países, a mulher é considerada inferior, isso é resultante do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem. É resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. (4) Mas, "as funções, para as quais a mulher é destinada pela Natureza, terão importância tão grande quanto às destinadas ao homem, e maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida". (5) Assim sendo, "uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher, embora com funções diversas. Pois é preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior, o homem e, do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão". (6)

Com muita razão, "a lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto, nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos". (7)

No passado recente, a mulher não tinha voz, não tinha vontades e acreditavam que sequer tinha alma. Este tema foi até tratado em concílio, quando não apenas discutiam se a mulher teria alma, mas também diziam que a natureza da mulher era má, era culpada de males, porque (como vimos mais acima), na Bíblia consta que ela é que aceitou a sugestão da serpente e desviou Adão da obediência a Deus.

Como reação a essa milenar subjugação da mulher, atualmente ocorrem extremismos preocupantes em sua estrutura psicológica. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio - tal é o destino de grande número de infelizes mulheres em nossas sociedades opulentas, sensuais  e materialistas. Muitas mulheres radicalizam. O seu corpo é considerado só dela, ela faz o que bem entende, não deve nada a ninguém. O desafio está posto. O desafio é encontrar o meio termo, o ponto certo, o equilíbrio momentâneo para a mulher moderna. Portanto, ser mulher e ser mãe são desafios cotidianos a serem enfrentados.

Há dois mil anos, Jesus propôs dar à mulher uma condição de "status" social igual a do homem. Em verdade, "dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova, senão, por seu amor e seus ternos cuidados". (8)

"Todo inócuo argumento machista de a mulher ser apenas a sombra do marido, procriadora por excelência, objeto de prazer ou apenas alguém que tome conta da casa, é evidente que precisa ser aclarado e desfeito, por ser fenômeno extemporâneo". (9) Concebemos, até, que a mulher deva reduzir, o quanto lhe for possível, o tempo gasto no trabalho profissional e se esforce mais na tarefa da educação de seus filhos, preferindo ganhar um pouco menos em valores materiais e potencializando seus tesouros espirituais. Sabemos que atualmente não está fácil essa tarefa, pois "a sociedade se curvou ante o consumismo materialista, sequestrando a mulher do lar para enclausurá-la nas funções hodiernas, às vezes, subalternas a sua grandeza e, quase sempre, estranhas à sua natureza". (10)

A administração de uma família, atualmente, é tarefa extremamente importante. Dentro dessa pequena república, há o fator econômico, as regras, a disciplina, o zelo, as tradições e a responsabilidade da formação moral e intelectual dos filhos. "A mulher deve conciliar o papel de mãe e esposa, por vezes, deixado um pouco de lado. Por isso, é importante não permitir que a competição do casal, as pressões do status, do dinheiro e do destaque sociais roubem o equilíbrio que a felicidade da família requer". (11)

Nada mais justo que a luta pela causa de maior liberdade e direito para ela. Afinal, na Ordem Divina não há distinção entre os dois seres. Porém, urge muita cautela. Os movimentos feministas, embora tenham seu valor, costumam cair no radicalismo, querendo fazer da participação natural uma imposição. Muitas vezes, em seus intuitos, ao lado de compreensíveis pleitos, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas arremedo do homem.

Em sintonia com os pleitos femininos, atualmente, nas hostes espíritas, observa-se a mulher, não apenas trabalhando como médium no campo da mediunidade, mas, também, encontramo-la dialogando com os espíritos, dirigindo reuniões mediúnicas, instruindo e preparando novos trabalhadores no campo da mediunidade, escrevendo para esclarecer e orientar a prática mediúnica. É o Espiritismo, esta abençoada doutrina que nos permite isso. Ela, não apenas nos ilumina individualmente, nos consola e nos alenta, mas, também, enseja que estejamos encarnados como homens ou como mulheres, nos "somemos os nossos esforços" e, juntos, continuemos a realizar o sublime intercâmbio espiritual, respeitando, sobretudo, a "condição" do espírito que encarna, seja ela qual for.

Referências bibliográficas:
1 DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo. RJ: Ed Feb, 2008.
2 Kardec, Allan. Revista Espírita ano III número 12, dezembro de 1860, Comunicação do Espírito de Alfred de Musset (1810-1857 poeta e romancista francês).
3 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2001, questão 817
4 idem, questão 818
5 idem, questão 821
6 idem, questão 822
7 idem, questão 825
8 Hessen, Jorge. Deus abençoe todas as mulheres do mundo, artigo disponível emhttp://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/deus-aben-oe-todas-as-mulheres-do-mundo?xg_source=activity
9 idem
10 idem
11 idem
Mensagem divulgada pelo médium Getulio Pacheco Quadrado

quarta-feira, 7 de março de 2018

ACIMA DE TUDO, PAI.


Acima de tudo, Pai.

A ciência nos permite penetrar as profundezas do infinito. Lançamos nosso olhar ao espaço e, de imediato, as centenas de pontos brilhantes que vemos, nos encantam.
No entanto, graças a potentes telescópios, vimos descobrindo milhares de mundos, lançando suas esplêndidas harmonias nos celestes campos da imensidão.
Diante desses horizontes, abertos à investigação humana, maravilhados, concebemos o Criador de todas as coisas, tão acima de nós que só um esforço da razão pode fazer que O entendamos.
A ordem, a grandeza, a majestade reinam por toda a parte. Tudo demonstra a bondade, a justiça daquele de quem todos os esplendores são apenas pálido reflexo.
E, se lançarmos nosso olhar para o próprio globo em que nos movemos, constataremos o emocionante quadro da vida estudante, em que Deus se revela.
As estações seguem seu curso, os corpos se combinam, a vida circula sobre o planeta, juntando e desagregando as moléculas, segundo leis que se cumprem maravilhosamente.
Na natureza tudo é harmonia. Tudo vibra, em acordes harmônicos, em condições determinadas por uma Inteligência.
Inteligência suprema, uma força eficiente.
É Deus que paira acima da Criação, que a envolve com Seus fluidos, que a penetra por Sua razão.
É por Ele que os universos se formam que as massas celestes apresentam seus esplendores deslumbrantes, nas imensidões do infinito.
É por ele que os planetas gravitam nos espaços, em torno dos focos luminosos, formando brilhantes auréolas de sóis.
É Deus a vida eterna, imensa, indefinível, o Começo e o Fim, o Alfa e o Ômega.
É Ele que, no abismo dos tempos, quis que o universo existisse e a poeira cósmica entrou em movimento.
É por Sua vontade que as admiráveis leis da matéria desenvolvem no infinito as combinações maravilhosas que produzem quanto existe.
É Sua razão sem limites que ordenou tudo fosse feito em vista de um efeito inteligente.
É Sua justiça que traçou em caracteres indeléveis as leis de fraternidade e solidariedade que se fazem sentir entre os homens e os mundos.
É Sua bondade inefável que deu ao homem, incessantemente, o meio de conseguir a felicidade.
*   *   *
Deus! Ainda existem os que Lhe pretendem negar a existência. Ainda há os que pensam que o acaso poderia ter feito tudo o que existe, de forma tão perfeita, tão justa.
Contudo, Ele está em tudo e em todos. Mesmo que afirmem que Ele não existe, Sua ação se faz constante e precisa.
Acima e além de tudo, dispensa o Seu amor sem cessar.
Ele rega as plantas com a chuva delicada, alimenta as fontes e os rios, providencia o orvalho generoso.
Tempera a água dos mares, acaricia as ondas e as levanta, com majestade, fazendo-as uivar nos rochedos e cantar mansamente nas praias.
Atende a singela flor do campo, balança os ramos do salgueiro e aveluda as pétalas das rosas.
Todos os dias. A cada dia. E, enxuga as lágrimas dos Seus filhos, envia mãos generosas para os sustentar na jornada, a ninguém esquece.
Se é o Criador de tudo, é igualmente o Pai amoroso e bom, sempre presente.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no
 cap. 
Discurso sobre Deus, de Gabriel Delanne,
do livro 
Gabriel Delanne, vida e obra, de
Paul Bodier e Henri Regnault, ed. CELD.
Em 12.3.2015.
Mensagem divulgada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado

terça-feira, 6 de março de 2018

UMA REALEZA TERRESTRE.


CAPÍTULO II-UMA REALEZA TERRESTRE.
Dentro das instruções dos Espíritos, para que possamos compreender as palavras do Cristo, quando Ele afirmou que seu Reino não era deste mundo, o espiritismo esclarece que os títulos de nobreza adquiridos aqui não são considerados perante a Deus.
Damos como exemplo de uma irmã que foi rainha da França, e que desencarnou, e ao chegar do lado de lá acabou de encontrar seus súbitos em melhores condições do que a sua. Ela pensava que pelo seu título seria distinguida lá, mas não valeu nada e sim a cobrança daquilo que deixou de fazer, e que pelo que fez de errado, mas foi a sua consciência que a julgou.
Para ocuparmos um bom lugar lá, teremos que conquistar méritos, mas para isso temos que nos despojar de muitas coisas que nos rondam, como o orgulho, a vaidade, a inveja, procurando acima de tudo abiscoitar boas sementes, e cuidando para que ela possa germinar bons frutos. Isto quer dizer que devemos ser mais humildes, procurando prestar a caridade e o amor ao próximo, sendo benevolente para com todos.
O caminho mais curto para atingirmos este patamar, é o de aprendermos a sofrer, aonde os caminhos mais penosos da vida nos conduzem ao Pai Celestial. Mas não é somente isto, e sim executarmos as leis de Deus, não ficando somente na teoria, pois se ficarmos nesta pertenceremos no clube do que faça o que eu diga, mas não faça o que eu faço.
Devemos aprender a conviver com a traça, a ferrugem e a poeira, sabendo que este mundo material é uma grande escola, que aqui existem as flores, mais existe também os espinhos, e que amanhã é amanhã, e não hoje e nem o futuro.
Muitas pessoas correm atrás de bens materiais, sem saber que tudo isto é passageiro e serve apenas para vivermos aqui, e não passa de um empréstimo, pois nada levaremos conosco a não serem as nossas obras.
Do outro lado da vida não existe ilusões e sim a realidade dos fatos, nós temos que conquistar a nossa posição melhor, procurando sempre dar o melhor de todos nós em prol dos mais carentes.
Uma Rainha da França. 1.863
Bibliografia. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.





NÃO VIVA MECANICAMENTE.


NÃO VIVA MECANICAMENTE.
Veja a sabedoria da vida.
Sinta-a em sua volta o sol, maravilhoso, brilhando constantemente.
A água, bendita, a expandir higiene e saúde.
O ar, puro, oxigenando o ambiente. As arvores, amigas, frutificando. Tudo é sabedoria.
Nada do que existe surgiu por acaso. Deus, uma inteligência profunda e amorosa, criou tudo.
Identifique esta fonte de vida.
Procure-a Faça parte do seu dia-a -dia a busca desse conhecimento.
Não viva mecanicamente.
Compreender o mecanismo da vida é exercício de crescimento espiritual.
Extraído de Gotas de Esperança
MENSAGEM RECEBIDA E COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO