domingo, 9 de dezembro de 2018

RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM.


RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM.
Autor: Jeferson Souza      Publicação: 21/11/2017 16:36      Views: 6451      Comentários: 1 
O que os Espíritos nos falam sobre a responsabilidade e a conduta do médium, e o que fazer para melhorar o nosso serviço do Cristo?
Todos nós somos médiuns, uns com a mediunidade mais aflorada do que outros, porém, a mediunidade é um trabalho constante que o médium precisa realizar para cooperar como fonte passiva do circuito da comunicação.
A mediunidade deve ser um trabalho a ser realizado com Jesus, portanto, exercitar a mediunidade como um exemplo de caridade e responsabilidade, sem interesses materiais envolvidos. Todo ser humano é um trabalhador do Cristo, mas ao médium, cabe responsabilidades maiores, pois são fonte de comunicação dos dois lados da vida.
Temos na Obra "Mecanismos da Mediunidade"  de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz, a sintetização dos mecanismos que envolvem os processos de comunicação mediúnica, que colabora e complementa com detalhes a obra de Allan Kardec "O Livro dos Médiuns".
Foram psicografados e estudadas muitas obras dentro da doutrina espírita, mas neste presente artigo gostaria de estudar um parágrafo que acredito ser muito importante que está na obra "Mecanismos da Mediunidade" no capítulo chamado de Analogias de Circuitos, na página 55.
"Anotamos simplesmente as necessidades da sintonia do trabalho das Inteligências associadas para fins enobrecedores, porque, em verdade, os médiuns trazidos ao serviço de reflexão do plano superior, quer nas obras de caridade e esclarecimento, quer nas de instrução e consolo, precisarão abolir tudo o que lhes constitua preocupações extras, tanto no que se refira à perda de tempo quanto no que se reporte a interesses subalternos da experiência vulgar, sustentando-se, por esforço próprio e não por exigência dos Espíritos benevolentes e sábios, em clima de responsabilidade, alegremente aceita, e de trabalho voluntário, na preservação e enriquecimento dos agentes condutores da sua vida mental, no sentido de valorizar a própria cooperação, com fé no bem e segura disposição ao sacrifício, no serviço a efetuar-se" - Analogias de Circuitos  : Mecanismos da Mediunidade, pag. 55
Inicia André Luiz comentando que a sintonia do trabalho mediúnico exigem necessidades que devem ser praticadas tanto pelo Espírito que atua ou que comunica quanto por parte do médium. E quais seriam essas necessidades?
Uma das necessidades bases para que o trabalho mediúnico seja realizado é a capacidade de ambos agentes (Médium e o Espírito) sintonizarem-se fechando um circuito de pensamentos e aceitação, que se operam por afinidade.
“Estabelecido  um fio condutor de um para o outro que, em nosso problema, representa o pensamento de aceitação e de adesão do médium, a corrente mental desse ou daquele teor se improvisa em regime de ação e reação, atingindo-se o necessário equilíbrio entre ambos, anulando-se, desde então, a diferença existente(de elevação espiritual e moral), pela integração das forças conjuntas em clima de afinidade.” - Corrente Elétrica e Corrente Mental: Mecanismos da Mediunidade, pag. 45
Esses laços se fortalecem e se afinizam com maior facilidade quando ambas as partes procuram o trabalho para os fins nobres.
Neste trecho anteriormente descrito, pertencente ao capítulo Analogias de Circuitos  : Mecanismos da Mediunidade, pag. 55: " os médiuns trazidos ao serviço de reflexão do plano superior, quer nas obras de caridade e esclarecimento, quer nas de instrução e consolo, precisarão abolir tudo o que lhes constitua preocupações extras, tanto no que se refira à perda de tempo quanto no que se reporte a interesses subalternos da experiência vulga, sustentando-se, por esforço próprio e não por exigência dos Espíritos benevolentes e sábios..."
Entenderemos que o médium tem um papel fundamental a cumprir, para que o trabalho mediúnico seja realizado de forma mais "limpa" e de maior elevação espiritual e moral da comunicação, para que isso ocorra, será necessária renúncia de algumas práticas que sejam perniciosas e fúteis.
Mas qual é a renúncias que são necessárias? Simplesmente aquelas de caráter moral e material, onde visamos lograr os "benefícios" dos nossos vícios, pois é verdade que nós não desejamos deixar os nossos vícios mais perniciosos e, que prejudicam a mediunidade, pois é gostoso e prazeroso para nós, mas que criam barreiras na sintonia e afinização do médium com o Espírito que se comunica.
Os vícios químicos, a raiva, o ódio, o rancor, o melindre, e todas as imperfeições morais que prejudicam o trabalho médiunico, tornando a comunicação imperfeita, podendo haver a perda da ligação do médium e do Espírito.
Porém, os Espíritos sabem que não podemos mudar da água para o vinho em uma noite, e conhecem os nossos esforços para superar esses vícios, e por isso, trabalham conosco, mas sabem também daqueles vícios químicos e morais que já poderíamos ter eliminados de nosso Ser e que por prazer ainda cultivamos, e estes são os mais prejudiciais para o médium e que comprometem o trabalho.
É necessário, que o médium despoje de si, todos esses vícios já superados pelo seu esforço e que deles se desligue, para que a ferramenta (o médium) do Cristo possa ser melhor utilizada pelos Espíritos.
Outro esforço que todo médium deve fazer, é educar o seu pensamento, trocando pensamentos ruins por bons, eliminar os pensamentos de erros do passado e da culpa, perdoando-se, vivendo o presente para construir o seu futuro.
Pois os Espíritos buscam valorizar no médiuns a educação moral e a disciplina, para que haja fácil assimilação de seus pensamentos e de suas ideias, e quanto melhor soubermos utilizar a disciplina sincera e séria, educando os pensamentos, ações e condutas, maior qualidade ofereceremos a comunicação.
"em clima de responsabilidade, alegremente aceita, e de trabalho voluntário, na preservação e enriquecimento dos agentes condutores da sua vida mental, no sentido de valorizar a própria cooperação, com fé no bem e segura disposição ao sacrifício, no serviço a efetuar-se" Analogias de Circuitos  : Mecanismos da Mediunidade, pag. 55
Todo médium é responsável pela comunicação, por cooperar com a qualidade do trabalho e da comunicação, por servir a Jesus, e amar o seu semelhante. É um Dever do médium se esforçar e sacrificar-se para o bom desempenho do serviço mediúnico. Os Espíritos fazem sua parte, nós, seres humanos, precisamos fazer a nossa parte, pois se não fizermos, não estaremos servindo ao Cristo, mas a si próprio, e com responsabilidade e conhecimento de causa, que nos torna duas vezes responsáveis pelos esforços que deixamos de realizar para a cooperar.
Por fim, todos somos médiuns, e esta responsabilidade é de cada um, e cabe a todos nós cultivar os princípios cristãos onde quer que estejamos, servindo a mediunidade de elevação no centro espírita e a colaboração moral, ética, familiar, profissional e do lazer com responsabilidade, seriedade, sinceridade, amor e equilíbrio.
Dessa forma, estaremos entendendo o trabalho com Jesus, pois o aperfeiçoamento da mediunidade em nós, não está somente dentro do centro espírita, mas onde estivermos e com quem interagirmos.
Estude as obras que recomendamos e todas as outras que se relacionam a mediunidade e que aqui não foram relacionadas:
"O Livro dos Médiuns" - Allan Kardec
"Nos Domínios da Mediunidade" - Francisco Cândido Xavier - Espírito André Luiz
"Mecanismos da Mediunidade" - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Espírito André Luiz
"Na Seara do Bem" - Luiz Antônio Ferraz - Espírito Antônio Carlos Tonini
Aprecie também o nosso artigo: Mediunidade Espírita
Muita paz!
Jeferson Souza
Esclarecimento da nossa parte: Todo ser humano possui a Mediunidade, só que são considerados Médium naturais. A Mediunidade não é só privilégio somente do Espírita, e sim do Padre, Pastor, etc. Só que tudo depende da conduta da pessoa, sendo uma delas cobrar o que faz coisa que Deus e Jesus não cobram, e se tivéssemos que cobrar algo, Deus e Jesus teriam que cobrar algo da gente. Todo elemento é responsável pelos seus atos como cobrar, e viver a custa da religião coisa que Jesus condenou no passado. Outra coisa que não podemos confundir a Doutrina Espírita com atitudes individuais. Por isso recomendamos não tocar nas pessoas, pois o passe é dado de aura para aura. Para ser Médium desenvolvido, teremos que estudar, assim como todas as pessoas estudam para serem alguma coisa na vida. Outra coisa a esclarecermos, que Médium é Médium, e pessoas é pessoa, assim como Padre é Padre, Pastor é Pastor.
MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

sábado, 8 de dezembro de 2018

NATAL.


NATAL

Representa luz intensa, alimentação da alma.
Época em que devemos revisar a nossa vida, reexaminando a nossa consciência.
Tudo se baseando no Evangelho do Cristo, onde é tido como sentido da inteligência da humanidade.
Onde prevalece a estória de cada um de nós, o ontem, o hoje e o amanhã.
Esta época representa o cristo, a maravilhosa expressão da renovação da plena vida da paz e do amor.
Nesta época prevalece a solidariedade, a fraternidade, a união, a alegria da humanidade.
 É onde o amor, o conhecimento, a igualdade, o caminho da evolução se apresenta no seio de todos.
E com a lembrança do nascimento do nosso mestre, nos da à certeza da imortalidade da alma, a iluminação da eternidade.
Onde a força viva da fé no Criador se faz presente, o Ser em si.
É Jesus nosso irmão que se faz presente em Espírito e verdade, sereno da educação.
É quando alcançamos a energia revitalizadora do Cristo e acabamos integrando na fraternidade Universal.
É o bem que se faz presente, onde prevalece a visão do visível com o invisível, o qual representa a nossa liberdade.
Colocando em prática os ensinamentos do Cristo, é onde poderemos compreender a igualdade humana dentro da escolaridade da Terra, isto à luz do Evangelho do Cristo.
É onde alcançamos a plenitude do Espírito.
A época do Natal deve ser sempre o estímulo para o exercício da fé, e da consciência do bem e do amor.

Bibliografia: Leocádio José Correia.
Mensagem psicografada pelo Médium Maury Rodrigues da Cruz, e divulgada e interpretada por Médium Getulio Pacheco Quadrado.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CARACTERÍSTICAS DA LEI NATURAL.


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO I.  LEI DIVINA OU NATURAL.
CARACTERÍSTICAS DA LEI NATURAL.

Deus proporcionou a todos os seres humanos os meios de conhecerem a sua lei, mas nem todos a compreenderam; os que melhor a compreendem são os seres humanos do bem e os que desejam pesquisá-la. Não obstante, todos um dia a compreenderão, porque é necessário que o progresso se realize.
Comentário de Kardec: A justiça da multiplicidade de encarnações dos seres humanos decorre deste princípio. pois a cada nova existência sua inteligência se torna mais desenvolvida e eles compreendem melhor o que é o bem e o que é o mal. Se tudo tivesse de se realizar numa só existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem diariamente no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que deles dependa o próprio esclarecimento.
A alma compreende A Lei de Deus segundo o grau de perfeição a que tenha chegado, e conserva a sua lembrança intuitiva após a união com o corpo físico; mas os maus instintos do ser humano frequentemente fazem que ele a esqueça.
A lei de Deus esta escrita na consciência do ser.
a) Se o ser humano traz na consciência a lei de Deus, o porquê da necessidade de lhe revelar, é porque ele a tenha esquecido e desprezado, e Deus quis que ela lhe fosse lembrada.
 Deus outorgou a alguns homens a missão de revelar a sua lei, porque em todos os tempos houve seres que receberam essa missão. São Espíritos superiores, encarnados com o fim de fazer progredir a Humanidade.
Esses que pretenderam instruir os seres humanos na lei de Deus se enganaram algumas vezes, e os fizeram transviar-se muitas vezes através de falsos princípios. Ou seja, aqueles que não eram inspirados por Deus e que se atribuíram a si mesmos, por ambição, uma missão que não tinham certamente os fizeram extraviar.
 O caráter do verdadeiro profeta é um ser de bem, inspirado por Deus. Podemos reconhecê-lo por suas palavras e por suas ações. Deus não se serve da boca do mentiroso para ensinar a verdade.
O tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao ser humano para lhe servir de guia e de modelo foi nosso Mestre Jesus Cristo
Comentário de Kardec: Jesus é para o ser humano o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do Espírito Divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra.
Se alguns dos que pretenderam instruir os seres humanos na lei de Deus algumas vezes desviaram para falsos princípios, foi por se deixaram dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que era apenas leis humanas, instruídas para servir às paixões e dominar os seres humanos.
As leis divinas e naturais foram reveladas aos seres humanos por Jesus, e antes Dele só foram conhecidas por intuição por que:
Porque elas estavam escritas por toda a parte, e todos os seres humanos a meditaram sobre a sabedoria e puderam compreendê-las e ensiná-las desde os séculos mais distantes. Por seus ensinamentos, mesmo incompletos, eles prepararam o terreno para receber a semente. Estando as leis divinas escritas no livro da Natureza, o ser humano pôde conhecê-las sempre que desejou procurá-las. Eis porque os seus princípios foram proclamados em todos os tempos pelos seres de bem, e também porque encontramos os seus elementos na doutrina moral de todos os povos saídos da barbárie, mas incompletos ou alterados pela ignorância e a superstição.
Mesmo quando Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, houve a necessidade do ensinamento dado pelos Espíritos bons, porque o ensino de Jesus era frequentemente alegórico e em forma de parábolas, porque Ele falava de acordo com a época e os lugares, e o significado destas parábolas sejam inteligíveis para todos. E preciso, pois. explicar e desenvolver essas leis, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A missão dos Espíritos é a de espertar os olhos e os ouvidos para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas: os que afetam exteriormente a virtude e a religião para ocultar as suas torpezas. O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e sem equívocos afins de que ninguém possa pretextar ignorância e cada um possa julgá-lo e apreciá-lo com sua própria razão. Eles estão encarregados de preparar o Reino de Deus anunciado por Jesus, e por isso é necessário que ninguém possa interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei que é toda amor e caridade.
 A verdade não esteve sempre ao alcance de todos porque cada coisa venha ao seu tempo. A verdade é como a luz: é preciso que nos habituemos há ela pouco a pouco, pois de outra maneira nos ofuscaria.
Jamais houve um tempo em que Deus permitisse ao ser humano receber comunicações tão completas e tão instrutivas como as que hoje lhe são dadas. Havia na Antiguidade, como sabemos alguns indivíduos que estavam de posse daquilo que consideravam uma ciência sagrada e da qual faziam mistério para os que consideravam profanos. Devemos compreender com o que conhecemos das leis que regem esses fenômenos, que eles recebiam apenas verdades esparsas no meio de um conjunto equívoco e na maioria das vezes alegórico. Não há, entretanto, para os seres de estudo, nenhum antigo sistema filosófico, nenhuma tradição, nenhuma religião a negligenciar, porque todos encerram os germes de grandes verdades, que, embora pareçam contraditórias entre si, espalhadas que se acham entre acessórios sem fundamento. São hoje muito fáceis de coordenar, graças à chave que nos dá o Espiritismo de uma infinidade de coisas que até aqui nos pareciam sem razão, e cuja realidade nos é agora demonstrada de maneira irrecusável. Não deixemos de tirar temas de estudo desses materiais. São eles muito ricos e podem contribuir poderosamente para a nossa instrução.
BIBLIOGRAFIA: O LIVRO DOS ESPÍRITOS.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

AMOR A DOIS.


 Amor a dois

Numa época, qual a que vivemos em que o número de separações, divórcios e desvinculações afetivas supera o número dos casamentos, falar a respeito do verdadeiro amor parece ser quase uma loucura.
Mas, possivelmente, por termos esquecido o que ele seja e como deva ser trabalhado, é que as estatísticas se apresentem tão tristes.
Por isso, é bom termos em mente que o amor a dois começa quase sempre numa troca de olhares, em que a tônica mais forte é o brilho intenso, demonstrando a chama interna que aguardou, desde muito, aquele momento.
O amor começa quando se encontra alguém e esse alguém quase nos faz parar o coração por alguns segundos, para depois desandar num ritmo tão acelerado, que nos recorda o tropel de corcéis selvagens em extensa campina.
Os olhos se enchem de lágrimas à simples visão do outro e, tudo que se refere a ele parece ter um toque de magia.
Quando o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar junto chegar a apertar o seu coração, não deixe de agradecer a Deus pelo presente divino. O amor chegou.
Se um dia você tiver que pedir perdão ao seu par por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos; se os gestos valerem mais que mil palavras, tenha certeza: a chama do amor está bem acesa.
Se, por algum motivo, a tristeza envolver os seus dias, se você tiver um revés e o seu amado sofrer com seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, guarde a certeza de que você poderá contar com ele em qualquer momento de sua vida. Porque ele ama você.
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se, na ausência dela, de olhos fechados, você conseguir senti-la ao seu lado...
Se você ficar ansioso pelo encontro que está marcado à noite, depois de vários anos de consórcio matrimonial...
Se você não consegue se imaginar sem o apoio daquela pessoa a seu lado...
Se você tiver a certeza de que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção de que vai continuar querendo e amando...
Se você preferir doar a sua vida, antes de ver a outra partindo...
É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. É um dom. É uma conquista.
Existem pessoas que se apaixonam muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou, às vezes o encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem permitir que aconteça na totalidade.
Por isso, viva com atenção. Esteja atento aos sinais. Não deixe que as loucuras do dia a dia o ceguem para o que há de melhor na vida: o amor.
*   *   *
Não se canse de amar e permita-se amar. Cultive o amor a dois, para que ele possa se multiplicar na bênção dos filhos e se ramificar, nos anos da velhice, aconchegando os netos.
Ame todos os dias, mas nunca o demonstre da mesma maneira. Modele gestos, inclua novas atitudes, surpreenda, tempere-o sempre com o sabor de novidade.
E, se tudo isso lhe parecer inusitado, diferente, comece hoje a cultivar o amor a dois, na intimidade do seu lar, para sua e felicidade de seu par, para alegria de seus filhos e consolidação do seu lar.

Redação do Momento Espírita, com base na poesia
O amor, de Carlos Drummond de Andrade.
Em 8.8.2014.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Adeus homem velho, feliz homem novo.


ícone Adeus, homem velho, Feliz homem novo

Maria da Costa Lourdes Gonzaga foi professora por trinta anos na Comunidade Mont Serrat, região central de Florianópolis, em Santa Catarina.
Segundo suas contas, deve ter dado aula para mais de quinze mil alunos.
Dona Uda, como ficou conhecida, também batalhou por água encanada, esgoto, asfalto e ônibus para a Comunidade de Mont Serrat, na qual ela vive até os dias de hoje.
Aos 78 anos, dona Uda ainda não parou. Coordena o Grupo de Mulheres Antonieta de Barros, é madrinha da Melhor idade e participa das atividades da igrejinha.
Ainda, trabalha intensamente para ver nascer a primeira Universidade do morro: participa de audiências públicas e reuniões diversas com representantes do governo, a fim de viabilizar esse projeto.
Dona Uda nasceu no morro Mont Serrat no dia 30 de julho de 1938. Apesar da vida difícil, seus pais muito se esforçaram para realizar o sonho da filha: se tornar professora.
Aos treze anos, a menina foi estudar no Instituto Estadual de Educação, a maior escola pública de Santa Catarina, na qual foi a primeira aluna negra.
Da mesma forma, foi a primeira aluna negra a passar no vestibular da Universidade de Santa Catarina.
Diplomada, foi convidada a lecionar na primeira escola criada em uma favela, situada na comunidade na qual vivia.
Quando as aulas começaram, a professora tinha apenas doze alunos. No final do ano letivo, contavam mais de quinhentos.
A Legião da Boa Vontade cedeu duas salas. A igreja local, uma. Ainda, um morador ofertou uma casa antiga com três cômodos e, dessa forma, todas as quinhentas crianças puderam ter aula.
Na hora do lanche, a mãe de dona Uda preparava lanche para todos.
Era muito bonito de ver. Nós vencíamos qualquer obstáculo. O importante era que nenhuma criança ficasse ociosa, relata a professora.
Ela afirma que seu principal ensinamento não foi o abecedário. Foi alimentar sonhos.
Eu dizia a meus alunos que eles podiam ser o que quisessem. Se uma menina do morro quiser ser médica, ela vai ser. Não há o que segure sua força de vontade, afirma dona Uda.
O estímulo rendeu frutos. Hoje a professora guarda uma caixa cheia de convites de formatura de seus ex-alunos: são médicos, advogados, enfermeiros. Muitos fizeram mestrado e doutorado com a bênção inspiradora da madrinha da comunidade.
Em nome do bem, virei mãe de todos, conta, feliz, a professora.
*    *   *
Ano Novo. Nesse momento especial, no qual nossas esperanças se renovam, separemos o joio do trigo, o que passa do que permanece.
Esforcemo-nos, a fim de levarmos para o ano que desponta somente aquilo que seguirá conosco nas sendas da eternidade: os sorrisos que despertamos, o amor que distribuímos, o perdão que ofertamos e, de forma especial, o bem que fazemos.
Os ressentimentos, o orgulho, a falta de caridade e fé, a vaidade... deixemos tudo para trás, junto do homem velho do qual, pouco a pouco, nos despedimos.
Façamos o bem. Dessa forma, não importa se 31 de dezembro, 19 de maio ou 14 de setembro. Ano Novo se fará no exato instante em que os raios iluminados de nossa boa vontade nos alcançarem.
Renovemo-nos no bem! Feliz Ano Novo!
Redação do Momento Espírita, com base em
 biografia de Maria da Costa Lourdes Gonzaga.
Em 3.1.2017.
 Mensagem divulgada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.



domingo, 2 de dezembro de 2018

AS GUERRAS E VOCÊ


As guerras e você.


Você aprova as guerras?
Se alguém lhe fizesse uma pergunta dessas, por certo você ficaria indignado com tanta ousadia, e diria que não compactua com esse tipo de violência.
No entanto, num ponto você há de concordar: que se vivêssemos num mundo pacífico, as guerras não existiriam, não é verdade?
Pois bem, você já pensou que as grandes guerras podem ser apenas a consequência das pequenas guerras que alimentamos no dia-a-dia?
A explosão de um conflito maior pode ser comparada à erupção de um vulcão, que libera as lavas para não provocar abalos maiores e mais prejudiciais ao planeta.
Uma guerra é como uma panela de pressão que estoura porque não consegue suportar as forças que pressionam seu interior.
Assim, quando nos irritamos violentamente com alguém ou com alguma coisa, jogamos na atmosfera uma carga energética de péssimo teor, que contribuirá para a eclosão de guerras, mais cedo ou mais tarde.
Essas forças permanecem na atmosfera espiritual da Terra e vão se somando a outras tantas, liberadas por aqueles que se permitem pequenas ou grandes explosões de ira e de ódio.
É assim que vamos formando uma reserva de violência tão grande, que um dia acaba por explodir e causar danos a milhares de pessoas.
Dizem os Espíritos Superiores que assim é. E que essas reservas de vibrações violentas só podem ser anuladas por uma força contrária chamada amor.
Portanto, se não quisermos mais alimentar guerras, devemos educar-nos para a paz.
E a paz deve começar em nossa intimidade.
Quando não revidamos uma ofensa, estamos ajudando a construir a paz.
Quando não aceitamos uma provocação da violência, estamos dando nossa contribuição para que a paz possa ser construída.
Quando calamos uma palavra de irritação, contribuímos com a paz mundial.
Quando apagamos uma faísca de ira que insiste em eclodir de nossa alma, fomentamos a paz.
Quando repelimos com o amor uma insinuação da revolta, ajudamos a pacificar o mundo.
Quando, enfim, nos inundarmos de paz, conseguiremos aplacar o ódio de milhões e acabar com as guerras.
Essa é a única maneira de sermos, efetivamente, contrários aos conflitos cruéis que degradam a Humanidade e a infelicitam.
*   *   *
A Terra está no segundo degrau da escala evolutiva dos mundos.
O nosso é um planeta de provas e expiações e é por isso que Jesus afirmou que a felicidade não é deste mundo.
A felicidade deve ser construída, e só haverá verdadeira felicidade quando não houver mais conflitos degradantes entre os povos.
Os mundos estão sujeitos à Lei de progresso e, à medida que seus habitantes evoluem, transformam os mundos em que vivem.
Foi por essa razão que o Cristo afirmou que os brandos e pacíficos herdarão a Terra. Nada mais justo, pois colherão os frutos da própria semeadura.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.07.2010.
Mensagem divulgada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

sábado, 1 de dezembro de 2018

POR QUE DEUS PERMITE O SOFRIMENTO NO MUNDO?







Uma pergunta muito comum que as pessoas fazem é:

“Se Deus é infinitamente bom, justo e misericordioso, por que Ele permite tantos sofrimentos no mundo?”
Vamos responder essa pergunta com uma pequena estória, para que todos possam compreender a permissão de Deus sobre nossos sofrimentos.

Havia um rapaz que recentemente enveredara pelo caminho das drogas. Seu pai muito o aconselhou para não seguir este direcionamento na vida, mas o rapaz não o ouviu. Experimentou algumas drogas e após um tempo não conseguia mais parar de usar. O pai conversou com ele e insistiu que ele fizesse um tratamento. O rapaz recusou. O pai tentou mais uma vez e o rapaz não o ouviu.

Seu pai então providenciou que ele fosse internado numa clínica de reabilitação antidrogas. O filho fez todo o tratamento, se desintoxicou e foi liberado. No entanto, duas semanas depois já estava se drogando novamente. O pai decidiu mais uma vez leva-lo a uma clínica e fez todo o tratamento, mas assim que recebeu alta, novamente foi se drogar. O pai o internou cinco vezes, mas em todas as oportunidades o filho retomava o antigo padrão e voltava a suar drogas.

O pai, desesperado, já não sabia mais o que fazer. Decidiu então que nada mais poderia ser feito, pois o filho simplesmente não correspondia, não reagia e tampouco queria ser ajudado. Ele desejava continuar mergulhado no mundo das drogas e nada do que o pai fizesse poderia lhe tirar desse caminho. O pai então decidiu que permitiria que o filho vivesse essas experiências para que chegasse sozinho a conclusão. Um dia ele entenderia o malefício das drogas e que, na verdade, ele estava se destruindo.

O filho então saiu de casa e passou a praticar roubos. Ele vivia de assalto em assalto, pois só assim conseguia usar as drogas e se alimentar. Tornou-se um marginal e logo virou um traficante conhecido. Certo dia levou um tiro numa guerra entre facções para controle de uma boca de fumo. Foi para o hospital, ficou em coma por semanas e depois voltou. Assim que retomou a consciência, decidiu que largaria esse caminho…

Essa estória ilustra um pouco o que acontece com o ser humano neste mundo. Como um pai pode ajudar um filho que não deseja ouvi-lo e quer permanecer no caminho do erro e da ilusão? Podemos tentar orienta-lo de várias formas, dar o tratamento adequado, mas se a pessoa insiste no erro, é necessário permitir que ela sofra as consequências de suas próprias ações. É mais ou menos assim que funciona o sofrimento humano. Deus procura enviar diversos tipos de mensagens sobre os erros que cometemos, mas nós não O ouvimos e não mudamos de caminho; insistimos no erro e na ilusão. O homem insiste em permanecer na embriaguez das ilusões do mundo, e Deus
permite que venha a dor, o sofrimento, o desespero, as perdas, etc., para liberta-lo.

Dessa forma, Deus autoriza o sofrimento para que, somente assim, possamos encontrar o caminho real e nos transformar. Se as pessoas querem viver de tal modo a criar o sofrimento para si mesmas, Deus permite que isso seja feito para que elas possam aprender e despertar para a realidade. Nesse sentido, o sofrimento acaba sendo a única forma do espírito acordar dos sonhos e miragens mundanas que criou para si mesmo.

(Hugo Lapa)
Autor: Hugo Lapa
Autor desconhecido

ET. VEJA QUE DEUS PERMITE, ASSIM COMO UM PAI QUE FAZ DE TUDO PARA SEU FILHO SAIR DO CAMINHO ERRADO, E ELE NÃO QUER. ASSIM TEM PESSOAS QUE TEMOS QUE LARGAR PELOS CABELOS, PARA QUE VÃO ATÉ O FUNDO DO POÇO E PEÇAM PARA SEREM SALVAS. É ATRAVÉS DO SOFRIMENTO QUE DÃO O DEVIDO VALOR A MUITAS COISAS QUE POSSUEM. VEJA SÓ O CASO DE TERMOS SAÚDE, E A PESSOA PASSA A BEBER, ELA ACABA SE SUICIDANDO LENTAMENTE. MAS UMA COISA DEIXO CLARO: DEUS NÃO CASTIGA, MAS PERMITE CERTAS COISAS PARA O NOSSO BEM, PARA QUE VALORIZEMOS AQUILO QUE SOMOS E TEMOS.

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUAD