sexta-feira, 5 de maio de 2023

QUANDO A BONDADE SE EXPRESSA.

 


Quando a bondade se expressa

 

O rapaz estava desempregado. Fora despejado e dormia no carro. Carro, aliás, que ele não tinha sequer dinheiro para colocar combustível.

Chegou o dia em que estava com fome. Sem dinheiro para comprar alguma coisa, desesperou-se.

Noite fria, o estômago reclamando, entrou em uma lanchonete. Como não sabia quando seria sua próxima refeição, comeu a mais não poder.

Quando chegou a hora de pagar, fingiu que tinha perdido sua carteira.

Fez um barulho enorme e começou a procurá-la por todo lugar. Virou a lanchonete de cabeça para baixo.

De trás do balcão o cozinheiro, que era também o dono do lugar, saiu e foi até onde estava o rapaz.

Abaixou-se, fingindo que apanhava alguma coisa do chão e entregou ao moço cem reais.

Acho que você deixou cair quando entrou.

O rapaz ficou mais confuso ainda mas pagou a conta e saiu rapidinho.

E se o dono do dinheiro aparecer? – Ele se perguntava, andando pela rua.

Até que se deu conta que na verdade o dono da lanchonete fingira achar o dinheiro.

Colocou gasolina no carro e rodou para outra cidade. Enquanto dirigia, agradecia a Deus o gesto daquele piedoso desconhecido.

E prometeu que se sua vida viesse a melhorar, faria aos outros o que aquele homem fizera por ele.

O tempo passou. Ele teve fracassos, reveses. Até que, afinal, as dores da pobreza passaram.

Foi então que decidiu que era hora de honrar a promessa e cumprir o voto feito naquela noite escura de inverno.

Pelos anos seguintes, ele iniciou sua jornada de doações. Queria dar, mas não queria que as pessoas o agradecessem.

Começou a identificar pessoas realmente necessitadas. Assim, a família de um garoto de 14 anos, que sofria de leucemia, encontrou uma boa soma de dinheiro, em sua caixa de correio.

Uma viúva, com sete crianças e dois netos, foi surpreendida com várias notas, colocadas embaixo de sua porta.

Um jovem que precisava de um transplante de pulmão, respirou aliviado quando em sua conta apareceu a expressiva soma que precisava para a cirurgia.

Ele pagou aluguel, prestações de carro, contas de mercado, sempre sem aviso e sem ficar por perto para elogios.

A sua alegria era a expressão no rosto das pessoas beneficiadas.

Agora só faltava agradecer a quem o socorreu quando precisou.

Procurou pelo dono da lanchonete durante quase um ano.

O local conhecido estava fechado.

Arranjou em encontro, dizendo-se historiador e que desejava fazer uma matéria sobre pessoas antigas daquela localidade.

Chegou carregado de presentes, além de avultada quantia em dinheiro.

Ao se deparar com seu benfeitor de outrora, disse-lhe:

Eu sou aquele sujeito que você ajudou 29 anos atrás. Você mudou a minha vida, naquela noite.

O ex-dono da lanchonete, agora aposentado, com 81 anos de idade chorou, tamanha a emoção, ao lado da sua esposa agora gravemente doente, lutando contra um câncer e o mal de Alzheimer.

Por causa da situação, estava atolado em contas hospitalares. O dinheiro fora mandado por Deus.

Para o antigo beneficiado, era um simples gesto de gratidão. Para aquele idoso, o dinheiro era o acenar de um novo tempo, sem provações.

*   *   *

Fomos criados para amar e importar-se com os outros é caminho para a felicidade.

Assim, sempre que possível, espalhe bondade ao seu redor. O mundo em que vivemos depende dela.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O princípio do altruísmo,
do livro Muito além da coragem, de Chris Benghue, ed. Butterfly.
Em 23.7.2019.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O PAPEL DA FAMÍLIA.

 


O papel da família

 

 

A instituição da família é universal.

Malgrado possua diferentes conformações, marca presença em todos os lugares do mundo.

Esse cunho de universalidade indica que ela tem um papel a desempenhar, no concerto da Criação.

Entretanto, é comum a afirmativa de que a instituição familiar está em crise.

Há quem diga que família é bom apenas para visitar, de quando em quando.

Outros sustentam que a família é algo lindo, mas somente no porta-retratos.

E realmente não é possível ignorar que as maiores crises de relacionamento ocorrem no seio familiar.

Muito provavelmente é porque nesse meio é que muitos se permitem mostrar os próprios defeitos, sem qualquer disfarce.

No ambiente profissional, isso é notoriamente impossível.

Caso alguém se mostre intolerante, preguiçoso ou arrogante, na seara profissional, sofrerá sérias consequências.

Se não perder o emprego, terá dificuldades para fazer a carreira avançar.

No meio social, também, todos procuram domar seus vícios, a fim de serem bem vistos.

O interesse ou a necessidade levam ao burila mento forçado do comportamento, nesses ambientes.

Como ninguém é obrigado a nos tolerar, no trabalho ou na sociedade, torna-se necessário algum esforço para ser agradável.

Já em família muitas vezes não há o mesmo interesse em tornar afável a própria personalidade.

Muitas pessoas são generosas com meros conhecidos ou com completos estranhos mas se revelam mesquinhas com os parentes.

Ante tão estranho quadro, surge a dúvida quanto ao papel da família.

Na verdade, a família representa uma escola, na qual se aprende a amar.

Jesus afirmou que toda a Lei Divina resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Consequentemente, a prática dessa Lei pressupõe aprender a amar.

O Cristo é nosso Maior e mais Sublime exemplo de Amor.

Ele ama a Humanidade toda, embora os inúmeros defeitos que ainda nos caracterizam.

O Mestre afirmou que somos todos ovelhas de Seu rebanho e que nenhum de nós se perderá.

Malgrado nossa indigência espiritual, Ele cuida de cada um de nós, com a ternura de um pai extremado.

Por certo, ainda somos incapazes desse amor universal e incondicional.

Mas, é no ambiente familiar que damos os primeiros passos nessa arte que é o amor.

No lar, ligamo-nos por fortes laços com pessoas possuidoras dos mais diferentes caracteres.

Temos afinidades com alguns, mas outros apenas nos irritam.

Essa mistura heterogênea de personalidades não deixa de ser explosiva.

Mas como não é possível deixar de ser filho ou irmão de alguém, a convivência vai gradualmente aparando as arestas.

Assim, é importante esforçar-se para amar e conviver com a própria família.

Procurar mostrar-se generoso e compreensivo com os defeitos e as diferenças dos familiares.

Domar os próprios vícios, de molde a tornar a própria presença leve e benfazeja aos parentes.

Compreender, finalmente, que a vida é uma escola e que a família é a nossa sala de aula.

A Divindade nos coloca no seio da família para que aprendamos a sublime lição do amor fraternal.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita
Em 08.03.2010.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

QUADRO FAMILIAR.

 


Quadro familiar

 

Uma cena, como uma pintura, desenha-se à nossa frente: um homem compenetrado, pai de família, estudando para a fase final de seu doutorado.

No ambiente tranquilo, ouve-se alguns passos apressados e leves: era Sarah, sua filhinha.

Papai, você quer ver meu desenho? – Perguntou ela, com brilho nos olhos.

Sem olhar para ela, o pai respondeu, com calma:

Sarah, papai está ocupado. Volte um pouco mais tarde, querida.

Dez minutos depois, ela volta à biblioteca, dizendo: Papai, me deixa mostrar o meu desenho?

Sarah, meu amor, volte mais tarde. Isto que estou fazendo é importante. – Respondeu ele.

Três minutos depois ela entra novamente, fica a um palmo do nariz do pai e fala com todo poder que um comandante de cinco anos de idade poderia conseguir: Você quer ver ou não?

Não, eu não quero. – Retorquiu o homem, sem pensar muito no que havia dito.

Com isso, ela zuniu para fora e o deixou só.

De alguma maneira, ele não estava tão satisfeito quanto pensou que ficaria.

Sentiu-se como que puxado, e foi até a porta da frente.

Sarah! – Ele chamou. – Você poderia entrar um minuto, por favor? Papai gostaria de ver o seu desenho.

Ela entrou sem reclamações e se atirou em seu colo.

Era um grande quadro. No alto, com sua melhor letra, estava escrito: Nossa família.

Explique-me o quadro. – Pediu ele.

Com os pequeninos dedos de sua mão, ela descreveu:

Aqui é a mamãe (uma figura de palito com cabelo longo, amarelo e ondulado); aqui sou eu, do lado de mamãe; aqui é Katie (nosso cachorro); e aqui é Missy (a pequenina irmã).

Adorei seu desenho, querida. – Elogiou o pai, sorrindo. Vou pendurar na parede da sala de jantar, e toda noite, quando eu voltar para casa, eu vou olhar para ele.

Ela sorriu, de orelha a orelha, e foi brincar.

Ele ficou intranquilo. Algo sobre o desenho de Sarah. Alguma coisa estava faltando.

Foi até a porta da frente e voltou a chamar a filhinha.

Posso ver seu desenho, outra vez?

Ela o apanhou rapidamente e, logo, estava no colo do pai, animada.

Foi, então, que ele fez uma pergunta, da qual não estava certo de que gostaria de ouvir a resposta:

Querida... Tem a mamãe, e Sarah, e Missy, e até Katie em seu desenho. Tem também sol, nossa casa e muitos pássaros. Mas, Sarah, onde está seu papai?

Depressa, ela respondeu, nem sequer imaginando a lição que estava prestes a dar a seu pai:

Você está na biblioteca!

Com aquela declaração simples, Sarah fez parar o tempo para seu pai. Erguendo-a, suavemente, ele a mandou de volta para brincar ao sol da primavera.

Algumas semanas se passaram, e ele tornou-se doutor.

Então, certa noite, ainda com o coração apertado, conversando com sua esposa antes de dormir, fez-lhe a seguinte pergunta:

Bárbara... Eu quero voltar para casa. Posso?

Vinte segundos de silêncio se seguiram. Parecia que ele havia prendido seu fôlego por mais de uma hora.

Gary, disse a esposa. – As meninas e eu o amamos muito. Nós o queremos em casa. Mas você não esteve aqui! Eu me senti como pai e mãe por muito tempo!

Aquela era a verdade clara, sem disfarce. – Pensou ele.

Sua vida tinha sido descontrolada, sua família estava em piloto automático, e ele tinha uma longa estrada pela frente se a quisesse conquistar novamente.

Agora, que a névoa havia se dissipado, ele estava disposto a tentar, e esse passou a ser o objetivo mais importante de sua vida.

Redação do Momento Espírita, com base no texto
Quadro familiar, de Ronaldo José Lungatto.
Disponível no livro Momento Espírita, v.3, ed. FEP.
Em 27.2.2014.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

QUAL O TAMANHO DO NOSSO SONHO?

 


Qual o tamanho do nosso sonho?

 

Todos temos sonhos. E é muito bom ter sonhos, pois eles nos movem e nos estimulam a perseguir ideias e ações que queremos tornar realidade.

Algumas pessoas demonstram isso muito bem. Um exemplo é a nutricionista Telma Toledo, cidadã alagoana.

No início de sua carreira, realizando uma pesquisa, buscando entender os efeitos que os alimentos acarretam no organismo humano, ela frequentava a casa de famílias, em vulnerabilidade social, colhendo dados.

Ao deixar aquelas casas, se questionava como seriam alimentadas aquelas crianças, no dia seguinte, pois muitas delas só tinham o suficiente para um dia.

Por isso, decidiu iniciar um projeto de combate à desnutrição.

Não fazia sentido para ela, como nutricionista, ver tantas crianças sem os nutrientes necessários para seu desenvolvimento físico.

Inicialmente, foi providenciando alimento para as famílias com maior carência nutricional.

Com o tempo, organizou um grupo de profissionais, com diferentes formações acadêmicas, para poder atender de forma global aquelas famílias.

Orientam as crianças a se alimentarem melhor e as mães a escolherem produtos mais nutritivos, podendo evitar algumas doenças, como diabetes e hipertensão.

Considerando um país tão rico qual seja o nosso Brasil, algumas indagações a levam a questionar como se faz possível haver a presença de tanta desnutrição.

O Centro, idealizado por ela, serve em média treze mil refeições mensais.

Em pouco mais de uma década, já resgatou cerca de vinte e cinco mil crianças da desnutrição, agindo também no enfrentamento às causas e consequências, físicas e emocionais, dessa desnutrição.

O sonho de Telma, portanto, é possível de ser realizado. Mas, nem tudo depende dela.

Dessa forma, ela prossegue com o sonho de erradicar a desnutrição em nosso país.

Para isso, tem as mãos no trabalho diário de alimentar famílias, com carência alimentar.

*   *   *

É de nos perguntarmos o que temos feito para concretizar nosso sonho.

A história de Telma nos deixa uma profunda lição: além de termos sonhos, podemos realizá-los.

Sejam grandes ou pequenos, todos eles nos exigem ação.

Assim, podemos sonhar com um mundo melhor, sem desnutrição, sem crianças esquálidas, rogando, com os olhos, algo com que possam matar a fome.

Fundamental, no entanto, é agirmos para a construção desse mundo.

Compete-nos transformar nossos sonhos em projetos que possam ser realizados.

Organizar nossa vida, de forma disciplinada, e estabelecer, em nossa rotina diária, práticas para podermos chegar aos resultados pretendidos.

Podemos transformar sonhos individuais em sonhos coletivos, associando-nos a outros idealistas e empreendedores do bem.

Somos uma única Humanidade e é com a colaboração de cada um que poderemos transformar o mundo em um lugar melhor para vivermos mais felizes.

A hora de realizarmos nossos sonhos é agora. O amanhã poderá, eventualmente, não mais nos encontrar por aqui.

Redação do Momento Espírita, com base em
 reportagem do site 
www.sonoticiaboa.com.br,
 de 24.4.2021.
Em 26.8.2021.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

 

SOFRIMENTOS COTIDIANOS, PROVAS E EXPIAÇÕES NA VISÃO ESPÍRITA.

 


Sofrimentos cotidianos, provas e expiações na visão espírita.

 

 

O sofrimento acomete a sociedade mundial desde os primórdios da humanidade, somos sempre vitimados por dificuldades, dores e provações e estamos envoltos por problemas dos mais variados tipos, não importando a classe social, grau de instrução e o gênero, somos todos passíveis de sofrimentos, de quedas e de dificuldades, afinal estamos num mundo imperfeito, com pessoas imperfeitas e cheio de contradições.

A Doutrina Espírita nos traz uma visão nova sobre a questão do sofrimento humano, vivemos num mundo de provas e de expiações e neste mundo somos muito atraídos pelo sofrimento e pelas dores do cotidiano. Na questão 931 de O livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta ao Espírito da Verdade: Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes? E recebe a seguinte resposta: “Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre”.

A Doutrina Espírita nos mostra claramente que os momentos de alegrias e de dificuldades se alternam na vida dos seres humanos, nenhum destes são totalmente felizes, alternamos momentos de felicidades, de alegrias e sorrisos sinceros com momentos de decepções, dores e dificuldades. As alegrias eternas ainda não pertencem ao mundo atual, mas num futuro próximo poderemos vivenciá-la, desde que entendamos a realidade da vida e passemos a trabalhar intimamente visando um progresso e uma evolução constantes, para isso devemos viver em concomitância com as Leis divinas.

Num mundo marcado pelo crescimento das tecnologias, as redes sociais ganharam espaço e relevância nesta sociedade e passou a moldar comportamentos e atitudes, muitos indivíduos colocam fotos nas redes destacando sorrisos e alegrias, muitas delas artificiais e momentâneas, criando para outrem a ilusão de uma felicidade inexistente, atraem com isso olhares de inveja e de cobiça, em muitos casos, de rancor e de ressentimento de pessoas invejosas e infelizes, que ambicionam e invejam a felicidade alheia, incapazes de construir para si uma felicidade verdadeira, sólida e consistente.

Muitas pessoas ricas e profissionalmente de destaque, indivíduos que conseguiram acumular um patrimônio vultuoso, com recursos para viagens e passeios paradisíacos, detentoras de famílias estruturadas, muitas vezes se queixam de sofrimentos, de dores emocionais e de vazios espirituais e existenciais, são indivíduos que possuem tudo para serem considerados felizes, mas se declaram depressivos e excessivamente melancólicos, males modernos que acometem a sociedade mundial e vitima milhões de pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 350 milhões de indivíduos sofrem de depressão no mundo, a chamado moléstia da alma e, da forma como a sociedade global está caminhando, muitos outros serão afetados por esta doença, cujas dores são imensas e exigem tratamentos médicos e espirituais.

O sofrimento, como nos disse o Espírito da Verdade, está por todos os lados e afeta todas as pessoas, independe de classes sociais, etnias e preferências sexuais, isto acontece porque somos passageiros de uma sociedade caracterizada como de provas e de expiações, onde as felicidades são passageiras e os amores materiais são temporários e inconsistentes, numa sociedade marcada pelas contradições e os indivíduos pelas incertezas e instabilidades crescentes. O Espiritismo nos mostra ainda, que os sofrimentos humanos estão inscritos no subconsciente de cada indivíduo, todos sabemos os motivos de nossas infelicidades e de nossas dores, a explicação está dentro de cada pessoa, no interior de cada indivíduo, mas para podermos acessar estas dores necessitamos refletir sobre nossos comportamentos, refletir sobre nossas vidas e sentimentos mais íntimos e, numa sociedade como a nossa, termos tempos para nossas reflexões é um dos maiores desafios da sociedade e do cidadão da contemporaneidade.

Numa sociedade marcada pelas provas e pelas expiações, faz-se necessário que entendamos as raízes das dificuldades do mundo, mesmo vivendo neste momento histórico e caminhando para um mundo novo, como nos mostra os escritos de Transição Planetária, ainda chafurdamos na lama e na pobreza de um mundo onde os odores estão atrelados ao ressentimento, a inveja e ao egoísmo, sentimentos fortes e dominantes que ainda não nos conduz a um crescimento mais sólido e consistente, como o espiritismo nos mostra com clareza e maestria.

No mundo de provações, nos mostra Joanna D Angelis no livro Plenitude, psicografia de Divaldo Pereira Franco, os sofrimentos são vistos como instrumentos de educação e de progresso espiritual, quando conseguimos vencer as dificuldades damos um passo consistente para um progredir fundamental para nosso desenvolvimento espiritual, ambicionados por todos os espíritos encarnados no mundo material. As expiações servem para que nos reeduquemos enquanto espíritos, ao passar por estas experiências dolorosos conseguimos melhorar nossos comportamentos e, em muitos casos, voltamos para um momento anterior, quando cometemos equívocos e degradamos nossos passos para o progresso, como um suicida que ao se entregar aos deslizes do suicídio engendra dores imensas em seu caminhar, para estes, as expiações servem para reconstruir o caminho perdido anteriormente.

As dores das provações, segundo os bons espíritos são agressivas e violentas, mas são suportadas pelo indivíduo, são dores que lhe acometem o corpo físico ou os vazios do espírito, mas que, com força de vontade, perseverança e fé em Deus são suportados e superados. As expiações são mais severas e agressivas, muitas vezes aparecem como dores morais ou deficiências e limitações físicas que impõem aos indivíduos grandes dificuldades, obrigando-o a uma grande força de vontade para superar este momento de dores, lágrimas e intensas desesperanças.

Nas provações os espíritos que estão reencarnando podem participar dos planejamentos para a reencarnação ou são representados por espíritos amigos ou protetores espirituais que trabalham com o objetivo de auxiliar para que a reencarnação atinja seus mais auspiciosos êxitos e o irmão em prova consiga crescer espiritualmente e se desenvolver moralmente, angariando novos e consistentes valores. Nos sofrimentos de expiação percebemos uma outra realidade, estes irmãos são obrigados a aceitar o que lhe é imposto pelo plano superior, estes indivíduos ao reencarnar tendem a passar por uma situação que lhe é imposta pela espiritualidade como forma de se reeducar e construir novos espaços de consolidação espiritual.

As expiações são muito mais severas para o espírito, neste processo ele perde a condição de escolha e tudo lhe é imposto, obrigando-o a aceitar e buscar trabalhar para que seu espírito consiga se reeducar das agruras e dos desequilíbrios anteriores, fruto da imperícia do espírito que, mesmo cometendo equívocos severos não está sendo condenado ao degredo eterno, isto não existe nas Leis de Deus, mas o espírito precisa se reeducar para trilhar novos momentos de crescimento espiritual e de desenvolvimento moral.

No livro Memórias de um suicida, psicografia de Yvonne do Amaral Pereira, Camilo Cândido Botelho e seus amigos descobrem na vivência no Instituto Maria de Nazaré, que suas próximas encarnações seriam marcadas por dores acerbas, nesta situação muitos deles não poderiam escolher quais seriam suas limitações físicas ou emocionais, numa próxima vida. Todos sabiam das limitações que seriam obrigados a conviver, mas nenhum deles poderia influir nas escolhas e nas imposições da espiritualidade maior, imposições estas com um único objetivo, o de levar estes indivíduos novamente ao caminho do progresso, caminho este por eles abandonados no momento do suicídio.

No livro Ação e Reação, ditado pelo espírito de André Luiz e psicografado pelo médium mineiro Francisco Cândido Xavier, nos deparamos com as experiências de vida de Adelino Correia, hoje um espírita consciente e devotado ao estudo e as atividades doutrinárias, cuja história nos mostra equívocos e dificuldades em vidas anteriores quando como Martin mandou matar seu pai para casar com sua madrasta. O crime se efetivou, mas a perseguição sofrida foi tão intensa que Martin nunca conseguiu ser feliz no casamento, as lembranças do ato insano e a perseguição de seu pai desencarnado o levaram a loucura e, posteriormente, no mundo espiritual passou a sofrer as agruras de suas atividades na matéria, mas trabalhou incansavelmente para se melhorar e conseguir progressos e avanços espirituais. No retorno ao corpo físico Martin reencarna como Adelino Correa e traz no corpo físico as marcas de um eczema agressivo, como conseguiu algum avanço no mundo espiritual os espíritos superiores o auxiliam para que o eczema se concentrasse apenas em uma parte de seu corpo material, isto porque anteriormente esta doença cobriria todo seu corpo físico.

O livro nos mostra como muitas de nossas atitudes pode reduzir nossas dores, Adelino Correia como trabalhador dedicado e imensamente caridoso, onde auxiliou muitos enfermos e crianças abandonadas, dentre elas algumas que, em vidas anteriores os auxiliaram em seus desatinos e, principalmente, aquele que foi seu genitor, tendo com isso, méritos suficientes para ter suas dificuldades reduzidas e seu amparo cada vez maior e mais consistente. O livro Ação e Reação nos mostra que em todas as ações que engendramos na vida somos impactados por uma reação, quando nossas ações são positivas e edificantes recebemos da própria espiritualidade maior, reações saudáveis, equilibradas e positivas, com isso, a Doutrina dos Espíritos nos mostra que os chamados carmas são conceitos imprecisos, acreditar que estamos condenados numa encarnação nos parece muito equivocado, temos sim as dificuldades, mas se agirmos de forma concernente as Leis de Deus os nossos “carmas” serão, com certeza, reduzidos e minimizados pelos espíritos de luz.

No estudo dos sofrimentos humanos, encontramos na literatura espírita muitas obras de vulto, nelas descobrimos que nos momentos de dores e dificuldades, muitas pessoas se colocam como vítimas, bradam contra Deus e acreditam não ter escolhido passar por aquelas situações de sofrimentos. A Doutrina nos mostra que, se não escolhemos nos foi imposto, aí percebemos ser uma expiação, o que é muito pior e preocupante, agora, na imensa maioria dos casos, foram os encarnados que pediram, melhor, suplicaram por aquelas provações como forma de educação e posterior progresso espiritual.

Os sofrimentos e as dificuldades da vida sempre existiram e sempre existirão para os seres humanos, a forma como a encaramos estas dificuldades é de fundamental importância para que consigamos extrair delas, instrumentos de progresso e de aprendizado, para que construamos um mundo íntimo mais consistente e vinculado aos mais nobres sentimentos e valores emanados pelo Cristo, este sim os valores eternos da vida.

                MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

QUALIDADE DO AMOR.


  Qualidade do amor

Você ama?

O que é amor?

Uma poética definição do Espírito Emmanuel diz que o amor é a força de Deus que equilibra o Universo.

Por aí podemos notar o poder desse sentimento.

Na nossa vida diária o amor ocupa lugar de destaque.

Não existe quem não ame a ninguém ou a nada. O ser humano é eminentemente afetivo.

A capacidade de amar é a virtude por excelência, chama especial que nos assemelha ao Criador.

Alguns amam o seu trabalho, outros a sua religião.

Alguns amam seus bens, outros a sua arte.

Alguns amam o esporte; outros amam os animais...

Mas todos nós, sem exceção, amamos a outras pessoas, sejam amigos, esposa, marido, filhos, mãe, pai, avós...

Você mesmo que nos ouve agora, deve, neste instante, pensar nas pessoas que ama.

Mas, uma questão se impõe quando se fala de amor: Quem ama se desentende?

É óbvio que, se falamos de amor com A maiúscula, jamais ele provocará desentendimentos. Entretanto, esse amor sublime é a conquista da vida, é o amor completo, amor integral.

Na nossa marcha evolutiva, contudo, muitos de nós estamos por conquistar esse amor, o que não impede que o sintamos e o manifestemos.

Digamos assim que o nosso amor não está pronto. Está, pois, incompleto.

É por esse motivo que nos desentendemos.

Algumas pessoas pensam que não se amam, porque têm dificuldades de se dar.

Para que o nosso amor se torne completo faz-se necessário o apoio daquilo que chamamos os complementos do amor.

O afeto que sentimos por alguém é o estímulo para a conquista dos complementos, sejam eles: o perdão, a alegria, o carinho, a renúncia, o companheirismo e a compreensão.

Procure perdoar as pessoas que ama. Ponha-se no lugar delas e pense se também não está sujeito a erros.

Busque viver alegremente, iluminando-se e àqueles que ama. Só o fato de ter um amor já é motivo para festa.

Seja carinhoso com seus amores. Não há dificuldade de relacionamento que resista à força do carinho.

Renuncie a coisas pessoais, a fim de dar espaço para o seu amor. A melhor forma de pensar em si é pensar um pouco nos outros.

Ofereça ao seu amor a luz desses complementos e você vai perceber que para amar com A maiúscula, basta querer com Q também maiúscula.

*   *   *

O ódio é o amor doente.

Ninguém odeia gratuitamente e, na maioria das vezes, o ressentimento é fruto do sofrimento que a pessoa odiada provocou em nós mesmos ou em alguém a quem amamos.

O ódio, porém, tem o poder de desequilibrar a nossa capacidade afetiva, nos fazendo, inclusive, magoar mesmo às pessoas que amamos.

A mágoa é o amor melindrado.

Se você está magoado com alguém é porque ama esse alguém.

Se ama, então por que não perdoar

*   *   *

Não se canse de amar.

Insistindo no amor você conseguirá impregnar as pessoas ao seu redor, recebendo as bênçãos de que se reveste.

Redação do Momento Espírita.
Em 19.10.2012