terça-feira, 3 de outubro de 2023

ANJOS DA GUARDA, ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES OU SIMPÁTICOS.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.

ANJOS DA GUARDA, ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES OU SIMPÁTICOS.

 

Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para protegê-lo.

O irmão espiritual é o que chamamos o bom Espírito ou o bom gênio.

Anjo da guarda devemos entender como o Espírito protetor de uma ordem elevada.

A missão do Espírito protetor é igual à de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições sustentar sua coragem nas provas da vida.

O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o nascimento até a morte, e frequentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas experiências corpóreas porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

A missão do Espírito protetor é obrigatória a velar por nós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para uns, isso é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.

Ligando-se a uma pessoa, o Espírito não renuncia a proteger outros Indivíduos. Mas o faz de maneira mais geral.

O Espírito protetor está ligado ao ser que foi confiado à sua guarda, mas acontece frequentemente que certos Espíritos deixam sua posição pura para cumprir diversas missões, mas nesse caso são substituídos.

O Espírito protetor, não abandona às vezes o protegido quando este se mostra rebelde às suas advertências. Ele apenas se afasta quando vê que os seus conselhos são inúteis, e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o ser humano quem lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.

Há certas doutrinas que deveriam converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura, fazendo-os pensar e acreditar, nos anjos da guarda. Pensar que possuem sempre ao lado deles seres que lhes são superiores, que estão sempre ali para os aconselhar, os sustentar, os ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra.  Acreditarem que esses seres ali estão por ordem de seu Deus, que os colocou ao lado deles; que estão ali estão por seu amor, e cumprem junto a eles todos uma bela mas penosa missão. Sim, onde quer que estejam que seu anjo estará com eles: nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vício, na solidão, nada os separa desse amigo que não podem ver, mas do qual a alma deles recebem os mais doces impulsos e os mais sábios conselhos.

Os Bons Espíritos um dia perguntarão: Ah! Por que não conheceram melhor está verdade? Quantas vezes ela os ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes ela os salvaria dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo este anjo de bondade terá muitas vezes de os dizer: “Não te avisei disso? E não afizeste! Não te mostrei o abismo? E nele te precipitaste! Não fiz soar na tua consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?”. Ah! Interpelai vossos anjos da guarda, estabelecei entre vós e eles essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos! Não penseis em lhes ocultar nada, pois eles são os olhos de Deus e não os podeis enganar! Considerai o futuro; procurai avançar nesta vida, e vossas provas serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Vamos, seres humanos, coragem! Afastai para longe de vós, de uma vez por todas, preconceitos e segundas intenções! Entrai na nova via que se abre diante de vós, marchai, marchai! Tendes guias, segui-os; a meta não vos pode faltar porque essa meta é o próprio Deus.

Aos que pensavam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se restringirem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, os protetores dirão que influenciaram as almas deles, embora estando a milhões de léguas de distância: para os protetores o espaço não existe, e mesmo vivendo em outro mundo os Espíritos, conservam sua ligação com eles. Dirão que gozam de faculdades que não podem compreender, mas que estão certos de que Deus não os impôs uma tarefa acima das forças deles, e nem os abandonou sozinhos sobre a Terra, sem amigos e sem amparo.

 Podemos também dizer, que cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela como um pai vela pelo filho. E sente-se feliz quando os vê no bom caminho; chora quando os conselhos deles são desprezados.

Os Bons Espíritos alertam que não temamos fatigar-nos com as nossas perguntas; e que possamos permanecer, pelo contrário, sempre em contato como eles, e assim seremos então mais forte e mais felizes. Alertam também que são essas comunicações de cada ser humano com seu Espírito familiar, podem fazer médiuns a todos os seres humanos, médiuns hoje ignorados, mas que mais tarde se manifestarão, derramando-se como um oceano sem bordas para fazer refluir a incredulidade e a ignorância. Seres instruídos, instruí seres de talento, educando irmãos nossos.  Que devemos saber que a obra assim realizada é a do Cristo, a que Deus nos impõe. Por que Deus nos concedeu a inteligência e a ciência, senão para as repartirmos com nossos irmãos, para os adiantar na senda da ventura e da eterna bem aventurança.

São Luís, Santo Agostinho.

Comentário de Kardec: A doutrina dos anjos da guarda, velando pelos protegidos apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender, pelo contrário, é grande e sublime. Não vemos sobre a Terra um pai velar pelo filho, ainda que esteja distante, e ajuda-lo com seus conselhos através da correspondência?  Que haveria de admirar em que os Espíritos possam guiar de um mundo ao outro, os que tomaram sob sua proteção, pois se, para eles, a distância que separa os mundos é menor que a que divide os continentes da Terra? Não dispõem eles do fluido universal que liga a todos os mundos e os torna solidários, veículo imenso da transmissão do pensamento, como o ar é para nós o veículo da transmissão do som?

 

Devemos mais uma vez saber, que o Espírito protetor não abandona o seu protegido,  

e jamais fazem o mal algum. Ele simplesmente se afasta, respeitando o livre arbítrio do ser humano na sua escolha, entre o bem e o mal. O que o negativo faz não é de sua responsabilidade não sendo o responsável pelas desgraças que possam advir, porque a falta é da pessoa que escolheu o caminho.

O Espírito protetor não deixa o seu protegido à mercê de um Espírito que o quisesse mal. Como foi dito acima ele simplesmente se afasta, mas fica tentando intuir na mente do seu protegido o melhor.

Existe a união dos maus Espíritos para neutralizar a ação dos bons, mas, se o protegido quiser, dará toda força ao seu bom Espírito uma boa vontade em ser ajudada, e a aproveita, esperando o momento do seu protetor voltar junto a si.

Quando o Espírito protetor deixa o seu protegido se extraviar na vida, não é por impotência para enfrentar os Espíritos maléficos. Mas porque o protegido não o quer: seu protegido sai das provas mais perfeito e instruído, e ele o assiste com os seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. Não é senão a fraqueza, o desleixo ou o orgulho do ser humano que dão força aos maus Espíritos.

0 Espírito está constantemente com o protegido. Mas existe ocasião em que, sem o abandonar, o perca de vista em que a presença do Espírito protelar não é necessária, junto ao protegido.

Tem um momento em que o Espírito não tem mais necessidade do anjo da guarda, quando se torna capaz de guiar-se por si mesmo, como chega um momento em que o estudante não mais precisa de mestre. Mas isso não acontece na Terra.

O por que a ação dos Espíritos em nossa vida é oculta, é se contássemos com o seu apoio, não agiríamos por nós mesmos e o nosso Espírito não progrediria. Para que ele possa adiantar-se, necessita de experiência e em geral é preciso que adquira à nossa custa; é necessário que exercitem as suas forças, sem o que seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que nos querem bem é sempre de maneira a nos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não nos adiantaríamos na senda que nos deve conduzir a Deus. Não vendo quem nos ampara, nós entregamos às nossas próprias forças; não obstante, o que o nosso guia vele por nós e de quando em quando nos adverte do perigo.

O Espírito protetor que consegue conduzir o seu protegido pelo bom caminho, torna-se um mérito que lhe será levado em conta, seja para o seu próprio adiantamento, seja para sua felicidade. Ele se sente feliz quando vê os seus cuidados coroados de sucesso; é para ele um triunfo, como um preceptor triunfa com os sucessos do seu discípulo.

Não é responsável, quando não o consegue, pois fez o que dele dependia.

O Espírito protetor que vê o seu protegido seguir um mau caminho, apesar dos seus avisos, sofre sim com isso com os erros do seu protegido, e os lamenta, mas essa aflição nada tem das angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal, e que o que hoje não se fez, amanhã se fará.

Nem sempre podemos saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo da guarda. É como os bons espíritos perguntam?

Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais, então, que só existem os Espíritos que conheceis?

Para o invocar mesmo sem conhece-lo, podemos dar o nome quisermos, o de um Espírito superior pelo qual temos simpatia e veneração; nosso protetor atenderá a esse apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente.

Os Espíritos protetores que tomam nomes comuns, nem sempre são de pessoas que tiveram esses nomes.

Mas Espíritos que nos são simpáticos e que, muitas vezes, vêm por sua ordem, não Necessitam de um nome: então, eles tomam um que nos inspire confiança. Quando não podem cumprir pessoalmente uma missão, enviam alguém da confiança deles, que agem em nome deles, e de

nossa confiança.

Na vida espírita reconheceremos nosso Espírito protetor, pois frequentemente o conhecemos antes da nossa encarnação.

 Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores, podem ser encontrados entre os da classe média. Um pai, por exemplo, pode tornar-se Espírito protetor de seu filho, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, e um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai que protege o filho pode ser assistido por um Espírito mais elevado.

Quanto aos Espíritos que deixaram a Terra em boas condições, podem sempre proteger os que os amaram e lhes sobreviveram, porém seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes permite inteira liberdade de ação.

Os seres humanos no estado selvagem ou de inferioridade moral têm um Espírito que vela por ele, de acordo com seu grau de adiantamento, mas as missões são relativas ao seu objeto. O exemplo que damos é que não daríamos a uma criança que aprende a ler, um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo um Espírito superior que vela por nós, podemos também nos tornar o protetor de um Espírito que nos seja inferior, e o progresso que o ajudarmos a fazer contribuirá para o nosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito mais do que aquilo que a sua natureza e o grau a que tenha atingido possam comportar.

Quanto ao pai que vela pelo filho e reencarna, é muito difícil que continue ainda a velar por ele, mas ele pede num momento de desprendimento, que um Espírito simpático o assista nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão as missões que podem cumprir até o fim.

O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência é material, é demasiado sujeito ao corpo para poder devotar-se inteiramente a outro, ou seja, assisti-lo pessoalmente. Eis porque os não suficientemente elevados estão sob a assistência de Espíritos que lhes são superiores, de tal maneira que, se um faltar, por um motivo qualquer, será substituído por outro.

Além do Espírito protetor, o ser humano quando reencarna não traz consigo um mau Espírito com o fim de impulsioná-lo ao mal e de lhe propiciar uma ocasião de lutar entre o bem e o mal.

É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar o ser humano do bom caminho quando encontra ocasião, mas quando um deles se liga a um indivíduo o faz por si mesmo, porque espera ser escutado; então haverá luta entre o bom e o mau e vencerá aquele a cujo domínio o ser humano se entregar.

Quanto ao podermos ter muitos Espíritos protetores, podemos dizer que cada ser humano tem sempre Espíritos simpáticos mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como há, também, os que tentam induzi-los ao mal.

Os Espíritos simpáticos às vezes podem ter uma missão temporária, mas em geral são apenas solicitados pela similitude de pensamentos e de sentimentos, no bem contra o mal.

Parece resultar daí que os Espíritos simpáticos podem ser bons,

pois o ser humano encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele qualquer que seja o seu caráter.

Quanto aos Espíritos familiares se são a mesma coisa que os Espíritos Simpáticos ou os Espíritos protetores, podemos dizer que existe sim muitas gradações na proteção e na simpatia. Podemos dar os nomes que quisermos. O Espírito familiar é antes de tudo o amigo da casa.

Comentário de Kardec: Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao ser humano podemos deduzir o seguinte:

O Espírito protetor, anjo da guarda ou bom gênio, é aquele que tem por missão seguir o ser na vida e o ajudar a progredir. É sempre de uma natureza superior à do protegido.

Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por meio de laços mais ou menos duráveis, com o fim de ajudá-las na medida de seu poder, frequentemente bastante limitado. São bons, mas às vezes pouco adiantados e mesmo levianos, ocupam-se voluntariamente de pormenores da vida íntima e só agem por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.

Os Espíritos simpáticos são os que atraímos a nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto no bem como no mal. A duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias.

O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso que se liga ao ser com o fim de o desviar do bem, mas age pelo seu próprio impulso e não em virtude de uma missão. Sua tenacidade está na razão do acesso mais fácil ou mais difícil que encontre. O ser humano é sempre livre de ouvir a sua voz ou de a repelir.

O que devemos pensar dessas pessoas que parecem ligar-se a certos indivíduos para levá-los fatalmente à perdição ou para guiá-los no bom caminho, podemos dizer que algumas pessoas exercem um efeito sobre outras, uma espécie de fascinação que parece irresistível. Quando isso acontece para o mal são maus Espíritos, de que se servem outros maus Espíritos, para melhor subjugarem as suas vítimas. Deus pode permiti-lo para vos experimentar.

O bom pode vir junto ao encarnar-nos para nos acompanharem na vida de maneira mais direta, porque isso acontece algumas vezes, mas frequentemente, também, eles   encarregam dessa missão outros espíritos encarnados que lhes são simpáticos.

Existem Espíritos que se ligam a toda uma família para protegê-la, ou seja:

Alguns Espíritos se ligam aos membros de uma mesma família, que vivem juntos e são unidos por afeição, mas não acreditemos em Espíritos protetores do orgulho das raças.

Os Espíritos atraídos aos indivíduos por simpatia, vão de preferência aonde estão os seus semelhantes, pois nesses lugares podem estar à vontade e mais seguros de ser ouvidos. O ser humano atrai os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só ou constitua um todo coletivo, como uma sociedade, uma cidade ou um povo. Há, pois, sociedades, cidades e povos que são assistidos por Espíritos mais ou menos elevados, segundo o seu caráter e as paixões que os dominam. Os Espíritos imperfeitos se afastam dos que os repelem e disso resulta que o aperfeiçoamento moral de um todo coletivo, como o dos indivíduos, tende a afastar os maus Espíritos e a atrair os bons, que despertam e mantêm o sentimento do bem nas massas, da mesma maneira por que outros podem insuflar-lhes as más paixões.

As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações têm o seus Espíritos protetores especiais porque essas reuniões são de individualidades coletivas marcham para um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior.

Quanto aos Espíritos protetores das massas se são de natureza mais elevada que a dos que se ligam aos indivíduos, podemos assim dizer que tudo é relativo ao grau de adiantamento das massas como dos indivíduos.

Quanto se alguns Espíritos podem ajudar o progresso das Artes, protegendo os que delas se ocupam, podemos dizer:

Que existe Espíritos especiais e que assistem aos que os invocam, quando os julgam dignos; mas que eles não fazem com os que creem ser o que não são, jamais o farão. Eles não podem fazer ver os cegos nem ouvir os surdos.

Comentário de Kardec: Os antigos haviam feito desses Espíritos divindades especiais. As Musas eram a personificação alegórica dos Espíritos protetores das Ciências e das Artes, como designavam pelos nomes de lares e penates os Espíritos protetores da família. Entre os modernos, as artes, as diferentes indústrias, as cidades, os países têm também seus patronos ou protetores, que são os Espíritos superiores, mas sob outros nomes.

Cada ser humano tendo os seus Espíritos simpáticos, disso resulta que em todas as coletividades a generalidade dos Espíritos simpáticos está em relação com a generalidade dos indivíduos; que os Espíritos estranhos são para elas atraídos pela identidade de gostos e de pensamentos; em uma palavra, que essas aglomerações, tão bem como os indivíduos, são mais ou menos bem envolvidas, assistidas e influenciadas segundo a natureza dos pensamentos da multidão.

Entre os povos, as causas de atração dos Espíritos são os costumes, os hábitos, o caráter dominante, as leis, sobretudo, porque o caráter da nação se reflete nas suas leis. Os seres humanos que fazem reinar a justiça entre eles combatem a influência dos maus Espíritos. Por toda parte onde a lei consagra as coisas injustas, contrárias à Humanidade, os bons Espíritos estão em minoria e a massa dos maus, que para ali afluem, entretém a nação nas suas ideias e paralisam as boas influências parciais, que ficam perdidas na multidão, como espigas isoladas em meio de espinheiros. Estudando-se os costumes dos povos, ou de qualquer reunião de seres humanos, é fácil, portanto, fazer ideia da população oculta que se imiscui nos seus pensamentos e nas suas ações.

Neste comentário às respostas dos Espíritos, Kardec nos oferece duas indicações importantes: a primeira, referente à interpretação espírita da mitologia, que modifica tudo quanto os estudos puramente humanos do assunto firmaram a respeito, até hoje, pois mostra que os deuses mitológicos realmente existiam, como Espíritos; a segunda, referente à Sociologia, que à luz do Espiritismo reveste-se também de novo aspecto, exigindo o estudo da interação das coletividades espirituais e humanas para a boa compreensão dos processos sociais.

Bibliografia: O Livro dos Espíritos.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

                                                                                                                                                             

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

PAI NOSSO.

 


PAI NOSSO

Pai Amado que estais nos Céus,

na terra e em todos os mundos Espirituais.

Santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome,

mesmo quando a dor e a desilusão ferirem os nossos corações.

O pão nosso de cada dia o do Espírito e do corpo, que revigoram as nossas forças físicas e Espirituais, dai-nos hoje e sempre Senhor.

Perdoai as nossas dívidas assim como o Senhor espera de cada um de nós façamos, mas antes nos ensinai a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que nos fazem sofrer, provocando-nos dores e que espezinham os nossos corações, e acabam destruindo as nossas ilusões.

Que possamos perdoá-los não com os lábios, mais sim com o coração.

Afasta do nosso caminho todo sentimento contrário a caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso para com todos aqueles que sofrem, sejam eles encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente e outros por erro da justiça.

Que vá até os hospícios, iluminando aqueles cérebros conturbados.

Que vá até os hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo de uma palavra amiga.

Que aqueles que neste momento retornam a vida Espiritual possam ter um guia e Vosso perdão.

Que este Pai Nosso vá até os lupanares, e ilumine aqueles cérebros perturbados que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e a fé.

Que vá até aqueles trabalhadores que se expõem a atividades de risco, protegendo-os, para que eles possam retornar aos seus lares ilesos.

Tende piedade dos órfãos e das viúvas, e daqueles que até esta hora não tiveram um pedaço de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos mares bravios, que lutam com os vendavais e outros.

Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser para a vida.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, principalmente os nossos, para que evitem a guerra e cultivem a paz, e que pensem mais no povo.

Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós, e estejam com todos.

Que assim seja.

LEI DO RETORNO EXISTE? COMO FUNCIONA NA VISÃO ESPÍRITA.

 


Lei do retorno existe? Como funciona na visão espírita

·         Equipe Conteúdo Espírita

 

“Tudo que vai, volta” ou “a lei do retorno é implacável” são expressões bem comuns na nossa rotina.

Afinal, não é difícil depararmos com acontecimentos que consideramos injustos e, com isso, esperamos que algo aconteça para restaurar tal situação.

Porém, de acordo com a Doutrina Espírita, nada acontece ao acaso e isso pode ser explicado pela lei do retorno, que tem o seu correspondente na Física Clássica, onde é chamada de Lei de ação e reação.

Leia até o final para entender mais sobre o assunto!

O que é a lei do retorno, segundo o Espiritismo?

 

A lei do retorno pode explicar a reação natural que ocorre sempre diante de alguma ação anterior.

Toda vez que tomamos uma atitude, geramos um resultado e, mais cedo ou mais tarde, as consequências serão sentidas por nós também.

Todo efeito tem uma causa, se o efeito é inteligente, também inteligente será sua causa. Por exemplo: O Universo é o efeito da criação de Deus, que é a causa primeira de todas as coisas.

Assim, somos responsáveis por aquilo que praticamos e não punidos por Deus pelos nossos erros. De acordo com esta lei natural, os resultados dos nossos atos retornam para nossa vida maia cedo ou mais tarde, e isso pode nos servir de lição para que possamos aprender e evoluir.

Para simplificar: você vai colher obrigatoriamente aquilo que plantar livremente, isto é, os frutos do seu livre arbítrio ou das escolhas que fizer na sua vida, retornarão como situações, pessoas ou coisas boas ou más que realizou.

As obras básicas da Doutrina Espírita trazem esse tema de diferentes formas: ação e reação, lei de causa e efeito ou resgate.

Esses conceitos podem ser encontrados em O Livro dos Espíritos como “escolha das provas” (questões 258 a 273).

Nesse trecho, é possível entender como se dão os resgates que precisamos fazer e mostra que a lei do retorno pode ser uma consequência de uma ação nesta ou de outra vida.

Além disso, por mais que, à primeira vista, pareça injusto, pessoas bem novas ou até mesmo crianças podem ter a necessidade de resgatar questões passadas (questões 197 a 199 de O Livro dos Espíritos).

É verdade que a lei do retorno existe?

Sim, é verdade.

É aquela história: “o mundo dá voltas”. E nessas voltas que o mundo dá, as ações praticadas hoje terão consequências para nós mesmos amanhã.

A lei do retorno, como explicado, pode ser aplicada nesta ou em outras vidas.

Normalmente, quando se trata de um resgate de vidas passadas, podemos não entender ou mesmo aceitar as provas desta encarnação.

Porém, é uma lei regida pela Justiça Divina e que pode ajudar a entender algumas situações aparentemente inexplicáveis.

A lei do retorno é implacável?

 

A palavra implacável quer dizer “inflexível” ou “que não cede”.

É claro que as nossas atitudes ou as atitudes de outras pessoas provocam reações e efeitos que não se perdem no Universo.

Porém, é possível minimizar as consequências das provas que escolhemos para nossa vida (antes da reencarnação) ou mesmo mudar o percurso de um planejamento que poderia ser trágico, por exemplo.

Isso acontece porque temos o livre-arbítrio, que pode nos dar a oportunidade de reescrever uma história que, aparentemente, teria apenas um desfecho.

Às vezes, a lei do retorno é implacável, mas as nossas atitudes são capazes de deixar as provas mais leves. É como se estivéssemos quitando um débito em suaves parcelas.

E isso não quer dizer que devemos apenas deixar de praticar o mal.

É preciso que a gente se dedique ao bem do próximo também, como lembra esta passagem:

“Cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.” – O Livro dos Espíritos, questão 642.

O que quer dizer “a lei do retorno não falha”?

Diferentemente das leis dos homens, as leis divinas são infalíveis.

Elas regem o Universo e fazem com que o mundo funcione de forma perfeita, mesmo diante do caos que aparentemente nos rodeia.

Então, as leis divinas não têm espaço para falhas ou erros.

Como funciona a lei do retorno?

 

Apenas a Justiça Divina é capaz de explicar algumas situações aqui no plano terrestre.

Por exemplo: por que algumas pessoas nascem ricas e outras pobres? Por que uma pessoa jovem sofre de uma doença grave e acaba desencarnando cedo?

Podemos encontrar parte da explicação na lei do retorno.

As reações geradas pelas ações nada mais são do que as nossas atitudes fazendo o caminho inverso, ou seja, sempre acabamos por sofrer consequências de nossos próprios atos nesta ou em outras vidas.

O capítulo 8 da 2ª parte da obra básica O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, traz a história “Marcel, o menino do nº 4”.

O garoto tinha sérios problemas de saúde e a explicação para a condição da criança é compreendida apenas depois de um tempo.

Porém, sem adiantar o final da história! Vale a pena ler esse trecho que pode exemplificar a lei do retorno de uma encarnação para outra.

Como explicado, no entanto, as provas podem ser atenuadas de acordo com as atitudes que tomamos.

Para isso, é preciso encarar as consequências e ter consciência de que o retorno é certo.

Mas há uma situação em que é preciso ter bastante cuidado: o remorso.

O capítulo “Culpa” do livro Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel e psicografado por Chico Xavier, explica de que forma esse sentimento pode ser tóxico para nossa alma.

A culpa e o arrependimento não são capazes de fazer com que uma ação não tenha consequências.

Cada ação gera uma reação

Ao ler a frase: para toda ação, há uma reação, o que vem à mente?

Para quem gosta de Física, a Terceira Lei de Newton (1643-1727) pode ser uma opção.

Também conhecida como Princípio da Ação e Reação, essa lei diz que as forças se manifestam aos pares, ou seja, ao se exercer força sobre um corpo, que é a ação, esse mesmo corpo desenvolve uma força na mesma intensidade, mas em sentido contrário (reação).

O princípio dessa lei pode ser usado sob a luz da Doutrina Espírita? Sim, podemos usar para entender melhor o dinamismo da lei do retorno.

Tudo o que vai volta

Você já brincou com um bumerangue? Em vários lugares, é vendido como um brinquedo, mas a origem desse objeto é bem curiosa.

O bumerangue era usado como arma pelos habitantes primitivos da Austrália.

Depois de lançado, o objeto fazia uma curva e retornava para o mesmo lugar ou para perto de quem o lançou.

Mas o que isso tem a ver com o Espiritismo?

As nossas atitudes são como bumerangues.

Elas retornam de alguma forma, e não há uma data específica ou hora para isso.

E isso pode ocorrer nas escolhas diárias, com efeitos imediatos (o bumerangue retorna bem rápido!) ou em situações mais complexas nesta ou em vidas passadas.

Normalmente as reações são proporcionais às ações.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

domingo, 1 de outubro de 2023

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS.

 


Doenças psicossomáticas: Espiritismo de mãos dadas com a Psicologia

(*) Olinda Zacharia

As doenças psicossomáticas são antigas. No entanto, o termo é novo para a população, pois nunca se tem falado tanto sobre isso. E também estamos vivendo uma época em que uma grande população está acometida dessas doenças. Mas alguns ainda guardam a ideia errônea de que são pura simulação ou hipocondria. Nada disso!

A cada dia surgem mais e mais evidências de que corpo e alma estão tão estreitamente ligados que aquilo que afeta um, acaba afetando também o outro. Joanna de Ângelis, em seu livro Plenitude, psicografado pelo médium espírita Divaldo Pereira Franco, inclui as doenças como um dos tipos de sofrimentos físicos, e faz uma análise profunda onde nossas paixões e conflitos geram a desarmonia das defesas orgânicas, as quais cedem a invasão de micróbios e vírus que lhes destroem a imunidade.

Importante saber que se mudarmos a maneira de viver ou de simplesmente “ver” a vida, estaremos eliminando muitos fatores de risco das doenças. Doenças psicossomáticas são aquelas que apresentam sintomas reais no corpo, mas cuja origem está no psiquismo, ou seja, no conjunto mente e sentimentos.

Popularmente se diz: “quando você acha e sente que tem uma doença que não existe”. É também em Plenitude que Joanna de Angelis nos diz: “A doença, todavia, é resultado do desequilíbrio energético do corpo, em razão da fragilidade emocional do Espírito que o aciona”. E ainda diz mais: “os medicamentos matam os invasores (vírus e bactérias), mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo. (…) Com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação, em outro quadro patológico mais tarde”.

Podemos pontuar dois tipos de Doenças Psicossomáticas: aquelas de conversão psíquica, que são sintomas orgânicos que nenhum tipo de exame pode identificar, e a somatização propriamente dita, que é quando a energia psíquica foi descarregada no corpo levando a formação de uma ou mais lesões diagnosticáveis em exames e até em raio-X. Essas doenças são, na verdade, válvula de escape para sentimentos e emoções que o indivíduo não consegue lidar.

Importante prestarmos atenção ao nosso corpo, casos de gripes e resfriados constantes ou alergias respiratórias.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

Olinda Zacharia

Olinda Zacharia

(rinite, asma), até mesmos problemas de pele, ou dores musculares e ou articulares, enfim toda espécie de sintomas físicos. Verificar se não ocorrem após brigas, sustos, grandes períodos de trabalho sem descanso ou com muita pressão ambiental, se quando se encontra em harmonia e equilíbrio emocional as doenças também se apresentam. Dores de cabeça ou nas costas, pernas e ou braços sem justificativa orgânica para as mesmas, e geralmente após algum fato significativo na vida.

Os estados de tranquilidade, equilíbrio, boa autoestima e valorização da própria vida – sem a negação da doença – são muito favoráveis acerca de sua vida. Quando você se permite parar e refletir acerca de sua vida, suas posturas e seus valores, está usando a doença a seu favor, ou seja, aproveitando-a como uma oportunidade de aprendizagem e reflexão. Joanna de Angelis nos indica: educação dos pensamentos, disciplina dos hábitos e segurança das metas para evitarmos nos lograr.

Muitas vezes, é necessário consultar um profissional na área psicológica para ajudar nessa reflexão, pois nestes momentos de crise, é bastante difícil termos discernimento para concluirmos solitariamente. O estudo em grupo também é grande ferramenta coadjuvante de uma vida saudável.

(*) Olinda Zacharia, a Lili, é psicóloga e terapeuta. Atua em Joinville e é uma das mais tradicionais colunistas do Jornal Espaço Espírita, no qual assina a coluna Espaço Terapêutico. Texto publicado originalmente no Jornal

Espaço Espírita número 22

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

MEUS OITENTA ANOS.

 

 

 PELO DIA DO IDOSO.01.10.2023.


MEUS OITENTA ANOS.

Aos meus 80 anos, posso dizer que todo este tempo percorrido está sendo de grande valia para a evolução do meu Espírito. Tenho aprendido muito, pois este planeta considero uma grande escola.

Hoje com esta idade, sou confundido como tivesse 50 anos, pois até querem me tirar da fila dos idosos. Não tenho nem ainda cabelos brancos totais e nem rugas acentuadas. Mas o segredo é não beber, não fumar e malhar, pois o corpo físico é a morada do Espírito. E se ele não estiver bem, o Espírito vai chiar. Um dia estava num mercado na fila dos idosos, e o caixa exclamou: Senhor está na fila errada. E daí falei: Por quê? Realmente não tenho 60 anos, e sim 80. Ele ficou admirado e pediu desculpa. Tem também certas ocasiões, que quando tomo a frente da fila para tomar o ônibus, ficam me olhando como dissessem, o cara novo quer dar uma de migue.

Mas lembrando da data que nasci 25 de Junho de 1.943, me contaram que naquela época, as coisas não estavam bem no nosso País, pois havia revolução e outros.

Meus pais me contaram que quando os aviões dos inimigos passavam por cima da nossa cidade à noite, tocava uma sirene pedindo para tudo parar se não podíamos sermos bombardeados.

Pela medicina quase não nasço, pois minha mãe estava com uma doença chamada malária, e estava grávida junto com outras duas amigas que também esperavam bebês, e estavam com a mesma doença. Com a malária minha mãe teve febre diariamente e meu pai teve que recorrer ao Espiritismo para ter forças e fé para conseguir êxito. Das 3 somente minha mãe chegou a me ter. As outras não tiveram êxito.

Mais quando foi para mim nascer, a vida dela e a minha, a medicina mandou meu pai escolher entre nós dois, pois um de nós teria que partir desse mundo. E isto ficou na escolha do meu pai que queria nós os dois, embora já tivesse 3. E graças ao Espiritismo eu estou aqui, e minha mãe esteve por muito tempo, onde além de mim que era o quarto filho, nasceram mais seis irmãos.

No ponto de vista médico eu sobrevivi, mas seria uma pessoa raquítica e cheia de doenças, mais graças a Deus ele errou, e o Espiritismo acertou.

Outro detalhe que consegui sobre mim, é que na véspera da data do meu nascimento, minha mãe teria ido numa festa de São João.

Por outro lado soube também, que por eu ter sobrevivido, meu pai ficou tão feliz, que no aniversário meu de 1 ano ele deu uma festão de comemoração!!

A minha infância e a minha juventude foi muito boa, conheci vários amigos que partiram desse mundo, onde tivemos a oportunidade de montarmos uma equipe de futebol e boas amizades.

Como criança o meu pior problema naquela época era a tabuada, onde tive que repetir o primeiro ano por várias vezes. Mas o que não me deixava querer ir para a escola, era as reguadas nas mãos proferidas pelas professoras, que davam quando errávamos a famosa tabuada. Com isso precisava uns cinco para me levar para a escola. E eu me sentia um burro, e a minha mãe dizia que nem o burro é burro, porque quando ele não quer caminhar, ele empaca e não sai do lugar.

Outro problema foi o tal exame de admissão ao ginásio feito lá no Colégio Estadual do Paraná. Foi outro tormento para mim, não sei quantas vezes tive que fazer, porque era ruim na matemática.

Bem, porque eu era ruim nos estudos, meu pai me pôs a ser trabalhador, e como primeiro emprego fui trabalhar num armazém em que ele era sócio, entregando as compras com uma bicicleta que o caixão da frente pesava 14 quilos. Mais tarde num laboratório embalando remédios e despachando para os clientes, lá fiquei até me apresentar ao exército Brasileiro.

Mais venci todas estas barreiras, mais tarde com dezoito anos, tive que me apresentar o ao Exército e peguei um excesso de contingente, e fiquei um ano parado e dependo dos irmãos e meus pais.

Quando fui servir o exército fiquei lá apenas oito meses, dei baixa com destaque em tudo. Sai de lá com uma menção honrosa e uma carta de apresentação. Com isso me apresentei ao Banco Comercial do Paraná, trabalhando no balcão, emprego este arrumado pelo meu irmão Neri, e porque eu jogava bem futebol e eles precisavam de mim no campeonato bancário.

De simples balconista voltei a estudar, e cheguei a uma auditoria, onde tive mesmo morando aqui fiscalizar as agências de São Paulo. Isto foram cinco anos sem ter vida religiosa e social, pois viajava para lá aos Domingos, e vinha dar um cheiro nas Sextas Feiras na família.

Hoje aposentado há 30 anos pelo Banco Bamerindus, curto a vida, e digo não sou rico, mais tenho uma vida que pedi a Deus o suficiente para viver. Sou formado em três cursos profissionalizantes além de bancário aposentado: Técnico em Segurança do Trabalho, em Contabilidade e em Micros. Em segurança do Trabalho tive a oportunidade de estudar a psicologia do trabalho, onde hoje me dá um certo preparo para a vida, e ajudar o meu próximo na minha religião Espírita aliada a filosofia desta Doutrina. Aliando e como médium, dedico a humanidade no apoio fraterno, repartindo meus conhecimentos, e doando minhas mediunidades, intuitiva e inspirada. Hoje fechei este trabalho fraterno com 2.800.000 dentro do Brasil e fora. Trabalho este em oito anos. E em casa na internet.

Olha se eu escrevi isto, foi com o intuito de dizer que não existe grande homem. Que a necessidade obriga a pessoa a mexer, e se faz pela necessidade.  Na vida nada se perde e tudo se transforma, e Deus sempre nos reserva algo lá na frente. Pergunto? Se eu era semi analfabeto pela tabuada que não entrava na minha cabeça. Pergunto mais uma vez? Como fui trabalhar em Banco por 30 anos. Só pode ser por Deus e por esta Doutrina Espírita que me ajuda até hoje.

Lá na frente casado para melhorar as coisas, tive que voltar aos estudos somente tirando dez, e fui destaque, aliás, quase em tudo o que passei. Futebol, exército, Banco, e outros mais.

Hoje com oitenta anos e com a experiência que tenho, digo que tenho 80 anos de experiência. A idade não me afeta, porque todas as idades são boas, desde que estejamos preparados para conviver com ela.

Eu tive este preparo, graças a Deus e a Jesus, sem fanatismo, na minha religião através dos meus Mentores Espirituais que muito me ajudaram e me ajudam, em especial ao meu Irmão Cacique o qual muito agradeço por ele ter transformado a minha vida.

Com o Espiritismo e a psicologia do trabalho que estudei para ser Técnico em segurança, digo o seguinte:

De zero ano aos sete, a pessoa passa por um recreio, onde na brincadeira não sabe e não quer saber o preço do feijão e outros, Isto é, começa a se adaptar neste mundo;

Aos sete anos, aprende a lidar com esse mundo material, e entra na escola para a alfabetização, e é a época dos por quês?

Dos sete ao quatorze, cresce na identificação com o mundo material, e somos envolvidos por uma série de exigências;

Dos quatorzes aos vinte e um anos, alcançamos a maioridade, onde ocorrem as primeiras paixões, o primeiro emprego, e talvez o primeiro desemprego, e casamento e filhos;

Dos vinte e um aos vinte e oito anos, surge um poderoso impulso profissional, e a pessoa se sente estabelecida na vida, e acaba atraindo compromissos que podem durar pelo resto da vida;

Dos vinte e oito aos trinta e cinco, surge a fase madura da vida;

Dos trinta e cinco aos 42, o indivíduo percebe os limites do seu corpo, e sente os primeiros efeitos do envelhecimento físico;

Dos 42 aos 49 anos, acaba se completando a transição para a meia idade, onde se acentua a necessidade de usar seu talento para compensar a perda da vitalidade física;

Dos quarenta e nove aos 56 anos, a alma da pessoa já tem uma grande experiência da vida, e ainda está no auge da capacidade de trabalho;

Entre 56 a 63, a pessoa ingressa na vida madura;

Dos 63 assim por diante, já não são mais épocas para inovações desnecessárias. No entanto, a atividade profissional e intelectual vivida com a serenidade, é perfeitamente possível até além dos 80.

Mais uma coisa eu digo, todas as idades desde que nos cuidemos são bonitas e gostosas de se viver, mesmo que as vezes possamos encontrar espinhos na nossa caminhada, mas devemos prestar mais atenção as flores que enfeitam as nossas vidas. A família, o lar, a escola da vida, a oportunidade de aprendizagem, ter uma vida alicerçada pela religião, porém sem fanatismo, e sim por devoção.

Hoje vou completar agora e Junho 80 anos, curto a vida do meu modo, posso até dizer que venci. Pode até alguém dizer que tenho uma vidão, mais não sabe o que tive que ralar para chegar até aqui. Não sou rico mais tenho sim o suficiente para terminar minha vida por aqui. O suficiente para viver.

Outra coisa que difere, é ser idoso e velho. Idoso ainda é um elemento ativo, e o velho está no período de ser ajudado e cuidado. Tem a fase que nós fizemos pelos filhos, e a fase que deverão fazer por nós.

 

Mensagem escrita pelo Médium GETULIO PACHECO QUADRADO por ocasião dos seus oitenta anos de idade. Meu blogger: getulio mensagens espiritas.

Getuliomomentoespírita.blogspot.com