domingo, 2 de fevereiro de 2025

AMANHECER DE UM NOVO SÉCULO.

 


Amanhecer de um novo século

 

Imagine nosso planeta flutuando no silêncio do espaço...

Em sua volta, voa uma pomba branca sempre contornando-o.

A cada cem anos, a asa da pomba toca delicadamente na superfície da Terra. O tempo que a Terra levaria para ser coberta por cada pena é a eternidade.

Através da eternidade, o tempo passa.

Com o tempo, as mudanças acontecem. Logo, a asa da pomba branca tocará o nosso mundo outra vez.

O alvorecer de um novo século. O tempo de um novo começo...

Agora é a eternidade. O começo de um novo século. Mil anos de alegrias e tristezas deixamos para trás.

O amor é nosso destino. Celebremos o começo de um novo século. Deixemos as vozes recitarem e cantarem. Agora é o tempo.

Agora é a eternidade.

*   *   *

Estes são os versos da música de Secret Garden, Dawn of a New Century, ou seja, Amanhecer de um novo século. E nos remetem a pensar na época em que nos encontramos.

Um novo milênio apenas iniciado, um século apenas desperto. No entanto, mais de uma década já avançamos nesse tempo.

E o que temos feito para auxiliar a implantação da Nova Era desse novo milênio?

Dizem-nos os Espíritos que esta será a era da arte e da tecnologia. A tecnologia quase nos aturde com tantas ofertas espetaculares de instrumentos que nos permitem ver, ouvir, quase tocar o mundo, em tempo real.

E temos visto a arte ofertar seus deliciosos frutos.

Na literatura, observamos surgirem obras que falam do belo e do bom proliferar em todo o mundo. E editoras várias têm se dedicado a reeditar antigas publicações, apresentando-as para a Humanidade do hoje, ressuscitando conceitos valiosos de bem viver.

O cinema tem se esmerado em representar os atos de grandes heróis que alteraram o curso da História.

E a animação, a fotografia, as trilhas sonoras, as excelentes performances de atores e atrizes têm atraído para as salas de projeção sempre maior número de adeptos dessa arte.

A música, no entanto, parece ter explodido em todos os quadrantes da Terra. E música de qualidade, nas tantas e variadas expressões culturais.

A música instrumental, que eleva o Espírito. Ou com letra associada, de versos que nos remetem a reflexionar, a pensar ou simplesmente nos extasiar com a sua poesia.

Sim, os que se dedicam às artes estão realizando a sua contribuição para o ascender do Espírito às esferas superiores.

E nós, o que temos feito?

Permitimo-nos absorver o bom, o belo e o extravasamos em nosso dia a dia?

Temos nos esmerado em cultivar a gentileza, a delicadeza como a expressão de nós mesmos, burilados pelo cinzel das coisas positivas?

Pensemos: somos os artífices do Terceiro Milênio em que vivemos, os escultores da Nova Era, do novo século.

Promovamos o bem onde nos situemos. Falemos das coisas boas. Perfumemos o ambiente onde estejamos com o aroma delicado e inconfundível da alegria que contagia.

Alegria que expressa gratidão pela vida. Cultivemos a amizade, a compaixão, o bom ânimo.

Contribuamos com o novo século de forma a apressarmos a implantação da era da felicidade, do bem-estar, antes que se conclua o milênio presente, antes que findem os anos deste século.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 3.7.2014.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

NA CONSTRUÇÃO DO AMANHÃ.

 


Na construção do amanhã

 

Nos Estados Unidos, o dia dos namorados é comemorado a 14 de fevereiro. Nesse dia, as pessoas costumam enviar cartões não somente para os namorados. Também a amigos e pessoas queridas.

Foi com preocupação que a mãe de um garoto tímido e calado ouviu-o dizer que desejava dar um cartão para cada colega seu.

Chad era um excluído na classe. A mãe o via, todos os dias, retornando da escola.

A turma vinha na frente, brincando, conversando. Ele sempre atrás, sozinho.

Ela ficou angustiada. Mesmo assim, nos dias que se seguiram, ela ajudou o filho a confeccionar os cartões.

Comprou papel, cola e lápis de cor. E ele trabalhou com afinco.

Finalmente, no dia dos namorados, estavam prontos os trinta e cinco cartões.

Ele não cabia em si de contentamento.

A mãe passou o dia preocupada. Tinha certeza que ele voltaria desapontado. Não receberia nenhum cartão.

Por isso, resolveu fazer alguma coisa para amenizar a situação. Assou biscoitos especiais que ele gostava.

Depois, ficou esperando. Olhou pela janela e viu os garotos. Como sempre, eles vinham rindo e se divertindo.

Como sempre, Chad vinha atrás do grupo. Caminhava, no entanto, um pouco mais rápido do que o normal.

Quando entrou em casa, ela esperou que ele se desmanchasse em lágrimas.

Chegou de mãos vazias, como ela pensara. Segurando o pranto, a mãe lhe disse:

Filho, preparei um lanchinho para você.

Mas Chad não prestou atenção ao que ela disse. Com passos firmes, se encaminhou para a cozinha, repetindo:

Nenhum... Nenhum...

Nesse momento, a mãe observou que o rosto do filho brilhava de alegria. E o ouviu completar a frase:

Não esqueci nenhum, nenhum deles!

*   *   *

A atitude do garoto é altruísta e denota uma alma que muito mais se preocupa em ofertar amor, do que buscar ser amado.

Poucas criaturas podem superar, contudo, situações semelhantes.

O bullying, essa prática de agressividade repetida, muito comum entre crianças e adolescentes, tem dado causa a alguns desastres.

O fenômeno é mundial. Crianças e adolescentes são excluídos pelos colegas, perseguidos e humilhados.

Muitos abandonam a escola, sem condições de prosseguirem enfrentando humilhações e trotes.

As estatísticas apontam, ainda, crescente número de suicídios na faixa etária da infância/adolescência, como efeito do bullying.

Qual será o motivo de tamanha crueldade?

Educadores e pais, estejamos atentos. Observemos o comportamento dos nossos filhos.

Serão eles os promotores do bullying ou suas vítimas? É tempo de ensinar a amar em nosso lar. A respeitar os diferentes. A imitar os melhores, não tentar destruí-los.

Pensemos: quais são os comentários que nossos filhos mais ouvem, com respeito aos outros seres, em nosso lar?

Que falamos a respeito dos colegas de trabalho, dos vizinhos, dos filhos dos outros?

É possível que descubramos que essa manifestação doentia, o bullying, seja a resultante da indiferença e do desamor que ensinamos a eles, todos os dias.

*   *   *

O mundo melhor do amanhã está em nossas mãos.

Depende de nós a geração que se estrutura hoje para atuar no mundo logo mais, como cidadãos do mundo, herdeiros das nossas riquezas morais.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Dia dos namorados,
 de Dale Galloway, do livro  Histórias para o coração, v. 1,
 de Alice Gray, ed. United Press.
Em 23.1.2017.

DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

AMANDO OS INIMIGOS.


 

Amando os inimigos

 

Você já percebeu que há pessoas que nos exigem um pouco mais de esforço para serem amadas?

Enquanto alguns têm acesso fácil ao nosso coração, conferindo-nos alegria e prazer em compartilhar o convívio, outros nos solicitam empenho pessoal para poucos momentos de relacionamento.

Nós os encontramos no ambiente de trabalho, no seio familiar, na vizinhança ou nas relações sociais mais diversas.

Trazem valores que não são compatíveis com os nossos, têm atitudes que nos desagradam, usam de linguajar que nos parece inadequado.

Seus conceitos nos parecem absurdos, seu modo de vida um tanto esdrúxulo, e seus parâmetros morais nos chocam.

São esses que nos exigem esforço para que os possamos amar.

Porque ainda caminham distantes das estradas que elegemos para nós mesmos, a convivência com muitos deles nos parece um grande sacrifício.

Porém, quando Jesus nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, é a esses também que o Mestre se refere.

Muitas vezes, imaginamos que inimigo seja somente aquele pelo qual nutrimos ódio, desejo de vingança, rancor profundo.

É verdade que esses o são. Porém, esses outros, os que ainda não conseguimos amar e querer bem, representam o mesmo convite que a vida nos faz para aprendermos a amar.

É verdade que, de rompante, não conseguiremos tê-los como amigos, recebendo-os na intimidade de nosso lar.

Não será em alguns dias que os teremos abrigados em nosso coração.

E nem ocorrerá da noite para o dia a transformação de nosso sentimento, de um antagonismo intenso para a simpatia irrestrita.

Porém, à medida que entendemos o ensinamento de Jesus, temos condição de dedicar algo mais do que nossa antipatia, a esses que nos parecem pedras de tropeço na jornada.

Assim, à medida que procuramos compreender sua limitação, a tolerância começa a compartilhar espaço onde antes só havia implicância.

Quando conseguimos perceber seus dramas íntimos, a impaciência perde lugar para a indulgência.

Quando conhecemos um pouco de suas histórias de vida, seus dramas e dificuldades, as palavras ríspidas vão sendo substituídas pelo silêncio, quando não, por palavras de apoio.

É assim, no exercício da aproximação sadia, da compreensão do próximo, que o amor inicia seu trajeto.

Inicialmente se faz na forma de algumas virtudes, que lhe são filhas diletas, como a benevolência, a indulgência, o perdão.

Aos poucos vai ganhando forma, permitindo uma convivência mais salutar e enriquecedora.

Por fim, na medida em que permitirmos, o sentimento se transformará em empatia e compreensão.

Portanto, nessas relações difíceis que se apresentam em nossos caminhos, percebamos o grandioso convite que a vida nos faz para exercitarmos o amor ao próximo.

Mesmo sabendo que ainda uma longa caminhada nos espera até que aprendamos, efetivamente, a amá-los, será nos pequenos passos de hoje que conquistaremos esse amor para com esses difíceis de amar.

Exercitemos o amor.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.8.2013.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO

 

 

QUANDO AMADURECEMOS...

 


Quando amadurecemos...

Quando os meses se multiplicam, acrescentando anos à nossa vida física, vamos modificando nossa forma de ver o mundo, de sentir o que acontece conosco.

Os anos vão nos proporcionando experiências, em que se somam conquistas e derrotas, alegrias e dores, sucessos e fracassos.

Isso, aliado a perda de afetos, que realizaram a grande viagem ou tomaram rumos diferentes dos nossos, colabora para que amadureçamos.

Com esse amadurecimento, passamos a considerar mais o tempo que possamos desfrutar com as pessoas.

Então, a festa passa a ter importância pelas pessoas com as quais nos encontraremos, que poderemos rever, arrefecendo as saudades, do que com o traje que usaremos.

Daremos mais importância aos abraços, aos diálogos, à convivência, do que ao cardápio servido.

Olharemos mais nos olhos das pessoas do que no seu penteado, nos cabelos longos ou curtos, lisos ou cacheados.

Estaremos mais atentos às palavras que nos forem dirigidas, às indagações que demonstrem interesse por nós do que à maquiagem mais suave ou mais forte de quem se nos aproxime.

Ficaremos mais focados nas expressões das pessoas do que preocupados em verificar as mensagens no celular.

Desfrutaremos cada minuto em totalidade, vivendo a festa integralmente.

Quando nos perguntarem, depois, se ela foi boa, diremos entusiasmados que foi excelente;  que falamos com Fulano; reencontramos Beltrano; abraçamos a Cicrano.

De certa forma, é como se retornássemos aos dias da infância, quando o mais importante era estar presente no aniversário do amigo, brincar, se divertir do que os doces, o bolo, as guloseimas ofertadas.

Tanto que quase sempre, ao retornarmos para casa, surpreendíamos nossa mãe pedindo algo para comer.

Época em que, embora nossa mãe se preocupasse em que fôssemos bem vestidos, era mais do que comum chegarmos em casa com a roupa amarrotada.

Por vezes, o calçado meio estragado pelas tantas disputas de corridas com os amigos ou os muitos chutes na bola, no jogo de futebol.

Anos passados fazem bem a todos que lhes saibamos extrair a sabedoria, o que tenham de melhor.

Anos somados nos amadurecem e nos propiciam descobrir o real sentido das coisas, o que nos permite conferir a cada uma o devido valor.

Nem mais, nem menos.

A festa de formatura do filho nos deixará felizes, sem preocupações exageradas pelo traje, pelo Buffet. Afinal, o que estamos comemorando é a vitória de anos de estudo.

Uma vitória da qual participamos, a cada dia, desde os primeiros anos escolares, ao vestibular, aos bancos universitários.

Preocupações com as notas, as noites mal dormidas, pelo estudo intenso.

Sim, padecemos juntos. Agora, é o momento de nos alegrarmos com ele, com os amigos, com os familiares.

Enfim, a cada dia, a vida nos dirá que as horas devem ser usufruídas para as coisas verdadeiramente importantes: para os sorrisos das alegrias, para as lágrimas de frustração ou tristeza.

Porque tudo tem seu valor, se as sabemos viver de forma total.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 31.10.2018.

                              MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.          

DOENÇA DE ALZHEIMER SOBRE O PONTO DE VISTA ESPÍRITA.

 


DOENÇA DE ALZHEIMER SOBRE O PONTO DE VISTA ESPÍRITA.

 

Esta Doença acaba provocando alterações na memória e na personalidade da pessoa, onde acaba dificultando a comunicação ou execução de simples tarefas e outros, que são sintomas que ajudam a identificar o problema, que se da principalmente nos idosos. Por exemplo: na velhice quase que constantemente o indivíduo se queixa de falta de memória, mas tem um detalhe que devemos levar em conta, que nem sempre a queixa de falta de memória significa doença de Alzheimer, onde as pessoas devem checar num médico da Terra.

Esta doença estima-se que cerca de milhões de pessoas no mundo são portadores dela, e no Brasil bilhões, onde boa parte acontece com a pessoa com idade acima de 65 anos.

A doença com o tempo acaba atingindo o sistema nervoso central e as regiões responsáveis pela memória, e por outras funções.

A doença geralmente não tem cura, mas existem alguns remédios que ajudam o paciente a minimizar o sofrimento.

O principal fator de risco vem a ser a idade, pois quanto mais a pessoas viver aqui, maior será o risco de desenvolver a doença.

Geralmente tudo começa por afetar a memória, onde a pessoa lembra-se de coisas do passado, mas não se recorda do que ocorreu de manhã, a noite não se lembra do que almoçou.

Mais tarde começa a ter problemas para se alimentar e executar tarefas simples. Perde a noção de se vestir, e não consegue enfiar uma manga da camisa no braço e manter a higiene. Pode também trocar a noite pelo dia, e perambular pela casa.

Na fase mais avançada, o esquecimento acaba tomando conta da pessoa, ela precisa de ajuda de terceiros porque não consegue mais comer sozinha.

 Mais na frente começa a usar fraudas por não conseguir dominar as suas necessidades fisiológicas. Não fala mais, e tem pessoa que não dorme nem de dia e nem à noite.

Na fase terminal, o paciente está na cama e só geme e fica somente numa postura.

Existem remédios que acabam retardando a evolução deste, são inibidores que ajudam por algum tempo a retardar a progressão desta doença que se torna mais lenta.

No nosso Brasil já existe um medicamento de ação prolongada para o tratamento desta doença, em estágios leves e moderados.

No meu ponto de vista toda doença acaba gerando algum mal Espiritual, porque a pessoa acaba baixando de sintonia, e baixando abre as portas para Espíritos que partiram deste mundo com esta doença, que acabam encostando-se às pessoas que possuem esta enfermidade, e com isso fomentam a situação.

Por isso sempre que eu posso, recomendo o tratamento tanto com o Médico da Terra, como o do Espiritual. O Espiritismo quando não pode ajudar na cura, ele pelo menos nos da um certo preparo psicológico para convivermos com ela. Pois ele é ciência, filosofia e religião. Eu por exemplo nesta minha vivência com o Espiritismo, já vi pessoas se curarem de câncer na pele, embaixo do braço e outros, com o trabalho dos passes e a água fluida.

 

 

Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado. Meu blogger: getuliomomentoespirita. blogspot.com

 Curitiba. PR. Brasil.

ALTRUÍSMO.

 


Altruísmo

 

 

Luiz Moreau Gottschalk, um célebre pianista e compositor, visitando certa vez a cidade de Kingston, na Jamaica, entrou em um templo exatamente no momento em que se realizava um culto.

O pastor falava a respeito da caridade. Pintava com imagens fortes o estado a que tinham ficado reduzidas algumas famílias de uns pobres náufragos perdidos, naqueles dias, durante uma grande tempestade no mar.

O ministro usava toda a sua eloquência para comover o auditório, pedindo contribuições para remediar tanta desgraça.

Eram crianças órfãs, sem alimento. Eram viúvas, sem abrigo. Eram mães idosas, sem ninguém mais que olhasse por elas.

Comovido, o compositor acercou-se de um órgão, num dos ângulos do templo, sentou-se e deixou correr as mãos sobre o teclado.

Uma melodia de sabor religioso, tênue, triste, apaixonada, que parecia um coro sublime, começou a envolver a assembleia.

A suavidade da composição era tal que não impedia que todos continuassem a ouvir a voz do pregador que, dominado pela inspiração da música, ardorosamente foi tecendo imagens, evocando Jesus e a necessidade de amar o próximo.

Finalmente, ele concluiu a sua fala, fascinado, como todos os circunstantes, pelas deliciosas harmonias que saíam do órgão.

A música foi se perdendo em notas divinas e terminou. Então, o próprio pianista tomou seu chapéu, nele depositou algumas moedas, percorreu todos os bancos, recebendo dos presentes valiosos donativos.

Quando chegou ao último banco, no fundo do templo, viu uma senhora muito idosa alquebrada pelos anos, que trazia o rosto sulcado por lágrimas.

Seria mãe de um dos náufragos? Uma viúva?

Sem pestanejar, ele esvaziou o chapéu no colo da senhora e desapareceu, porta afora.

*   *   *

Onde anda a miséria? Por vezes, empreendemos campanhas a favor de necessitados a respeito dos quais ouvimos falar e que se encontram distantes de nós.

Muito justo e meritório. No entanto é importante dar uma olhada ao nosso redor.

Existem pessoas muito necessitadas, mas que sofrem caladas, constrangidas de expor as suas dificuldades. Por isso mesmo, ensina o evangelho que o verdadeiro homem de bem é aquele que vai ao encontro da necessidade, sem esperar que a miséria lhe bata à porta.

Para isso, é preciso ter sensibilidade e voltar os olhos para os palcos do sofrimento.

Mesmo porque existem criaturas que, por sua própria condição, sequer podem estender mãos para pedir, pois os braços estão paralisados.

Há os que não podem erguer a voz para suplicar, porque a tem afogada na garganta, pelas lágrimas da dor que nunca cessa.

Há os que desejariam alcançar alguém que os auxiliasse, entretanto, as pernas lhes impedem andar.

*   *   *

A obra do bem em favor de todos precisa de muitos braços e não exige títulos universitários ou recursos financeiros.

Aguarda, simplesmente, a vontade em ação, um coração que sente, uma mente que idealiza, braços fortes que ajam, desde agora, antes que a fome se transforme em enfermidade e a carência em miséria extrema.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Altruísmo 
de um grande músico, publicado no boletim semanal
Luz do evangelho, de 10.03.2001. 
Em 20.11.2009.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUDRADO.

 

AS ALMAS QUE SE AMAM SE ENCONTRAM EM OUTRAS VIDAS?

 


As almas que se Amam se Encontram em Outra Vida?

Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito. Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós. Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação. O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.

 

O fato de duas almas terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir. É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).

Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.

E porque Deus faria isso?

Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.
Imaginemos…

 

Duas almas aprendem a se amar. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências. Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias. Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem… não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o egoísmo e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.

Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.
Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.