domingo, 2 de fevereiro de 2025

AMAR É SOFRER?


 Amar é sofrer?

 

Quem disse que “amar é sofrer” jamais amou.

O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme.

O sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras.

A carícia do sol vitaliza todas as coisas.

E a chuva que lava a terra, e reverdece o chão, e abençoa o mundo, correndo no rio, esvoaçando na nuvem esgarçada, são as tuas expressões de amor, construtor real, demonstrando o teu poder, a tua grandeza e a minha pequenez.

Quem ama, sempre doa, e não sofre, porque ama.

Quem diz que amar é sofrer ainda está esperando pelo amor e jamais amou.

*   *   *

As palavras do poeta Tagore são fortes. Desafiam todos os autores que até hoje cantaram, emocionados, as dores do amor.

E foram tantos... E ainda são.

O amor do mundo sempre esteve vinculado à dor, pois sempre foi um amor apego, um amor posse, um amor desespero.

Agia-se no ímpeto por amor, e lá vinha à dor. Esperava-se indefinidamente por amor, e lá se iam anos de sofrer silencioso.

Nossa arte revela isso de forma magistral: o ser humano tentando sobreviver amando dessa forma.

Chegamos ao ponto de nos autoflagelarmos por ele, ou ainda, de acabar com nossa própria vida, por não suportar tal vil pesar. E o pior, achamos isso belo, romântico...

Imaturos fomos, assim como o que chamamos de amor ao longo das eras também o foi.

Inventamos um tal de amor à primeira vista, para justificar paixões retumbantes, apenas desejos ardentes muitas vezes...

Alguns ainda aprenderam a chamar o ato da união sexual em si, de fazer amor, como se em toda coabitação ele estivesse obrigatoriamente presente – quem dera...

Entendemos pouco de amor.

E não foi por falta de bons exemplos.

Recebemos na Terra o Espírito que irradiava amor, e que proclamou esta palavra aos quatro ventos, de uma forma inesquecível.

O amor do qual Jesus falava era esse amor doação, o amor ágape.

Pode haver sofrimento em nosso coração ainda por algum tempo, mas não por amar, e sim, apenas por não sabermos amar de forma devida.

São nossos vícios que trazem as dores. O amor só traz alegria e paz, pois é responsável pela consciência pacificada.

A carícia do sol vitaliza todas as coisas e o amor verdadeiro é este sol, que sempre vitaliza e nunca enfraquece.

Nas piores noites o sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras. É novamente o amor, consolando, dando esperança, e jamais provocando mais escuridão.

É tempo de conhecer melhor o amor, agora que podemos ser mais maduros, que entendemos que não possuímos as coisas nem as pessoas; agora que entendemos que não estamos aqui para ter, mas para ser.

Ainda estamos esperando pelo amor, é certo, porém, cada movimento que fazemos em direção ao outro, deixando de lado o vício do egoísmo e do orgulho, é um passo que damos até ele.

E talvez logo descubramos que não fomos nós que esperamos pelo amor durante todo esse tempo, mas ele que sempre esperou por nós...


Redação do Momento Espírita, com base em trecho do 
cap. XXII, do livro Estesia, de Rabindranath Tagore, psicografia 
de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 25.9.2014.

 

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GET

AMAR O PRÓXIMO.


 Amar ao próximo.

 

 

 

Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama o seu semelhante, é mentiroso. Isso foi escrito pelo Apóstolo João e nos convida a uma profunda reflexão.

Por que o amor a Deus passa inevitavelmente pelo amor ao próximo? Por que não basta amar a Deus no isolamento das criaturas, ou na indiferença ao semelhante?

Deus, ao nos criar, não nos cria perfeitos, mas oferece as oportunidades e possibilidades de se chegar à perfeição.

E, por grandiosidade de Sua justiça, essa perfeição se alcança por esforço próprio, por dedicação, e jamais por gratuidade ou dom divino, a escolher uns ou outros como mais ou menos amados por Ele e, consequentemente, com mais ou menos virtudes e dons.

Quando lemos a biografia de grandes vultos do amor ao próximo, como Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier ou Irmã Dulce, vemos a exemplificação do exercício no amor ao próximo.

E é natural que questionemos de onde eles retiraram forças para amar incondicional e intensamente, ao longo de toda uma vida?

Aprenderam a amar ao próximo no exercício do amor a que se propuseram, saindo de si mesmos, indo em direção ao outro, encontrando Deus.

O amor a Deus não se constrói de forma mística, transcendental ou isoladamente.

Entendendo isso, Jesus, personificação maior do amor a Deus, nos ensina que toda vez que auxiliarmos, que dermos de comer, que matarmos a sede de nosso irmão, é a Ele mesmo que estaremos fazendo isso.

Convida-nos Jesus a experimentar o exercício do amor a Deus aprendendo a amar ao próximo.

Afirma mesmo o Mestre Galileu que o maior mandamento da Lei de Deus é amar ao Pai, seguido do exercício de amar-se para amar ao próximo.

Se você busca o entendimento das Leis de Deus, de instaurá-Lo na sua intimidade, um bom início será o de olhar para o próximo, no exercício do amor.

Sempre temos recursos e meios de auxiliar, de demonstrar o amor na forma do desvelo, do carinho, da solidariedade ou da compaixão.

Ofereçamos a palavra edificante para incentivar os desvalidos, a presença fraterna para aqueles abandonados na solidão, ouvidos pacientes para um coração aflito com necessidade de desabafar.

Somos convidados ao exercício do amor ao próximo construído na compreensão frente àquele em desatino, em benevolência para o irmão em desequilíbrio ou indulgência na ação precipitada.

São pequenos gestos que se fazem exercícios de amor ao próximo, no objetivo de amar a Deus. Afinal, como nos alerta o Apóstolo João, se não conseguimos compreender nosso irmão, jamais teremos condições de amar e compreender a Deus.

Redação do Momento Espírita.
Em 29.12.2009.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHEC

ALGUÉM PARA AMAR.


 Alguém para amar

 

O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.

O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.

Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:

Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.

Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.

Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.

Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.

Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.

Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

*   *   *

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lo. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.

Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.

Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.

Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20 do livro Vida e mensagem, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no poema de Madre Teresa de Calcutá, intitulado Dai-me alguém para amar.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

Em 20.01.2011.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

AMANHECER DE UM NOVO SÉCULO.

 


Amanhecer de um novo século

 

Imagine nosso planeta flutuando no silêncio do espaço...

Em sua volta, voa uma pomba branca sempre contornando-o.

A cada cem anos, a asa da pomba toca delicadamente na superfície da Terra. O tempo que a Terra levaria para ser coberta por cada pena é a eternidade.

Através da eternidade, o tempo passa.

Com o tempo, as mudanças acontecem. Logo, a asa da pomba branca tocará o nosso mundo outra vez.

O alvorecer de um novo século. O tempo de um novo começo...

Agora é a eternidade. O começo de um novo século. Mil anos de alegrias e tristezas deixamos para trás.

O amor é nosso destino. Celebremos o começo de um novo século. Deixemos as vozes recitarem e cantarem. Agora é o tempo.

Agora é a eternidade.

*   *   *

Estes são os versos da música de Secret Garden, Dawn of a New Century, ou seja, Amanhecer de um novo século. E nos remetem a pensar na época em que nos encontramos.

Um novo milênio apenas iniciado, um século apenas desperto. No entanto, mais de uma década já avançamos nesse tempo.

E o que temos feito para auxiliar a implantação da Nova Era desse novo milênio?

Dizem-nos os Espíritos que esta será a era da arte e da tecnologia. A tecnologia quase nos aturde com tantas ofertas espetaculares de instrumentos que nos permitem ver, ouvir, quase tocar o mundo, em tempo real.

E temos visto a arte ofertar seus deliciosos frutos.

Na literatura, observamos surgirem obras que falam do belo e do bom proliferar em todo o mundo. E editoras várias têm se dedicado a reeditar antigas publicações, apresentando-as para a Humanidade do hoje, ressuscitando conceitos valiosos de bem viver.

O cinema tem se esmerado em representar os atos de grandes heróis que alteraram o curso da História.

E a animação, a fotografia, as trilhas sonoras, as excelentes performances de atores e atrizes têm atraído para as salas de projeção sempre maior número de adeptos dessa arte.

A música, no entanto, parece ter explodido em todos os quadrantes da Terra. E música de qualidade, nas tantas e variadas expressões culturais.

A música instrumental, que eleva o Espírito. Ou com letra associada, de versos que nos remetem a reflexionar, a pensar ou simplesmente nos extasiar com a sua poesia.

Sim, os que se dedicam às artes estão realizando a sua contribuição para o ascender do Espírito às esferas superiores.

E nós, o que temos feito?

Permitimo-nos absorver o bom, o belo e o extravasamos em nosso dia a dia?

Temos nos esmerado em cultivar a gentileza, a delicadeza como a expressão de nós mesmos, burilados pelo cinzel das coisas positivas?

Pensemos: somos os artífices do Terceiro Milênio em que vivemos, os escultores da Nova Era, do novo século.

Promovamos o bem onde nos situemos. Falemos das coisas boas. Perfumemos o ambiente onde estejamos com o aroma delicado e inconfundível da alegria que contagia.

Alegria que expressa gratidão pela vida. Cultivemos a amizade, a compaixão, o bom ânimo.

Contribuamos com o novo século de forma a apressarmos a implantação da era da felicidade, do bem-estar, antes que se conclua o milênio presente, antes que findem os anos deste século.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 3.7.2014.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

NA CONSTRUÇÃO DO AMANHÃ.

 


Na construção do amanhã

 

Nos Estados Unidos, o dia dos namorados é comemorado a 14 de fevereiro. Nesse dia, as pessoas costumam enviar cartões não somente para os namorados. Também a amigos e pessoas queridas.

Foi com preocupação que a mãe de um garoto tímido e calado ouviu-o dizer que desejava dar um cartão para cada colega seu.

Chad era um excluído na classe. A mãe o via, todos os dias, retornando da escola.

A turma vinha na frente, brincando, conversando. Ele sempre atrás, sozinho.

Ela ficou angustiada. Mesmo assim, nos dias que se seguiram, ela ajudou o filho a confeccionar os cartões.

Comprou papel, cola e lápis de cor. E ele trabalhou com afinco.

Finalmente, no dia dos namorados, estavam prontos os trinta e cinco cartões.

Ele não cabia em si de contentamento.

A mãe passou o dia preocupada. Tinha certeza que ele voltaria desapontado. Não receberia nenhum cartão.

Por isso, resolveu fazer alguma coisa para amenizar a situação. Assou biscoitos especiais que ele gostava.

Depois, ficou esperando. Olhou pela janela e viu os garotos. Como sempre, eles vinham rindo e se divertindo.

Como sempre, Chad vinha atrás do grupo. Caminhava, no entanto, um pouco mais rápido do que o normal.

Quando entrou em casa, ela esperou que ele se desmanchasse em lágrimas.

Chegou de mãos vazias, como ela pensara. Segurando o pranto, a mãe lhe disse:

Filho, preparei um lanchinho para você.

Mas Chad não prestou atenção ao que ela disse. Com passos firmes, se encaminhou para a cozinha, repetindo:

Nenhum... Nenhum...

Nesse momento, a mãe observou que o rosto do filho brilhava de alegria. E o ouviu completar a frase:

Não esqueci nenhum, nenhum deles!

*   *   *

A atitude do garoto é altruísta e denota uma alma que muito mais se preocupa em ofertar amor, do que buscar ser amado.

Poucas criaturas podem superar, contudo, situações semelhantes.

O bullying, essa prática de agressividade repetida, muito comum entre crianças e adolescentes, tem dado causa a alguns desastres.

O fenômeno é mundial. Crianças e adolescentes são excluídos pelos colegas, perseguidos e humilhados.

Muitos abandonam a escola, sem condições de prosseguirem enfrentando humilhações e trotes.

As estatísticas apontam, ainda, crescente número de suicídios na faixa etária da infância/adolescência, como efeito do bullying.

Qual será o motivo de tamanha crueldade?

Educadores e pais, estejamos atentos. Observemos o comportamento dos nossos filhos.

Serão eles os promotores do bullying ou suas vítimas? É tempo de ensinar a amar em nosso lar. A respeitar os diferentes. A imitar os melhores, não tentar destruí-los.

Pensemos: quais são os comentários que nossos filhos mais ouvem, com respeito aos outros seres, em nosso lar?

Que falamos a respeito dos colegas de trabalho, dos vizinhos, dos filhos dos outros?

É possível que descubramos que essa manifestação doentia, o bullying, seja a resultante da indiferença e do desamor que ensinamos a eles, todos os dias.

*   *   *

O mundo melhor do amanhã está em nossas mãos.

Depende de nós a geração que se estrutura hoje para atuar no mundo logo mais, como cidadãos do mundo, herdeiros das nossas riquezas morais.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Dia dos namorados,
 de Dale Galloway, do livro  Histórias para o coração, v. 1,
 de Alice Gray, ed. United Press.
Em 23.1.2017.

DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

AMANDO OS INIMIGOS.


 

Amando os inimigos

 

Você já percebeu que há pessoas que nos exigem um pouco mais de esforço para serem amadas?

Enquanto alguns têm acesso fácil ao nosso coração, conferindo-nos alegria e prazer em compartilhar o convívio, outros nos solicitam empenho pessoal para poucos momentos de relacionamento.

Nós os encontramos no ambiente de trabalho, no seio familiar, na vizinhança ou nas relações sociais mais diversas.

Trazem valores que não são compatíveis com os nossos, têm atitudes que nos desagradam, usam de linguajar que nos parece inadequado.

Seus conceitos nos parecem absurdos, seu modo de vida um tanto esdrúxulo, e seus parâmetros morais nos chocam.

São esses que nos exigem esforço para que os possamos amar.

Porque ainda caminham distantes das estradas que elegemos para nós mesmos, a convivência com muitos deles nos parece um grande sacrifício.

Porém, quando Jesus nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, é a esses também que o Mestre se refere.

Muitas vezes, imaginamos que inimigo seja somente aquele pelo qual nutrimos ódio, desejo de vingança, rancor profundo.

É verdade que esses o são. Porém, esses outros, os que ainda não conseguimos amar e querer bem, representam o mesmo convite que a vida nos faz para aprendermos a amar.

É verdade que, de rompante, não conseguiremos tê-los como amigos, recebendo-os na intimidade de nosso lar.

Não será em alguns dias que os teremos abrigados em nosso coração.

E nem ocorrerá da noite para o dia a transformação de nosso sentimento, de um antagonismo intenso para a simpatia irrestrita.

Porém, à medida que entendemos o ensinamento de Jesus, temos condição de dedicar algo mais do que nossa antipatia, a esses que nos parecem pedras de tropeço na jornada.

Assim, à medida que procuramos compreender sua limitação, a tolerância começa a compartilhar espaço onde antes só havia implicância.

Quando conseguimos perceber seus dramas íntimos, a impaciência perde lugar para a indulgência.

Quando conhecemos um pouco de suas histórias de vida, seus dramas e dificuldades, as palavras ríspidas vão sendo substituídas pelo silêncio, quando não, por palavras de apoio.

É assim, no exercício da aproximação sadia, da compreensão do próximo, que o amor inicia seu trajeto.

Inicialmente se faz na forma de algumas virtudes, que lhe são filhas diletas, como a benevolência, a indulgência, o perdão.

Aos poucos vai ganhando forma, permitindo uma convivência mais salutar e enriquecedora.

Por fim, na medida em que permitirmos, o sentimento se transformará em empatia e compreensão.

Portanto, nessas relações difíceis que se apresentam em nossos caminhos, percebamos o grandioso convite que a vida nos faz para exercitarmos o amor ao próximo.

Mesmo sabendo que ainda uma longa caminhada nos espera até que aprendamos, efetivamente, a amá-los, será nos pequenos passos de hoje que conquistaremos esse amor para com esses difíceis de amar.

Exercitemos o amor.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.8.2013.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO