domingo, 7 de março de 2021

SURGIMENTO DO DIA DA MULHER.

 


SURGIMENTO DO DIA DA MULHER.

A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do Século XIX e início do século XX nos Estados Unidos[1] e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalhode direito de voto. Em 26 de agosto de 2010, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhagen, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.[2] [3]

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país [1]. A primeira celebração se deu em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, ao final de março. As manifestações uniam o movimento socialista, que lutavam por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos. Em 1910, durante uma conferência internacional das mulheres, que antecedeu a realização da reunião da Segunda Internacional Socialista de CopenhagueDinamarca, foi estabelecido o Dia Internacional da Mulher, celebrado no ano seguinte no dia 19 de março por meio de numerosas manifestações em países como Alemanha, Áustria-Hungria, Dinamarca e Suíça[4] .

Posteriormente, no início de 1917 na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.[5] [6] A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher entre o movimento internacional socialista.

Após 1945, a data tornou-se principalmente um feriado comemorado nos países do chamado bloco comunista. Em 1955, segundo as autoras francesas Liliane Kandel e Françoise Picq, surgiu o mito de que a data teria como origem a celebração da luta e da greve de mulheres trabalhadoras do setor têxtil em Nova York em 1857 que haviam sido duramente reprimidas pela polícia ou mortas em um incêndio criminoso na fábrica, segundo diferentes versões do mito. Não há indícios de que isso tenha ocorrido e segundo as autoras, a origem desta versão ocorreu entre feministas francesas que durante a Guerra Fria buscavam uma origem à comemoração que estivesse desvinculada da história da luta socialista[7] [8] .

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária. Também era amplamente celebrado nos países do bloco socialista na Europa Ocidental.

Nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920, tendo sido esquecido por longo tempo e somente recuperado pelo movimento feminista na década. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917,[8] costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.[9]

Origem

 

Hipátia foi uma astrônoma romano-egípcia, coincidentemente assassinada no dia 8 de março de 415

A ideia de instituir o Dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. [10]

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhagen, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um Dia Internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.[11] [12]

 

Membros da Women's International League for Peace and Freedom, em Washington, D.C.1922.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na ÁustriaDinamarcaAlemanha e Suíça.[4]

Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é com frequência desde a década de 1950 erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.[13] [14]

Em 1915Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregorianoestavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. [8]

 

Berlin OrientalUnter den Linden, (1951). Retratos de líderes daInternationalen Demokratischen Frauen-Föderation (IDFF), na 41ª edição do Dia Internacional da Mulher.

Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lênin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heroica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na BielorrússiaMacedóniaMoldávia e Ucrânia.

 

Protesto do grupo feminista FEMEN no Dia Internacional da Mulher.

Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presente do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977. A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de gênero no tratamento de notícias na comunicação social mundial. [15]

MENSAGEM ENVIADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO, EM HOMENAGEM AO DIA QUE SE APROXIMA DA MULHER.

 

PAPEL DA MULHER NO MUNDO.

 


BREVE REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MULHER NO MUNDO

 

A imprensa internacional noticiou com destaque que as mulheres reivindicam a possibilidade de dirigir veículos automotivos na Arábia Saudita. Avulta-se que ativistas iniciaram uma campanha para que elas consigam a permissão de dirigirem nas avenidas e ruas sauditas. Esse tipo de comportamento nos remete aos obscuros cenários medievais. Que contrassenso! Em pleno Século XXI, ainda temos que conviver com essa situação discriminatória contra a mulher.

 

Há, atualmente, uma ingente luta da mulher (cada qual na sua atividade, no seu dia a dia) no sentido de obter um espaço digno na sociedade, visando o seu crescimento como pessoa. A busca de novos caminhos profissionais para a mulher, hoje, toma conta de quase todas as famílias, em função, também, das novas necessidades que, a cada dia, surgem na nossa civilização. Porém, nem sempre foi assim. Segundo as Escrituras, "a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão". Uma passagem do Eclesiastes a declara "uma coisa mais amarga que a morte". O casamento mesmo parece um mal: "(...) os que têm esposas sejam como se não as tivessem" - exclama Paulo aos Colossenses, aos Efésios.

 

Realmente, houve um período mais obscuro em que o cristianismo "oficial" não compreendeu a mulher. Seus representantes, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam, antes, um perigo. Em contrapartida a esse cruel tratamento da igreja, a mulher era considerada "sacerdotisa nos tempos védicos; ao altar doméstico, era intimamente associada; no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto; por toda parte, era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida". (1)

 

A situação da mulher, na civilização contemporânea, ainda é difícil e bastante sofrida. Como acompanhamos nos noticiários, nem sempre a mulher tem, para si, os direitos e as leis; muitos perigos a cercam. Se ela titubeia, sucumbe; normalmente não se lhe estende mão amiga, e o que é pior, a corrupção dos valores morais faz da mulher, a vítima do momento. Porém, a Doutrina Espírita restitui à mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade.

 

A Terceira Revelação a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem para além do seu círculo de vida física. Daí a necessidade de desenvolver na mulher, além dos poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, ou seja, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão sublime. "A mulher tem que se fazer borboleta; ela tem que sair do seu casulo; e reconquistar seus direitos, que são divinos; como a falena, lançar-se na atmosfera e reencontrar o clima de seu justo valor. Até porque, se o agente educador por excelência for reduzido ao estado de nulidade, a sociedade vacilará. É o que deveis compreender no século dezenove". (2)

 

O Espiritismo preceitua que "são iguais perante Deus, o homem e a mulher, e têm os mesmos direitos, pois ambos possuem a faculdade de progredir" (3) e se, em alguns países, a mulher é considerada inferior, isso é resultante do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem. É resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. (4) Mas, "as funções, para as quais a mulher é destinada pela Natureza, terão importância tão grande quanto às destinadas ao homem, e maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida". (5) Assim sendo, "uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher, embora com funções diversas. Pois é preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior, o homem e, do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão". (6)

 

Com muita razão, "a lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto, nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos". (7)

 

No passado recente, a mulher não tinha voz, não tinha vontades e acreditavam que sequer tinha alma. Este tema foi até tratado em concílio, quando não apenas discutiam se a mulher teria alma, mas também diziam que a natureza da mulher era má, era culpada de males, porque (como vimos mais acima), na Bíblia consta que ela é que aceitou a sugestão da serpente e desviou Adão da obediência a Deus.

 

Como reação a essa milenar subjugação da mulher, atualmente ocorrem extremismos preocupantes em sua estrutura psicológica. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio - tal é o destino de grande número de infelizes mulheres em nossas sociedades opulentas, sensuais e materialistas. Muitas mulheres radicalizam. O seu corpo é considerado só dela, ela faz o que bem entende, não deve nada a ninguém. O desafio está posto. O desafio é encontrar o meio termo, o ponto certo, o equilíbrio momentâneo para a mulher moderna. Portanto, ser mulher e ser mãe são desafios cotidianos a serem enfrentados.

 

Há dois mil anos, Jesus propôs dar à mulher uma condição de "status" social igual a do homem. Em verdade, "dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova, senão, por seu amor e seus ternos cuidados". (8)

 

"Todo inócuo argumento machista de a mulher ser apenas a sombra do marido, procriadora por excelência, objeto de prazer ou apenas alguém que tome conta da casa, é evidente que precisa ser aclarado e desfeito, por ser fenômeno extemporâneo". (9) Concebemos até, que a mulher deva reduzir, o quanto lhe for possível, o tempo gasto no trabalho profissional e se esforce mais na tarefa da educação de seus filhos, preferindo ganhar um pouco menos em valores materiais e potencializando seus tesouros espirituais. Sabemos que atualmente não está fácil essa tarefa, pois "a sociedade se curvou ante o consumismo materialista, sequestrando a mulher do lar para enclausurá-la nas funções hodiernas, às vezes, subalternas a sua grandeza e, quase sempre, estranhas à sua natureza". (10)

 

A administração de uma família, atualmente, é tarefa extremamente importante. Dentro dessa pequena república, há o fator econômico, as regras, a disciplina, o zelo, as tradições e a responsabilidade da formação moral e intelectual dos filhos. "A mulher deve conciliar o papel de mãe e esposa, por vezes, deixado um pouco de lado. Por isso, é importante não permitir que a competição do casal, as pressões do status, do dinheiro e do destaque sociais roubem o equilíbrio que a felicidade da família requer". (11)

 

Nada mais justo que a luta pela causa de maior liberdade e direito para ela. Afinal, na Ordem Divina não há distinção entre os dois seres. Porém, urge muita cautela. Os movimentos feministas, embora tenham seu valor, costumam cair no radicalismo, querendo fazer da participação natural uma imposição. Muitas vezes, em seus intuitos, ao lado de compreensíveis pleitos, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas arremedo do homem.

 

Em sintonia com os pleitos femininos, atualmente, nas hostes espíritas, observa-se a mulher, não apenas trabalhando como médium no campo da mediunidade, mas, também, encontramo-la dialogando com os espíritos, dirigindo reuniões mediúnicas, instruindo e preparando novos trabalhadores no campo da mediunidade, escrevendo para esclarecer e orientar a prática mediúnica. É o Espiritismo, esta abençoada doutrina que nos permite isso. Ela, não apenas nos ilumina individualmente, nos consola e nos alenta, mas, também, enseja que estejamos encarnados como homens ou como mulheres, nos "somemos os nossos esforços" e, juntos, continuemos a realizar o sublime intercâmbio espiritual, respeitando, sobretudo, a "condição" do espírito que encarna, seja ela qual for.

Mensagem divulgada pelo médium Getulio Pacheco Quadrado

DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

 


DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

No Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o Portal Espírita tem a satisfação de homenagear este ser que faz parte da vida humana. A Mulher foi criada e é criadora da vida. Através do seu ventre iluminado, dá luz, perpetua a vida, e, é co-criadora da existência humana. Sem ela não teríamos oportunidade de renascer, de reviver as experiências da vida na escola do mundo, tendo a oportunidade de purgar o nosso passado, base fundamental para evolução do Espírito. Sem a oportunidade da vida no corpo não sairíamos para lugar nenhum, porque, para conquistar o Universo, se faz necessário evoluir.
A Mulher tem no passado a importância do seu papel na história em todas as épocas da humanidade. Tem representatividade constante no passado, no presente e desponta no futuro lado a lado em pé de igualdade com os homens. Perante a Doutrina Espírita sempre teve os mesmos direitos, porque o Espírito não tem sexo, fazendo-se necessário a vivência ora como homem ora como mulher, base fundamental, para vivenciar experiências de aprendizado para compreensão da vida nesse caminho de reforma intima.
Leon Denis magistralmente coloca a Mulher como peça fundamental para evolução humana e o seu papel como ser mediúnico nato. Para ele, a Mulher já vem pronta para exercer seu papel de destaque na vida humana, sem ela não existe evolução, sem ela não existe vida humana. De intuição aguçada, traz a mediunidade latente já desenvolvida com uma larga visão intuitiva presente no Espírito.
Leon Denis destaca: “O Espiritismo e a Mulher” (*):

“Encontra-se em ambos os sexos, excelentes médiuns; é a mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas. Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo.
A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina. Suas faculdades se expandiram livremente nos mistérios. Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida.
A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa. Nem sempre a mulher tem por si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga. A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio, tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas.
O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço. Restitui a mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade. Faz mais: reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço.
Com o Espiritismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra harmônica social, ao movimento geral das ideias. O corpo não é mais uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos Celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo.
Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões.”

Assim, escreve Leon Denis sobre este ser chamado Mulher, força divina que faz parte do movimento evolutivo do mundo, ajudando a todos nós, meros mortais, a ter uma oportunidade de renascer em busca de um lugar ao sol na senda evolutiva do universo.
Que neste dia Internacional da Mulher não seja somente uma data comemorativa, mas, que o Dia da Mulher seja todos os dias e que ela possa conquistar cada vez mais o seu espaço na sociedade, não como rival do homem, mas como parceira de conquistas, acima de tudo, transformadora. ▲
________________________

(*) Do Livro: “No Invisível” (cap. VII), 7ª ed. FEB, 1973, pp. 75-80.
POSTADO POR KENEDY ROCHA, E DIVULGADO PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

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Comentários

Getulio Pacheco Quadrado. SE BEM QUE O DIA DELAS A SÃO TODOS OS DIAS DE NOSSAS VIDAS.

 DAÍ SEMPRE DISSE, QUE A DIFERENÇA ENTRE O HOMEM E A MULHER VEM A SER SOMENTE NO SEXO ENQUANTO ESTIVERMOS ENCARNADOS, PORQUE NO FUNDO SOMOS TODOS ESPÍRITOS ENCARNADOS. HOJE NUM CORPO MASCULINO, AMANHÃ NUM FEMININO. OUTRA COISA QUE SEMPRE DIGO E PEÇO: QUE ELA NÃO SE PORTE COMO RIVAL DO HOMEM, MAIS SIM COMO PARCEIRA DE CONQUISTAS ACIMA DE TUDO.REMANDO PARA O MESMO LADO. PARABÉNS MAIS UMA VEZ A TODAS AS MULHERES, EM ESPECIAL AS DA MINHA FAMÍLIA.

sábado, 6 de março de 2021

LIMITE DO TRABALHO E REPOUSO.

 


O livro dos Espíritos. Capítulo III.limite do trabalho e repouso.

 

Muitos pais enfrentam dificuldades a cada manhã, quando precisam despertar os filhos para seguirem para suas obrigações.

Quando pequenos, há os que escondem a cabeça debaixo das cobertas ou do travesseiro, como se isso os pudesse liberar do que devem fazer.

Viram para um lado, viram para o outro e pedem mais cinco minutos. Ou só mais um minutinho.

Quando maiores reclamam por precisarem levantar cedo, principalmente nos dias frios, invernosos. E, entre resmungos, dizem que o que mais desejam na vida é ficarem ricos, muito ricos, para não precisarem mais estudar, trabalhar.

Enfim, poderem ficar na cama pela manhã o quanto quiserem, e não terem com que se preocupar. Também não terem que enfrentar o frio e a chuva, nos dias de inverno.

Em verdade, não são somente as crianças ou jovens que assim pensam.

Alguns de nós, adultos, muitas vezes ficamos desejando ganhar na loteria, ou quem sabe, uma herança, que nos liberte das horas incômodas de trabalho.

Sem falar nos que ficamos contando, ano a ano, o tempo que falta para a aposentadoria...

*   *   *

Importante termos em mente que a vida não é um eterno período de férias.

A Terra é a grande escola do Espírito, onde com trabalho e disciplina auxiliamos no progresso do planeta e nós mesmos progredimos.

Estamos submetidos a leis físicas que regem o mundo: lei do magnetismo, lei de atração, lei da eletricidade, lei da gravidade...

Também estamos submetidos a leis morais, que regem o mundo da alma, da consciência, da ética.

É nesse grande mundo das leis morais que vamos encontrar uma lei importantíssima.

Trata-se da lei do trabalho, que estabelece que toda ocupação útil é trabalho. Ela nos impulsiona a evoluir, a crescer.

Trabalhar, portanto, não nos deve ser um problema. Importante estarmos ativos.

É certo que o repouso faz parte das divinas leis, sendo necessário para o corpo e para a mente.

No entanto, em demasia, se torna ociosidade, preguiça, nos impedindo de aprender e evoluir.

Muito tempo sem atividades intelectuais e físicas violentam o caráter do homem, enfraquecem seus músculos e nervos, que foram destinados ao movimento e à ação.

O trabalho nos proporciona troca de experiências, conhecimentos, aprendizados que a alma armazena, dentro de si, no decorrer das várias vidas na Terra.

Seja qual for nosso saber, sempre teremos algo a ensinar e muito a aprender.

Quando oferecemos nossas capacidades laborativas, a sociedade nos devolve em forma de salário.

Salário que revertemos no custeio de nossas necessidades e até pequenos prazeres.

Os mensageiros celestes, em suas orientações ao Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, prescreveram que o limite do trabalho é o limite de nossas forças.

Dessa forma, respeitando nossos limites, estabeleçamos períodos alternados de atividades e de repouso, evitando desgastes excessivos ou estresse.

A sabedoria está, exatamente, em chegar ao equilíbrio que nos possibilite excelente produção, ao tempo que, igualmente, nos permitamos o repouso, o lazer, a descontração.

Pensemos nisso!

 O livro dos Espíritos.

 

DA INFÂNCIA.

 


LIVRO DOS ESPÍRITOS.CAPÍTULO VII.

RETORNO A VIDA CORPORAL.

Por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

DA INFÂNCIA

O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto, podendo mesmo ser mais se ele mais progrediu, pois são apenas os órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Age de acordo com o instrumento de que se serve.

Enquanto criança, é natural que os órfãos da inteligência não estando desenvolvidos, não podendo dar-lhe toda a intuição de um adulto: sua inteligência com efeito, é bastante limitada, até que a idade lhe amadureça a razão. A perturbação que acompanha a encarnação não cessa de súbito com o nascimento, e só se dissipa com o desenvolvimento dos órgãos.

Comentário de Kardec:  Uma observação vem ao apoio desta resposta: é que os sonhos de uma criança não têm o caráter dos sonhos de um adulto; seu objeto é quase sempre pueril, o que é um indício da natureza das preocupações do Espírito.

Com a morte do corpo físico da criança o Espírito retoma imediatamente o seu vigor primitivo pois que está desembaraçado do seu envoltório carnal: entretanto, ele não retoma a sua lucidez, primitiva enquanto a separação não estiver completa, ou seja, enquanto não desaparecer toda ligação entre o Espírito e o corpo.

O Espírito encarnado não sofre durante a infância, com o constrangimento imposto pela imperfeição dos seus órgãos, pois esse estado é uma necessidade natural e corresponde aos desígnios da Providência. É um tempo de repouso para o Espírito.

A utilidade do Espírito passar pela infância quando reencarna é de se aperfeiçoar, pois o Espírito é mais acessível durante esse tempo às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação.

Os primeiros gritos da criança são de choro para excitar o interesse da mãe, e provocar os cuidados necessários. Se ela só tivesse gritos de alegria quando ainda não sabe falar, pouco se inquietariam com as suas necessidades? Admirai, pois, em tudo, a sabedoria da Providência.

O motivo da mudança que se opera no seu caráter a uma certa idade, é o de particularmente ao sair da adolescência, e o Espírito que retoma a sua natureza se mostra tal qual era.  Não conhecemos o mistério que as crianças ocultam em sua inocência; não sabemos o que elas são, nem o que foram, nem o que serão; e no entanto as amais e acariciais como se fossem uma parte de nós mesmos, de tal maneira que o amor de uma mãe por seus filhos é reputado como o maior amor que um ser possa ter por outros seres. De onde vêm essa doce afeição, essa terna complacência que até mesmo os estranhos experimentam por uma criança.

As crianças são os seres que Deus envia a novas existências e, para que não possam acusá-lo de demasiada severidade, dá-lhes todas as aparências de inocência. Mesmo numa criança de natureza má, suas faltas são cobertas pela não-consciência dos atos. Esta inocência não é uma superioridade real, em relação ao que elas eram antes; não, é apenas a imagem do que elas deveriam ser, e se não o são, é sobre elas somente que recai a culpa.

Mas não é somente por ela que Deus lhe dá esse aspecto, é também sobretudo por seus pais, cujo amor é necessário à fragilidade infantil. E esse amor seria extraordinariamente enfraquecido pela presença de um caráter impertinente e acerbo, enquanto, supondo os filhos bons e ternos, dão-lhes toda a afeição e os envolvem nos mais delicados cuidados. Mas quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez: permanecem boas, se eram fundamentalmente boas, mas se irisam sempre de matizes que estavam na primeira infância.

Vejamos que os caminhos de Deus são sempre os melhores, e que, quando se tem o coração puro, é fácil conceber-se a explicação a respeito.

Com efeito, ponderemos que o Espírito da criança que nasce entre nós pode vir de um mundo em que tenha adquirido hábitos inteiramente diferentes; como queremos que permanecesse no nosso meio esse novo ser, que traz paixões tão diversas das que possuímos, inclinações e gostos inteiramente opostos aos nossos; como queremos que se incorporasse no vosso ambiente, senão como Deus quis, ou seja, depois de haver passado pela preparação da infância? Nesta vêm confundir-se todos os pensamentos, todos os caracteres, todas as variedades de seres engendrados por essa multidão de mundos em que se desenvolvem as criaturas. E nós mesmos, ao morrermos, estaremos numa espécie de infância, no meio de novos irmãos, e na nossa nova existência não terrena ignoraremos os hábitos, os costumes, as formas de relação desse mundo, novo para nós, manejaremos com dificuldade uma língua que não estamos habituados a falar, língua mais vivaz do que o é atualmente o nosso pensamento.

A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.

É assim que a infância é não somente útil, necessária, indispensável mas ainda a consequência natural das leis. Deus estabeleceu e que regem o Universo.

 


(1) Os pais e os professores espíritas devem ponderar sobre este item e os que se lhe seguem. O Espiritismo vem abrir um novo capítulo da psicologia infantil e da pedagogia, mostrando a importância da educação da criança não apenas para esta vida mas para a sua própria evolução espiritual.

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO