sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A LEI DA CONSERVAÇÃO.

 No Espiritismo, a Lei de Conservação não é uma lei de "sobrevivência" no sentido de mera manutenção da vida, mas sim a busca instintiva pelo progresso e bem-estar do espírito, tanto no plano físico quanto no espiritualEssa lei impulsiona os seres a desenvolverem inteligência, recursos e habilidades para evoluir. A conservação se aplica ao corpo físico, à sociedade e ao ambiente, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a melhoria contínua, não apenas a subsistência. 



quinta-feira, 2 de outubro de 2025

ORIGEM DO BEM E DO MAL.

 


Origem do bem e do mal.

Sendo Deus infinitamente sábio, justo e bom, é evidente que o mal existente
não pode NELE ter-se originado. Por outro lado, se existisse um Satanás
(personificação eterna do mal), não podendo ser igual, seria inferior a Deus,
logo, teria sido criado por ELE, o que implicaria na negação da bondade infinita
do Criador.

Os males tanto físicos como morais pertencem a duas categorias:

  1. Os que independem da vontade do homem – os flagelos naturais. Os flagelos
    se afiguram maus e injustos aos homens, por não poderem compreender a
    Sabedoria Divina que em cada acontecimento manifesta oportunidade para o
    progresso da humanidade. Os flagelos permitem ao homem desenvolver sua
    inteligência ao ponto de preveni-los, amenizar seus efeitos, através das
    ciências aplicadas a melhoria de condições de vida e bem-estar no planeta. “A
    dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso
    “.
  2. Os criados pelos vícios, orgulho, egoísmo, ambição, cupidez e por todos os
    excessos. Apesar da consciência que lhe foi outorgada pelo Criador, das
    advertências dos mensageiros quanto ao cumprimento das Leis Divinas que têm
    por objetivo o bem e o progresso, insiste o homem em causar guerras,
    injustiças, opressão do fraco pelo forte, usando assim seu livre-arbítrio para
    a satisfação de seus vícios e sua vaidade.

Graças à bondade divina, porém, chega um momento em que o mal moral se torna
intolerável, reconhece o homem a necessidade de mudar de vida. Usa então de seu
livre-arbítrio para moralizar-se a fim de ser mais feliz.

O mal é a ausência do bem” . “Onde não existe o bem forçosamente
existe o mal
“. O mal decorre portanto do estado de imperfeição do homem.
Existe um limite natural à satisfação das necessidades. Se, por seu
livre-arbítrio comete excesso, tem como resultado as enfermidades, a morte, que
lhe advirão por sua imprevidência e não por castigo de Deus.

A alma foi criada simples e ignorante sujeita à Lei do Progresso. Quis Deus
que o progresso resulte do próprio trabalho a fim de que lhe pertença o fruto
deste como também é de sua responsabilidade o mal que pratique.

As raízes das paixões e dos vícios se acham no instinto de conservação,
intenso nos animais e seres animalizados onde inexiste o senso moral e a vida
intelectual. Com o desenvolvimento da inteligência o instinto se enfraquece,
fazendo com que paulatinamente haja o domínio do espírito sobre a matéria.
Quanto mais se deixe dominar pela matéria, atrasa seu desenvolvimento
identificando-se com o bruto. Assim, as paixões que lhe eram um bem, por que
eram necessidade de sua natureza, passam a ser um mal por que se tornam
prejudiciais à espiritualização do ser. “O mal é, portanto, relativo e a
responsabilidade é proporcional ao grau de desenvolvimento
“.

O instinto e a inteligência.

O instinto é a força oculta que solicita atos espontâneos e involuntários
visando a conservação da espécie.

É pelo instinto que a planta se volta para a luz e dirige as raízes para a
água ou terra, que os animais migram conforme a mudança de clima, constroem seus
abrigos, armadilhas para caçar seu alimento, que os sexos se aproximam, que a
mãe protege seu filho. No início da vida os atos humanos são puramente
instintivos. Mesmo no adulto muitos atos são movidos pelos instintos como o de
conservação, equilíbrio do corpo, adaptação das pálpebras à luz, etc.

A inteligência é um atributo da alma e se revela por atos voluntários,
refletidos, premeditados e combinados de acordo com as circunstâncias.

O instinto é previdente e nunca se engana. A Inteligência, por ser livre,
está sujeita a errar. O adulto anda naturalmente, instintivamente, mesmo quando
está desatento ao ato de andar. Ao aumentar a velocidade, passa a usar sua
inteligência, podendo por exemplo vir a cair.

Certa teoria considera os atos instintivos provenientes dos protetores
espirituais, que diminuiriam sua ação à medida que seu protegido desenvolvesse
sua inteligência. Contraria, entretanto, a unidade de causa que se observa
universalmente nos instintos, o que não seria possível se proviessem de cada
protetor.

Se considerar-se todos os seres mergulhados no fluído divino, soberanamente
inteligente e previdente, entender-se-á a unidade dos movimentos instintivos que
visam ao bem de cada indivíduo, tanto mais ativamente quanto menor for o
desenvolvimento da inteligência.

O instinto é portanto guia seguro que se enfraquece à medida do
desenvolvimento da inteligência.

As paixões são também forças inconscientes, nascem das necessidades do corpo
e dependem do organismo. São individuais, produzem efeitos variados em
intensidade e natureza. São úteis até o surgimento do senso moral, quando passam
a ser prejudiciais ao progresso do espírito. “O instinto se aniquila por si
mesmo; as paixões somente pelo esforço da vontade podem domar-se
“.

Destruição dos seres vivos uns pelos outros.

A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro
corporal mas sim no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo.

Em sua infinita sabedoria o Criador faz com que os seres orgânicos se nutram
uns dos outros. No homem materializado domina o instinto animal e mata para se
alimentar. Posteriormente ao contrabalançar-se o sentimento moral, luta e
destrói para satisfazer sua ambição, orgulho, poder. Ao preponderar o senso
moral diminui a necessidade de destruir, tendendo a desaparecer, por se tornar
odiosa. Passa então a lutar intelectualmente, contra as dificuldades, não mais
contra seus semelhantes.

(Publicado no Boletim GEAE Número 427 de 8 de janeiro de 2002)

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

ORGULHO

 

ORGULHO

 

O orgulho induz a pessoa a se julgar mais do que ele é, e não aceita uma comparação que possa rebaixá-lo, se julga acima dos seus, quer em Espírito ou posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo lhe irrita e o aborrece. Se ele não se sentir acima dos seus, isto é, pensar que tem a melhor esposa, a melhor casa, o melhor carro, enfim julgar estar por cima fica infeliz.

Ele tem o amor próprio muito acentuado, contraria-se por pequenos motivos. Reage explosivamente a quaisquer observações ou criticas de outrem em relação ao seu comportamento.


 

Necessita ser o centro das atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias. Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo. Menospreza as idéias do próximo.

Ao ser elogiado por qualquer motivo, se enche de uma satisfação presunçosa, como se reafirmando na sua importância pessoal.

Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, da demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal.

Acha que todos os seus circundantes, ou seja, familiares e amigos, devem girar em torno de si.

Não admite ser humilhado diante de ninguém, achando essa atitude é um traço de fraqueza e falta de personalidade.

Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.

O orgulho para mim vem a ser uma catarata nos olhos de quem a possui, pois a pessoa vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras densas para penetrar na realidade do seu próprio interior. Na maioria dos casos o orgulho é um mecanismo de defesa para encobrir algum aspecto não aceito de ordem familiar, limitações da sua formação escolar-educacional, ou mesmo o resultado do seu próprio posicionamento diante da sociedade da imagem que escolheu para si mesmo, do papel que deseja desempenhar na vida de “status”.

É preferível nos olhar de frente, corajosamente, e lutar por nossa melhora, não naquilo que a sociedade estabeleceu, dentro dos limites transitórios de bens materiais, mas nas aquisições interiores.

Os tesouros eternos que a “traça não come nem a ferrugem corrói”.

 

BIBLIOGRAFIA. Internet.

Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

ORGULHO E ARROGÂNCIA.

 


ORGULHO E ARROGÂNCIA

O orgulho é o sentimento de superioridade e a arrogância é uma das manifestações mais salientes desse traço moral. A personalidade arrogante supervaloriza seu próprio eu. Mantém uma fixação enfermiça nas “vibrações do ego”. O arrogante não aceita críticas, quando as aceita procurar maquiar as correções que ela indica em sua conduta; despreza o valor alheio e se o reconhece adapta-o aos seus interesses e modo de ver; tiraniza a si mesmo nas malhas da culpa; tem uma convicção inabalável em suas próprias crenças, porque calcadas no perfeccionismo que o martiriza. A arrogância afasta as pessoas. O arrogante comete o disparate de acreditar que pode e até deve mudar o modo de pensar dos outros. Nesse sentido usa de toda sua ardilosidade. Não costuma ouvir senão as opiniões que vem de encontro ao seu próprio ego. Raramente abre-se a pensar nas ponderações dos outros por nutris um exagero sentimento de certeza naquilo que realiza. A personalidade arrogante é autossuficiente. Alimenta-se de confiança exacerbada. Quase sempre, tem suas origens nas experiências de sucesso que deveriam insuflar a competência e arte de promover o ser humano ao crescimento, à habilitação em novos misteres. Tais ingredientes morais mascaram a compulsiva sensação de grandeza, alcançando patamares de desrespeito à vida no campo individual ou coletivo, sem que o arrogante o perceba.

 

Os conflitos surgem de um conjunto de situações.

 

Os autênticos discípulos do Cristo não encontram a imortalidade um adorno cultural com o qual possam tecer digressões filosóficas ou louvar os Planos Mais Altos com intercâmbios esporádicos. Para eles, imortalidade é sentimento que eleva e aperfeiçoa, encoraja e liberta. Quem o experimenta, renova-se. Quem sente a imortalidade é conquista no reino das emoções nobres. Serviço de aperfeiçoamento através dos choques da dor. Aquisição feita nos entrechoques da realidade. Os médiuns com Jesus devem conhecer os campos sangrentos das lutas de cada dia, a fim de não se tornarem pítons dos tempos modernos, acomodados em confortáveis tendas de proteção, enquanto seus irmãos entregam-se ao combate ardoroso.

[...]

Muito fácil para almas em nosso estagio, encontrar as causas dos desentendimentos fora de nós. Colocar um espelho diante do coração, pedir desculpas, propor novos caminhos com base nessas descobertas, assumir o arrependimento pelos nossos atos e decisões, voltar atrás nas escolhas mal feitas, propor acordos de paz, tudo isso ainda é muito raro.

Vencerem as posturas psicológicas de orgulho que criam as miragens dos personalismos. Sem essa conquista, nossas iniciativas espirituais não passam de manifestações farisaicas dos lábios para fora a declamar: senhor, senhor!

Fonte – Quem sabe pode muito. Quem ama pode mais – Espírito José Mario – Wanderlei Soares de Oliveira

 

MENSAGEM DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.



 

0 ORGULHO E A HUMILDADE.

 

O ORGULHO E A HUMILDADE

 

Dentro das instruções dos Espíritos, o irmão


Lacordaire em Constantina, no ano de 1.863, deseja que a paz esteja com todos, onde Ele da Seara do Senhor encorajará a todos a seguir o lado do bem e do amor.

Informa que Deus dá à oportunidade de se esclarecerem, e agradece ao Pai Celestial por poder ajudar o adiantamento destes irmãos.  Solicita ao Santo Espírito que ilumine a todos para que compreendam as suas palavras. E aqueles que sentirem a dificuldade e que procuram a luz, que devem pedir a Deus para lhes ajudar para fazerem brilhar a verdade!

Alerta que a humildade se faça dentro de todos; que os grandes exemplos deixados por Jesus possam ser colocados em prática, e que sem a humildade não poderão praticar a caridade.

Para que a humildade seja colocada em pratica, porque vem a ser um bem.

Que devem recordar os feitos de Jesus, vendo que a humildade se colocou acima de todos, e que o orgulho vem a ser o adversário da humildade, e a catarata nos olhos de muitos. Que se o Cristo prometeu o Reino dos Céus para os mais pobres, é porque ostentam a humildade. Já o rico acha que os títulos foram tributos dados a ele como recompensa. Acham que tudo aquilo que foi lhes dado, é porque lhe eram devido, mais quando a natureza lhes tira algo, acabam acusando Deus. Mais o bom Espírito alerta que perante a Deus, Ele não distingue o pobre do rico pela sua vida material.

Deus não criou duas criaturas diferentes, mas deu a oportunidade a cada um de se redimir, para que cada um vença o obstáculo. O pobre já foi rico e o rico já foi pobre, sendo isto testes para que possam evoluir Espiritualmente.

Alerta também para os ricos, que existem muitos pobres precisando de ajuda sua. Que os que passam fome são seus iguais. Diz que a química terrestre não encontrou diferença entre os sangues do pobre e o do rico, e que perante a Deus sem roupas são iguais. E pergunta que quem pode dizer que o rico um dia não poderá pedir esmolas, e que as riquezas daqui não são eternas, e que se acabam como o corpo físico.

O Bom irmão pergunta aos orgulhosos, o que eles eram antes de serem ricos?  Que acordem para a realidade, porque poderão ser rebaixados pela Providência Divina. Que os Espíritos são de mesma essência e o corpo da mesma massa.

O Espírito Bom perante uma mãe que reencarnou para encarar o flagelo, para seu filho passar fome e frio, informa que isto foi à prova escolhida por ela para passar por isso. Ele a encoraja e pede para ajoelhar-se perante Deus e pedir forças para suportar tudo com resignação. Diz que perante os olhos dos materiais ela é santa, e a orienta para sofrer resignada por que poderá habitar o Reino dos Céus.

Pergunta aos jovens devotados ao trabalho, o porquê de tristes pensamentos e por que choram? Que o olhar destes posa contemplar Deus, porque Ele nunca abandona ninguém.

Indaga também a estes que se largam aos prazeres, lembrando que existem muitas pessoas que estão escondidas nos vestidos bordados, e que soluçam e derramam lágrimas sob o ruído de uma orquestra, que elas preferiam um humilde retiro e a pobreza. O Bom Espírito encoraja a todos, para que permaneçam firmes e puros perante os olhos de Deus, se não o seu Protetor Espiritual poderá deixá-los.

Para aqueles que sofrem das injustiças dos homens, ele pede para serem fortes e indulgentes. Para os que sofrem de calúnia, alerta para que se curvem perante as provas, que isto nada importa se a sua conduta é pura. Informa que suportar com coragem as humilhações dos outros, vem a ser prova de humildade.

Ele faz uma pergunta: que será que o nosso Cristo vai ter que encarnar em um novo corpo para dar um jeito nos vendilhões do templo, e que mancham a sua casa que é um lugar de respeito? Ele diz que talvez o nosso Mestre se viesse seria relegado.

Quando Moises recebeu os dez mandamentos muitos homens e mulheres de Israel abandonaram o Deus verdadeiro, dando suas joias de ouro para um ídolo que adoravam. O Bom Espírito alerta para que não façam isto, e que sejam generosos e caridosos sem ostentação, que quer dizer façam o bem com humildade. Que sejam verdadeiros e terão o Reino dos Céus, e que não duvidem de Deus quando Ele permite uma prova para eles.

Que os Espíritos Bons, vieram para preparar o caminho para o cumprimento das profecias, para que o coração de todos sejam brandos e humildes, para poderem ouvir a palavra Divina, mas se forem contra as orientações Deles, este mundo poderá se tornar um ranger de dentes. Ele acredita que se todos se unirem retornando ao Pai Maior, servindo a Ele e colocando as suas leis em prática, podem sim ter um mundo melhor, e agradece a Deus por sua inesgotável bondade.

Já o Irmão Adolfo, Bispo de Argel, em Marmande no ano de 1.862, pergunta por que os homens lamentam as calamidades, se foram eles mesmo que lançaram isto, onde menosprezaram a Santa Divina moral do Cristo, abrindo as portas para a iniquidade.

Que a inquietação se dá de uma forma geral, porque cada um procura esmagar uns aos outros, e que ninguém pode ser feliz sem a benevolência mutua, porque o orgulho predomina.

Que o orgulho deve abrir os seus olhos, combatendo os seus males, pois aqueles que sabem que são e nada fazem para sair deste pecam duas vezes, ou mais. Para que estas pessoas abram seus olhos para evitar consequências, que a saída vem a ser colocar em prática a lei do Cristo que repeliram ou falsearam na sua interpretação.

Alerta que geralmente os orgulhosos se encantam mais com as coisas materiais, e pergunta qual vale mais, um peso de ouro ou a correção dos seus defeitos?

Diz que o orgulhoso é indulgente com tudo o que lisonjeia, porque deixam as necessidades materiais usurparem sobre o bom-senso e a razão, porque cada irmão quer se elevar acima do outro, onde a sociedade hoje sofre as consequências disso.

Atenta para que não esqueçam que tal estado de coisas, vem a ser sinal de decadência moral, porque quando o orgulho atinge os últimos limites, vem a ser indicio de uma queda próxima, porque Deus deixa que haja uma punição para os soberbos para esperta-los. Mas se estes irmãos se revoltarem contra isto, a sua queda poderá se terrível.

Lembra que aqueles cujo egoísmo tomou conta, que retome ao caminho da humildade, e que Deus lhe enviará um remédio para suas aflições. Que abram seus olhos para a luz, se espelhando naqueles que partiram daqui, e que podem dar conselhos.

Que aquele que amou mais seus irmãos, será amado nos Céus, e os que abusam, por certo serão reduzidos a obedecer a servidores, e que a caridade e a humildade são as chaves dos Céus.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

 Curitiba. PR

ORAÇÃO BASEADA NO SALMO 23:

 


ORAÇÃO BASEADA NO SALMO 23:

O SENHOR É O NOSSO PASTOR.

O SENHOR É O NOSSO PASTOR, E NADA NOS FALTARÁ;

DEITAR-NOS FAZ EM VERDES PASTOS, GUIANDO-NOS MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS;

REFRIGERA-NOS A NOSSA ALMA; GUIANDO-NOS PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA, POR AMOR DO SEU NONE;

AINDA QUE NÓS ANDÁSSEMOS PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMERIÁMOS MAL ALGUM, PORQUE TU SENHOR ESTÁS CONOSCO; A SUA VARA E O SEU CAJADO NOS CONSOLAM;

PREPARAS UMA MESA PERANTE A NÓS NA PRESENÇA DOS NOSSOS INIMIGOS, UNGES A NOSSA CABEÇA COM ÓLEO, O NOSSO CÁLICE TRANSBORDARÁ;

CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA NOS SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA NOSSA VIDA; E HABITAREMOS NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS.

ASSIM SEJA.

SALMO 23:1-6 ACF

"OLHOS"


 Katia Santamaria

Livro: "Palavras de Vida Eterna" - Emmanuel / F.C.Xavier

Estudo n. 71 - "OLHOS"

" ... Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz..." - Jesus. ( Mateus, 6:22) Todos possuem olhos, mas, nem por isso são sempre iguais, pois, os encontramos diferentes em todos os lugares, não, apenas, na aparência física, cor, formato, mas, no modo como olham, enxergam, como exprimem sentimentos.

Como diz a lição, são olhos de malícia, de crueldade, de ciúme, de desespero, de desconfiança, de frieza, etc.

Se os olhos são a luz do corpo, é por meio deles que a criatura se orienta, não só em relação aos seus passos, mas, no julgamento que faz das coisas.

Se os olhos são bons, seu caminhar é equilibrado e seus conceitos são justos; se são maus ocorre o contrário, seus passos e julgamentos serão igualmente maus.

As atitudes, a maneira de ver e julgar as coisas estão sempre relacionados com o desenvolvimento moral da criatura. Possuímos olhos físicos, mas, é com os olhos da alma que julgamos, emitimos conceitos, é por isso que um mesmo fato pode ser julgado de forma diferente pelas pessoas. O mesmo acontecimento apresenta peculiaridades diferentes de acordo com os olhos espirituais que o observam. Existem olhos que só enxergam o lado mau das coisas.

Os olhos bons são aqueles que conseguem ver o bem, onde a maioria só vê podridão. Que conseguem reter somente o que é bom das situações deprimentes. Não veem só as imperfeições morais das pessoas, mas, também, as virtudes que elas já conquistaram, sem falar, que agir assim é um ato de caridade moral.

Ter olhos bons, não é ignorar ou mesmo achar que o mal não existe, porque isso seria um engano. É não contribuir para que o mal seja realçado em prejuízo do bem, que existe em todos e em tudo. As pessoas que possuem olhos bons são indulgentes com os defeitos alheios, evitando comentá-los e divulgá-los, porque sabem que elas, também, são imperfeitas e precisam combater suas más tendências, que necessitam, portanto, da compreensão dos outros.

No livro "Nas pegadas do Mestre", de autoria de Vinicius, traz a seguinte narração que ilustra bem o tema do estudo: "Jazia um cão morto, já em estado de decomposição, estendido sobre as pedras de uma rua. Sobre aquele corpo, onde se banqueteavam os vermes, esvoaçavam e zumbiam moscas. "Todos que por ali passavam, levavam o lenço ao nariz, deixando escapar um tanto indignados, exclamações como estas: "Que imundície! Que asquerosidade! Que podridão! "Eis que Jesus, transitando a seu turno por aquele local, volve seu doce olhar para as ruínas daquela forma animal que se decompunha, e diz: Pobre cão; que belos dentes tinha ele." Para que nossos olhos sejam bons, reflitamos nas palavras de Jesus: " ... Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz..." Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel) - "Palavras de Vida Eterna" Estudo 71 - Olhos

Camargo, P. (Vinícius) - "Nas Pegadas do Mestre" - lição: "Olhos bons e olhos maus"

QUE OS NOSSOS OLHOS SEJAM SEMPRE PARA O LADO DO BEM E DO AMOR.

MENSAGEM LIDA E TRANSMITIDA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADTRADO