CONSIDERAÇÕES
SOBRE O NATAL
Consultando
a internet e tendo como bibliografia à Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura,
Lisboa, a qual nos esclarece alguns pormenores tais como:
Com
referência a data do nascimento do Cristo, esta sempre esteve envolvida em
controvérsias. Para uns seria dia 1º de janeiro, para outros 6 de janeiro, 25
de março e 20 de Maio. Já os Chineses acham que a data seria em Março, que foi
quando um cometa tal qual a estrela de Belém reluziu na noite asiática. Dizem
que a data festiva de 25 de dezembro é um arranjo inventado pela igreja, e
enriquecida através dos tempos pela incorporação de hábitos e costumes de
várias culturas: por exemplo, a alemã contribuiu com à árvore natalina no
século VIII; o tal do Papai Noel foi criado na Turquia no século IV; os cartões
de natal surgiram na Inglaterra em meados do século XIX.
Com
referência a manjedoura, cuja estória ouvimos falar que Jesus nascera nela
rodeada de animais, um monge afirma não ser a verdade, que Ele nascera em um
estábulo, porque a casa de José era pequena para abrigar toda a sua família. Em
termos simbólicos a tal manjedoura veio a revelar o caráter simples e humilde
daquele que seria o maior revolucionário de todos os tempos, sem que precisasse
se escrever uma única palavra.
Ali
é revelado que o nascimento de Jesus fora anunciado pelos profetas da
antiguidade, nos seguintes termos: “Eis que a Virgem concebera e dará luz a um
filho, e Ele será chamado de Emanuel que quer dizer Deus convosco”. Já os Judeus não entenderam a grande mensagem
do Salvador, pois o esperavam na condição de rei, de governador, mas Jesus
sempre afirmou ser Rei, mas não desse mundo, enaltecendo assim a continuidade
desta vida, ou seja, da vida futura muito mais proveitosa e sem dificuldades
materiais da vida presente.
O
nascimento de Jesus vem a coincidir com a percepção de uma nova luz para a
humanidade sofredora, onde os seus ensinamentos não devem modificar apenas uma
pessoa e sim a humanidade. Numa simples visão, vemos que o mundo daquele tempo
se transformou com a vinda do nosso Mestre Jesus. A educação era precária, onde
o cativeiro era consagrado por lei, os pais podiam vender seus filhos, etc. Com
os ensinamentos de Jesus, iluminados pela Divina influência, os discípulos se
consagraram ao serviço dos semelhantes. Simão Pedro e os companheiros se
dedicaram aos doentes e infortunados; instituíram casas de socorro para os
necessitados e outros.
O
Espírito de Natal deve ser entendido como a recordação dos ensinos do Cristo em
cada uma de nossas ações. Devemos ter
este Espírito todo ano estendendo simpatia para com todos, e assim estaremos
aplicando a Boa Nova trazida por Jesus. Devemos lembrar de que as riquezas da
vida somos simplesmente usufrutuárias, e não proprietários dos bens terrenos.
Quanto
ao Papai Noel que simboliza o Natal, é utilizado pelos comerciantes para
incrementar a venda dos seus produtos. O Espírito do Natal esta relacionado com
a fartura na mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o
consumidor possa ter no seu lar. À semelhança dos reflexos condicionados,
estudados por Pavlov, há repetição, intensidade e clareza dos estímulos à
compra, dando-nos a entender que estamos comemorando o renascimento do Cristo.
Se não prestarmos atenção, cairemos na armadilha do consumismo exacerbado,
dificultando a medição e a reflexão durante esta data tão especial para a
Humanidade.
“Jesus,
entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificou a obra de todos
os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria e da Fenícia, da
Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro. Não mobilizou soldados, mas
ensinou a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do
amor. Não argumentou com reis e com filósofos, entretanto conversou
fraternamente com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão
superior a vida no coração popular”.
De
acordo com os princípios doutrinários do Espiritismo, Jesus foi o
personificador da segunda revelação da lei de Deus, pois a primeira viera com
Moisés no monte Sinai, onde recebera a tábua dos dez mandamentos. Como Moisés
misturou a lei humana com a Divina, Jesus veio a retificar o que de errado
havia, como é o caso de transformador da lei ”olho por olho” e a do “dente por
dente” na lei do amor e do perdão. A sua pregação da boa nova veio a ensinar aos
homens a lei das causas e efeitos e da justiça Divina, quer seja nesta ou na
outra vida, ou seja, a vida futura. Allan Kardec, com o auxilio dos Espíritos
Superiores, deu continuidade a este grande obra de elucidação dos caminhos da
evolução.
Na
noite em que é comemorado a Natividade do Menino Jesus, nós os Espíritas
devemos nos lembrar o nascimento da Doutrina Espírita, entendida como terceira
revelação, um novo marco no desenvolvimento espiritual da humanidade, em que
todos os problemas, todas as dúvidas, todas as dores serão explicadas à luz da
razão e do bom senso. Dentro deste contesto, a lei da reencarnação é um dos
princípios fundamentais para o perfeito entendimento e do sofrimento e da dor.
De acordo com a reencarnação, ou a diversidade das vidas sucessivas, temos
condições de melhor vislumbrar o nosso futuro, que nada mais é do que uma
continuidade daquilo que estivermos fazendo nesta vida. Optando pela prática do
bem, teremos uma vida futura feliz; escolhendo o mal, teremos que sofrer as
suas consequências.
Concluindo,
Jesus através dos seus emissários, esta sempre falando conosco no sentido de
nos incentivar a amar cada vez mais o nosso próximo, independe de como estejam
nos tratando, onde se pergunta? Que vantagem teríamos em amarmos somente os que
nos amam.
E que o ano que vem possa ser repleto de muita
alegria e paz. Muita saúde física e Espiritual a vocês e a sua distinta
família.
Viva
Jesus! Está mais vivo do que nunca em Espírito e verdade.
Mensagem
escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado em Curitiba. PR. Brasil
Meu
Hotmail: getulicao@hotmail.com
Meu
blogger: getuliomomentoespirita.blogspot.com

0 comentários:
Postar um comentário
ESTAMOS DISPOSIÇÃO DOS AMIGOS PARA ESCLARECER QUALQUER DÚVIDA.