segunda-feira, 3 de junho de 2024

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO V. CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO V.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS.

 

Jamais o Espiritismo admitiu que o dogma da reencarnação seria invenção moderna por parte de si. Este ponto fundamental foi extraído da doutrina de Pitágoras. Mais Pitágoras não foi o autor da metempsicose, onde ele colheu dos filósofos indianos e dos Egípcios a ideia, que poderia a alma do homem ser transmigrada para os animais e vice versa.

Mais esta ideia não atravessou as idades e não foi aceita pelas inteligências mais adiantadas, e nem pela nossa Doutrina que é a dos Espíritos.

Sendo assim os Espíritos acabaram ensinando o dogma da pluralidade das existências corporais, onde acabaram renovando uma doutrina que teve origem nas primeiras idades do mundo, até os nossos dias.

Apresentaram-na dentro de um ponto de vista mais racional, e de acordo com as leis progressivas da natureza, e mais com a harmonia de Deus, despojando assim todos os acréscimos da superstição.

Para os leigos, podemos informar, que a nossa crença se fundamenta, que podemos ao desencarnar, vir a reencarnar em novo corpo físico.

No nosso mundo existe pessoas que não aceitam esta ideia pelo único motivo de que ele não lhes convém, dizendo que lhes basta uma existência, e não desejam iniciar outra semelhante.

Pois é. A ideia da reencarnação existe porque não existe outra explicação do por que certas pessoas vem para sofrer, outras aleijados e outras não, uns ricos e outros pobres; só pode ser fruto dos seus plantios em outras encarnações.

Para tranquilizarmos as pessoas leigas, podemos dizer que a reencarnação não é assim tão rude, e que se estudassem a fundo não se assustariam. Saberiam que a nova existência depende muito de cada uma delas, onde poderão ser felizes ou desgraçados, segundo o quem tiverem feito na encarnação atual, coisas boas ou más. Jesus falou: “a cada um será dado segundo as suas obras”. Uma coisa também podemos deixar claro. Deus não castiga ninguém, e sim a pessoa se castiga sozinho, pois tudo é de acordo com a semeadura. Planta coisa boa, pode ir para um bom lugar. Se não plantar vai para um lugar dependendo até de ranger de dentes.

Agora Deus através da reencarnação, sempre dá uma oportunidade do ser humano se redimir, não havendo assim penas eternas. Só se pessoa persistir no erro ela não merecer outra coisa, pois sabe que está errada e continua errada.

Outra coisa que levantamos, que se não houver reencarnação, por certo não haverá mais existência corporal. Se a nossa existência corporal fosse a única, diríamos que a alma de cada criatura foi criada por ocasião do nascimento, a menos que admitamos a anterioridade da alma. Mais nesse casado perguntamos? O que era a alma e a onde ela estava antes do nascimento?

Outra coisa gostaríamos de perguntar:

1.Por que a alma revela aptidões tão diversas e independentes, das ideias adquiridas pela educação?

2.Da onde vem as aptidões de certas criaturas de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras são medíocres por toda a vida?

3.Da onde veio as ideias inatas ou intuitivas, que não existem para outros?

4.Da onde vem para outras crianças os impulsos para vícios ou virtudes?

5.Por que certas pessoas independente de educação são mais adiantados que os outros?

6.Porque existe homens selvagens e civilizados?

7. Por que certos homens trazem consigo ao nascer, a intuição de que já havia adquirido algo, ou já estiveram em certos lugares? Só podem ter trazido conhecimentos de encarnações passadas.

Esta questão que uns vem mais adiantados e outros mais atrasados, não quer dizer que Deus da privilégio para alguns, e para outros não. Foi como foi dito no início por Jesus. A cada um será dado segundo as suas obras. Sendo assim quem pune é a lei das causas e efeitos. Lei da ação e reação. Tudo o que se planta se colhe.

Se estamos aqui é para nos redimirmos das nossas faltas, e buscarmos o rumo da perfeição do nosso Espírito, onde poderemos reencarnar em mundos mais adiantados do que o nosso.

No Evangelho tem uma passagem de Jesus que naquela época já explicava o princípio da reencarnação:

Descendo eles da montanha após a transfiguração, Jesus disse: “Não digais a ninguém o que viste, até que o filho do homem seja ressuscitado de entre os mortos”. Seus discípulos então o interrogaram, e lhes disseram:

- “Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo lhes disse: -“Em verdade, Elias virá primeiro e restabelecerá todas as coisas. Mas eu vos declaro que Elias veio, e eles não o conheceram, antes o fizeram sofrer, tudo quanto quiseram. Assim eles também farão morrer o Filho do Homem”. Então entenderam os discípulos que era de João Batista que Ele lhes havia falado.

Ora, se João Batista era Elias, houve uma reencarnação do Espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista.

Uma coisa nós os Espíritas gostaríamos de dizer:

Que se adotamos a pluralidade das existências, não é somente porque ela veio dos Espíritos, porque nos parece a mais lógica e a única que resolve as questões até então insolúveis.

Que mesmo que ela viesse de um simples mortal, a admitiríamos, não se hesitando em renunciar às nossas próprias ideias. Que tudo o que vem da Espiritualidade é passada pela fé raciocinada, onde verificamos se existe a lógica.

Por outro lado reconhecemos que a Doutrina da pluralidade das existências é a única a explicar aquilo, que, sem ela é inexplicável.

As próprias palavras do Cristo nos dão está certeza, que está estampada no Evangelho Segundo São João, capítulo III:

1.Jesus respondendo a Nicodemos disse: “Em verdade, em verdade, te digo que, se um homem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. E Nicodemos lhe respondeu: “Como pode um homem nascer, quando está velho? Pode ele novamente entrar no ventre de sua mãe nascer pela segunda vez?”

Jesus lhe respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo que, se um homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de Eu te haver dito: necessário vos é nascer de novo.

 

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX. INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS.CAPÍTULO IX.CAPÍTULO IX. INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO.

OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES.

 

Numa batalha, existem Espíritos que a assistem e amparam cada uma das forças em luta, e estimulam a sua coragem.

Comentário de Kardec: Assim os antigos nos representavam os deuses tomando partido por este ou aquele povo. Esses deuses nada mais eram do que os Espíritos representados por figuras alegóricas.

Numa guerra, a justiça dos Espíritos tem uns que estão do lado que só buscam a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra; e a justiça da causa pouco lhes importa.

Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção dos seus planos de campanha. Eles podem influenciá-lo nesse sentido, como em todas as concepções.

E os maus Espíritos podem suscitar-lhe planos errados, com vistas à derrota.

Mas ele tem o seu livre-arbítrio de escolher seu caminho. Se o seu raciocínio não lhe permite distinguir uma ideia certa de uma falsa, terá de sofrer as consequências e faria melhor em obedecer do que em comandar.

O general pode algumas vezes ser guiado por uma espécie de dupla vista, uma visão intuitiva que lhe mostre por antecipação o resultado dos seus planos. É o acontece com o ser de gênio. É o que ele chama inspiração e lhe permite agir com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e se servem das faculdades de que ele é dotado.

No tumulto do combate, o que acontece aos espíritos dos que sucumbem, é que alguns continuam a se interessar, e outros acabam se afastando.

Comentário de Kardec: Nos combates, acontece o mesmo que se verifica em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento, o Espírito fica surpreso e como aturdido, não acreditando que está morto; parece-lhe ainda tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade se lhe impõe.

Os Espíritos que se combatiam quando vivos, uma vez mortos se reconhecem como inimigos e continuam ainda excitados uns contra os outros. Porém nesse momento, o Espírito jamais se mostra calmo. No primeiro instante, ele ainda pode odiar seu inimigo e mesmo o perseguir. Mas quando as ideias se lhe acalmarem, verá que a sua animosidade não tem mais razão de ser. Não obstante, poderá ainda conservar resquícios maiores ou menores, isto de acordo com o seu caráter. Ele ainda ouve o fragor da batalha.

Com referência ao Espírito que assiste friamente a um combate como espectador, se ele testemunha a separação entre a alma e o corpo, e como ele recebe esse fenômeno, podemos dizer:

Que são poucas as mortes realmente instantâneas, e que na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo foi mortalmente ferido não tem consciência disso no mesmo instante. Quando começa a retomar consciência é que se pode distinguir o Espírito a mover-se ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a vista do corpo morto não produz nenhum efeito desagradável.

BIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS.  MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. ANJOS DA GUARDA, ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES OU SIMPÁTICOS.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO.

ANJOS DA GUARDA, ESPÍRITOS PROTETORES, FAMILIARES OU SIMPÁTICOS.

 

Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para o proteger.

O irmão espiritual, é o que chamamos o bom Espírito ou o bom gênio.

Anjo da guarda devemos entender como o Espírito protetor de uma ordem elevada.

A missão do Espírito protetor é igual a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições sustentar sua coragem nas provas da vida.

O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o nascimento até a morte, e frequentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas experiências corpóreas porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

A missão do Espírito protetor é obrigatória a velar por nós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para uns, isso é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.

Ligando-se a um pessoa, o Espírito não renuncia a proteger outros Indivíduos. Mas o faz de maneira mais geral.

O Espírito protetor está ligado ao ser que foi confiado à sua guarda, mas acontece frequentemente que certos Espíritos deixam sua posição pura para cumprir diversas missões, mas nesse caso são substituídos.

O Espírito protetor, não abandona às vezes o protegido quando este se mostra rebelde às suas advertências. Ele apenas se afasta quando vê que os seus conselhos são inúteis, e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o ser humano quem lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.

Há certas doutrinas que deveriam converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura, fazendo-os pensar e acreditar, nos anjos da guarda. Pensar que possuem sempre ao lado deles seres que lhes são superiores, que estão sempre ali para os aconselhar, os sustentar, os ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra.  Acreditarem que esses seres ali estão por ordem de seu Deus, que os colocou ao lado deles; que estão ali estão por seu amor, e cumprem junto a eles todos uma bela mas penosa missão. Sim, onde quer que estejam, que seu anjo estará com eles: nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vício, na solidão, nada os separa desse amigo que não podem ver, mas do qual a alma deles recebem os mais doces impulsos e os mais sábios conselhos.

Os Bons Espíritos um dia perguntarão: Ah! por que não conheceram melhor esta verdade? Quantas vezes ela os ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes ela os salvaria dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo este anjo de bondade terá muitas vezes de os dizer: “Não te avisei disso? E não afizeste! Não te mostrei o abismo? E nele te precipitaste! Não fiz soar na tua consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?”. Ah! interpelai vossos anjos da guarda, estabelecei entre vós e eles essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos! Não penseis em lhes ocultar nada, pois eles são os olhos de Deus e não os podeis enganar! Considerai o futuro; procurai avançar nesta vida, e vossas provas serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Vamos, seres humanos, coragem! Afastai para longe de vós, de uma vez por todas, preconceitos e segundas intenções! Entrai na nova via que se abre diante de vós, marchai, marchai! Tendes guias, segui-os; a meta não vos pode faltar porque essa meta é o próprio Deus.

Aos que pensavam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se restringirem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, os protetores dirão que influenciaram as almas deles, embora estando a milhões de léguas de distância: para os protetores o espaço não existe, e mesmo vivendo em outro mundo os Espíritos, conservam sua ligação com eles. Dirão que gozam de faculdades que não podem compreender, mas que estão certos de que Deus não os impôs uma tarefa acima das forças deles, e nem os abandonou sozinhos sobre a Terra, sem amigos e sem amparo.

 Podemos também dizer, que cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela como um pai vela pelo filho. E sente-se feliz quando os vê no bom caminho; chora quando os conselhos deles são desprezados.

Os Bons Espíritos alertam que não temamos fatigar-nos com as nossas perguntas; e que possamos permanecer, pelo contrário, sempre em contato como eles, e assim seremos então mais forte e mais felizes. Alertam também que são essas comunicações de cada ser humano com seu Espírito familiar, podem fazer médiuns a todos os seres humanos, médiuns hoje ignorados, mas que mais tarde se manifestarão, derramando-se como um oceano sem bordas para fazer refluir a incredulidade e a ignorância. Seres instruídos, instruí seres de talento, educando irmãos nossos.  Que devemos saber que a obra assim realizada é a do Cristo, a que Deus nos impõe. Por que Deus nos concedeu a inteligência e a ciência, senão para as repartirmos com nossos irmãos, para os adiantar na senda da ventura e da eterna bem aventurança.

São Luís, Santo Agostinho.

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PELO MEDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. PRESSENTIMENTOS.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS.CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. PRESSENTIMENTOS.

 

 

O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um Espírito que nos deseja o bem. E também a intuição da escolha anterior: é a voz do instinto. O Espírito, antes de se encarnar, tem conhecimento das fases principais da sua existência, ou seja, do gênero de provas a que irá ligar-se. Quando estas têm um caráter marcante, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo, e essa impressão, que é a voz do instinto, desperta quando chega o momento, tornando-se pressentimento.

Quando estivermos em dúvida ou na incerteza daquilo que devemos fazer, devemos invocar o nosso bom Espírito, ou orar a Deus, nosso soberano Senhor, para que nos envie um de seus mensageiros, a nós.

As advertências de nossos Espíritos protetores têm por objetivo a conduta moral, e também a conduta que devemos ter em relação às coisas da vida privada. Eles procuram fazer-nos viver da melhor maneira possível, mas frequentemente fechamos os ouvidos às boas advertências e os tornamos infelizes por nossa culpa.

Comentário de Kardec: Os Espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos através da voz da consciência que fazem falar em nosso íntimo; mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam. Que cada um examine as diversas circunstâncias, felizes ou infelizes, de sua vida, e verá que em muitas ocasiões recebeu conselhos que nem sempre aproveitou e que lhe teriam poupado muitos dissabores, se os houvesse escutado.

 

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PLO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPOREO. INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS NOS ACONTECIMENTOS DA VIDA.

 


O LIVRO DOS ESPÍRITOS.CAPÍTULO IX. INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS NOS ACONTECIMENTOS DA VIDA.

Os Espíritos podem sim exercerem alguma influência nos acontecimentos de nossas vidas, pois nos aconselham. Eles geralmente tentam intuir em nossos pensamentos certas coisas, mas somos nós que dentro do livre arbítrio podemos absorver ou rechaçar.

Eles podem exercer essa influência pelo pensamento nosso, ou por outras, mas nunca atuam fora das leis da Natureza.

 

O que é errado, é que sempre imaginamos erradamente que os Espíritos só se manifestam por intermédio de fenômenos extraordinários. Claro que gostaríamos que nos viessem auxiliar por meio de “milagres”, e os imaginamos sempre armados de uma varinha mágica. Por não ser assim, é que oculta nos parece a intervenção que têm nas coisas deste mundo, e ser muito natural o que se executa com o concurso deles.

Assim sendo é nos dado como modelo, de que, provocado pelos Bons Espíritos o encontro de duas pessoas que suporão encontrar-se por acaso; acabam inspirando a um deles a ideia de passar por determinado lugar, chamando-lhe a atenção para certo ponto. E disso acaba resultando o encontro que tenham em vista. Com isso eles acabam crendo de que obedeceram a um impulso próprio, dentro seu livre-arbítrio. Mas o fato de que foram inspirado pelos Bons Espíritos que os aconselharam.

Assim sendo podem os Espíritos provocar certos efeitos com o   de que se de um acontecimento, mas sim para o cumprimento das leis da natureza, e nunca para nos derrogar.

Baseado nisto tudo, damos como exemplo, de um ser humano que tem que morrer. E ele acaba subindo numa escada que se quebra e ele venha a morrer na queda. Será que isto seria obra dos Espíritos? Diríamos que não, porque era a escada estava podre, ou por que não era bastante forte para suportar o peso daquela pessoa. Se era destino daquele ser, perece de tal maneira, que os Espíritos até podem ter lhe inspirado a ideia de subir a escada em questão, mas que teria de quebrar-se com o seu peso, resultando-lhe daí a morte por um efeito natural. Mas também foi a escolha do ser em subir a escada, dentro daquilo que falei no início. Eles tentam até nos intuir, mas temos aquelas duas opções, a de absorver ou rechaçarmos, isto dentro do livre arbítrio.

Outro modelo que nos é dado, é daquele sujeito que para se esconder de um raio, ele se abriga debaixo de uma árvore. E o raio veio e o mata. Seria obra dos Espíritos? Claro que não, porque o raio caiu sobre aquela árvore de tal maneira, que estava nas leis da Natureza que assim acontecesse. E sim, foi a ideia do ser humano se abrigar debaixo de uma árvore.

Outro caso que podemos citar, é daquela pessoa que dispara um projétil sobre uma pessoa, e o projétil não o atinge. Pode sim ter sido uma ideia de um Bom Espírito ter lhe intuito a ideia de se desviar do projetil, ou então poderá ter ofuscado o que empunhava a arma, de sorte a fazê-lo apontar mal, porque geralmente o projetil segue seu curso normal.

Outro caso é das balas encantadas que certas pessoas falam, e que atingem o alvo, podemos dizer ser de pura imaginação. O ser humano gosta do maravilhoso e não se contenta com as maravilhas da Natureza.

Já sobre os Espíritos que dirigem os acontecimentos terrenos, poderem obstar sua ação por Espíritos que queiram o contrário, podemos dizer que agem dentro daquilo que Deus quer se execute. E se houver demora na execução, ou lhe surjam obstáculos, é porque Ele assim o quis.

 

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇ~ÇAO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO. CONVULSIONÁRIOS.

 


0 LIVRO DOS ESPÍRITOS.CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO.

CONVULSIVOS.

Os Espíritos exercem sempre alguma atuação nos fenômenos que se produzem nos indivíduos chamados convulsivos, bem como o magnetismo, que é a causa desses fenômenos. Porém, o charlatanismo tem frequentemente explorado e exagerado seus efeitos, o que os faz cair no ridículo.

Os Espíritos que provocam esses fenômenos são pouco elevados, enquanto que os Espíritos superiores não se ocupam de coisas dessa natureza.

O estado anormal dos convulsivos daqueles que têm crises nervosas, pode se estender subitamente a toda uma população por afinidade. As disposições morais se comunicam muito facilmente em certos casos; não estamos tão alheios aos efeitos magnéticos para que não compreendamos isso e a parte que alguns Espíritos devem nele tomar, por simpatia, com aqueles que os provocam.

☼ Entre as faculdades especiais que se notam entre os convulsivos reconhecem-se sem dificuldade as que no sonambulismo e magnetismo oferecem numerosos exemplos: são, entre outras, a insensibilidade física, a leitura do pensamento, a transmissão, por simpatia ou afinidade, das dores, etc. Não se pode duvidar que os que sofrem de crises não estejam num estado de sonambulismo acordado, provocado pela influência que exercem uns sobre os outros. São ao mesmo tempo magnetizadores e magnetizados sem o saberem.

A causa da insensibilidade física que se nota em certos convulsivos, ou em certos indivíduos submetidos a torturas cruéis, se dá na seguinte forma:

 Em alguns, é um efeito exclusivamente magnético que age sobre o sistema nervoso, semelhante à ação de certas substâncias. Em outros, a exaltação do pensamento enfraquece a sensibilidade, porque a vida parece retirar-se do corpo para se transportar ao Espírito. Devemos saber, que, quando o Espírito está fortemente preocupado com uma coisa, o corpo não sente, e não vê e não ouve nada

☼ A exaltação fanática e o entusiasmo oferecem, frequentemente, nos casos de suplícios, o exemplo de calma e sangue-frio que não triunfariam sobre uma dor aguda se não se admitisse que a sensibilidade se encontra neutralizada por uma espécie de efeito anestésico. Sabe-se que no calor do combate a pessoa não se apercebe, frequentemente, de um ferimento grave, enquanto em circunstâncias comuns um simples arranhão a faz estremecer.

Visto que esses fenômenos dependem de uma causa física e da ação de certos Espíritos, podemos perguntar como, em muitos casos, atenderam a uma ordem e cessaram. A razão disso é simples. A ação dos Espíritos nesses casos é apenas secundária; somente se aproveitam de uma disposição natural. O fato de obedecer à autoridade de uma ordem dada não lhes suprimiu essa disposição, mas a causa que a mantinha e exaltava; de ativa, passou a latente, e teve razão para agir assim, porque o fato resultava em abuso e escândalo. Sabe-se, de resto, que essa intervenção não tem nenhum poder quando a ação dos Espíritos é direta e espontânea.

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO.AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRÊ OS FENÔMENOS DA NATUREZA.

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS. CAPÍTULO IX.INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO.


AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE OS FENÔMENOS DA NATUREZA.

Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus, ou seja, os grandes fenômenos da Natureza, esses que se consideram como perturbações dos elementos, são devidos a causa fortuitas ou têm pelo contrário, um fim providencial?

 Esses fenômenos sempre objetivam o homem?

– Algumas vezes têm uma razão de ser diretamente relacionado ao homem mas frequentemente não tem outro objetivo que o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza.

Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primaria, nisso como em todas as coisas; mas como sabemos que os Espíritos podem agir sobre a matéria e que eles são os agentes da vontade de Deus perguntamos se alguns dentre eles não exerceriam uma influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?

— Mas é evidente; isso não pode ser de outra maneira. Deus não se entrega a uma ação direta sobre a Natureza, mas tem os seus agentes dedicados, em todos os graus da escala dos mundos.

A Mitologia dos antigos é inteiramente fundada sobre as ideias espíritas, com a diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Ora, eles nos representavam esses deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir à vegetação etc. Essa crença é destituída de fundamento?

— Tão pouco destituída de fundamento que está ainda muito aquém da verdade.

 Pela mesma razão poderia haver Espíritos habitando o interior da Terra e presidindo aos fenômenos geológicos?

— Esses Espíritos não habitam precisamente a Terra, mas presidem e dirigem os fenômenos segundo as suas atribuições. Um dia tereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor.

 Os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza formam uma categoria especial no mundo espírita, são seres à parte ou Espíritos que foram encarnados, como nós?

— Que o serão, ou que o foram.

Esses Espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da hierarquia espírita?

— Segundo o seu papel for mais ou menos material ou inteligente; uns mandam, outros executam; os que executam as coisas materiais são sempre de uma ordem inferior, entre os Espíritos como entre os homens.

Na produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é somente um Espírito que age ou se reúnem em massa?

— Em massas inumeráveis.

 Os Espíritos que agem sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa em virtude de seu livre-arbítrio, ou por um impulso instintivo e irrefletido?

— Uns, sim; outros, não. Faço uma comparação: figurai essas miríades de animais que pouco a pouco fazem surgir do mar as ilhas e os arquipélagos; acreditais que não há nisso um objetivo providencial e que essa transformação da face do globo não seja necessária para a harmonia geral? São, entretanto, animais do último grau os que realizam essas coisas, enquanto vão provendo às necessidades e sem perceberem que são instrumentos de Deus. Pois bem, da mesma maneira os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto eles ensaiam para a vida, e antes de terem plena consciência de seus atos e de seu livre-arbítrio, agem sobre certos fenômenos de que são agentes sem o saberem. Primeiro, executam; mais tarde, quando sua inteligência estiver desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral. É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, de que o vosso Espírito limitado ainda não pode abranger o conjunto!

BIBLIOGRAFIA. O LIVRO DOS ESPÍRITOS. MATÉRIA DIVULGADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.