terça-feira, 31 de agosto de 2021

A LEI DO AMOR.

 


CAPÍTULO XI- INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS-A LEI DO AMOR.

 

Dentro das instruções dos Espíritos, Lazaro em Paris no ano de 1.862, relata que o amor está sempre contido no princípio de Jesus, sendo um sentimento por excelência e alicerçado a altura do progresso realizado.

 Afirma que no inicio o homem tem somente instintos mais avançados e corrompidos, tendo somente sensações, e que mais tarde mais instruído e purificado passa a ter sentimentos, aonde o ponto delicado vem a ser o amor.

Relata que esse amor que condensa e reúne o fogo ardente, é como o sol, onde as revelações sobre humanas prevalecem. Diz que a lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres, e acaba aniquilando as misérias sociais.

Revela que feliz será aquele que consegue amar os seus semelhantes! E feliz será aquele que ama porque não conhece a angústia da alma, e nem miséria do corpo, onde seus pés se transportado para fora de si. Lembra quando Jesus veio a pronunciar esta palavra Divina, ela fez estremecer os povos e os mártires ébrios de esperança.

Torna público que dentro do Espiritismo ele acaba revelando uma segunda palavra do alfabeto Divino, porque esta palavra consegue erguer a pedra dos túmulos vazios, e que a reencarnação acaba triunfando sobre a morte.

Lembra-nos que não existem mais suplícios que ele conduz, mais sim a conquista do seu ser elevado.

Afirma que no inicio foi dito que o homem possui somente instintos, e este acaba dominando os seus sentimentos para atingir o seu objetivo. Que para atingirmos o nosso objetivo temos que lutar contra o instinto que vem a ser a germinação e os embriões do sentimento. Lembra que aqueles que têm o seu Espírito mais fraco, devem lutar cada dia para se despojar deste, para não serem escravizados por ele.

Divulga que o Espírito deve ser cultivado como se plantássemos em um campo toda a riqueza futura, onde os bens mais elevados do que os materiais os levarão a gloriosa elevação. Que somente com a germinação da lei do amor compreenderemos que ela une todos os seres.

Já o nosso irmão Fénelon em Bordeaux no ano de 1.861, narra que em resumo o amor vem a ser a essência Divina, e que possuímos dentro de nosso coração. E que podemos verificar isto naqueles que tem os seus corações duros, enquanto em outras pessoas transbordam de amor por alguma coisa, tais como, os animais, plantas e outros. Outras vivem na tristeza se queixando da humanidade em geral, e procuram ao seu redor afeição e a simpatia, e acabam ignorando a essência Divina que Deus colocou no seu coração.

Ele narra que existem certas pessoas, que a prova da reencarnação não aceitam que outros participem de suas simpatias. Ele acha que são pobres criaturas cuja afeição é o que os torna egoísta, onde o amor deste é restrito a sua família e amigos. Para estas pessoas para chegarem ao amor de Deus, é preciso que venham a amar a todos, tanto pessoal como de família.

Ele ressalta que nos mundos superiores o amor é recíproco, e que acaba harmonizando os Espíritos que os habitam, enquanto que no nosso planeta que é destinado em breve sensível progresso, terá que praticar essa lei que é sublime reflexo da Divindade.

Relata que aqui no nosso planeta, a lei do amor vem a ser o aperfeiçoamento moral da nossa raça humana e da felicidade, e que os viciados e rebeldes se transformarão quando enxergarem esta evolução.

 Deixa claro que não devemos acreditar em coração duro, e sim praticar todo bem que pudermos, pois isto acabará acelerando a chegarmos ao amor verdadeiro. Com isso ele acredita que o nosso planeta possa ser a morada de provas e exílio, onde será purificada por este fogo sagrado, por virtudes estas filhas do amor. 

Que não devemos cansar em ouvir as palavras de João o Evangelista, que quando a velhice ou a enfermidade nos envolver e vier a suspender o curso de nossas pregações, que lembremo-nos das suas palavras: “Meus filinhos amai-vos uns aos outros”.

Ele acha que devemos utilizar com proveito estas lições cuja prática é difícil, mas dela poderemos retirar um bem imenso, e que devemos fazer um imenso esforço no sentido de praticarmos as palavras: “Amai-vos uns aos outros”.

Já o irmão Sansão, ex- membro da sociedade Espírita de Paris, no ano de 1.863, narra que os Espíritos transmitem por seu intermédio que devemos amar bastante para sermos amados. Que seguindo este exemplo, veremos que ele consola e acalma as nossas penas, nos elevando acima da matéria.

Relata devemos saber que a ascensão até Deus se dará de acordo com as nossas aspirações, onde poderemos nos elevar bastante até o nosso pai Celestial.

 Ressalta que se analisarmos a palavra amar no seu verdadeiro sentido, veremos que quer dizer ser leal, consciencioso para fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem por nós. Que isto vem a ser procurar o sentido íntimo de todas as dores que rodeiam nossos irmãos para abranda-las, encarando todos como se fossem da nossa família humana, onde por certo os encontraremos do outro lado da vida, e se possível em mundos mais avançados. Espíritos estes como nós, filhos de Deus, onde somos destinados a nos elevarmos ao infinito, e por isso não podemos recusar a eles o que Deus nos deu. Que para aquele que sofre, devemos sempre ter uma palavra amiga, de incentivo, de fé, de amor e justiça.

Que devemos crer muito nestas palavras ame o bastante para sermos amados, pois só o fato de lermos isto, já estamos ganhando, pois somos os melhores dos que viveram a cem anos atrás, porque a cem anos por certo aceitaremos com a mesma facilidade aquelas que não puderam entrar em nosso cérebro.

Com a evolução do Espiritismo, poderemos ver hoje a facilidade que temos de aceitar com maior rapidez as ideias da justiça, e de renovação ditas pelos Espíritos Bons. São ideias da Divindade, e que devemos estar preparados para recebê-las como uma sementeira fecunda, que aceitas por nós, estarão contidas nesta permuta universal de amor ao próximo. Nós os Espíritos encarnados se entendermos esta, por certo estenderemos às mãos desde os confins do nosso planeta. Com isso reuniremos para entendermos e nos amarmos destruindo todas as injustiças.

Informa que o Espírito de renovação, os grandes pensamentos estão contidos no Livro dos Espíritos, o qual vem a ser uma grande dádiva do século futuro, e o da reunião de todos os interesses materiais e Espirituais dos homens pela aplicação desta máxima: amai a fim de sermos amados.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

E PERMITIDO REPREENDER OS OUTROS?

 


CAPÍTULO X. BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS.

É PERMITIDO REPREENDER OS OUTROS?

 

O irmão São Luiz em Paris, no ano de 1.860, respondeu a pergunta, que partindo do principio de que ninguém é perfeito, se a pessoa tem a moral e o direito de repreender o próximo, ele deixou dito:

Que certamente que não, pois cada um deve trabalhar para o progresso de todos, e, sobretudo dos que estão sob a sua tutela. Mas isso é também uma razão para ser feito com moderação, e com uma intenção útil, e não como geralmente é feito, pelo prazer de denegrir a imagem do outro. Neste último caso, a censura é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda cumprir com todas as cautelas possíveis; e ainda assim, a censura que se faz a outro deve ser endereçada também a quem reprende, para ver se não a merece.

Já com respeito à pergunta, se será repreensível observar as imperfeições dos outros, quando disso não possa resultar nenhum benefício para eles, e mesmo que não seja divulgada, a resposta foi a seguinte:

Que tudo depende da intenção. Certamente que não é proibido se ver o mal, quando o mal existe. Seria mesmo inconveniente ver-se por toda a parte somente o bem: essa ilusão prejudicaria o progresso. O erro está em fazer essa observação em prejuízo do próximo, desacreditando-o sem necessidade na opinião pública. Seria ainda repreensível fazê-la com um sentimento de malevolência, e de satisfação por encontrar os outros em falta. Mas dá-se inteiramente o contrário, quanto, lançando um véu sobre o mal, para ocultá-lo do público, limitamo-nos a observá-lo para proveito pessoal, ou seja, para estudá-lo e evitar aquilo que nos censuramos nos outros. Essa observação, aliás, não é útil ao moralista? Como descreveria ele as extravagâncias humanas, se não estudasse os seus exemplos?

Na pergunta subsequente se há casos em que seja útil descobrir o mal alheio, ele salienta que esta questão é muito delicada, e precisa-se recorrer à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las. Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só. Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um ser humano caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem lida e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

 

O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO.

 


CAPITULO X. BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS: O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO.

 

No capítulo VII, Vers. 3,4, e 5, o nosso irmão Mateus pergunta: “Por que vemos um argueiro no olho do nosso irmão, onde temos uma trave no nosso”? Ou como costumamos dizer, deixe-nos tirar um argueiro (cisco) do vosso olho, se nós temos uma trave no nosso? Pois é, com tudo isto ele nos adverte para que tiremos primeiro a trave do nosso olho, para depois querer tirar o argueiro dos outros.

E isto vem a ser uma grande verdade, a humanidade sempre enxerga os defeitos dos outros sem enxergar os seus. Para julgarmos os outros teríamos que trocar de lugar com aquele que enxerga os defeitos, e perguntarmos a nós o que faríamos no lugar deles, se alguém estivesse nos julgando como procederíamos? É impressionante o que o orgulho faz com uma pessoa que não consegue enxergar os seus defeitos, tanto moral como físico, aonde isto vem a ser contrário a caridade, porque a caridade orgulhosa vem a ser um contra senso. Somos obrigados a perguntar de novo, como pode uma criatura orgulhosa que age desta maneira chamar a atenção de outra pessoa, se ela se presta a fazer coisas desta maneira? O orgulho vem a ser o pai de muitos vícios e a negação de muitas virtudes, por isso nosso Mestre Jesus sempre condenou esta atitude por ser contraria ao progresso.

Devemos nos lembrar: Se admitirmos que somos orgulhosos ou tiver o defeito acima, e nada fizermos para sair desta, pecamos duas vezes, porque sabemos estar errados e continuamos a fazer.

Jesus foi claro: “Não julgueis, a fim de que não sejais julgados. Aquele que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra”. Já no capítulo VII, Vers. 1 e 2, São Mateus comenta sobre estes últimos palavreados de Jesus, querendo dizer, que seremos julgados segundo tivermos julgados os outros, e com a mesma medida da qual nos servimos para com eles.

Já no capítulo VIII, vers. de 3 a 11, São João dá-nos como exemplo, aquela situação em que os Escribas flagraram uma mulher adultera e a colocaram no meio do povo, dizendo a Jesus:

” Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério: ora Moises ordena na lei para lapidar as adulteras”. Eles perguntaram a Jesus isto com o intuito de ter alguma coisa para acusá-lo, mas Jesus com a cabeça baixa escrevia com o dedo na terra, e como continuaram a interrogá-lo, Ele se ergueu e falou:” Aquele que dentre vós que estiver sem pecado que lhe atire a primeira pedra”. Com isso um a um foram se retirando, e assim Jesus acabou ficando somente com a mulher que estava no meio da praça, e então Jesus se levantou e disse: “Onde estão os vossos acusadores? Ninguém vos condenou”? Ela acabou lhe respondendo que não, e Jesus lhe disse: “Eu também não vos condenarei, ide, e no futuro não pequeis mais.”

Com todos estes exemplos, e das palavras de Jesus proferidas aos Escribas, nos faz lembrar da tolerância como um dever, onde ela nos ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que julgaríamos a nós mesmos, e nem condenarmos os outros o que desculpamos em nós. Devemos antes de censurarmos os outros, verificar se a mesma reprovação não poderia recair sobre nós.

A censura lançada sobre os outros tem seus motivos, como reprimir o mal ou desacreditar a pessoa pela qual se criticam os atos, sendo este último motivo não ter desculpas porque, vem a ser uma maledicência e de maldade.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

A INDULGÊNCIA.

 


CAPÍTULO X-BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS. A INDULGÊNCIA.

 Dentro das instruções dos Espíritos, o irmão José, um Espírito Protetor em Bordeaux, no ano de 1.863, nos orienta que primeiramente devemos saber o que significa esta palavra tão doce. Ela quer dizer que todo ser humano deve ser tolerante e cultiva-la para com o seu irmão.

Com ela o ser humano não vê os defeitos alheios, e quando começa a enxerga-los os oculta, porque a malevolência tem sempre uma desculpa, uma escusa para não colocá-la em prática.

A indulgência não se preocupa com os atos maus dos outros, não faz observações chocantes, e não tem censura nos lábios, mas somente conselhos. Devemos julgar sim os nossos atos, os nossos pensamentos sem preocupar com os outros. Digo isto porque, cada um de nós esta num grau da evolução e nesta grande escola, a caminho da perfeição do nosso Espírito.

Devemos ser severos conosco e indulgentes com os outros, onde devemos nos espelhar no grande Pai Celestial que desculpa sempre as nossas faltas.

O Bom Espírito pede para que sejamos indulgentes, porque ela acalma, abranda e reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita.

Com estas palavras chegamos à conclusão que devemos ser sim indulgentes para as faltas alheias, que não devemos julgar com severidade senão para com as nossas faltas, porque executando isto, Deus será indulgente conosco. Tudo funciona de acordo com o nosso plantio, dentro da lei das causas e efeitos.

Devemos com isto sustentar os fortes, encorajando-os para serem perseverantes, e também os fracos mostrando a bondade de Deus.

Este irmão Espiritual pede para mostrarmos a todos o anjo do arrependimento, que estende a sua asa branca sobre as faltas dos seres humanos, e vela os olhos daqueles que não podem ver o que é puro.

Que devemos compreender a misericórdia de Deus que perdoa as nossas faltas, assim como Ele espera de cada um de nós façamos, que devemos perdoar os que nos ofendem, e compreender melhor estas palavras não somente nas letras, mas sim colocando-as em prática.

E que raramente o que mais pedimos a Deus vem a ser o perdão das nossas faltas, sem que as vezes não perdoamos os nossos semelhantes, ou seja, os que nos ofendem. Que diante disto Deus não se contenta em apagar da Sua memória as nossas faltas, e Ele não nos pune, porém espera que a máxima seja coloca em prática perdoando os outros para depois pedir perdão.

Que quando reconhecemos os nossos erros não deixa de ser uma virtude, mas aqueles que têm a consciência que estão errados e continuam errando, acabam pecando duas ou mais vezes, porque erram conscientemente.

Uma coisa que este irmão Espiritual também nos esclarece, que quando estamos solicitando o perdão das nossas faltas e forças para nelas não mais cairmos, temos que somar a reparação ao arrependimento.

Já o Espírito do irmão João Bispo de Bordeaux, no ano de 1.862, recomenda-nos que devemos esquecer as ofensas dos outros, mais que com isto não devemos nos contentar em colocarmos um véu sobre o esquecimento das nossas faltas. Diz isto, porque o véu é bastante transparente aos nossos olhos, onde devermos perdoar não somente com a boca, mas com o coração, tendo como lema o amor junto ao perdão. Que com isto devemos fazer pelo nosso semelhante o que gostaríamos que fizessem por nós, e que devemos também substituir a cólera que nos cega, pelo amor que nos purifica, procurando seguir o exemplo daquele que foi a maior personagem que passou por aqui. E seguindo Ele por certo nos conduzirá ao repouso tão desejado por nós, após as nossas lutas para o lado do bem. Ele nos orienta também que devemos continuar carregando as nossas cruzes como Jesus carregou a sua, e como maior exemplo não cruzou os braços por isso, e sim continua nos abençoando e iluminando como Espírito e verdade.

Por outro lado o Bispo de Nevers em Bordeaux, chamado de Dufêtre, nos diz que para atingirmos o cume do progresso, temos que sermos firmes e indulgentes para com as falhas alheias. E que esta vem a ser a chave do progresso que poucas pessoas observam, onde todos nós temos más tendências a vencer e defeitos a corrigir, existindo hábitos a modificar. Esses defeitos que ele se refere, não consistem apenas naqueles que fumam, bebem, mais sim os vícios mais graves que são o nosso orgulho e a vaidade. Que corrigir os nossos erros não deixa de ser uma virtude, mas persistir neles acaba agravando as coisas.

Ele pergunta a nós o porquê sermos tão implacáveis com os outros e cegos para conosco, que devemos nos lembrar daquela máxima, não enxergar no olho do próximo um argueiro que nos cega, mais sim uma trave nos nossos olhos.

Que com isto devemos policiar as nossas atitudes e pensamentos esquecendo os outros dentro desta máxima, e que todo ser humano orgulhoso que se acha superior aos outros se considerando superdotado, acaba sendo insensato e culpado. Que a humildade e a caridade faz com que possamos ver nos outros senão superficialmente os seus defeitos, e sim enaltecer as suas virtudes, e se existir em nossos corações um abismo de corrupção, existem sim algumas dobras mais ocultas que vem a ser o germe de inúmeros bons sentimentos.

Diz que felizes são aqueles que abraçaram a religião Espírita, entendo-a, porque aproveitaram as orientações salutares que os Bons Espíritos trouxeram, e com os que sofrem aprenderam o que não fazer, e como não se portar como eles. Que para os Espíritas o caminho vem a ser iluminado, e em todo o seu percurso, podendo ler estas palavras que lhe indicam o meio de atingir o fim; caridade para com os outros e para si, e o amor para com Deus, aonde Nele resume todos os deveres, aonde a caridade vem a ser o ponto primordial para que todos possam receber Dele tudo isto, e mais que não enxergamos.

Para findar, pede que saibamos que devemos fazer tudo pelos outros sem querer nada em troca.

Foram feitas várias perguntas ao Irmão São Luiz em Paris no ano de 1.860, conforme abaixo:

1-Se uma pessoa não sendo perfeita pode repreender uma outra?

Ele respondeu que não, e eu acho que não tendo moral como que se acha na condição de fazer isto. Que devemos trabalhar para o progresso de todos, que quando formos repreender alguém façamos com moderação, e se possível somente com ele;

2- Se podemos observar as imperfeições dos outros, quando isto não venha a ser um benefício?

Respondeu que depende das nossas intenções se é para o bem ou para o mal. Outra falta grave é tornar público os defeitos dos outros.

3- Se existe situações que seja útil divulgarmos o mal dos outros?

Que acima de tudo deva prevalecer à caridade, e podemos fazer em particular a ele sem diminuí-lo, e que antes de tudo devemos somar os pros e contras.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

 

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

DESENCARNAÇÃO

 


Desencarnação

O Processo segundo a Doutrina Espírita

Enquanto o ser está encarnado, o perispírito liga-se ao corpo físico por ligações sutis, célula a célula e, com maior intensidade, em locais que correspondem no perispírito aos centros de força que outras doutrinas chamam de chacras. Quando o início do processo de desencarnação se dá, essas ligações vão sendo aos poucos rompidas até que o perispírito encontre-se outra

O tempo que o processo todo leva e a forma como vez completamente livre.esses laços são rompidos depende do estado psicológico e moral do indivíduo, da forma como o processo é disparado e do estado psicológico daqueles que o acompanham.

Em uma pessoa materialista, com forte apego ao próprio corpo e às coisas mundanas, o processo de desligamento pode durar mais tempo que o normal pelo fato de ele não aceitar ou identificar a nova realidade em que se encontra. Em uma outra pessoa, espiritualizada e em estado psicológico equilibrado, o processo pode ser bem mais rápido pelo fato de ela saber o que vai ocorrer e esperar o acontecimento em paz consigo mesma. Já nos casos de morte súbita, o processo pode ser quase instantâneo, como se o corpo físico expulsasse o perispirito com violência.

Para que o processo se dê com mais tranquilidade para quem vai desencarnar é importante que os seus familiares e os amigos que o acompanham não exerçam pressão psicológica sobre ele, tentando QUADRADO.se manter equilibrados e confiantes no bom desfecho.

Bibliografia.

·         KARDEC, AllanO Céu e o Inferno (36a ed.). Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1990.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

SACRIFÍCIO MAIS AGRADÁVEL A DEUS.

 


CAPÍTULO X-SACRIFICIO MAIS AGRADÁVEL A DEUS.

 

São Mateus no capítulo V, vers.23 a 24, nos orienta que quando formos apresentar uma oferenda ao altar, e lembrarmos que o nosso irmão tem alguma coisa contra nós, que deixemos está para depois, e antes de tudo que devemos ir se reconciliar com o nosso irmão.

Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus, que falou para irmos e se reconciliar com o nosso irmão antes de apresentar nossa oferenda ao altar.

Com isso Ele quis dizer, que antes de nos apresentarmos a Ele o nosso Mestre para pedir perdão, que devemos primeiro perdoar, e que somente assim poderemos agradar a Deus o nosso Pai, porque teremos um coração puro de todo mal pensamento.

Que devemos materializar este preceito não seguindo os exemplos dos Judeus, que ofereciam sacrifícios materiais, e que o verdadeiro Cristão vem a ser aquele que não oferece sacrifícios deste tipo, e sim se detém oferecendo a sua alma pura, porque no templo de Deus não entra o sentimento de ódio e mau pensamento contra os outros. Que agindo assim a nossa prece será levada pelos Bons Espíritos aos pés de Deus.

Eis o que Jesus quis dizer naquelas palavras iniciais, se quisermos agradar a Deus:

Ele nos ensinou que o sacrifício mais agradável a Deus é nos livramos dos nossos próprios ressentimentos, e que antes de pedirmos perdão ao nosso Pai todo Poderoso, é preciso que se perdoe aos outros, e que se algum mal que tivermos feito contra um irmão é preciso termos reparado.

E que somente assim a oferenda será agradável a Deus, porque provem de um coração puro de qualquer sentimento maldoso.

Jesus materializa esta recomendação porque os Judeus ofereciam sacrifícios materiais e era necessário conformar as suas palavras aos costumes do povo. E que o verdadeiro Cristão não oferece prendas materiais porque espiritualizou o sacrifício, mas que o preceito não tem menos forças para Ele, oferecendo a alma a Deus sem estar purificada. Que para entrar no Reino De Deus, devemos deixar do lado de fora todo o sentimento de ódio e rancor, enfim todo mal pensamento contra o nosso irmão.

Que sendo assim a nossa prece será levada em conta e levada pelos Bons Espíritos a Deus.

Para mim este ensinamento vem de encontro também com uma das recomendações que o nosso mestre deixou para nós, que consiste no sentimento do perdão das ofensas, e que o ódio e o rancor provem de uma alma sem elevação e sem grandeza, e o esquecimento das ofensas vem a ser uma alma elevada que está acima dos insultos; uma sempre é ansiosa de uma ofensa ligeira e desconfiada e cheia de ódio, e a outra provem da calma, cheia de mansuetude e de caridade acima de tudo.

Com isso concluímos que existe apenas uma maneira de se perdoar a alguém, a de não exigir nada em troca, e não impondo condições.

Jesus sempre nos ensinou a sermos misericordiosos, e que este não tem limites, onde afirma para perdoarmos o nosso irmão não sete vezes apenas, mais setenta vezes sete vezes.

 

 

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

NOTIFICAÇÃO.

 ESTOU UM POUCO FORA, PORQUE ESTOU MUDANDO DE DOMICIO.


terça-feira, 17 de agosto de 2021

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE.

 CAPÍTULO X-BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS.

PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE.

 

São Mateus no capítulo V. v. 7, exalta as palavras de Jesus:

“Bem aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia”.

E no capítulo VI. v.  14 a 15:

“Se perdoardes aos homens as faltas que cometeram contra vós, também Vosso Pai Celestial vos perdoará os pecados”.

Já no capítulo XVIII, v.15, 21,22:

“Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho vosso irmão”.

Com isso, aproximando-se Dele Pedro perguntou: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão quando houver pecado contra mim? Até sete vezes”?

Jesus lhe respondeu: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes”.

Conclui-se com todos estes ensinamentos de Jesus, que a misericórdia vem a ser o complemento da doçura, porque aquele que não é misericordioso não sabe ser brando e pacífico.

As palavras de Jesus consistem no esquecimento do perdão das ofensas. Já o ódio e o rancor provem de uma alma sem elevação e sem grandeza, e o esquecimento das ofensas vem a ser uma alma elevada que está acima dos insultos; uma sempre é ansiosa de uma ofensa ligeira e desconfiada e cheia de ódio; a outra provem da calma, cheia de mansuetude e de caridade acima de tudo.

Ai daquele que disser, eu não vou perdoar jamais. Este por certo se não for condenado pelo ser humano, por certo será por Deus. Com isso pergunta-se: com que direito ira reclamar o perdão das suas faltas, se ele mesmo não perdoa os dos outros?

Jesus sempre nos ensinou a sermos misericordiosos e que ele não tem limites, onde afirma que para perdoar o nosso irmão não deve ser sete vezes apenas, mas setenta vezes sete vezes.

Raciocinando-se concluímos que existe apenas uma maneira de se perdoar alguém, ou seja, a de não exigir nada em troca, a qual poupará com delicadeza o amor próprio e a ofensa ligeira do adversário. A forma errada de se perdoar alguém é lhe impondo condições humilhantes, e fazendo sentir o peso de um perdão, que por certo vira a irritar no lugar de acalmar.

Uma das formas de se humilhar uma pessoa é mostrando ao povo que é generoso, perdoando aquela criatura que lhe pede perdão. Nisso não existe generosidade, mas sim um modo de satisfazer o seu orgulho.

Aquele que se mostra mais conciliador, provando desinteresse, caridade vem a ser a verdadeira grandeza d´alma, e que por certo conquistará a simpatia das pessoas imparciais.

 

 

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

O ALCOOL E SEUS MALEFÍCIOS.

 


O Álcool e seus malefícios

 

O mundo atual está muito preocupado com o uso de drogas pesadas como a cocaína, o crack e outras, e há várias e justas razões para isso. Tais drogas agridem e destroem o ser humano fisicamente e moralmente, em pouco tempo.

Mas existe, correndo por fora e ganhando o páreo, uma outra droga que é aceita pela sociedade: chama-se bebida alcoólica.

As pesquisas realizadas mostram os índices alarmantes de jovens e adolescentes que ingerem bebida alcoólica frequentemente.

E a faixa etária de iniciação aos alcoólicos está caindo, ou seja, crianças já fazem uso deles.

A tal ponto que essa droga socialmente aceita surge na vida dos indivíduos antes mesmo da festa de 15 anos.

Os motivos que levam os alcoólicos a serem tão procurados pela garotada são simples.

Eles se encontram em um período em que a aprovação e a admiração dos amigos, da turma, é muito importante.

Bebem porque assim fica mais fácil chegar na garota, é mais fácil rir e ficar na onda.

O mais preocupante é que nem os pais, nem os jovens estão se dando conta que o vício está rondando. Os jovens acreditam que poderão parar quando quiserem. Que não são, nem serão dependentes.

A Organização Mundial de Saúde calcula que 10% dos adolescentes que bebem se tornarão alcoólatras. E 30% terão problemas com a saúde, acidentes de trânsito e outras consequências mais ou menos graves.

Não se imagina que tudo começa no que parece ser a inocente cervejinha.

É comum a cena no final de tarde: adolescentes, jovens e adultos ao redor de uma mesa, em animada conversa, regada a chopp ou cerveja.

As garrafas vão se acumulando sobre a mesa enquanto se joga conversa fora.

Os próprios pais não veem, normalmente, perigo ou problema algum em oferecer ao filho a cerveja. Como assistir ao futebol sem ela?

Como ir a uma pescaria sem a loira gelada?

Contudo, o abuso dos alcoólicos na adolescência acarreta muitos problemas no desenvolvimento psicológico.

Nessa época, o adolescente tem frustrações e angústias e, bebendo, perde a oportunidade de enfrentá-las. O que não lhe permite amadurecer. O alcoólico passa a ser uma bengala.

Quantos seres humanos necessitam de um trago, de uma birita antes de fechar um contrato importante, de ir para a reunião para a concretização de um grande negócio?

Importante que se conscientizem os pais acerca do problema e ao invés de aderir à moda de tudo permitir, em matéria de bebida, passar a exemplificar a abstenção.

Primeiro não bebendo. Segundo, não servindo. Terceiro não adquirindo.

Algumas pessoas que não bebem nada que contenha álcool porque dizem não apreciar, mantêm em seu lar para servir aos amigos, variados licores e vinhos, uísque e cerveja. Ficam até num lugar todo especial, em local privilegiado da sala.

Não seria mais viável se oferecer ao amigo o que se tem de melhor e não aquilo que mais cedo ou mais tarde o poderá destruir?

Está na hora de pensar. E pensar firme. Pensar bem.

*   *   *

O álcool inibe a censura fazendo com que as pessoas percam o autocontrole e a autocrítica.

A razão desse comportamento está justamente no etanol, álcool etílico usado nas bebidas, que é uma substância repressora do Sistema Nervoso Central.

A alteração do comportamento se dá, mesmo quando usado em pequenas doses.

 

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Alerta máximo 
– para onde caminha  a juventude, publicado no Hora H de 20 a 26/05/1996
 e no artigo Alcoolismo destruidor de vidas, publicado no Correio Fraterno do 
ABC, de maio de 1996.
Em 10.07.2009.

MENSAGEM COMPARTILHADA PELO MÉDIUM GETULIO PACHECO QUADRADO.

 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS.

 


CAPÍTULO VIII-DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS.

INSTRUÇÕES DOS ESPIRITOS.

 

Dentro deste tema, o Bom Espírito chamado de João Evangelista em Paris no ano de 1.863, vem a esclarecer o que Jesus queria dizer com estas palavras: “Deixai vir a mim as criancinhas”.

Jesus não queria simplesmente dizer que tinha a sua admiração somente pelas criancinhas, e que elas viriam a conquistar os Reinos dos Céus. Ele quis sim chamar a atenção daqueles Espíritos desgarrados que eram fracos, os viciosos, os escravos, para que eles tivessem o Espírito ou a postura daquelas crianças, meigas e inocentes. Jesus chamava a atenção da criatura que era adulta, para a atitude de uma criança pela sua inocência, pois que Ele não podia ensinar a infância física que esta sujeita à matéria.

O que Jesus queria realmente dizer com isto tudo, é que queria que as pessoas viessem a Ele, com a mesma confiança que as crianças depositavam a Ele, onde se tornou num facho de luz que iluminou as trevas, pois foi o iniciador do Espiritismo, onde Ele chama para si não somente as crianças e sim ao ser de boa vontade.

Este bom Espírito diz, que esta chegando o tempo em que os erros virão a tona, aonde os Espíritos Bons virão a ensinar o verdadeiro sentido das parábolas que Jesus quis dizer.

Ele no afirma que a verdade Espírita esta alargada nos horizontes, onde este enviado vai resplandecer o sol sobre o cume das montanhas.

Já o Espírito Protetor em Bordéus no ano de 1.861, também chama atenção para estas palavras e nos orienta: “Deixai vir a mim as criancinhas que eu tenho o leite que fortifica os fracos. Deixai vir a mim aqueles tímidos e débeis, que tem a necessidade de apoio e de consolação. Deixai vir a mim os ignorantes para que eu os esclareça. Deixai vir a mim os que sofrem a multidão dos aflitos e dos infelizes, lhes ensinarei o grande remédio para abrandar os males da vida, lhes darei o segredo da cura das feridas”!

Daí surge uma pergunta: Qual será este balsamo soberano meus irmãos, que se aplica sobre todas as chagas do coração e as cicatriza? A resposta só pode ser: É o amor, a caridade! Se tendes este fogo Divino, que é o que podereis temer? Direis a todo instante de sua vida: Meu Pai que a Vossa vontade seja feita e não a minha; se Vos apraz me experimentar pela dor e pelas tribulações, Sede Bendito, porque é para meu bem, e eu sei que a Vossa mão pesa sobre mim. Se Vos convém Senhor ter piedade de Vossa criatura fraca, daí ao coração dela as alegrias sãs. Mais fazei que o Amor Divino não dormite em sua alma, e que incessantemente faça subir aos teus pés a voz do reconhecimento!

Este irmão ainda diz: Se tendes amor, possuis tudo o que se pode desejar aqui na Terra, pois possuis a pérola por excelência, que nenhum mal que o perseguem poderão vos arrebatar. Se tendes o amor, tereis colocado o teu tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não podem atingi-lo, e vereis se apagar insensivelmente de vossa alma tudo o que pode manchar-lhe a pureza.

Sentireis a peso da matéria diminuir dia a dia e, semelhante ao pássaro que plaina nos ares, e não se lembra mais da terra, subireis sem cessar, subireis sempre, até que a vossa alma embriagada possa saciar de seu elemento de vida no seio do Senhor.

 

Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.

SE A VOSSA MÃO ESQUERDA É MOTIVO DE ESCÂNDALO, CORTA-A.

 


CAPÍTULO VIII-ESCÂNDALOS.

SE A VOSSA MÃO ESQUERDA É MOTIVO DE ESCÂNDALO, CORTAI-A.

 

São Mateus no capítulo XVIII, v. de 6 a 11, e cap. V, v. de 29 a 30 nos chama a atenção para estas palavras:“ Ai do mundo por causas dos escândalos; pois, é necessário que venham os escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.

Se algum escandalizar a um desses pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar, e que o lançassem no fundo do mar.

Tende muito cuidado em desprezar nenhum desses pequenos; eu vos declaro que no Céu, seus anjos veem sem cessar a face do meu Pai que esta nos Céus; porque o filho do homem veio salvar o que estava perdido.

Se a vossa mão ou vosso pé vos é motivo de escândalo, cortai-os e atirai-os longe de vós; é bem melhor para vós que entreis na vida não tendo senão um pé ou uma mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. E se vosso olho vos é motivo de escândalo, arrancai-o e lançai longe de vós; é melhor para vós que entreis na vida não tendo senão um olho, que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno”.

Diante disto tudo, Ele quer dizer que o escândalo vem a ser toda ação que venha a chocar com a moral, ou decência de um modo ostensivo.

O escândalo não esta na ação de si mesmo, e sim no reflexo que ele pode causar. A palavra em si da uma ideia de certa explosão de comentários.

Muitas pessoas se contentam em evitar um escândalo, porque veria a ferir o seu orgulho e sua consideração, diminuindo-as perante aos seres humanos. Elas se contentam em evitar o escândalo, contando que as pessoas ignorem as suas baixezas, o que lhes bastam para que a sua consciência fique tranquila, isto comparando as palavras de Jesus que diz: “ Sepulcros brancos por fora, mais cheios de podridão por dentro; vasos limpos por fora, sujos por dentro”.

No sentido religioso a palavra escândalo não quer dizer somente aquela que ofende a consciência de outrem, e sim tudo o que venha a resultar em vícios e das imperfeições das pessoas, pois toda reação má pode resultar de um individuo para outro com ou sem repercussão. O resultado desses vem a ser efetivo do mau moral.

Jesus falou que a nossa Terra existe o escândalo, porque o ser humano sendo imperfeito é inclinado à maldade, sendo o mesmo que as arvores possam dar maus frutos.

È preciso que entendamos que a maldade pode ser uma consequência da imperfeição do ser humano, mas isto não quer dizer que devemos ser obrigados a pratica-los.

Às vezes o escândalo vem a ser um mal necessário, porque ele estando junto ao ser humano que esta aqui em expiação, e acaba punindo-o pelo contato com o vício, dos quais ele é a primeira vítima, onde acaba compreendendo os seus inconvenientes.

Isto quer dizer, que quando estiver cansado de sofrer no mal, por certo procurará o remédio no bem.

A reação desses vícios serve como castigo para alguns, e de provas para outros. È assim que Deus faz emergir o bem do mal, onde as pessoas se utilizam das coisas ruins e vis.

Se o escândalo estivesse privado em nosso planeta, por certo o Poder Maior não teria o trabalho de corrigi-los. A tarefa da correção dos indivíduos não é fácil.

Vamos imaginar o nosso mundo perfeito, sem ter pessoas praticando a maldade, onde por certo sentiríamos felizes. Esta amostra vem a ser de um mundo mais avançado, aonde a maldade foi excluída, e onde um dia poderemos desfrutar, isto é, se cada um de nós procurarmos fazer a nossa parte para que isto possa acontecer.

Enquanto existem mundos que avançam cada vez mais para o lado do bem, existem outros que recebem seres primitivos, servindo de exílio para eles e um lugar de expia para Espíritos imperfeitos, rebeldes e obstinados na maldade, e que foram rejeitados em outros mundos que se tornaram felizes.

Mas ai daqueles que se deixarem levar pelos escândalos, mesmo de uma forma inconsciente, aonde o mal vem a ser sempre o mal. Isto quer dizer o mesmo, que um pai que suporta um filho ingrato porque ele foi um mau filho e fez seu pai suportá-lo, e hoje paga por isso. Mais isto não quer dizer que o se filho não deva ser corrigido, pois vem a ser uma dupla responsabilidade, pois errou como filho e hoje tenha que errar como pai. Terá por certo que encaminha-lo para um bom caminho.

Se a expressão se a sua mão é uma causa de escândalo cortai-a, mesmo que pareça ser palavras enérgicas, não quer dizer que devemos fazer aquilo que está escrito, e sim simplesmente cortar os escândalos que posam estar nos envolvendo, que vem a ser um mal. Quer dizer também tirar do nosso coração todo o sentimento impuro, e de toda a fonte viciosa. Tudo isto significa que seria o mesmo que tivéssemos cortado a nossa mão alvo de escândalo.

Jesus sempre falou por parábolas, que quer dizer no sentido alegórico e profundo das palavras, mas muitas coisas ainda não foram compreendidas.

Por ter Jesus falado por este meio para aquelas pessoas que viviam naquela época remota, muita coisa foi compreendida e distorcida por algumas religiões.

È por isso que eu mesmo que tenha nascido em berço Espírita, passei por algumas sem receber respostas concretas, e sim abstratas e evasivas.

Foi justamente onde comecei a estudar esta religião que eu abraço, porque ela me deu as respostas que eu passei pela minha fé raciocinada, e cheguei à conclusão que era aqui o meu verdadeiro caminho.

Fui buscar as respostas que eu fazia na época, como, da onde vim, para onde vou, porque algumas pessoas são aleijadas e outras sãos, porque uns ricos outros pobres, e assim por diante. Quando perguntava nas outras religiões, diziam serem coisas de Deus. Realmente são Dele, mas Deus não castiga as pessoas, e sim as obras que cada um constrói acaba pagando, se não for aqui, será em outras encarnações.

Para isto lembramos que existe a lei da ação e reação, que vem a ser a das causas e efeitos. Deus criou a natureza e ela sim age dentro das suas leis. Portando Deus não castiga ninguém dos seus filhos, e sim da oportunidade de se redimirem, não existindo penas eternas.

Portanto irmão, longe do fanatismo, se você quiser mais respostas para seus males e outros, adquira o Livro dos Espíritos e lá você encontrará as respostas para a sua vida material e Espiritual.

 

Bibliografia. O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Mensagem escrita e interpretada pelo Médium Getulio Pacheco Quadrado.