O LIVRO DOS
ESPÍRITOS. CAPITULO VI.
DUELO.
O duelo não pode ser considerado como um caso de
legítima defesa. É um
assassínio e um costume absurdo, digno dos bárbaros.
Numa
civilização mais avançada e mais moral, o ser humano compreenderá
que o duelo é tão ridículo quanto os combates de antigamente
encarados como o juízo de Deus.
É considerado um suicídio e assassínio o duelo por
parte daquele que conhecendo sua própria fraqueza está quase certo de sucumbir.
As probabilidades são iguais, sendo um
assassínio e suicídio.
Comentário de Kardec: Em todos os casos, mesmo
naqueles em que as possibilidades são iguais, o duelista é culpável porque
atenta friamente e com propósito deliberado contra a vida de seu semelhante; em
segundo lugar, porque expõe a sua própria vida inutilmente e sem proveito para
ninguém.
O valor do que se chama o ponto de honra em
matéria de duelo, tratam-se do
orgulho e da vaidade, duas chagas da Humanidade.
Dependendo
dos costumes e dos usos há casos em que a honra está verdadeiramente empenhada
e a recusa seria uma covardia.
Cada país e cada século têm a respeito
uma maneira diferente de ver. Quando os seres humanos forem melhores e
moralmente mais adiantados, compreenderão que o verdadeiro ponto de honra
está acima das paixões terrenas e que não é matando ou se fazendo matar
que se repara uma falta.
Comentário de Kardec: Há mais grandeza e
verdadeira honra em se reconhecer culpado, quando se erra, ou em perdoar,
quando se tem razão; e em todos os casos, em não se dar importância
aos insultos que não podem atingir-nos.
BIBLIOGRAFIA:
O LIVRO DOS ESPÍRITOS.

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